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O Brasil e a segunda guerra mundial
Inserido por: Coordenador
Em: 07-25-2006 @ 12:59 am
 

 

O BRASIL E A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

 

 
Colaborador:  Gen. Raymundo Negrão Torres(x)


Embora registrados nos livros e nos fastos da história, o passar do tempo e o aparecimento de revisionistas espúrios vão esmaecendo os verdadeiros contornos daqueles dias de sofrimento. Convém sempre relembrá-los. 

Aquela cruenta conflagração foi conseqüência direta da 1ª Grande Guerra (1914/18), pois o tratado de Versalhes, imposto à Alemanha, constituíu-se no rastilho que iria reacender vinte anos depois. A derrota da Alemanha fizera nascer o mito da "punhalada pelas costas". Cerceado e asfixiado, o povo alemão apoiou a promessa do ressurgimento do poderio germânico esmagado pelas imposições dos vencedores. 

Em um conflito total e global como esse, a posição estratégica do Brasil acabaria por envolver-nos. A guerra na Europa não era uma guerra nossa, mas o ataque japonês a Pearl Harbor colocou em xeque a solidariedade continental. Rompemos relações com os países do Eixo e a resposta foi o afundamento de nossos navios mercantes, a partir de fevereiro de 1942, inclusive em águas territoriais brasileiras. A insólita agressão mobilizou a opinião pública e levou-nos à declaração de guerra à Alemanha e à Itália. 

Este engajamento tinha vários aspectos relevantes: 

- importava num posicionamento externo que não se ajustava à nossa política interna, pois vivíamos sob a ditadura Vargas que, desde novembro de 1937, fechara o Congresso e outorgara uma Constituição autoritária;

- atendia ao interesse americano de poder contar com nossas bases aéreas e nossa cooperação aeronaval para suas operações no Atlântico Sul e na África;

- garantia ao esforço de guerra aliado as matérias-primas estratégicas do solo brasileiro e forçava o truste siderúrgico americano a concordar com a implantação da usina de Volta Redonda;

- abria a perspectiva da participação da Força Terrestre brasileira no além-mar, o que, além dos aspectos políticos, permitiria reforçar os efetivos aliados no Mediterrâneo na fase crítica da rocada de meios para a invasão pela Normandia. 

A participação da FEB na 2ª Guerra Mundial - inicialmente prevista para o valor de um Corpo de Exército e depois reduzida para uma Divisão - não seria apenas simbólica, mas, pelo contrário, teria uma alta expressão moral e material. O aprestamento dessa força, no entanto, impunha a superação de inúmeros problemas. Praticamente, tudo estava por fazer; íamos abandonar conceitos doutrinários de origem francesa e quase nada tínhamos para mobilizar em termos de equipamento. Tínhamos que aprender a lidar com material inteiramente desconhecido. E, principalmente, tínhamos que vencer insidiosa campanha derrotista de simpatizantes do Eixo e de gente simplesmente do contra. 

Ao chegar o 1º escalão à Itália, nossos aliados americanos verificaram que a FEB era um instrumento de combate ainda por fazer e esse escalão espalhou-se, quase todo, por escolas e centros de instrução na própria Itália. Mas a crise de efetivos levou ao emprego fracionado e prematuro da tropa e surgiram os primeiros revezes. Os ataques frustrados a Monte Castelo, em novembro e dezembro de 1944, são momentos de agonia para o comando da FEB que é pressionado pelos americanos a explicar o revés. 

O general Mascarenhas compromete-se a fazê-lo por escrito e o faz com altivez e precisão. Entre outras coisas, declara que nenhuma Divisão americana, em qualquer Teatro de Operações, entrara em linha sem haver cumprido um extenso e completo ciclo de preparação de mais de 15 meses que incluía: um ano de instrução nos Estados Unidos, três meses de instrução no TO e um mês de ambientação na linha de frente. A preparação da FEB tinha sido incompleta: no Brasil por culpa nossa e na Itália por culpa do comando aliado. Ironicamente, a resposta brasileira é entregue na manhã de um dia em que uma divisão americana de 15.000 homens havia ficado reduzida à metade, em outra parte da frente na Itália. Daí a poucos dias a neve cobriria os Apeninos.

Com a primavera nasceria uma nova FEB. A estabilização da frente dar-nos-ia tempo e, ao invés da estagnação, propiciou um período intenso de instrução e de preparo para novas missões. E o novo soldado que surgiu mereceu mais tarde do Comandante do IV Corpo de Exército americano as melhores referências. O general Crittenberger chegou a dizer: "Sim, conheci o soldado brasileiro e estou aqui para vos dizer que realizou um trabalho estupendo. Não são homens comuns esses  soldados do Brasil".


Colaborador:  Gen. Raymundo Negrão Torres(x)

(x) Membro acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e seu Delegado no Paraná

 


Última alteração em 07-25-2006 @ 12:59 am

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