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Palavras finais do presidente da AHIMTB Cel Cláudio Moreira Bento
Inserido por: ClaudioBento
Em: 08-09-2006 @ 10:52 pm
 

 

PALAVRAS FINAIS DO PRESIDENTE DA AHIMTB CEL CLÁUDIO MOREIRA BENTO, NO ENCERRAMENTO DA SESSÃO COMEMORATIVA DO 10o ANIVERSÁRIO DA MESMA, NO COLÉGIO MILITAR DE PORTO ALEGRE, EM 21 DE JUNHO DE 2006

Hoje, depois de 10 anos de fundada, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) comemora o seu 10º aniversário de criação, pela segunda vez neste centenário Casarão da Várzea, hoje sede do Colégio Militar de Porto Alegre. Casarão da Várzea que foi caserna da esquecida Escola de Guerra de Porto Alegre 1907/1911, onde teve lugar a providencial revolução cultural no Exército, da inflexão, na prática, do bacharelismo que vigorou no Exército de 1874/1905, para o profissionalismo militar que desde então vigora. Casarão da Várzea que formou as lideranças militares que dinamizaram a Reforma Militar 1898/1945, iniciada pelo ministro Marechal João Nepomuceno Medeiros Mallet, com a criação do Estado-Maior do Exército e Fábrica de Pólvora sem fumaça de Piquete, etc. Reforma que arrancou o Exército dos ultrapassados padrões operacionais revelados na Guerra Civil aqui em nossa Região Sul 1893/95, e na Guerra de Canudos em 1897, para os atualizados padrões revelados na Itália por nossa Força Expedicionário Brasileira, ao combater e fazer muito boa figura, como aliada ou contra frações, dos melhores exércitos do mundo presentes na Europa, na 2ª Guerra Mundial.

Queira Deus que nossa Academia de História Militar Terrestre possa perdurar na sua ação e seja entendida, consagrada, reconhecida e estimulada a sua luta em prol do estratégico Objetivo Atual n.º 1 do Exército, de pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a História, as Tradições e os Valores morais, culturais e históricos de nosso Exército. Tarefa que nós todos, integrantes da AHIMTB, devemos nos orgulhar pelo precioso acervo que ela acumulou em seus 10 anos de atividades relatadas em seu informativo O Guararapes 48, disponível em Informativo no site da AHIMTB www.resenet.com.b/users/ahimtb, bem como todos os seus onde para breve estará disponível seu índice virtual para consulta via Internet e, mais, todo o índice virtual do conteúdo de seus 36 volumes de posses de acadêmicos e outros eventos marcantes.

Hoje, nesta sessão memorável, e espero que histórica, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil empossou como seu acadêmico o historiador Coronel Juvêncio Saldanha Lemos, na cadeira que tem como patrono o notável historiador e pensador militar Cel João Batista Magalhães ou "J. B. Magalhães". O Coronel Juvêncio sucedeu na cadeira 18 o acadêmico emérito e notável pensador militar Cel Amerino Raposo Filho, e o historiador e artista plástico, falecido, acadêmico General Hans Gerd Haltemburg, ex-Comandante assinalado da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e saudoso xerife de minha turma de ECEME 1967/69, autor de magnífico e inédito trabalho sobre a História da Cavalaria em exposição no Salão de Honra do Regimento de Dragões, em Brasília.

O Cel Juvêncio é autor de precioso e original trabalho, daqueles que esgotam um assunto, Os Mercenários do Imperador de grande valor para a História da Colônia Alemã do nosso Rio Grande, com a qual conviveu, como comandante do Batalhão de Infantaria de Santa Cruz do Sul. Aqui não poderíamos deixar de mencionar nossa alegria pessoal especial, em presidir esta posse, em razão do Cel Juvêncio ser neto de um ilustre conterrâneo nosso o Coronel da Brigada Militar Juvêncio Maximiano Lemos, que de Canguçu saiu jovem para integrar, em Bagé, forças do Exército e da Brigada Militar e lá foi gravemente ferido com um tiro de fuzil federalista, que atravessou seu pulmão, quando bravamente, como comandante de uma companhia, liderava o assalto a uma trincheira federalista das que submeteram Bagé a sofrido sítio de 42, que evocamos na História da 3a Região Militar v. 2. Circunstância que valeu haver o Governo Federal lhe concedido as honras do posto de Tenente do Exército Brasileiro. E deste ponto iniciou a sua bela carreira de soldado e cidadão. Foi intendente de Bagé, nomeado e eleito, e criou pelo menos 3 unidades da Brigada Militar. Ele ao lado de seu adversário na Região Sul, em 1923, e também filho de Canguçu, o General Zeca Netto são patronos de cadeiras, da Academia Canguçuense de História, que fundamos e presidimos deste 1988. Biografamos o ilustre avô do acadêmico Coronel Juvêncio em 1983 como filho ilustre de nossa terra em nosso livro Canguçu reencontro com a História - Um exemplo de reconstituição comunitária, e temos a certeza que este avô ilustre e bravo muito influiu no caráter do nosso acadêmico Cel Juvêncio Saldanha Lemos.

