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A Defesa do Nordeste Brasileiro Brasil 500 Anos
Inserido por: Piero
Em: 08-29-2006 @ 04:32 pm
 

 
Curriculum 
Vitae

 

 

 

Autor: * Dr.Dal Piero

A DEFESA DO NORDESTE BRASILEIRO BRASIL 500 ANOS
Fragmentos da História Militar Brasileira

 

Devemos ao Gen. Leitão de Carvalho, Comandante-em-Chefe do teatro de operações do Nordeste, as primeiras medidas destinadas a aparelhar o território nacional contra possível agressão do Eixo.

O plano do Gen. Leitão de Carvalho, apresentado a 30 de maio de 1942, sob o titulo "ORGANIZAÇÃO DA DEFESA DO TERRITÓRIO, ESTUDO E PROPOSTA", foi o seguinte:

Inimigo: O adversário que teríamos de enfrentar, se a guerra viesse até o nosso continente, estava definido desde que o governo brasileiro rompeu as relações com as potências do Eixo: seriam a Alemanha, a Itália e o Japão.

Que natureza de hostilidades poderiam praticar contra o país, ou seus interesses, e a partir de que momento?

O torpedeamento dos navios mercantes brasileiros havia começado antes da ruptura das relações. Mas o ataque ao nosso território, ou a outros pontos do continente, dependia de circunstâncias favoráveis e de tempo. Na investigação das possibilidades desse ataque, consideramos somente o grupo ítalo-germânico, excluído o Japão.

O inimigo poderia desenvolver seus esforços progressivamente, iniciando-os, desde logo, com ações de curso ou ataques submarinos.

Terreno: A parte do território brasileiro mais exposta a um ataque do inimigo era, como já assinalamos, a região litorânea que se estende da Bahia ao Maranhão, muito particularmente Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde se localizavam as bases aéreas e navais de que se serviam as forças americanas encarregadas de manter o domínio do Atlântico Sul.

Os meios: No nosso caso, se tomássemos por base a extensão da costa a ser defendida (decisão só admissível como primeiro passe no exame analítico da questão) dela abatendo as zonas passivas do terreno, e comparássemos essa extensão com os dados empíricos adotados nos nossos regulamentos para as frentes normais das unidades no combate em largas frentes, protegidas por obstáculos (3 km por batalhão), chegaríamos a um número tão grande de batalhões que o país não estaria em condições de formar. Reconhecida inaceitável essa norma de proceder, poderíamos recorrer a outra, tendo por base a organização defensiva da região em centros de resistência, com intervalos, dispondo de reservas móveis, para atender às ações intentadas através deles.

Conclusões: 1º - A defesa da região nordestina e, por conseqüência, a defesa do continente americano contra uma agressão dos países do Eixo (particularmente a Alemanha), resumia-se na defesa do triângulo Natal - Fernando de Noronha - Recife.

2º - Era um problema em evolução, podendo a solução exigir consequentemente aumento constante de meios, conforme o desenvolvimento do conflito europeu.

3º - Seria muito difícil levar para a região reforços importantes no momento da luta, o que obrigava tê-los reunidos no local com antecedência.

4º - Toda operação empreendida pelo inimigo, nesse teatro, teria de ser precedida de uma forte ação aeronaval.

5º - Qualquer que fosse a operação intentada pelo inimigo só poderia produzir resultados compensadores depois que este conseguisse o domínio das bases aéreas e navais, onde estavam localizados os órgãos protetores da navegação no Atlântico Sul.

6º - Finalmente, de posse dessas bases, poderia o inimigo forçar-nos a tomar uma decisão contrária à segurança do continente americano.

Apoiando-nos nessas conclusões, pudemos formular o nosso PLANO DE MANOBRA, compreendendo a IDÉIA DE MANOBRA e a REPARTIÇÃO DAS FORÇAS.

Idéia de manobra: A defesa do Nordeste far-se-ia mediante grupamentos de forças concentradas em torno dos portos marítimos e das bases aéreas da região, competindo a esses grupamentos:

Impedir o estabelecimento de bases aéreas ou navais, pelo inimigo, em qualquer ponto do território. Vigiar atentamente a costa, a fim de assinalar, sem demora, a aproximação de forças inimigas capazes de tentar ações de desembarque ou empreendimentos corsários.

