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O padrão ideal de relações entre civis e militares
Inserido por: Piero
Em: 08-29-2006 @ 04:28 pm
 

 
Curriculum 
Vitae

 

 

 

Autor: * Dr.Dal Piero

 

Janeiro de 1944. Blizna, Polônia. Dois homens, aparentemente dois desconhecidos, se cruzam numa ruazinha do povoado. Um deles, porém, leva em sua mão um pequeno pedaço de papel. Ao passar junto ao segundo desconhecido, a nota troca rapidamente de mãos. Assim, uma hora mais tarde, um transmissor de rádio, oculto numa granja dos arredores, comunica a Londres, em linguagem cifrada, um episódio que acaba de ocorrer a quase duzentas milhas de Blizna...

Um grupo de aldeões poloneses trabalha nos campos que rodeiam uma pequena aldeola. Ninguém pode prever o que vai ocorrer dai a alguns minutos. E, no entanto, o inesperado acontece. De súbito, uma atroadora explosão sacode os arredores. Uma nuvem de fume se eleva e lentamente começa a dissipar-se. Quando a calma volta a reinar, as pequenas casas da aldeola desapareceram.

Um instante mais tarde, dois caminhões carregados de soldados germânicos estacionam muito perto dali. Os homens descem, e correm até ao local onde acabara de produzir-se o desastre. A uma ordem do oficial que os comanda, os soldados, pertencentes a uma unidade SS, começam apressadamente a recolher pequenos fragmentos dispersos entre as ruínas. Os aldeões, atônitos, os observam, sem compreender o que está passando. Apenas um deles olha com mais atenção e compreende. Afasta-se dali rapidamente. Instantes depois, uma nota escrita com mão nervosa, começa a passar de mão em mão até chegar às de um jovem que opera um transmissor.

Em Londres, após receber a mensagem, uma complicada rede de comandos começa a mobilizar-se e a estudar a informação. E surge então a conclusão inevitável: os alemães trabalham numa arma secreta e é necessário conhecer dados, detalhes, cifras, datas...

O movimento de resistência polonês, mobilizando seus homens, coloca em marcha sua aparelhagem de espionagem. Agentes isolados arriscam permanentemente suas vidas numa "caça a um pedaço de metal". Patrulhas especiais, escapando aos grupos de soldados germânicos, recolhem pedaços de turbocompressores, tanques de combustível e equipamento eletrônico.

Por fim, a sorte inclina a sua balança em favor dos combatentes clandestinos e, um dia, um dos estranhos projéteis cai sem explodir, na margem do Rio Bug, nas cercanias da aldeia de Sarmaki.

Os homens da resistência, de imediato, se entregam à tarefa de recolher o petardo. É a grande oportunidade e eles o sabem. Talvez nunca tenham outraigual. Um grupo de poloneses, arrastando o projétil com dificuldade, o lança, finalmente, às águas do rio. Em seguida, conduzem ao local grande quantidadede gado, e fazem com que os bois atravessem o rio, turvando de tal maneiraas águas que se torna muito difícil a tarefa dos germânicos encumbidos dalocalização do engenho.

Nessa mesma noite, cautelosamente, os poloneses retiram a arma das profundezas do rio e a transportam para longe dali. Imediatamente, tratam de desarmá-la e retirar dela as peças e partes que aparentemente são vitais.

A informação, entrementes, chegou a Londres. Urgentemente, os comandos solicitam que o petardo ou suas principais peças sejam remetidas à Grã-Bretanha. A operação, planificada cuidadosamente, consistiria no envio de um avião aliado, que aterrissaria numa pista abandonada, nas imediações do local. Ali, rapidamente, numa operação executada em segundos, o projétil ou suas partes seriam transportadas ao aparelho que, levantaria vôo, no mesmo instante. Os cálculos prévios indicavam que seis minutos seriam suficientes para a operação.

Na noite de 25 de julho de 1944, dia fixado para executar a manobra, perto de 400 membros da resistência rodearam a pista e os bosques adjacentes, em missão de vigilância. Pouco antes da hora prevista para a aterrissagem do avião britânico, um grupo de caças germânicos evoluiu sobre a pista, realizando ao mesmo tempo aterrissagens e decolagens. Para tranqüilidade e alivio dos homens que permaneciam nos arredores com as mãos crispadas na coronha das armas, os aviões alemães se afastaram tão rapidamente como haviam chegado.

A espera, então, se tornou angustiosa. Existia, indiscutivelmente, a possibilidade de uma nova aparição dos caças germânicos. E também a trágica possibilidade de um encontro entre esses caças e o avião britânico que já se encontrava em vôo, e muito perto dali. Na hora marcada, um avião "Dakota" britânico sobrevoou o campo, e, à luz de precárias tochas, tocou terra numa manobra impecável, aterrissando em estilo de combate. Rapidamente um grupo de poloneses subiu pela portinhola, levando consigo a documentação recolhida pelos homens da resistência e numerosas peças vitais do petardo.

A um sinal do piloto e já com o contato ligado, as hélices foram novamente acionadas. Acelerado gradualmente, o "Dakota", no entanto, não avançou, trepidando sobre o terreno. Uma e outra vez, os motores foram parados e postos novamente em marcha. O "Dakota" porém, se mantinha imóvel. Por fim, saltando a terra, a tripulação começou um febril trabalho de reparação. Os motores rodavam a um ritmo normal; o movimento das hélices era correto; os lemes respondiam à manobra com suavidade... Tudo parecia estar em ordem. Alguma coisa, contudo, falhava. Por fim, o piloto deduziu repentinamente a razão que impedia a movimentação do aparelho: os freios. E eram mesmo. Os freios estavam bloqueados. Imediatamente os tubos que conduziam o óleo foram cortados e o liquido derramado.

Repentinamente, liberados os freios, o avião deu uma sacudida e ficou novamente imóvel. Em seguida, o girar das hélices levantou nuvens de poeira. E com uma rápida acelerada, o avião começou a taxear para o extremo da pista. Já em vôo, a tripulação enfrentou um novo problema. De fato, vazados os tubos da instalação hidráulica, era impossível recolher o trem de aterrissagem. A conseqüência seria uma apreciável diminuição na velocidade do aparelho. Contudo, o inconveniente foi rapidamente superado, enchendo novamente os tubos com água das rações dos tripulantes.

Assim, via Brindisi, os segredos da V-2 chegaram a Londres. O piloto do "Dakota" resumiu a experiência num relatório que deixa entrever, claramente, a têmpera dos homens que tiveram em suas mãos a operação: "Com excesso de uma ligeira agitação na pista, tudo transcorreu muito facilmente".

 


Última alteração em 08-29-2006 @ 04:28 pm

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