Olá Visitante! Junte-se a nós! ou Entre para inserir uma História Militar.
[ Anuncie Já | Fórum | Blogs | Bate-Papo | Ajuda | Proposta ]
 
Página PrincipalPortal Militar Escute hinos e canções militares na Rádio do PortalHinos Fórum do Portal MilitarFórum Blogs Hospedados no PortalBlogs Converse no chat com militaresBate-Papo Videos do YoutubeVideo ArtigosArtigos AgendaAgenda Hotel de TrânsitoHotel Deixe um mensagem para todos do portal.!Fonoclama EntrarEntrar! Junte-se a nós!Junte-se a nós!
  Ir para Página Principal do Portal Militar
 
   
 
[ Todos as Histórias | Todos os Colaboradores | Os últimos 20 Colaboradores ativos ]

[ Dúvidas | Política de Publicação | Busca avançada ]

Usuários Colaboradores podem enviar Histórias Militares ou relacionadas, além de poder comentar as Histórias enviadas por outros usuários!
© Todos os direitos reservados aos seus autores. Esta material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização de seus autores. As opiniões expressas ou insinuadas nesta revista pertencem aos seus respectivos autores e não representam, necessariamente, as do Portal Militar.com.br ou de quaisquer outros órgãos ou departamentos do governo brasileiro.
 

 
Lançamento da História 3a Brigada de Cavalaria Mecanizada em Bagé em ...
Inserido por: ClaudioBento
Em: 06-29-2006 @ 06:23 pm
 

 

LANÇAMENTO DA HISTÓRIA 3a Brigada de CAVALARIA MECANIZADA EM BAGÉ EM 20 AGOSTO 2002

A Academia de História Militar Terrestre do Brasil conquistou hoje nesta histórica e castrense e heróica guarnição  de Bagé mais um de seus objetivos de  ajuda ao Exército ,na conquista de mais um importante degrau de seu objetivo atual n o 1 que assim definiu:

 

Pesquisar  ,resgatar. preservar, cultuar e divulgar a História, as Tradições e os valores morais culturais e históricos do Exército.

 

E isto ao lançar o mais completo e mais denso trabalho sobre a História do Exército na Região Sul do Brasil ,A História da 3a Brigada de Cavalaria Mecanizada que traz como novidade  um retrospecto da História Militar Terrestre de Bagé desde 1680 .

 

Obra importante para se contrapor as manipulações adversas contra as Forças Armadas e em especial o Exército ,em que pese ele desfrutar  hoje de invejável índice de credibilidade junto ao povo mas, que atravessa por período  sem precedentes de dificuldades financeiras para investir em seu reaparelhamento e custear suas despesas com o adestramento mínimo desejável  para a formação de suas reservas .

 

E por oportuno faremos as seguintes considerações históricas sobre o processo sutil ou disfarçado  de que o Exército vem sendo submetido desde a Abdicação de D. Pedro I conforme abordou o insuspeito  Edmundo de Campos Coelho em O Exercito em busca da Identidade. na Sociedade Brasileira. Rio de janeiro: Forense,1978 .

 

E sobre o esforço do Exército para consolidar a Democracia que ele ajudou a salvar com a Contra revolução de 1964 é eloqüente e diríamos imperdível a obra  Militares e a política na Nova República, organizada por Celso Castro e Maria Celina de Araujo da FGV.

 

Em 7 de abril de 1831 o Exército depois de apoiar as forças políticas que forçaram a Abdicação, como alternativa para salvar a Monarquia ,por instrumento na época de garantia da  Unidade Nacional, ele passou a ser  alvo do maior esforço erradicador . Um exemplo foi o exílio aqui em Bagé por cerca de 20 anos do herói de Passo do Rosário  Emilio Luiz Mallet Fato  ,Esforço erradicados que motivaria a maior guarnição do Exército, a da Província do Rio Grande do Sul a promover, em aliança com charqueadores e fazendeiros gaúchos , sufocados por escorchantes impostos sobre o charque e légua de campo ,a promoverem a Revolução Farroupilha e um ano depois proclamarem a República Rio Grandense 1836-45 aqui perto em Campo do Meneses .Fato que abordamos em detalhes em O Exército Farrapo e seus chefes Rio de Janeiro:BIBLIEx,1992.2v) .

