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Barão do Rio Branco – Um diplomata com alma de soldado
Inserido por: ClaudioBento
Em: 06-29-2006 @ 06:26 pm
 

 

(Patrono da cadeira n o 6 da AHIMTB)

Centenário do inicio de sua atuação no MRE

Embora a paz mundial seja ideal perseguido, as nações procuram dispor, dentro das suas possibilidades, de forças armadas o melhor organizadas, equipadas e motivadas para um emprego eventual indesejado. E as perspectivas de Paz Mundial no insondável 3 o Milênio são inqüietantes ( Iugoslávia, Iraque, Israel , Afeganistão  e ameaças potencias no Iraque e Coréia do Norte e em nossos irmãos Colômbia e Venezuela etc.

No Brasil, poucos estadistas civis, como o Barão de Rio Branco, que passou à História do Brasil como o Chanceler da Paz, compreenderam e responderam ao seu tempo, à altura, esta pergunta de difícil resposta para quem não possua perspectiva histórica brasileira: Forças Armadas Brasileiras para quê? Rio Branco respondeu adequadamente dizendo ser fundamental o Brasil dispor de forças armadas à altura de suas potencialidades e com os objetivos de servirem:

-         de dissuasão a aventuras militares internas e externas;

-         de respaldo à política internacional do Brasil;

-         Como elementos de emprego em emergências imprevisíveis, internas e externas;

-   De núcleos de expansão , na eventualidade de uma guerra e, finalmente, como elementos de preservação e divulgação do patrimônio por elas acumulado, em Arte e Ciência Militar, ao longo do processo histórico, em quase cinco séculos de lutas vitoriosas, que contribuíram para delinear, consolidar e manter um Brasil de dimensões continentais.

E desta última circunstâncias, Rio Branco adquiriu profunda consciência, através dos estudos que realizou. Constatar isto é obra de simples verificação de suas Efemérides Brasileiras, lidas sempre no início das sessões do sesquicentenário  Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que viria a presidir um dia, e no qual ingressou aos 22 anos, em 1866, na presença do Imperador d. Pedro II, quando ia acesa e viva a Guerra do Paraguai, em cujos estudos se assinalou e que a Europa conheceu, em parte, por seus escritos enviados a jornais de lá.

 E no IHGB se apresentou com biografia do Marechal José de Abreu, herói de nossas guerras cisplatinas, que morreu em ação na Batalha do Passo do Rosário, contra os quadrados  da Divisão de Infantaria ao comando do General Crisóstomo Calado ,parente do Chanceler Afonso Arinos de Mello Franco que o biografou .

Ao discurso de posse do historiador e diplomata Roberto Luiz Assunção Araújo, no IHGB, em 1989, sob o título “Rio Branco historiador”, acrescento: Rio Branco, historiador militar brasileiro.

A vocação de Rio Branco para a História Militar foi compulsiva. Aos 16 anos biografou o Capitão-de-Fragata Barroso Pereira; aos 19, escreveu Episódios da Guerra do Prata. A seguir escreveu sobre Marechal José de Abreu. Prosseguiu firme nesta linha de estudos, que segundo o historiador Roberto de Assunção; “desabrocharam nos magistrais estudos sobre a Guerra do Paraguai e nas memórias escritas em defesa dos direitos do Brasil nas questões de limites com a Argentina, França e Inglaterra.

Era grande o seu interesse pelo nosso fortalecimento militar que ajudou a impulsionar através da Reforma Militar nos governos de Rodrigues Alves, Afonso Pena e Hermes da Fonseca, como ministro das Relações Exteriores, para que “o Brasil pudesse desempenhar, com prestígio e segurança o papel que lhe cabia no convívio das nações”.

 Ajudou a recolocar o Exército no rumo do profissionalismo militar depois de um triste período de esforço equivocado de bacharelismo militar de 1873-1905, em decorrência dos regulamentos de ensino de 1873 e 1890, que tornaram as possibilidades de operacionalidade do Exército a níveis inferiores aos dos tempos da Guerra do Paraguai, para o cumprimento de missões de defesa interna e externa do Brasil.

