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O Guararapes 2006 Out a Dez No 50 (1 de 2)
Inserido por: ClaudioBento
Em: 10-02-2006 @ 09:40 pm
 

 
Curriculum 
Vitae

 

 

 

Autor: * Cel Cláudio Moreira Bento

 

SUMÁRIO

AGRACIADOS E JUSTIFICATIVAS COM A MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE DO BRASIL NO 203º ANIVERSÁRIO DO DUQUE DE CAXIAS E 10º ANIVERSÁRIO DA AHIMTBMTB.................................................................................................................................................01

O SOLDADO BRASILEIRO,pelo Cel Jarbas Passarinho , no Dia do Soldado de 2006.......................11

VET DA FEB TEN CEL INF CELSO ROSA (1918-2006) - Homenagem póstuma da AHIMTB........................................................................................................................................................12

DIVERSOS....................................................................................................................................................14

AGRACIADOS E JUSTIFICATIVAS COM A MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL NO 203oANIVERSÀRIO DO DUQUE DE CAXIAS E 10o ANIVERSÁRIO DA AHIMTB

EM NOME DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL (AHIMTB), DEPOIS DE OUVIDA A COMISSÃO DE MEDALHAS DA MESMA, E NA QUALIDADE DE GRÃO-MESTRE DA MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE DA AHIMTB E NA OPORTUNIDADE DO 203º ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DO DUQUE DE CAXIAS, PATRONO DA AHIMTB, AGRACIO COM A CITADA MEDALHA E NOS GRAUS DE COMENDADOR, OFICIAL E CAVALEIRO AS SEGUINTES PERSONALIDADES, LEVANDO EM CONSIDERAÇÂO OS CRITÉRIOS DE ESTÍMULO, SOLIDARIEDADE, APOIO HISTÓRICO E DE CUSTEIO FINANCEIRO ÀS ATIVIDADES DA AHIMTB, TRABALHOS EXECUTADOS EM PROL DA SUA CAUSA E PROJEÇÂO DE SERVIÇOS PRESTADOS PELOS AGRACIADOS À PESQUISA, PRESERVAÇÃO, ELABORAÇÃO, CULTO E DIVULGAÇÃO DA HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL.

Cláudio Moreira Bento Presidente e Grão Mestre da Medalha

Em ordem alfabética do primeiro nome por categoria das medalhas.

COMENDADOR

Cel AMERINO RAPOSO FILHO. Pelo estímulo, solidariedade e apoio histórico e financeiro à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, onde inaugurou a cadeira de outro destacado pensador militar brasileiro o Cel João Baptista Magalhães. Tem sido notável como veterano da FEB a sua contribuição à História Militar Crítica Terrestre do Brasil com suas obras, entre outras: A Manobra na Guerra e Caxias, inspirador da Doutrina Militar Terrestre Brasileira. Estudioso e autor de Estratégia, dedica-se profundamente ao assunto no Centro de Estudos Brasileiros de Estratégia (CEBRES), no qual tem merecido a sua atenção a problemática relativa à preservação da soberania brasileira na nossa Amazônia.

 

CMG CARLOS NOBERTO STUMPF BENTO. Pelo apoio à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil como webdesigner e administrador do site desta Academia, já se aproximando de 50.000 visitas, e pela elaboração das capas das seguintes obras editadas pela AHIMTB: História da 8ª Bda Inf Mtz - Brigada Manoel Marques de Souza; 6ª Divisão do Exército - Divisão Voluntários da Pátria; 3ª Bda Cav Mec - Brigada Patrício Correia da Câmara; 6ª Bda Inf Bld - Brigada Niederauer; 2ª Bda C Mec - Brigada Charrua; Caxias e a Unidade Nacional; Os 175 anos da Batalha do Passo do Rosário; As Batalhas dos Guararapes - análise e descrição militar; Os 60 anos da AMAN em Resende; Amazônia Brasileira - Conquista, consolidação, manutenção - História Militar Terrestre da Amazônia; Hipólito da Costa, o gaúcho fundador da Imprensa Brasileira; As Escolas Militares de Rio Pardo 1856/1911; e Conde de Porto Alegre. Por tudo foi titulado pela AHIMTB como seu Grande Colaborador. Participou do Concurso de sites sobre as Batalhas dos Guararapes, promovido pelo Exército, tendo obtido o 2ª lugar.