 

E para dominá-la bem como as outras revoluções do período de caos que se seguiu a Abdicação,  foi necessário ressuscitar  o Exército que sob a liderança do Duque de Caxias, atual patrono do Exército e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e muito ligado a Bagé como demonstramos na História da 3a Brigada e ,que segundo visão de Barbosa Lima Sobrinho ,seria merecedor do título de patrono do Instituto da Anistia , a pacifica - las . Pacificação  o que fez com grandeza , patriotismo e fraternidade ,evitando que o Brasil se transformasse numa colcha de pequenas republicas hostis entre si .

 

Foi justo no período difícil para o Brasil de 1831/71 de lutas internas e externas , que ingleses pressionaram Roraima terminando por conquistar a região do Pirara e, junto com franceses tentaram induzir os revoltosos cabanos a desligarem a Amazônia do Império do Brasil e quando foi ocupado o Amapá mais uma vez por  franceses. E aqui no  Sul os ditadores Oribe e Rosas tentando que os farrapos se desligassem do Império .E sem esquecermos  os Estados Unidos que durante a Guerra contra Oribe e Rosas e a do Paraguai  pressionaram fortemente o Império para a abertura do Amazonas à livre navegação .Enfim foram desafios vencidos com galhardia e nos quais o Exército e suas lideranças tiveram marcante papel .

 

Terminada a Guerra do Paraguai o Exército foi alvo de violenta política de erradicação e em cujo contexto surgiu o bacharelismo militar  pelo Regulamento de Ensino do Exército de 1874 .

 

.E por 31 anos o ensino no Exército foi um grave equivoco , ao criar  a figura do bacharel em Ciências Físicas e Matemáticas divorciado da finalidade fim a  Defesa Militar do Brasil .Situação  que perdurou até o Regulamento de 1905 ,ponto de inflexão do bacharelismo militar para o profissionalismo militar que até hoje se sustenta, deixando no entanto entulhos do bacharelismo somente removidos pelo regulamento de ensino de 1944 implementado na então criada Escola Militar de Resende.

 

E sob  o reinado do  bacharelismo militar iniciado em 1874 ocorreram a Guerra Civil 1893/95 em que Bagé esteve no olho do furacão , como estivera na Revolução Farroupilha e agora em ligação com a Revolta de 1/5 na Armada e ,mais tarde a Guerra de Canudos em 1897 , nas quais o Exército ,por conta do processo de erradicação combinado com a influência do bacharelismo e do positivismo agnóstico ,revelou operacionalidade inferior aos revoltosos e muito aquém da que apresentara na Guerra do Paraguai  E esta com base  na Doutrina Militar adotada por Caxias em 1862 ao adaptar. com apoio nas experiências militares que vivenciara no comando de  4 campanhas internas e 1 externa  .as realidades operacionais do Brasil a Doutrina do Exército de Portugal de forte influência inglesa .E isto foi facilitado por seu status de senador e, (eleito expressivamente por eleitores de Bagé com a ajuda  então de Osório )e Presidente do Conselho de Ministros .

 

E este jogo equivocado iniciado em 1874 começou a ser virado, ainda em 189,8 pelo filho de Bagé e Ministro da Guerra Marechal João Nepomuceno Medeiros Mallet que criou o Estado –Maior do Exército e a Fabrica de Pólvora sem Fumaça  em Piquete -SP Paulo. Chefe  e que na aguda falta de recursos financeiros, como hoje se repete ,utilizou largamente os cérebros dos integrantes do Exército no sentido da elaboração de planos e de um Corpo de Doutrina a ser implementado tão logo os recursos fossem mais favoráveis .

