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História Militar e Apontamentos para uma História Militar do Espírito Santo II
Inserido por: GNeves
Em: 08-16-2006 @ 04:14 pm
 

 

Autor: Getúlio Marcos Pereira Neves

4 – O Espírito Santo:

No Espírito Santo, que, aliás, constitui capítulo específico dentro do estudo das invasões holandesas no Brasil (412.13), muito pouco tem sido produzido no campo da História Militar (tomada aqui a expressão em ambas acepções acima) e nada, infelizmente, de maneira sistemática. Na tentativa de se reverter este quadro, pode-se fazer uma tentativa de sistematização do estudo, dentro do esquema geral da História Militar Terrestre brasileira, de uma História Militar regional investigada a partir do Espírito Santo, que englobasse não só os assuntos referentes à Arte e Ciência da guerra como também os referentes às implicações sociais das atividades de caráter militar. Tentando-se uma divisão didática, poder-se-ia propor um tal estudo por temas de interesse, valendo referir, em rápido levantamento, o seguinte:

a) Nos anos iniciais de colonização a população teve de manter combates contra indígenas autóctones e posteriormente, unida a estes, contra invasores estrangeiros. A questão indígena ainda no século XX se colocava, quando se verificaram encontros armados na região noroeste do Estado entre madeireiros/exploradores e botocudos. 

Merecem, então, investigação, todas as escaramuças com índios, em Vila Velha e na Ilha de Santo Antônio, até sua expulsão das localidades, na época do desembarque dos portugueses e da fundação das vilas do Espírito Santo e de Nossa Senhora da Vitória; a campanha do Cricaré; a “insurreição” indígena de Benevente em 1742; o episódio das Minas do Castelo em 1771; confrontos no norte, pela fundação do Forte de Coutins e fundação da cidade de Linhares, no início do século XIX; a resistência dos botocudos à penetração pelo noroeste do Estado, em meados do século XX, aqui desde que haja intervenção da Força Pública. Estes temas se podem enquadrar nos itens 421.1 e 425/429 da periodização referida.

  Por outro lado, a mão de obra indígena era recrutada em expedições ao interior do território, que se faziam, também, para descoberta de jazidas de minerais preciosos. Mas mesmo as expedições que não visavam ao apresamento de índios tinham que se ver com aqueles, que lhes impediam a movimentação, e estas refregas se referem aos itens 451.0 e 451.1.

Combates e escaramuças contra invasores estrangeiros durante os séculos XVI e XVII, quais sejam ingleses, franceses e holandeses, e o esforço da população em defesa da terra, investigado este esforço sob todas as vertentes e pontos de vista, se refere aos itens 411.9, 412.13 e 414.1.

 b) A organização do efetivo profissional, notadamente a partir do século XVIII, e o aparelhamento militar da praça de Vitória, notadamente nos períodos da Guerra Holandesa no século XVII e de Capitania da Coroa, no século XVIII, se não se investigarem levando em conta aspectos militares em si, podem servir de suporte para investigação da organização do Estado e sua administração, bem como da vida cotidiana da população da Capitania no período.

c) Por volta do século XIX negros escravos fugidos fundaram quilombos em várias localidades do Estado, tendo-se registrado algumas tentativas de sua recaptura; inserido nesta questão encontra-se, também, o episódio da Insurreição de Queimado. A investigação desses episódios se refere aos itens 422.1 e 422.2

d) No Espírito Santo foram recrutados “Voluntários da Pátria” que tomaram parte na Guerra do Paraguai, notadamente elementos da força de linha reunidos no Corpo de Guarnição do Espírito Santo e que juntamente com o Corpo Policial Fluminense, de Niterói, e o 9.° Batalhão de Infantaria, de Pernambuco, constituíram o 12.º Corpo de Voluntários da Pátria. Aliás, o primeiro dentre estas Unidades a se bater com o inimigo, em Montevidéu, e de cujo cotidiano se conhece por relato do Alferes espiritossantense Miguel Calmon du Pin Lisboa. A investigação da participação de espiritossantenses na Campanha se enquadra no item 413.66 e sub-itens.