Cel PMSP EDILBERTO DE OLIVEIRA MELLO. Pelo estímulo, solidariedade e apoio histórico e financeiro à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, da qual é seu acadêmico emérito, tendo inaugurado a cadeira General Miguel Costa, o comandante da Coluna Miguel Costa/Prestes (e não Coluna Prestes), além de ser Delegado da Delegacia Cel Pedro Dias Campos, na PMSP, por ele instalada primorosamente na Associação de Oficiais da Reserva da Polícia Militar de São Paulo, que presidiu por longo e profícuo período. Autor de várias obras sobre a História da Polícia Militar de São Paulo, onde sobressai seu livro Raízes do Espírito Militar Paulista, no qual resgata a história das tropas de São Paulo de 1ª, 2ª e 3ª linhas, e as que deram origem a Polícia Militar de São Paulo. Tem atuado junto aos cadetes da Policia Militar da Academia do Barro Branco da PMSP, entre os cadetes interessados na História Militar da PMSP, com vistas a preservar a identidade e as perspectiva histórica dos mesmos, relativamente àquela notável instituição com tantos e notáveis serviços prestados ao povo paulista .

Gen Ex GILBERTO BARBOSA FIGUEIREDO. Pelo apoio e estímulo que tem emprestado à história militar terrestre do Brasil em sua carreira, bem como à Academia de História Militar Terrestre do Brasil, como comandante do Comando Militar do Oeste, e como Chefe do Departamento de Ensino Pesquisa, onde foi empossado em cerimônia histórica na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército como seu 2º presidente de Honra, apoiando-a e estimulando, moral e financeiramente, para que ela melhor pudesse cumprir sua finalidade e auxiliar o Exército com seus quadros a progressivamente ajudar a conquistar e a preservar o objetivo atual n.º 1 do Exército: Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a História, as Tradições e os Valores morais, culturais e históricos do Exército, e atendendo na medida do possível suas solicitações. Apoio que teve a iniciativa de prometer prestar a AHIMTB em sua plataforma de campanha a Presidência e do Clube Militar, com ênfase em seu trabalho em prol do desenvolvimento da História Militar Terrestre Crítica do Brasil, que visa a estudá-la e a pesquisa à luz dos fundamentos da Arte e da Ciência Militar visando, com ela, a formação profissional em Arte e Ciência Militar dos integrantes desta força, bem como subsidiar o desenvolvimento de uma doutrina militar terrestre brasileira genuína.

Veterano da FEB JOSÉ CONRADO DE SOUZA. Pelo apoio, estímulo e apoio histórico e financeiro à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil da qual é, como veterano da FEB, seu acadêmico emérito, cabendo-lhe, então, como acadêmico inaugurar a cadeira Gen Bda Antônio Rocha Almeida, autor de preciosas obras de História Militar e o responsável pela pesquisa da notável galeria de comandantes da 3ª Região Militar. José Conrado de Souza é veterano da FEB e, desde então atuou no meio civil sem esquecer e se orgulhar daquela força, da qual preside e lidera de longa data a Seção de Veteranos da FEB em Porto Alegre, onde mantêm unidos e coesos em torno de sua liderança os veteranos e familiares. Autor dos livros: O Pracinha Conrado; O Museu da Campanha da FEB e acaba de prefaciar e reeditar a obra As Forças Armadas e a Marinha Mercante do Brasil na 2ª Guerra Mundial. É autor e patrocinador da idéia do distintivo da Academia para seus membros usarem em seus automóveis e a divulgarem.

Gen Ex LUIS GONZAGA SHOROEDER LESSA. Membro acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, atual ocupante da cadeira Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, o patrono de nossa centenária Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. O General Lessa prestou relevantes serviços a nossa História Militar Terrestre em sua patriótica campanha nacional no meio militar e parte do meio civil brasileiro, depois de exercer o Comando Militar da Amazônia, por haver despertado a consciência adormecida da sociedade brasileira sobre a importância estratégica crescente da Amazônia, alvo de pressões reais e potenciais nacionais e internacionais crescentes, que apontou aos brasileiros que a desconhecia, estimulando outros brasileiros a participarem desta patriótica luta. Campanha que lembrou de certo forma a célebre e vitoriosa campanha em prol do Serviço Militar Obrigatório, que havia sido iniciada a implementar em 1875 pelo Duque de Caxias, como senador, Chefe do Gabinete de Ministros e Ministro da Guerra, e deixado de lado por cerca de 40 anos. Na presidência do Clube Militar, o General Lessa prestigiou as atividades da AHIMTB sensível à relevância de seu trabalho promovendo no Clube Militar o lançamento do livro Caxias e a Unidade Nacional, prefaciando livro por ela editado sobre a História Militar Terrestre da Amazônia e, finalmente, a acolhendo em cerimônia histórica, em 7 de março de 2006, comemorativa de seu 10º aniversário, consciente de seu relevante trabalho em apoio ao Objetivo atual n.º 1 do Exército: Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a História, as tradições e os valores morais, culturais e históricos do Exército. Objetivo que a HIMTB estendeu para as demais forças terrestres brasileiras: Fuzileiros Navais, Infantaria da Aeronáutica e Policias e Bombeiros Militares.