 

E de 1898 a 1945 teve lugar a Reforma Militar fruto de um hercúleo,  persistente e sofrido esforço de profissionais militares  do Exército ,traduzido pela elevação dos baixos padrões de operacionalidade revelados em Canudos ,por conta do bacharelismo militar, aos da Força Expedicionária Brasileira , na Itália . Ali a FEB  fez boa figura ,e de igual para igual, ao lutar contra ou em aliança ,em Defesa da Democracia e da Liberdade Mundial, com parcelas dos melhores exércitos do mundo ali presentes.

 

 E para isto foi impositivo uma trabalhosa e difícil escalada para conquista de um grau elevado de capacidade operacional  do Exército; Criação da Escola de Guerra em Porto Alegre 1906;Manobras no Curato de Santa Cruz lideradas pelo gabrielense Mal Hermes ;Criação  dos Tiros de Guerra 1906;Rearmamento do Exército em 1908 e criação de Brigadas Estratégicas ;Estágios de oficiais no Exército da Prússia 1910/12;criação da Liga de Defesa Nacional e da Revista A Defesa Nacional ;adoção do Serviço Militar Obrigatório em 1916 e extinção da Guarda Nacional 1918 ;envio de oficiais para lutarem ao lados dos aliados na 1a Guerra Mundial para atualizarem o Exército nas novidades  bélicas surgidas; Missão Indigena na Escola Militar do Realengo 1919-21com oficiais selecionados em concurso;: contrato de Missão Militar Francesa 1920-39 para nossa nascente Força Aérea e para Exército  e tudo com limitados recursos e  interferindo  neste esforço, as revoluções de 1922,1924 , combate a Coluna Miguel Costa Prestes 1924/26 e revoluções de 1930 e 1932.

 

E todos estes desafios foram respondidos com galhardia e espírito militar. Enfrentaram os militares daquela geração e  venceram as dificuldades” sem jogarem a toalha no chão “, não permitindo com criatividade, que faz lembrar os vencedores da 1a Batalha dos Guararapes, que  formaram a caminho da batalha , movidos por amor  a pátria Brasil que despertava e compensaram a vantagem material do inimigo,  com as forças morais que os animavam e assim traduzida num diálogo na troca de prisioneiros entre o Major Antônio  Dias Cardoso que focalizamos em nosso livro As batalhas dos Guararapes análise e descrição militar .Recife:UFPE,1971 e um oficial holandês .O holandês .”Na próxima batalha nós venceremos pois lutaremos dispersos como vocês lutaram ? Dias Cardoso .”Será melhor para nós ,pois cada soldado nosso é no campo de batalha um capitão  e cada soldado de vocês exige um capitão para obrigá-lo  a combater !”

 

 E constatar a garra dos quadros do Exército no período 1898/1945  é obra de simples raciocínio e verificação da nossa História Militar  , lamentavelmente ignorada pelos não integrantes das FFAA.

 

História Militar do Brasil que segmentos das elites políticas ao que parece, e da Mídia e do Magistério ,salvo melhor juízo ,fazem questão de ignorar , mas de palpitar soluções sem conhecimento de causa e sem ouvir os que por dever imposto pela Constituição cuidam desta parte .

 

Assunto que lideranças políticas , Mídia e Magistério das grandes potências, potências e grandes nações participam conhecem e debatem , conscientes do que disse certa feita o um famoso ministro de e França  mais ou menos assim : “A Defesa Nacional é assunto muito sério para ser deixado por conta só dos militares .Nelas , em suas faculdades de História ,estuda-se criticamente a História Militar do pais em detalhes .No Brasil ao contrário , o assunto é desconhecido nas nossas faculdades e a Mídia em geral discrimina o assunto e os que sobre ele escrevem ou se dedicam a pesquisa-la ,a procura de lições que elas sugerem . E do apoio das editoras a obra de cunho histórico militar nem pensar .Quem já assistiu um programa de TV que aborde assuntos de História Militar do Brasil que tem o orgulho de não assinalar em sua História nem um insucesso. E também orgulho por possuir  a consciência de que as dimensões continentais do Brasil  são devidas em grande parte a vigilância dos militares luso brasileiros  e depois brasileiros .