A Força Pública, aliás, tenha qualquer denominação contemporânea (já que só se passou a chamar Polícia Militar em 1946), sempre representou o Estado armado, e há tempos tornou-se força auxiliar do Exército, sujeitando-se a estreito regime militar. Suas intervenções são, pois, do maior interesse no âmbito da História regional, e a atuação da Força Pública do Espírito Santo, notadamente ao longo do século XX, enquadra-se no esquema de estudo apresentado sob diversos itens.

e) A intervenção da Força Pública para controlar revoltas de imigrantes italianos, em Santa Teresa, 1877, e Rio Novo, 1878; para controlar perturbações da ordem deflagradas pelos coronéis, sendo a mais relevante a chamada Revolta do Xandoca, liderada pelo Cel. Alexandre Calmon, quando a cidade de Colatina foi proclamada capital do Estado, em 1916; para controlar correrias de bandoleiros pelo sul do Estado, no início do século XX e, mais modernamente,  a revolta de camponeses em Ecoporanga de 1959 a 1962; estes assuntos referem-se aos itens  445.91 e 423.2.

f) Os estudos sobre o período de hostilidades declaradas com o Estado de Minas Gerais, na região do Contestado, referem-se ao item 445.91. No entanto em determinado período as hostilidades ficaram suspensas para fazer frente à organização do Estado União de Jeová, que ocupava terras da região em litígio, e a investigação da participação da Força Pública do Espírito Santo neste episódio específico enquadra-se nos itens 424 e 425/429.

g) A Força Pública do Espírito Santo também interveio na Revolução Paulista de 32, e a investigação de sua atuação se refere aos itens 445.831.1 e 445.831.2. Mas os agitados anos 30 do século XX registram, nesta área de estudo, ao menos também os incidentes ocorridos em novembro de 1935, em Cachoeiro de Itapemirim, quando da marcha da Aliança Liberal, e anteriormente em Vitória, frente ao Colégio do Carmo, o que se refere ao item 445. 91;

h) A participação de espiritossantenses na Segunda Guerra Mundial e os reflexos do conflito no cotidiano da população capixaba têm interesse histórico e sociológico evidente. Sob um ângulo mais estreito a investigação da intervenção dos aqui alistados no Teatro de Operações da Itália refere-se ao item 433.4 e sub-itens.

i) A investigação da participação de militares espiritossantenses nas Forças de Paz da Onu - em São Domingos, Angola e Timor Leste - se enquadra no item 455.0.

j) o estudo das instituições de caráter militar - os fortes e fortificações, as tropas e as unidades militares aqui estacionadas - bem como o histórico e realizações da Polícia Militar do Espírito Santo e suas relações com a sociedade civil (contemplando, esta última, uma vertente moderna do estudo das instituições militares que no Brasil tem seu ponto alto no antropólogo Celso Castro).

O campo de investigação é bastante vasto, e a produção, em proporção, bastante reduzida. Segue-se, na tentativa de fomentar o interesse pelo tema, uma ligeira lista de obras gerais e de recensões referidas aos itens acima de que temos conhecimento nesta data. Advirta-se, no entanto, que a grande maioria dos textos específicos sobre o Espírito Santo são de caráter jornalístico ou, quando histórico, não privilegiam, nem de longe, o aspecto especificamente militar do tema. Fazem, a maior parte das vezes, menção não especializada a encontros, escaramuças, organização e movimentação de forças militares, em sua grande maioria a Força Pública estadual. São referidos aqui, no entanto, por se prestarem, de forma indubitável, de aproximação a cada um dos temas relacionados.

 

5 – Bibliografia:

5.1 – Arte e técnica:

1) História das Doutrinas Militares

2) Estudos sobre o Combate – Ardant du Picq. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 2000

3) Armas: Ferramentas da Paz e da Guerra – Adler Homero de Castro e José Neves Bittencourt. Rio de Janeiro:  Biblioteca do Exército Editora. 1991 

5.2 – Geral:

1) Da Guerra – Carl Von Clausewitz. Trad. Maria Teresa Ramos. Brasília: Martins Fontes/Editora UNB, 1979.