Cel MANOEL SORIANO NETO. Pelo grande estímulo, solidariedade e apoio histórico notável à causa da Academia de História Militar Terrestre, para a qual tem colaborado com subsídios biográficos para levantar o perfil biográfico de antigos comandantes das grandes unidades para as obras editadas pela AHIMTB, como a 6ª DE - Divisão Voluntários da Pátria; 8ª Bda Inf Mtz - Brigada Manoel Marques de Souza; 3ª Bda C Mec - Brigada Patrício Correia da Câmara; 6ª Bda Inf Mtz - Brigada Cel Niederauer; 2ª Bda C Mec - Brigada Charrua; História do CML e História da 3ª RM. Notável tem sido a atuação do homenageado para reforçar o culto das tradições no Exército, instruindo ou sugerindo, criteriosamente, nomes expressivos para denominações históricas de unidades, com ênfase para unidades do Exército em Pernambuco, onde despertou nos Guararapes, o espírito de Exército e da nacionalidade brasileira. Historiador atento à defesa dos interesses do Brasil na Amazônia, sobre os quais alerta seus admiradores e ex-cadetes que confiam em seus critérios. É um dos notáveis historiógrafos militares terrestres do Brasil, contemporâneos. Seu profundo conhecimento de História, aprimorado com a apresentação de conferências, aulas preparadas no AMAN, e a aquisição de novos subsídios como Chefe do Centro de Documentação do Exército, tem sido a base de valiosos e inteligentes argumentos para a elaboração de trabalhos de referência, que tanto empolgam seus leitores e admiradores. Autor de vários textos sobre diferentes assuntos e, particularmente, sobre a defesa da Amazônia, destaca-se atualmente como um dos mais notáveis historiadores militares. O trabalho excepcional que desenvolveu no CDocEx ao apresentar vitoriosas propostas para a denominação de Organizações Militares, demonstra o seu extraordinário conhecimento da História Militar, aliado a um profundo sentimento patriótico e a um acentuado amor ao culto das tradições de nosso Exército e dos nossos heróis.

Cel NILTON FREIXINHO. Pelo estímulo, solidariedade e apoio histórico e financeiro à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, na qual inaugurou a cadeira que tem por patrono o ‘’jovem turco" Cel Mário Clementino, autor do primeiro editorial, em 1913, da Revista A Defesa Nacional, personagem esquecida, que resgatou de modo notável sob a pátina do tempo, que encobria a sua útil vida e obra notável em prol do fortalecimento em seu tempo da Defesa Nacional. Tem sido notável o estímulo do agraciado à Diretoria da Academia, e o orgulho que manifesta em pertencer a seus quadros e a exaltar a sua importância. Historiador e pensador militar e político fecundo, acaba de enriquecer a bibliografia da História do Brasil, com repercussões em sua História Militar, as alentadas e valiosas obras de História crítica do Brasil: O poder permanente da História, apresentado por Austregésilo de Athayde "como original e do nível dos estudos que se fazem nos melhores centros universitários da Europa e EUA"; Brasil, os difíceis caminhos da integridade, que serve de modelo de História Militar crítica das lutas que o Brasil enfrentou para preservar a sua Integridade ao longo do processo histórico e 500 anos e, 500 anos depois de Gabriel Soares de Souza, um modelo de História crítica de estudo do passado, para entender o presente e projetar o futuro, no caso a ameaça do destino de grandeza Brasil, pelo seu retardo econômico, tecnológico e industrial para enfrentar a cobiça manifestada por potências altamente industrializadas.

Gen Ex PAULO CEZAR DE CASTRO. Pelo estímulo, solidariedade e apoio histórico e financeiro à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, que integra como acadêmico ocupante da cadeira General Estevão Leitão de Carvalho, ex-comandante da ECEME, e cuja posse tive lugar nesta escola de Altos Estudos Militares, ao tempo em que a comandou. Ali aprovou plano de pesquisa com vistas às comemorações em 2005 do centenário desta Escola, além de haver convocado a AHIMTB para elaborar as seguintes publicações: Brasil Conflitos Externos, Brasil Lutas Externas, além de estudar separadamente estes eventos na Amazônia - o que deu origem à obra: Amazônia Brasileira - Conquista, Consolidação, Manutenção (História Militar Terrestre da Amazônia 1616-2003). Notável foi o seu empenho como Chefe da Diretoria de Ensino Assistencial em introduzir nos colégios militares os Clubes de História, e a divulgar e comemorar, como Comandante da 4ª RM/4ª DE, o Bicentenário de Caxias. A sua participação nas atividades da Delegacia Marechal José Pessoa, em Brasília, representa uma valiosa colaboração à causa do estudo e pesquisa da História Militar. Atualmente como Secretário de Economia e Finanças vem dando mostras do seu elevado interesse em rememorar os fatos históricos e homenagear os heróis. Além de programar cerimônias para festejar as grandes datas de participação da FEB na Itália, teve a feliz iniciativa de dar o nome de "Quartel General Marechal Bittencourt", patrono do Serviço de Intendência do Exército, ao aquartelamento da SEF e suas Diretorias. Ainda com o objetivo de motivar os seus homens e de reconhecer a força dos exemplos históricos na formação do espírito de brasilidade, fez construir no saguão de entrada de seu Quartel uma expressiva homenagem ao Patrono da Intendência.