 

E todo este suicida preconceito contra o Exército, não de parte do povo onde sua credibilidade e altíssima, mas  de parte de alguns segmentos bem definidos de elites políticas, da Mídia e do Magistério teve seu início ,ao que parece, na revolta contra o Exército que apoiou D. Pedro I na outorga da Constituição de 1824 ,cuja substituição em 1889 pelo Exército ,foi incoerentemente lamentada pelos seguidores dos que protestaram contra sua outorga , pois agora  a achavam excelente .

 

Nas lutas fratricidas da Regência Caxias atual patrono do Exército as pacificou e lutou pela Anistia sincera ,pedindo maldição para os que recordassem antigas divergências. E foi aqui em Bagé na igreja São Sebastião que  mandou rezar uma missa celebrando a pacificação da família brasileira em D. Pedrito e pela alma dos  irmãos republicanos e imperiais que tombaram em defesa de suas verdades . Enfim colocar uma pedra sobre o passado e sobre ela construir o futuro  Mas em que pese a Conta Revolução Democrática de 1964 estar prestes a completar 40 anos ,a Anistia decorrente para os que tentaram se apossar do Governo pela luta armada nas cidades e no campo e para os que os combateram tem sido ,na prática ,uma rua de mão única dominada pelos primeiros que receberam indenizações etc  e continuam a fustigar a Grande Barreira que foi o Exercito a seu avanço  como atitudes como as abordadas pelos diversos articulistas que constam de nosso Informativo o Guararapes  34 que aqui distribuímos a Mesa Diretora .

 

E isto nos leva a pensar Como é difícil ser Caxias, conforme referiu o nosso comandante do Exército Gen Gleuber Vieira e Presidentede Honra de nossa Academia .

 

Então só resta-nos  a esperança que este quadro injusto contra o Exército no caso, que ocorra com o tempo ,a sua baseado no pensamento de um filosofo que ao ser supliciado por afirmar que a terra era redonda e se movia  afirmou para seus algozes :

 

A verdade é filha dos tempos e não da autoridade !

A Academia de História Militar Terrestre do Brasil agradece de público nesta guarnição de Bagé o estimulo pelo complemento de recursos para o custeio de nossas atividades  e patrocínio da História da 3a Brigada que tem recebido da Fundaçào Habitacional do Exército e POUPEx  , aqui felizmente representada por seu ilustre vice presidente Gen Belham nosso mais admirado e autêntico companheiro de ECEME ,onde tivemos com xerife ,o então Tenente Coronel Hans Gerd Haltenburg  destacado comandante desta 3a Brigada e membro acadêmico de nossa Academia ,cujas memórias de sua atuação em Bagé fizemos entrega solene a sua querida 3a Bda de Infantaria Mecanizada. Agradecimento a todos os presentes nesta cerimônia história e ao General Castro comandante da Brigada e a sua dedicada equipe pelas atenções dispensadas a  nossa Academia na pessoa de seu presidente e de seu 3 o vice presidente Cel Luiz Ernani Caminha Giorgis e seu acadêmico Osório Santana Figueiredo , hoje o maior historiador militar residente nas fronteiras do Brasil no Rio Grande do Sul e autor do comentário constantes das orelhas da História hoje aqui lançada.

 


Última alteração em 06-29-2006 @ 06:23 pm

[ Envie esta História para um amigo! ]

 
Comentar
Comentar
Veja mais
Veja mais
Perfil do usuário colaborador
Perfil do usuário colaborador
Envie uma Mensagem Privada
Envie uma Mensagem Privada