O novo acadêmico foi recebido em nome da nossa Academia, pelo acadêmico e historiador General-de-Divisão Carlos Patrício Freitas Pereira, ocupante da cadeira Gen Antônio de Souza Junior, que foi o historiador que acompanhou a nossa FEB na Itália e orientador, em 1972, da obra História do Exército Brasileiro, editada pelo EME, na qual, como historiador convidado pelo EME, coube-me abordar as guerras holandesas 1624/1654. O General Freitas foi vibrante, exemplar e empreendedor oficial de Engenharia que conhecemos e com ele privamos em Cachoeira do Sul, como comandantes de companhia do 3º Batalhão de Engenharia de Combate. E a ele, de certa forma, devemos, como comandante Logístico da 1ª Região Militar, a edição parcial, para conhecimento de seus comandados, de nosso trabalho História do Palácio Duque de Caxias, que aproveitamos em nosso álbum, patrocinado pela FHE-POUPEX Quartéis Generais das Forças Armadas do Brasil. Mais tarde, como diretor de Assuntos Culturais, ajudou com sua providencial interferência a tornar realidade pela BIBLIEx nosso livro A Guerra de Restauração do Rio Grande do Sul 1774/76, fruto de longa e original pesquisa nossa. Privamos na AMAN como seus instrutores. Como comandante que foi da Escola Superior de Guerra (ESG) lhe devo o convite para assistir no BNDS no Rio, ao Simpósio sobre a Amazônia promovido pela ESG. Simpósio que ajudou a despertar a minha consciência sobre a Importância da Amazônia Brasileira, levando-nos a escrever com o apoio da FHE-POUPEx a obra Amazônia Brasileira. Conquista. Consolidação. Manutenção - História Militar Terrestre da Amazônia 1614-2004, a pedido da Escola de Estado-Maior, no comando do nosso acadêmico Gen Ex Paulo César de Castro. A obra é prefaciada pelo hoje acadêmico da AHIMTB, Gen Ex Luiz Gonzaga Shoroeder Lessa, ao qual o Brasil está a dever a notável e oportuníssima conscientização por ele promovida, ao deixar o Comando Militar da Amazônia, da importância da Amazônia Brasileira e da relevância da mesma para o futuro nacional e como alvo de constantes pressões internacionais para desnacionalizá-la e dominar suas enormes riquezas representadas por sua água doce, riquíssima biodiversidade e riquezas minerais, como o nióbio, essencial para formar a liga de aço, para a fabricação de foguetes. Pregação esta apostolar que conseguiu muito sucesso, mas sem conseguir alterar a alienação da Sociedade Civil Brasileira e, creio, da mídia brasileira em relação a Amazônia. Confirmar é obra de simples verificação e raciocínio, salvo melhor juízo!

Por oportuno recordo que Marechal Castelo Branco, patrono de cadeira do General Lessa sonhava como Caxias, Floriano Peixoto e poucos outros, como o Cel J. B. Magalhães, patrono da cadeira do Cel Juvêncio, com uma doutrina militar terrestre brasileira genuína, ou uma doutrina militar tupiniquim, na expressão do Marechal Castelo Branco. Sonho já conquistado a duras penas pelas grandes nações, potências e grandes potências mundiais, conforme aprendemos e ensinamos como instrutor de História Militar na AMAN, aos estudarmos a História Militar das grandes potências.

