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O Batalhão Syzeno e Monte Castelo
Inserido por: LuizErnani
Em: 07-25-2006 @ 01:15 am
 

 
Curriculum 
Vitae

 


Autor: Cel Luiz Ernani Caminha Giorgis

ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL

DELEGACIA GENERAL RINALDO PEREIRA DA CÂMARA

PORTO ALEGRE - RS

   A Força Expedicionária Brasileira(FEB), era formada basicamente por três Regimentos de Infantaria, o 1º (Vila Militar-Rio), o 6º (Caçapava-SP) e o 11º (São João D’El Rey-MG). O primeiro a chegar à Itália foi o 6º RI(16Jul44), seguido dos outros dois e mais tropas de apoio e administrativas.

   A data de entrada dos brasileiros em ação foi 15Set44, com o emprego do IºBtl/6ºRI (Btl GROSS-Maj João Carlos Gross) e o IIº/6º (Btl CUNHA PONTES-Maj Abílio Cunha Pontes). Estes dois Btl foram empregados na linha MONTE COMUNALE-IL MONTE, em manobra de substituição de Elm americanos. Ao anoitecer de 16 os dois Btl já haviam conquistado MASSAROSA e BOZZANO. Nesta jornada, a Art da FEB disparou o seu 1º tiro na guerra, através da 1ª Bateria do 2º GO ( Bia LOBATO/Grupo DA CAMINO), às 1422 h. Este fato é comemorado todos os anos no Rio de Janeiro.

Operações no Vale do Rio Serchio

   A 18Set ocorreu a ocupação de CAMAIORE e a 19 os primeiros ataques à Linha Gótica. A 20, os brasileiros ocuparam MONTE PRANO e em seguida PESCAGLIA e BORGO A MOZZANO. Já no Vale do Rio Serchio, a 05 e 06Out, ocuparam CHIVISSANO, CORÁGLIA e FORNACCI, sendo que esta última era extremamente valiosa pela fábrica de munições e acessórios para aviões (Fábrica CATAROZZO). Com a ocupação de FABRICCHE e CARDOSO ficou assegurado o Eixo de Suprimentos dos brasileiros. A 17, BRAGA e GALLICANO foram ocupadas e com elas a posse de importante posição para o ataque a CASTELNUOVO DI GARFAGNANA, um dos pontos fortes da Linha Gótica. Neste dia, por ocasião da visita do Ministro da Guerra, Gen EURICO GASPAR DUTRA, foi oficializada a expressão “A Cobra Fumou”, transformando-a no símbolo da FEB, com o correspondente Distintivo de Braço.

   A 30 Out, contra a vontade do Gen MASCARENHAS DE MORAIS, foi iniciada a operação para a conquista de Castelnuovo di Garfagnana, com o Btl GROSS. À tarde os brasileiros ocuparam SAN QUIRICO, capturando Elm italianos da Divisão Monte Rosa. Mas os alemães contra-atacaram com tropas SS, fazendo o Iº/6º recuar e devolver o terreno já conquistado, embora o Btl GROSS tenha causado consideráveis baixas aos alemães. Este insucesso foi devido à exaustão física dos brasileiros, terreno lamacento, ataque de baixo para cima, sem reserva de tropa, falta de ressuprimento de comida e munição e falta de tempo para reorganização. Tinha razão o bravo gaúcho de São Gabriel, que foi contrário à Operação por considerá-la inoportuna e inconveniente, mas o Cmt era o Gen Zenóbio da Costa, que cumpria ordens do Cmt do IV Corpo de Exército norte-americano, o “arrogante e prepotente” (conforme Floriano de Lima Brayner em A Verdade sobre a FEB), Gen WILLIS DALE CRITTENBERGER.

