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A infantaria brasileira nasceu em Tamboril
Inserido por: JoseAnanias
Em: 07-11-2006 @ 05:19 pm
 

 
Curriculum 
Vitae

 


Autor: Cel QOBM José Ananias Duarte Frota

Nasceu Antônio de Sampaio a 24 de maio de 1810, na povoação do Tamboril, então Capitania do Ceará-Grande. Era filho de Antônio Ferreira de Sampaio e de D. Antônia de Souza Araújo Chaves. Seu local de nascimento era atrasadíssimo e somente um grande destino e um prodigioso esforço poderiam tirar daquele recanto cearense um menino raquítico e pobre, para elevá-lo à alta posição de Brigadeiro do Império e Comendador da Ordem da Rosa.

Seu espírito de liderança e de estrategista foi consagrado na guerra do Paraguai, mais precisamente em Tuiuti. No 25 de outubro de 1873, naquelas plagas combateram 55.000 homens de todas as armas e o Brigadeiro Sampaio, à frente da 3.a Divisão, deteve as vagas de assalto paraguaias, enquanto Mallet despejava sobre elas suas peças, bradava: - Por aqui não passam!

O Coronel José Diaz, aproveitando-se de uma brecha aberta na frente argentina, arroja seus esquadrões sobre a Divisão Encouraçada e, num terreno fofo, de pântanos e de pauis, soldados de Sampaio resistem e morrem, mas não cedem um palmo. E foi essa bravura serena que decidiu a vitória. Incontinenti o Coronel Deodoro da Fonseca investe violentamente pela brecha, onde Diaz se mantinha à frente de 9 batalhões, fazendo-o recuar pelo menos 500 metros e nos primeiros minutos de fogo, oscila no estribo de seu cavalo branco o intrépido comandante da 3.a Divisão, um fio de sangue a escoar-lhe pela boca. Vem, o segundo ferimento, tão grave como o primeiro.

Sem conhecimento do fato, Osório, confiante na resistência de Sampaio e de Mallet, envia-lhes seu ajudante-de-ordens Capitão Francisco Corrêa de Melo, com a ordem de resistência a todo o custo. Sampaio recebe-o coberto de poeira e de sangue comunicando: "Capitão, diga ao Marechal Osório que estou cumprindo meu dever, mas como já perdi muito sangue, seria conveniente que me mandasse substituir." E quando o Capitão Corrêa de Melo fazia continência para se retirar, recebe o brigadeiro o terceiro ferimento, mas ainda tem tempo, antes de perder os sentidos, de pronunciar estas palavras: "Diga ao marechal que este é o terceiro!" Antes de findar o dia a batalha estava ganha. Sampaio salvara o Exército Aliado e o ditador Solano Lopez perdera quase toda a sua tropa empenhada naquela frente.

              Falece o Patrono da “Rainha das Armas” a bordo do transporte de guerra "Eponina", a 6 de julho de 1866, por ferimento recebido em combate, no território argentino, sendo seu corpo transladado para o Brasil a 20 de dezembro de 1869 .

                O governo do Sr. D. Pedro II agraciou o Brigadeiro Sampaio, além da Medalha de Caseros, fita azul,  com o grau de Comendador da Ordem da Rosa, de Oficial do Cruzeiro e de Cavaleiro de São Bento de Avis. A 19 de janeiro de 1940 foi dado o nome de "Regimento Sampaio" ao 1° Regimento de Infantaria, originário do Terço Velho de Mem de Sá, "cuja fama se perde distante, no silêncio dos tempos passados". Na 2ª Guerra Mundial, foi ainda lembrado o nome do Brigadeiro Sampaio, ao ser instituída a "Medalha Sangue do Brasil", para os feridos em ação contra o inimigo, na qual os três ferimentos do corajoso chefe da infantaria imperial estão representados por três estrelas esmaltadas de vermelho.

Esta singela homenagem é dedicada aos nobres Infantes de Sampaio, pelos relevantes e  anônimos serviços prestados a Nação, em particular aos guerreiros do 23° Batalhão de Caçadores, na pessoa do Coronel Cavalcante, ao Exmo. Sr. Gen Div Ulisses Lisboa Perazzo Lannes, digno comandante da 10ª RM e ao dileto combatente, Gen Ex Expedito Hermes Rego Miranda, nosso Comandante na Escola Superior de Guerra e atual Ministro do Superior Tribunal de Justiça Militar!

 


Última alteração em 07-11-2006 @ 06:27 pm

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