No período inicial da Missão Militar Francesa, no Brasil, em 1920, conta-se que um oficial aluno brasileiro solicitou a um instrutor francês que lhe ensinasse Estratégia e Tática brasileiras, ao que ele respondeu que esta resposta encontrava-se embutida no nosso patrimônio cultural militar terrestre acumulado em quase 5 séculos de lutas internas e externas, predominantemente vitoriosas. E este tem sido um dos sonhos e objetivos da nossa Academia, através de seu esforço no desenvolvimento da História Operacional Terrestre Critica como foi demonstrado no já citado Guararapes 48 disponível em nosso site.

A Academia dentre os seus objetivos destaca a sua preocupação em levantar experiências doutrinárias militares brasileiras genuínas, para subsidiar a hipótese do desenvolvimento de uma doutrina de Guerra de Resistência na Amazônia, a estratégia do fraco contra o forte, como a definiu o Cel Golbery do Couto e Silva, em sua obra Planejamento Estratégico em 1955.

Guerra de resistência ou de guerrilhas, baseadas em doutrinas militares brasileiras genuínas, como Guerra Brasílica, que conseguiu expulsar os holandeses do Nordeste do Brasil em 1654, a Guerra Gaúcha, que conseguiu expulsar e manter fora do Rio Grande do Sul os espanhóis em 1776, sem esquecer a Guerra Amazônica, liderada pelo General de Estado Pedro Teixeira e não capitão como a História consagrou o seu nome e que conseguiu expulsar da nossa Amazônia os holandeses e ingleses que ali haviam se fixado. E ali, mais as guerras de resistência no Amapá e no Acre, lideradas pelo general Cabralzinho e Plácido de Castro, enfrentando forças regulares estrangeiras. Guerras de resistência que ajudaram a definir o destino brasileiro do Amapá e do Acre.

E mais experiências de guerra de Resistência teve o Brasil, como a secular Guerra do Mato, desenvolvida por ambos os contendores na Guerra dos Palmares. Modalidade que o guerrilheiro José Bonifácio, contra as forças de Napoleão em Portugal, planejava desenvolver no Brasil, caso ele fosse invadido. Enfim, doutrinas militares terrestres genuínas que solucionaram graves problemas do Brasil, sem o concurso das doutrinas militares que nos têm influenciado: a espanhola, a inglesa, a alemã, a francesa e, a norte-americana desde 1939, como verdades absolutas ignorando-se o princípio de que "uma doutrina militar possui somente duas constantes: o homem e sua constante mudança."

A História Militar Terrestre do Brasil que nossa Academia concentra é no seu ramo História Crítica Militar Terrestre do Brasil, aquela de cuja análise, à luz dos fundamentos da Arte e Ciência Militar, o soldado desenvolve a sua cultura profissional e o pensador militar dela retira subsídios doutrinários. E não prioriza a História Descritiva Militar Terrestre do Brasil, que é escrita e divulgada sem a preocupação com a aprendizagem da Arte e da Ciência Militar e a coleta de subsídios que possam contribuir para o desenvolvimento de uma doutrina militar terrestre brasileira. Infelizmente este ramo História Descritiva tem predominado entre nós. A História Militar Terrestre Critica constitui-se em importante componente da Cultura Geral do oficial por melhor habilitá-lo, para dela tirar subsídios para a sua formação profissional e para a nacionalização progressiva da doutrina militar brasileira. E aqui recordo lições que nos deixaram sobre a necessidade de equilibrar a cultura profissional com a cultura geral os marechais Eurico Dutra e Marechal Mascarenhas de Morais. Este historiador e chefe militar assinalado e patrono de cadeira em nossa Academia.

E a seguir transcrevemos este trecho de nosso livro Os 60 anos da AMAN em Resende:

O sentido do ensino na AMAN, segundo o Marechal Dutra.

O Marechal Dutra foi aluno da Escola Militar da Praia Vermelha na ocasião de seu fechamento, seguido de extinção, em conseqüência da malfadada Revolta do Bacharelismo Militar que passou a História como revolta da Vacina Obrigatória de 1904. Após passar um ano fora do Exército, concluiu o seu curso na Escola de Guerra de Porto Alegre, sob a égide do Regulamento de 1905. Tendo aprendido duramente a lição da História, emitiu a seguinte diretriz, como Ministro da Guerra, de como deveria ser conduzido o ensino na AMAN, a obra mais marcante e consagradora de sua gestão na pasta da Guerra.