   Entre 25 e 30 Out a FEB ocupou as localidades de SOMMOCOLONIA, TRASSILICO, VERNI e CALOMINI, e também a linha de alturas LAMA DI SOTTO-PRODOSCELLO-PIAN DE LOS RIOS e SAN QUIRICO. E assim, até 31Out a FEB já apresentava um saldo muito positivo: 208 prisioneiros, 40 Km de avanço e várias localidades importantes ocupadas.

Operações no Vale do Rio Reno

   Deslocado para o Vale do Reno no início de Nov, mesmo sem repouso e recompletamento, o 6º RI ( Cel JOÃO SEGADAS VIANNA), apoiado pelo Grupo DA CAMINO (2ºGO), foi reforçar a 92ªDI

americana, formada somente por negros, segregação racial que foi causa da pouca eficiência da DI em algumas operações e coisa estranhíssima para os brasileiros.

   Entre 03 e 04Nov o Btl CUNHA PONTES ocupou TORRE DI NERONE e o QG da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária foi instalado em PORRETA TERME. A 05 e 06, o IIIº/6º (Btl CASTOR-Maj Silvino Castor da Nóbrega), entrou em linha em AFFRICO VOLPARA e a 16 o Btl GROSS, ocupou as alturas de BOSCACCIO, IL SASSO e MONTE CAVALLORO. Estas Operações já foram realizadas sob o comando do Gen JOÃO BATISTA MASCARENHAS DE MORAIS, Cmt da 1ª DIE.

   A 25 e 26Nov ocorreram os primeiros ataques à MONTE CASTELO, com a Task Force 45, reforçada pelo Btl CASTOR. Ataques frustrados, pelo fato de ser atacada isoladamente uma posição em elevação que fazia parte de um conjunto de elevações de maior cota, pois MONTE BELVEDERE, GORGOLESCO e LA TORRACIA, vizinhas a CASTELO, têm alturas variando entre 1120 e 1140 m e esta tem 987 m. O comandamento das demais em relação ao nosso principal objetivo é óbvio. A conquista de MONTE CASTELO representava o avanço aliado para o Norte e também o controle de vistas e fogos sobre a Estrada 64, que demandava a direção S – N.

   A 26Nov foram alterados os limites de Zona de Ação das tropas aliadas, passando Monte Castelo a ficar integralmente dentro da ZAç da 1ªDIE. Nesta altura dos acontecimentos, o comando brasileiro reivindicou para a FEB a manobra de ataque a CASTELO, passando a mesma a ser executada somente com os meios da nossa DIE. Mas, antes da conquista, dois ataques infrutíferos foram realizados, como veremos a seguir.

Monte Castelo

   E chegamos assim ao objeto deste trabalho: o Btl SYZENO, o IIº/1ºRI, comandado pelo Maj SYZENO SARMENTO. O 1º RI, Regimento SAMPAIO, era comandado pelo Cel AGUINALDO CAIADO DE CASTRO e os demais Btl eram o Iº - Btl UZEDA(Maj Olívio Gondim Uzeda) e o IIIº - Btl FRANKLIN(Maj Franklin Rodrigues de Morais). SYZENO SARMENTO, após a guerra, chegou ao posto máximo da carreira, o de General de Exército, tendo comandado o Iº Exército, com sede no Rio de Janeiro. Nos dois primeiros ataques da DIE ao MONTE CASTELO seu Btl foi injustamente acusado de ter sido o causador dos fracassos. É necessário procurar resgatar a verdade.