A ação de Rio Branco permitiu a incorporação pacífica ao território brasileira, de milhares de quilômetros quadrados, fruto de sua superior ação diplomática “inteligente e sem vaidade, franca sem indiscrição e enérgica sem arrogância”, calcada no profundo conhecimento do processo histórico brasileiro e da sua história militar terrestre e naval, que desenvolveu e valorizou como instrumentos de desenvolvimento do Brasil, como ninguém até hoje conseguiu fazer.

Rio Branco conquistou a paz preparando a Nação para melhor enfrentar a alternativa indesejável de uma guerra. Em seus estudos sobre a Guerra do Paraguai manteve contatos estreitos com o Duque de Caxias, consagrado como o Pacificador e o maior de nossos generais.

Em diversas oportunidades demonstrou consideração pêlos militares: “minha simpatia e meu verdadeiro afeto pelos militares de terra e mar são muito antigos, pois vem dos tempos remotos da primeira mocidade. Desde os bancos do antigo Colégio Pedro II que comecei a interessar-me por nossas glórias militares conquistadas na defesa dos direitos e da honra da antiga mãe pátria e suas possessões nesta parte do mundo e, depois, na defesa da dignidade e dos direitos do Brasil em sua vida independente...

 Tive a honra de conviver de perto com muitos de nossos generais mais ilustres: Caxias, Porto Alegre, Osório, Barroso, Inhaúma e outros e, de todos tenho a fortuna de guardar apontamentos preciosos e provas escritas de seu afeto e estima...

 Os sentimentos de minha mocidade para com o Exército e Marinha não se arrefeceram nunca, antes foram crescendo sempre, à medida que pude apreciar melhor a necessidade e conveniência dessas instituições, sem as quais, na posição que ocupa o Brasil neste continente, não se pode aspirar   a prévia segurança de conservação da paz que ele tanto precisa e que precisam todos os povos”.

Diplomata de escol com alma de soldado, assim definia a relação soldado-diplomata:

 “Eles são sócios que se prestam mútuo auxílio. Um expõe o direito e argumenta com ele em prol da comunidade,  o outro bate-se para vingar o direito agredido, respondendo à violência com violência”.

O General Tasso Fragoso, ao retornar de adido militar na Argentina, na época da Questão de Palmas, foi encarregado de saudar Rio Branco no Clube Militar. Ressaltou a sua ação “na estabilização de nossas fronteiras, sem o recurso da força armada, por sustentar seus pontos de vista com o recurso de profundos e sólidos conhecimentos da História Militar do Brasil”.

Tasso Fragoso, ao editar, em 1922, A Batalha do Passo do Rosário, dedicou-o “À memória do Rio Branco, cuja ação e discursos escritos são exemplos de estremado amor ao Brasil e de intensa fé nos seus gloriosos destinos. Como testemunho de admiração e de saudade”.

Na História atual temos  exemplos de nações que preferiram acumular riquezas à gastá-las com forças armadas à altura de suas potencialidades. o coração de seus filhos  que acabou sendo invadidos, dominados e humilhados

 Eis as lições que o historiador militar brasileiro Barão do Rio Branco cedo aprendeu e que assim traduzo:

 “Na ordem internacional a melhor prova de sensatez e inteligência é amparar as boas intenções com as melhores armas possíveis”.

Dedico este estudo pela Academia de História Militar Terrestre do Brasil no centenário do início da atuação do Barão do Rio Branco como Ministro das Relações Exteriores e como subsídio à reflexão dos brasileiros que sinceramente procuram resposta para a pergunta: Forças Armadas Brasileiras para quê? Se dúvidas persistirem, recorram à História como o fez um dia o hoje esquecido pela Mídia – Barão do Rio Branco, o Chanceler da Paz.

 


Última alteração em 06-29-2006 @ 06:26 pm

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