"O ensino militar entre nós, tem variado em dois extremos: ou excesso de matérias teóricas ou de cultura científica, ou a reação brusca no sentido de instrução ou preparação meramente profissional, com caráter prático. É oportuno alertar sobre a inconveniência ou perigo de socorrer-se a qualquer dessas soluções extremas. A sabedoria aconselha e mostra que a virtude está no meio. Não se esqueçam os que têm a missão de formar os futuros oficiais que é sob o imperativo do ensino profissional e da cultura geral que se deve orientar aquela formação. Estamos num século eminentemente técnico. Só se tornam poderosas as instituições e nações que têm solicitado à inteligência e às ciências os conselhos e os recursos a serem seguidos, no sentido de melhor se armarem e se tornarem fortes. Mas tudo isto será incompleto e de resultado duvidoso se o comando, professores e instrutores não cogitam também de formar espíritos e personalidades".

Generais Dutra e Mascarenhas de Morais dinamizam a Cultura Geral e Profissional

O Ministro Dutra dinamizou o surto do pensamento militar brasileiro ao criar a BIBLIEx, editora destinada a publicar obra de preferência de oficias brasileiros, graças a colaboração de ilustres hoje patronos de cadeira em nossa AHIMTB e filhos do Rio Grande do Sul, generais Valentim Benício, que comandou a 3ª Região Militar, Emílio Fernandes de Souza Docca e Francisco Paula Cidade. Biblioteca inspirada na Biblioteca del Oficial do Exército da Argentina e mais o EGGCF. E ambos destinados a promover, com maior intensidade, a produção, o debate e a circulação das culturas profissional, geral e especializada no seio dos quadros do Exército.

O então Coronel Mascarenhas de Morais, que oito anos após seria o comandante de nossa gloriosa FEB, na qualidade de comandante da Escola Militar do Realengo, baixou ato pelo BI n.º 31 de 06 Fev 1936, reconhecendo a existência oficial, além da Biblioteca Escolar, das existentes nos cursos de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia, Aviação e Sociedade Acadêmica Militar. Também autorizou a criação de bibliotecas especializadas nas seções de Equitação e Educação Física.

Visava estimular, por facilitar meios próprios de consulta, o aprimoramento da cultura profissional, geral e especializada dos futuros oficiais do Exército, muitos deles, mais tarde, seus comandados na FEB. Marechal Mascarenhas de Morais que foi historiador militar e é Patrono de cadeira em nossa AHIMTB.

Estas têm sido minhas orientações, e entendo, salvo melhor juízo, que o Objetivo Atual n.º 1 do Exército, já definido, deve ser considerado uma ordem geral a ser obedecida por quem atribua valor à Cultura Geral. Considero-a estratégica repito e anti-gramscista, o que temos praticado com intensidade, enfrentando e denunciando manipulações de nossa História do Exército, bem como do seu Patrono, o Duque de Caxias, do qual me considero, salvo melhor juízo, o maior conhecedor vivo de sua vida e obra em Caxias e a Unidade Nacional. Ação para tentar enfrentar como exemplo aqui no Rio Grande manipulações da Revolução Farroupilha como sendo Caxias e Canabarro responsáveis pelo Massacre de Porongos, ou a consagração de Sepé Tiaraju como herói do Rio Grande do Sul, e mais o Memorial do Rio Grande do Sul, com as interpretações mais absurdas sem o apoio em fontes históricas confiáveis, dando razão ao maior historiador ocidental Arnold Toimbbe. "Que a História não muda, quem a muda são os historiadores." E é o que se observa no nosso Rio Grande do Sul onde foi-nos negado pela mídia, o direito de resposta ou do contraditório, o que caracteriza a existência da liberdade de imprensa, como uma rua de duas mãos. A nossa guerreira AHIMTB tem trabalhado com as missões deduzidas das seguintes orientações:

1 - O Objetivo Atual n.º 1 do Exército, definido no tempo do Exmo. Sr. Ministro do Exército Gen Ex Zenildo de Lucena e reafirmado por seus sucessores:

"Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a História, as Tradições e os Valores, morais, culturais e históricos do Exército".