   A primeira tentativa foi planejada para 29Nov. Ao Btl SYZENO coube a Zona de Ação principal do 1ºRI, tendo o Btl ocupado a 20 as alturas de AFFRICO-VOLPARA e a 21 o Btl FRANKLIN ocupava TORRE DI NERONE-TURZIANO.  O Btl UZEDA foi inicialmente mantido em reserva na região de LÚSTROLA, mas a 28, véspera do ataque, foi também acionado, tendo que marchar à noite, sob chuva e terreno lamacento, para ocupar posição duas horas antes. Após a preparação da Art, o ataque foi realizado com os Btl UZEDA, CASTOR(IIIº/6º), CÂNDIDO(IIIº/11º- Maj Cândido Alves da Silva) e mais a 4ªCia/IIº/6ºRI. Na véspera, os americanos haviam sido repelidos de MONTE BELVEDERE, posição que flanqueava o ataque brasileiro. Portanto, o nosso ataque foi realizado sem proteção de flanco, além da tropa não ter repousado, ter havido carência de suprimentos, o terreno estar lamacento e sem reconhecimento do terreno, e por isso tudo frustrado. A tropa não estava em boas condições e Castelo foi atacado isoladamente. Houve 185 baixas.

   Novo ataque foi realizado a 12Dez, desta vez com os Btl SYZENO, FRANKLIN e JACY(Iº/11º - Maj Jacy Guimarães). Na reserva, o Btl CÂNDIDO. Neste ataque não houve preparação de Art (para não prejudicar a “surpresa”), o terreno estava encharcado de chuva e lama, a tropa estava cansada e mal alimentada, a ocupação das Posições de Ataque foi à noite(com atrasos) e houve falta de coordenação entre os elementos do Escalão de Ataque (SYZENO e FRANKLIN). O Btl SYZENO recebeu ordem de atacar às 0630 h e o Btl FRANKLIN às 0600 h. O inimigo pode assim dirigir seus fogos a um e depois ao outro Btl. O nosso IIº/1°RI ainda partiu com atraso porque alguns elementos tiveram dificuldades em chegar a tempo à Posição de Ataque. Além da Art alemã estar ajustada, o fogo de morteiros apresentou barragens difíceis de transpor. O Btl SYZENO não pode progredir além da localidade de CÁ DI ZOLFO por imposição dos fogos de Art e Mrt e ainda fogos

de flanco de metralhadoras, partidos de ABETAIA e VALLE, localidades que eram dadas como já estando em mãos de tropas amigas, o que não se confirmou. Às 1200 h estava terminado o combate, com o retraimento do Escalão de  Ataque. Injustiça, portanto, culpar o IIº/1ºRI pelo insucesso, quando este Btl, ao contrário, procurou cumprir com denodo e valentia sua missão. A tentativa frustrada foi conseqüência de uma série de erros de planejamento e não propriamente de execução do ataque.

A Vitória  

   Passada a pior fase do inverno italiano, o último e vitorioso ataque foi realizado em 21Fev45.

   Antes da 1ª DIE atacar Monte Castelo, a 10ª Divisão de Montanha americana conquistou a linha MONTE BELVEDERE-GORGOLESCO. A  DIE atacou com o Regimento SAMPAIO e o IIº/11ºRI(Btl RAMAGEM-Maj Orlando Gomes Ramagem). O nosso Btl SYZENO não fez parte do Esc Atq desta vez, mas mesmo na reserva foi empregado e contribuiu para o sucesso, já que recebeu a missão de garantir o flanco direito do Regimento Sampaio. A primeira que atingiu CASTELO foi a 5ª Companhia de Fuzileiros do Btl SYZENO. Neste ataque houve forte apoio de Art e da Aviação (FAB). Às 1620 h a posição alemã começava a ceder, sendo a conquista consolidada já ao anoitecer. Aquilo já não era somente um simples objetivo a conquistar, “mas um desafio a enfrentar e uma vingança a executar”, já que muitos companheiros perderam a vida atacando aquela posição inimiga. O soldado brasileiro reafirmava assim sua dignidade, demonstrando vigor, bravura, resignação e patriotismo.

             Fontes:

          - Um Batalhão da FEB no Monte Castelo – Francisco Pinto Cabral

- Enciclopédia Barsa

Colaboração: 

José Conrado de Souza – Presidente da ANVFEB/RS.

 


Última alteração em 07-25-2006 @ 01:15 am

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