O desempenho dessa missão importaria em:

Manter a todo custo as bases aeronavais de Natal e Recife.

Impedir o estabelecimento do inimigo no arquipélago de Fernando de Noronha.

Repelir todo elemento inimigo que tentasse efetuar desembarque no continente e, no caso de realizar-se, destroçá-lo antes que ai se pudesse instalar.

Manter forte massa de manobra, capaz de ir em socorro de Natal ou de Recife

e, eventualmente, completar o aniquilamento do inimigo, iniciado, em qualquer ponto, pela aeronáutica.

Repartição das Forças

I - Forças terrestres:

Natal: A defesa da região exigiria, no mínimo:

Um núcleo de 6 batalhões.

Uma reserva móvel, de reforço, com 2 a 3 batalhões.

Uma artilharia de apoio à infantaria, compreendendo 2 grupos.

Artilharia para a defesa da costa, 2 grupos, um móvel e um fixo.

Defesa antiaérea, 3 grupos de defesa-alta e 3 de defesa-baixa.

Um grupo de reconhecimento (regimento de cavalaria motorizado).

Recife: Exigia, no mínimo:

Um núcleo de 6 a 7 batalhões.

Uma reserva móvel de 2 a 3 batalhões.

Artilharia de apoio à infantaria, 3 grupos.

Artilharia para a defesa da costa, 2 grupos, um móvel, outro fixo.

Defesa antiaérea, 3 grupos de defesa-alta e 2 de defesa-baixa.

Um grupo de reconhecimento (regimento de cavalaria motorizado).

João Pessoa:

2 a 3 batalhões.

Um grupo de apoio.

1 a 2 baterias de costa.

Um grupo antiaéreo, contra vôo-baixo.

Maceió:

2 a 3 batalhões.

1 grupo de apoio.

1 a 2 baterias de costa.

1 grupo antiaéreo contra vôo-baixo.

Fortaleza:

3 batalhões de infantaria.

1 grupo de apoio.

1 a 2 baterias de artilharia de costa.

2 grupos de defesa antiaérea (um contra vôo-alto, outro contra vôo-baixo).

Parnaíba:

1 batalhão de infantaria.

1 bateria de artilharia de costa.

São Luís:

2 a 3 batalhões de infantaria.

1 grupo de apoio.

1 a 2 batarias de artilharia de costa.

1 grupo de defesa antiaérea contra vôo-baixo.

Fernando de Noronha:

2 a 3 batalhões de infantaria.

1 a 2 grupos de artilharia de apoio.

2 grupos de artilharia de costa (um fixo, outro móvel).

2 grupos de defesa antiaérea, um contra vôo-alto, outro contra vôo-baixo.

II - Forças Aéreas:

Natal e Recife (para cada uma dessas bases):

Um grupo de caça.

1 grupo de bombardeiros médios.

1 esquadrilha de reconhecimento.

1 esquadrilha de aviões anfíbios de reconhecimento.

1 esquadrilha de aviões de transporte, médios ou pesados.

Fortaleza e Maceió (Para cada base):

1 esquadrilha de reconhecimento.

1 esquadrilha de anfíbios.

1 esquadrilha de caça.

1 esquadrilha de bombardeiros médios.

São Luís e Salvador (para cada uma) :

1 esquadrilha de reconhecimento.

Fernando de Noronha:

1 esquadrilha de anfíbios.

1 esquadrilha de caça.

1 esquadrilha de bombardeiros médios.

III - Forças Navais:

O cálculo dos elementos necessários à operação teria de ser feito mediante entendimento com as autoridades da Marinha. No entanto, a título de sugestão, alvitramos as seguintes medidas:

a) Patrulhamento da costa, particularmente:

A foz do Parnaíba

A baia da Traição

Macau

Areia Branca

Ilha de Itamaracá

Barra do São Francisco

b) Meios para dar caça aos submarinos.

c) Meios para proteger as comunicações entre Natal, Recife e Fernando de Noronha.

 


Última alteração em 08-29-2006 @ 04:32 pm

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