No mínimo, creio, seja hoje a nossa AHIMTB um valor cultural e histórico do Exército que merece consideração e tratamento ético e livre de "fogo amigo" ou do "inimigo azul".

2 - A base na idéia que figura em nossos diplomas, do Marechal Ferdinando Foch, o vencedor da 1ª Guerra Mundial, e que saiu da função de professor de História Militar da ESG da França para comandar a vitória aliada na 1ª Guerra Mundial:

"Para alimentar o cérebro (comando) de um Exército na Paz, para melhor prepará-lo para a eventualidade indesejável de uma guerra, não existe livro mais fecundo em lições e meditações do que o da História Militar".

3 - Orientação já abordada do Ministro General Eurico Dutra, de equilíbrio entre a Instrução ou Cultura Profissional com a Cultura Geral na qual a História Militar Terrestre Crítica assume especial relevo.

E História Militar Terrestre Crítica é a que temos desenvolvido, desde a época de instrutor de História Militar na AMAN em 1978/80, onde até hoje são estudados os livros que elaboramos: História da Doutrina Militar, História Militar do Brasil e, ainda, do qual sou autor, o livro Como estudar e pesquisar a História do Exército Brasileiro, editado e reeditado pelo EME em 1978 e 2001.

E disto a nossa Academia que tem como seu patrono o Duque de Caxias, possui imenso orgulho e satisfação do dever muito bem cumprido, lembrando que fomos bem mais longe que o Instituto Histórico Duque de Caxias que foi fundado, e jamais se reuniu. E a continuação da nossa ACADEMIA depende de um apoio mais efetivo e oficial de parte das autoridades brasileiras que possuem o dever de Estado pelo desenvolvimento desta relevante tarefa sobre a qual a Academia apresentou uma riquíssima experiência a ser analisada no seu citado O Guararapes 48.

Agradecemos a presença dos que prestigiaram mais esta cerimônia do 10º aniversário da AHIMTB e também dos 20 anos do IHTRGS que muito tem trabalhado com História Militar no Rio Grande do Sul , solicitando, se possível, que leiam com atenção o conteúdo do O Guararapes 48, comemorativo desta efeméride, que ao final apresenta idéias para um possível Decreto de sua oficialização e subsídio governamental, tarefa solicitada o seu estudo de viabilidade a seu patrono de cadeira em vida, o Coronel Jarbas Gonçalves Passarinho com grande experiência no exercício de expressivas funções executivas e legislativas. E desta idéia se bem sucedida depende o futuro de nossa Academia de História Militar Terrestre Brasileira que comprovou o que de útil e relevante realizou de desenvolvimento da História Militar Terrestre Crítica de nossas forças terrestres, o que já entendeu a diretoria eleita do Clube Militar disposta a apoiar.

Para finalizar vale comparar os esforços paralelos do Clube Militar e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil. O Clube representa a resposta política da Família Militar a questões que a atingem. E a Academia representa respostas históricas a manipulações e deformações políticas de nossa História, tão comuns e dominantes nos dias atuais e que ela procura responder em seus Informativos e sites pela Internet, já que a mídia nacional expressivamente não lhe concede o direito de resposta ou do contraditório, um pressuposto da liberdade de imprensa. Enfim eles respondem e debatem sobre temas relevantes que afetam a imagem das Forças Terrestres, as quais seus membros do serviço ativo não podem vir a público para responder. E o Informativo O Guararapes 48 deu exemplos desta luta, como a presença da Academia na Câmara Federal, em Simpósio sobre Canudos onde defendeu a participação do Exército, de 13 policiais militares sob o argumento de que eles não iam a lugar nenhum se não fossem a isto ordenados pelo poder civil. E foi o que então aconteceu!

Obrigado pela atenção e um convite para que participem e prestigiem a Academia de História Militar Terrestre do Brasil e um apelo a seus integrantes por mais solidariedade moral e financeira possível, e mais participação em suas atividades e na conquista de seus objetivos, para que esta luta e a vitória não fiquem nas mãos de muito poucos. Obrigado.

 


Última alteração em 08-09-2006 @ 10:52 pm

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