Ainda não se cadastrou? Junte-se a nós | Entrar Anuncie Já | Bate-Papo | Proposta
Portal Militar - Paixão pelo Brasil
Fórum de assuntos militares

Adicione ao Google Reader ou Página Principal | Adicione ao Yahoo Reader ou Página Principal |
Receba no email as atualizações no fórum: Parceria: FeedBurner
Portal Militar :: Exibir tópico - AUTISMO e o PROJETO DE LEI Nº 2702/2009
 FAQFAQ   PesquisarPesquisar   GruposGrupos   PerfilPerfil   Entrar e ver Mensagens PrivadasEntrar e ver Mensagens Privadas   LoginLogin 

AUTISMO e o PROJETO DE LEI Nº 2702/2009

 
Novo Tópico   Responder Mensagem    Portal Militar - Fórum -> Polícia Militar
Exibir mensagem anterior :: Exibir próxima mensagem  
Autor Mensagem
EDNACOIMBRA
Newbie
Newbie


Cadastrou-se em: 03 Jun, 2009
Mensagens: 1

PostEnviada: 25 06 2010, 8:29    Assunto: AUTISMO e o PROJETO DE LEI Nº 2702/2009 Responder com Citação

Queridos amigos e companheiros de luta,

Tenho sentido imensa falta da AFDM nas reuniões referentes a Saúde Pública do Estado do Rio de Janeiro.
É bom lembrar que a AFDM sempre foi uma Associação de Familiares ativa nas causas da Saúde Mental e da Doença Mental. Não ter a satisfação de ver um representante nas nossas audiências, sejam na ALERJ, ou em Brasília, é muito triste. Será que nossos doentes mentais e nossos deficientes mentais não necessitam mais do apoio dessa Instituição que tanto fez pelos nossos doentes? Será que não há mais nada a ser resgatado de quem sempre esteve lutando as causas da minoria? Será que a AFDM envelheceu? Desgastou-se pelo tempo? Acovardou-se pelos muitos nãos recebidos? Errar, todos nós erramos! Cometer falhas, acontece diariamente! Agora, o que não se pode admitir é permitir que a AFDM morra por incompetência nossa. As família não merecem ser esquecidas! Os nossos familiares não merecem esse desrespeito!

Estive na Audiência da ALERJ, no dia 21 de junho, para lutar pela aprovação do PROJETO DE LEI Nº 2702/2009 que INSTITUI O SISTEMA ESTADUAL INTEGRADO DE ATENDIMENTO A PESSOA AUTISTA E DÁ OUTRAS PROVIDENCIAS, do Deputado AUDIR SANTANA, e gostaria de fazer minhas considerações:

1) Quero agradecer a ADEFA por ter enfatizado o convite para que os familiares comparecessem ao evento, e a parabenizo por receber, muito justamente, a qualificação, decorrente da Lei 9.790 de 23/03/99, de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, requerida diretamente no Ministério da Justiça, passando a partir de 17 de maio/2010 a ser denominada ADEFA - AUTISMO DESENVOLVIMENTO FELIZ COM AMOR. Parabéns a Julceni, Berenice de Piana, Eloah e todos os seus associados e colaboradores. Aliás, tive o imenso prazer de ter a companhia da querida Sandra Cerqueira, psicóloca e coordenadora da Escola Metamorfose, parceira da ADEFA.

2) Não me cansarei de tornar público da satisfação em ouvir a Berenice de Piana, a Sandra Cerqueira, a Claudia Moraes, a Wanya Leite, o Ulisses, a Teresa Cristina. Gostei muito de conhecer o pai do Saulo, nosso autista, que também é deficiente visual, que sempre nos presenteia com sua linda voz; conheci também o Paulo Márcio, do Jornal do Brasil, jornalista envolvido com as causas do autismo. Ele disse uma coisa importantíssima que muitos profissionais da saúde e da educação não valorizam: "Ouvir os pais. São eles quem conhecem melhor os filhos".

3) Do meu lado esquerdo estava a estimada Eliana Correia, da APADEM, nossa associação querida lá de Resende. Diga-se de passagem, a APADEM sempre comparece com um número, bem expressivo, de pais e familiares de autistas. Aproveitei para mandar um recadinho para a querida Liê, que gentilmente me retribuiu com um, também,"eu te amo".

4) A Secretária de Saúde também se fez representar e nos mostrou o levantamento dos últimos anos dos CAPSis do Rio de Janeiro. Memorizei o ano de 2009: em 18 CAPSis, há 2.356 adolescentes com TID, desses, 73% são do sexo masculino. De 05 a 09 anos são 471 crianças; e de 10 a 19 anos, 1.641. E qual será o número para 2010? Estarão os CAPSis preparados para a demanda? Qual é o papel de cada um de nós, enquanto sociedade, para recebermos e respeitarmos essas crianças, que estarão nas mesmas classes que nossos filhos?