2) Uma História da Guerra – John Keegan. Trad. Pedro Maia Soares. Sãoi Paulo: Companhia das Letras, 2001.

3) História Marítima- João Carlos Caminha. Rio de Janeiro:Biblioteca do Exército Editora, 1980.

4) Novas Dimensões da História Militar, vols. I e II – Russel F. Weigley (org). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1982

5.3 – História Militar portuguesa:

1) Portugal Militar – Carlos Selvagem. Lisboa: INCM. Edição fac-similada, 1999

2)       A Guerra em Portugal nos finais da Idade Média - João Gouveia Monteiro. Lisboa: Editorial Notícias,1998

3)       Subsídios para a História da Polícia Portuguesa – Diamantino Sanches Trindade e Manuel dos Reis de Jesus. Lisboa: Escola Superior de Polícia, 1998

5.4 – História Militar brasileira

       5.4. 1 – Metodologia:

1)      Como Pesquisar e Estudar a História do Exército Brasileiro – Cláudio Moreira Bento. Resende: Academia de História Militar Terrestre do Brasil, 1999.

        5.4. 2 – Geral:

1) Síntese de três séculos de Literatura Militar brasileira – Francisco de Paula Cidade. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1998.

2)      História Militar do Brasil – Gustavo Barroso. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 2000

3)      A Evolução Militar do Brasil – J. B. Magalhães. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1998.

4)      Nação Armada: a Mística Militar Brasileira – Robert A. Hayes. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1991

5)      Nova História Militar Brasileira – Celso Castro (org.) – Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004

                         

                            5.4. 3 – Específicos:

1) Os Voluntários da Pátria na Guerra do Paraguai – Paulo de Queiroz Duarte. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, vários volumes.

2) A FEB pelo seu Comandante – J. B. Mascarenhas de Moraes. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 2005

3) Os Militares e a República: Um estudo sobre cultura e ação política – Celso Castro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1995

5.5 – Espírito Santo:

       5.5. 1 – Geral:

1)      História do Estado do Espírito Santo – José Teixeira de Oliveira. Vitória: Fundação Cultural do ES, 1975.

2)      História do Espírito Santo – Maria Stella de Novaes. Vitória: Fundo Editorial do Espírito Santo, s.d.

5.5. 2 – Específicos:

1)      Sobre item 3.a:

- De Gestis Mem de  Saa – José de Anchieta

- História de São Mateus [Campanha do Cricaré] – Eliezer Nardoto. São Mateus: Ed Atlântica, 1999

 - Cavendish em Vitória – Adelpho Poli Monjardim. Revista do IHGES Vitória n.° 09/1935

     - Thomas Cavendish e as peripécias de um desembarque mal sucedido – Zoel Correia da Fonseca. Anais das Jornadas de Navegação, n.° 04. Vitória: IHGES, 2000

     - Gloriosa Vitória do Espírito Santo em 1640 [sobre tentativa de invasão holandesa em Vitória a 28/10/1640] – Guilherme Santos Neves. Revista do IHGES. Vitória. n.° 25-27/1964-1966

     - A Mulher na História do Espírito Santo [Maria Ortiz] – Maria Stella de Novaes. Vitória: Edufes, 1999.

      - Maria Ortiz, a Heroína capixaba – Irysson Silva. Revista do IHGES. Vitória, n° 46/1996

      - Maria Ortiz (1603-1646) IV centenário de nascimento –Paulo Stuck Moraes. Revista do IHGES. Vitória, n.° 53/2003

      - Bandeiras e Bandeirantes no Espírito Santo – Mário A. Freire. Revista do IHGES. Vitória, n.° 07/1934

     - O Poema do Rio Doce [A Bandeira de Antônio Rodrigues Arzão] - José Coelho de Almeida Cousin. Revista do IHGES. Vitória, n.°  08/1935

     - O Ouro de Antônio Rodrigues Arzão – José Coelho de Almeida Cousin. Revista do IHGES. Vitória, n.° 09/1935

2)      Sobre o item 3.b:

- História da Polícia Militar do Espírito Santo: 1835-1985 - Sônia Maria Demoner. Vitória: s.n, 1985

3)      Sobre o item 3.c:

- Insurreição do Queimado – Afonso Cláudio. Vitória: Edufes, 1999

4)      Sobre o item 3.d:

- História da Polícia Militar do Espírito Santo: 1835-1985 – Sônia Maria Demoner. Vitória: s.n, 1985

5)      Sobre item 3.e:

- Espírito Santo: Encontro das Raças – Rogério Medeiros. s.n., 1997

- Spiritu Sanctis Memoralia Coronelensis – Miguel Depes Tallon. Vitória: IHGES, 1999

- Nos tempos do Coronelato – Rogério Medeiros. Revista Século. Vitória, n.° 21, nov/2001

- Faroeste Capixaba [Revolta camponesa em Ecoporanga] – Adilson Vilaça. Revista Século. Vitória, n.° 21, nov 2001

- Massacre em Ecoporanga: Lutas camponesas no Espírito Santo – Luzimar Nogueira Dias. Cooperativa dos Jornalistas do Espírito Santo, 1984

6)      Sobre o item 3.f:

 - História da Polícia Militar do Espírito Santo: 1835-1985 – Sônia Maria Demoner. Vitória: s.n, 1985

- A História do Contestado – Antônio Francisco Athayde. Revista do IHGES. Vitória, n.° 14/1941

 - Breves Notícias sobre o Contestado – Ezequiel Ronchi Neto. Revista do IHGES. Vitória, n.° 56/2000

- Anjos e Diabos do Espírito Santo: Fatos e personagens da História Capixaba [sobre Udelino Alves de Matos e o Estado União de Jeová] – José Carlos Mattedi. Edição do autor, 2004

- Meus Colegas Lavradores [Estado União de Jeová] – Geraldo Hasse. Revista Século. Vitória, n.° 06, ago/2000

- Memórias de um Sargento de Milícia [Estado União de Jeová] – Adilson Vilaça. Revista Século.Vitória, n.° 19, set/2001

   - Massacre em Ecoporanga: Lutas camponesas no Espírito Santo [Estado União de Jeová] – Luzimar Nogueira Dias. Cooperativa dos Jornalistas do Espírito Santo, 1984

          5) Sobre o item 3.g:

 - História da Polícia Militar do Espírito Santo: 1835-1985 – Sônia Maria Demoner. Vitória: s.n, 1985

 - História Regional [Revolução de 30 no ES] – Oswaldo Poggi. Revista do IHGES. Vitória, n.° 08/1935

 - Os Dias Antigos – Renato José Costa Pacheco [sobre episódio na Praça do Carmo em 13/02/1930] – Vitória: Edufes, 1998

- Aristeu, primeiro o meu [Revolução de 30] – Namy Chequer. Revista Século. Vitória, n.° 05, jul/2000.

- Preparar, apontar, fogo [sobre episódio na Praça do Carmo em 13/02/1930] – Álvaro José Silva. Revista Século. Vitória, n.° 15, maio/2001

- Tiroteio no largo do Carmo [sobre episódio na Praça do Carmo em 13/02/1930] – Álvaro José Silva. Revista Século. Vitória, n.° 18, ago 2001

             6)Sobre o item 3.h:

 - Patrulha da Madrugada: Olho Capixaba sobre os inimigos [patrulhas aéreas sobre o Porto de Vitória] – Álvaro José Silva. Revista Século.Vitória, n.° 13, mar/2001

    7) Sobre o item 3.j:

 - História da Polícia Militar do Espírito Santo: 1835-1985 – Sônia Maria Demoner. Vitória: s.n, 1985

 - História da Polícia Estadual do Espírito Santo – F. Eugênio de Assis.Revista do IHGES. Vitória, n.° 10/1935

- Forte de São Francisco Xavier ou Forte da Barra (1703-1933) – Cláudio Moreira Bento. Revista do IHGES. Vitória, n.° 56/2002

 

 

 

 

 


Última alteração em 05-31-2007 @ 12:56 am

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