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"Chindits"
Inserido por: Piero
Em: 08-29-2006 @ 04:12 pm
 

 
Curriculum 
Vitae

 

 

 

Autor: * Dr.Dal Piero

 

5 de março de 1944. Nos aeródromos da Índia se encontram alinhados dezenas de planadores norte-americanos. Junto a eles, os chindits de Wingate aguardam o momento de subir a bordo. Formados em colunas, levam equipamento de campanha: uniforme verde, fuzis e pistolas-metralhadoras, morteiros, granadas e punhais. Muitos usam barba. Um chapéu de abas largas, de feltro, os protege do sol. A empresa na qual estão todos empenhados tem a denominação de "Operação Assombração" e envolve o vôo noturno em planadores e aviões de transporte de 10.000 soldados e 1.000 animais de carga.

Os aparelhos em vôo sobrevoarão as montanhas da fronteira para, posteriormente, lançar os homens no coração da floresta birmânica. Até aquele momento, com exceção do ataque alemão à ilha de Creta, nunca se presenciara uma operação aerotransportada semelhante. Promotor de tal façanha é o chefe dos chindits, Orde Wingate.

Executando a estratégia de luta na retaguarda defendida pelo chefe inglês, definida por este com a frase "meter-se nas tripas do inimigo", os chindits (nome de um estranho ser mitológico, guardião dos templos, metade leão, metade águia) combateriam internados profundamente no território inimigo, abastecidos permanentemente pelo ar, pelas unidades da aviação norte-americana.

Os chindits gozavam de uma merecida fama nesse tipo de luta. Em 1943 haviam realizado, com Wingate à frente, uma audaciosa campanha na floresta da Birmânia. Não obstante, havia agora uma diferença na operação que acabavam de iniciar. Em 1943, as tropas penetraram na Birmânia, a pé, e foram abastecidas pelo ar. Agora as mesmas tropas seriam transportadas por via aérea. A expedição anterior consistira numa série de incursões levadas a cabo contra vias de comunicações, cumpridas por grupos reduzidos. Agora tratava-se de uma verdadeira invasão pelo ar. Os "fantasmas verdes", como eram chamados pelos nipônicos, contariam desta vez com material pesado, transportado pelos aviões. Seus sacrifícios, contudo, seriam os mesmos, Assim são eles descritos por um escritor e militar britânico: "Os soldados dessas colunas errantes necessitavam de resistência mais que nenhuma outra qualidade. Tinham que carregar todo o seu equipamento nas costas: comidas, cobertores, utensílios, equipamentos individuais de primeiros socorros e, além disso, suas armas e munições.

Possuíam animais de carga, porém havia pesados aparelhamentos de rádio, morteiros e feridos que deviam ser transportados sobre eles, atados com cordoame especial. Há um limite para o número de mulas que uma coluna pode empregar com rendimento útil. Não restavam, portanto, animais disponíveis para aliviar a carga que os soldados transportavam sobre seus ombros. As enfermidades e os ferimentos eram o problema mais árduo. Era impossível evitar a malária. Não se podiam utilizar mosquiteiros durante a marcha, pois os mesmos não tardavam a virar simples trapos pela vegetação densa da mata. Por outro lado, se os soldados utilizassem cremes contra os mosquitos, ficavam com os poros da pele tapados, enlouquecendo de calor. Outras maldições da selva eram a icterícia, a disenteria, o tifo, e as chagas de Naga (doença própria da região) que se alastravam rapidamente, infeccionando-se e tornando insuportáveis os padecimentos.

As costas de alguns soldados estavam cobertas com tiras adesivas para cobrir as feridas. Eram pragas inseparáveis da guerra na selva. As tropas, em todas as zonas, sofreram com elas. As colunas a pé que se encontravam em território inimigo tinham que esperar a chegada de aviões para evacuar suas baixas. A evacuação pelo ar foi o maior serviço que Mountbatten assegurou às suas tropas.

Milhares de chindits foram levados aos hospitais da Índia por esse meio. Quando os chindits saíram da mata, depois de cinco meses de combate, estavam exauridos e a maior parte deles havia perdido muitos quilos de peso. Não obstante, a despeito dos padecimentos sofridos, os homens sentiam plenamente as palavras que seu chefe Wingate lhes dirigiu, um dia antes de morrer: "Algum dia vocês se orgulharão de poder dizer: eu estive ali".

De fato, ali, nas selvas da Birmânia, os chindits escreveram uma das páginas mais brilhantes da história do Exército britânico.

 


Última alteração em 08-29-2006 @ 04:12 pm

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