5) Já a Secretaria de Educação do Rio de Janeiro nos falou das criança que estão no AEE (Atendimento Educacional Especializado) turno e contraturno, ou seja, um turno faria a inclusão e o outro, com professores de reforço e instrutores trabalhariam os conteúdos do turno normal, trabalhando assim a especialidade; falou também das salas de recursos multifuncionais, etc. Dos alunos com TID, 35% estão em classe especial (516); 25% não inseridos(376) e 40% estão em classes regulares (601); e do total, 40% tem o diagnóstico de CID F84. Das 303 escolas citadas, 103 são inclusivas.
Bem, nós sabemos que na prática não há, de fato, a inclusão de nossas crianças autistas. Nós, pais, médicos, educadores, até agora, estamos muito desinformados a respeito do que é, verdadeiramente, o autismo. E uns, ainda muito mais que outros. Por isso, é necessária essa união das associações, dos grupos, dos pais, dos profissionais da saúde e da educação, dos políticos, para que possamos nos ajudar, compartilhar experiências e conhecimentos. Sabemos que para uma escola receber uma criança com características diferenciadas no ensino regular é necessário uma rede de apoio com suporte. E esse suporte só poderá fazer a inclusão e a aprendizagem dos nossos filhos, se pais e educadores estiverem de mãos dadas, senão, iremos sim, como bem disse a Wanya, "mendigar educação para os nossos filhos". Já postei para vocês o relatório da professora do Nathan Naum, da Escola Municipal Clementina de Jesus, em Campo Grande; o que
aproveito para, também, deixar público o meu respeito pela professora Dilma, que nunca mediu esforços para ajudar ao Nathan Naum, a aprender e a ser incluído em classe regular. Porém, para que haja a inclusão, é necessário que todos, entendam a inclusão não apenas como um direito à educação de nossas crianças com déficits permanentes ou temporários, mais graves ou menos severos, mas principalmente, que percebam que inclusão significa aceitar e respeitar a diferença do outro, trabalhando suas potencialidades e respeitando suas limitações. Mas todos da escola teem a mesma visão que a "tia" Dilma? A direção, os colegas professores, os demais funcionários, os pais dos alunos neurotípicos, compactuam da mesma dedicação da mestre, em incluir?
Nosso amigo Ulisses, mais uma vez, nos disse que raro é o dia em que o Rafael, seu filho autista, que está em escola regular, não lhe relata que os colegas lhe bateram na escola. Será que isso faz parte da inclusão??? Sou, e sempre serei a favor da inclusão, mas uma inclusão que dignifiquem nossos filhos, não que os deixem no canto da sala por não saber como trabalhar com eles. Jamais duvidei da capacidade que eles teem de aprender, cada um ao seu tempo, é verdade, mas todos eles teem potencial que não deve ser desprezado.

6) Tratar o autismo custa caro, custa tempo, custa equilíbrio emocional, familiar e até conjugal. Nathan Naum faz terapia no Centro de Desenvolvimento Humaitá. Graças a Deus, devido ao convênio com a Polícia Militar, conseguiu-se matriculá-lo, também, na turma de educação especial, daquela instituição. Ele estuda de segunda a sexta-feira, das 08:00 às 12:00, continuando com as terapias de psicopedagogia, fono, ABA e informática, tudo íncluído no convênio. Duas vezes na semana, ele faz meia hora de natação, porém, nesse caso, é pago à parte. Ele mora em Campo Grande, e o CDH fica em Laranjeiras. As terças-feiras sou eu quem o leva. De quê? De trem, de ônibus, depois de ônibus ou metrô. Na verdade são três conduções. Qual o horário que saímos de casa? 05:30 da manhã! E às vezes, ainda chegamos atrasados, por causa da Av. Brasil. E ainda tem o tratamento no Philippe Pinel as quartas-feiras! Se vale a pena? Claro. Nunca
deixaremos de investir no Nathan Naum, nem no Abraão Gottschalk, que, na maioria das vezes vê a mãe apenas à tardinha, quando chega da natação, ou do judô, ou da explicadora.
E aqueles pais que não possuem convênio para tratar seus filhos? Por esse motivo devemos ser solidários uns com os outros, puxarmos a corda para o mesmo lado. Lutarmos para que o Governo melhore os CAPSis; que invista na especialização de médicos e professores, para que possam tratar e receber nossos filhos autistas. Que haja sim, uma lei em favor das nossas crianças e que ela seja cumprida, respeitada, fiscalizada. Essa foi nossa missão na ALERJ, e agradeço ao deputado Audir Santana por nos receber e permitir que muitos colocassem suas ações, seus anseios, suas frustrações, suas lutas.
A Berenice, em sua fala, disse que há dois tipos de pessoas: as que são paredes, (em outras palavras), as que nunca podem nada, que não fazem, nem deixam fazer, que não estimulam, que não ajudam, que não somam; e as que são pontes, (também, em outras palavras) as que multiplicam valores, dividem soluções, compartilham idéias, aceitam sugestões e jamais dizem não!
Queridos, eu quero ser ponte!. Mesmo frágil emocionalmente, pequena politicamente, limitada cultural e acadêmicamente, eu quero ser ponte!

Um grande beijo no coração de vocês.

Edna Coimbra (Vovó do Nathan Naum, oito anos, AUTISTA).

"Familiares unidos, filhos autistas incluídos".
Voltar ao Topo
Perfil do Usuário Enviar Mensagem Privada Enviar Email
Mostrar os tópicos anteriores:   
Novo Tópico   Responder Mensagem    Portal Militar - Fórum -> Polícia Militar
Todos os horários são GMT - 3 Horas
Página 1 de 1

 

Ir para:   
Postar no fórum: Não permitido para visitantes anônimos.
Responder Tópicos Não permitido para visitantes anônimos.
Editar Mensagens: Não permitido para visitantes anônimos.
Excluir Mensagens: Não permitido para visitantes anônimos.
Votar nas Enquetes: Permitido.
Permitido anexar arquivos
Permitido fazer download

Powered by phpBB © 2001-2008 phpBB Group