Cel PEDRO PAULO CANTALICE ESTIGARRIBIA. Pelos notáveis e sem precedentes esforços que vem fazendo no sentido de divulgar, com suas magníficas pinturas de motivação histórico-castrense, as casernas e fatos históricos do Exército, contribuindo indelevelmente para a conquista do objetivo atual n.º 1 do Exército - Preservar, pesquisar, cultuar e divulgar, a História, as Tradições e os Valores morais, culturais e históricos das Forças Terrestres do Brasil. É acadêmico ocupante da cadeira especial que tem por patrono o pintor Alcebíades Miranda Junior - o decorador incomparável, por longos anos, de revistas e livros, produzidos sobre a Marinha, Exército e Aeronáutica. Trabalhos do homenageado ilustram a capa da obra, da AHIMTB e IHTRGS; no prelo: Escolas do Exército em Rio Pardo 1849/1913, que focalizam dois prédios onde funcionaram em Rio Pardo as escolas do Exército.

Cel WALTER ALBANO FRESSATTI. Pelo estímulo, solidariedade e apoio histórico, financeiro e editorial na Revista da Sociedade de Amigos da 2ª Divisão de Exército (SASDE), da causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil da qual é acadêmico, ocupante da cadeira General Affonso de Carvalho, autor de biografias sobre o Duque de Caxias e Barão do Rio Branco, e editor da extinta revista Nação Armada. É o Delegado da Delegacia da AHIMTB General Bertoldo Klinger - jovem turco e um dos 13 fundadores de Revista A Defesa Nacional, há quase um século. Ao homenageado deve-se a edição da expressiva Revista da SASDE, já com 92 números, onde ele registra o hoje das organizações militares da 2ª Divisão de Exército, que será a história do amanhã, além de nela reservar um espaço para a divulgação da AHIMTB em coluna da Delegacia General Bertoldo Klinger.

OFICIAL

Professor ADILSON CÉSAR. Pelo estímulo, solidariedade e apoio histórico, editorial e financeiro à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, como seu sócio correspondente e, agora, como seu acadêmico, ocupante da cadeira Cel Diogo de Morais de Arouche Lara - paulista, no que foi o primeiro historiador militar terrestre do Brasil na condição de nação como Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves. É além, o seu Delegado da Delegacia Aluízio de Almeida, em Sorocaba, homenagem ao maior historiador militar da Revolução Liberal de 1842, em São Paulo e Minas Gerais, pacificadas pelo Duque de Caxias, patrono da AHIMTB. Junto ao referido acadêmico a História Militar Terrestre do Brasil tem sempre encontrado apoio e divulgação em publicações do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, que acaba de agraciar a AHIMTB com o Colar Cruz dos Alvarenga e dos Heróis Anônimos, em cerimônia na AMAN.

Gen Bda ALBERTO MARTINS DA SILVA. Em reconhecimento ao estímulo, solidariedade e apoio à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e, em especial, pela sua constante participação nas atividades da Delegacia Marechal José Pessoa, da qual é um entusiasta, dinâmico e combativo, desde sua criação em 1999. De longa data vem se destacando em atividades relacionadas com o estudo da História Militar, especializando-se com afinco, na pesquisa dos assuntos atinentes à Medicina Militar e na biografia dos homens que brilharam nessa área. É de sua lavra a conhecida Biografia de João Severiano da Fonseca (Patrono da Saúde), já em 2ª edição, e a História do Hospital Central do Exército, com nova edição no prelo. Está sendo aguardado o lançamento de um novo livro ("Passos na Calçada") contando suas reminiscências militares vividas em João Pessoa - PB. Como conferencista, encontra-se em plena atividade. Apresentou, ultimamente, palestras no Instituto Histórico Geográfico Paraibano (Tema: A participação dos paraibanos na mudança da Capital Federal), na Academia Paraibana de Medicina (Tema: Médicos paraibanos do passado), e na Delegacia da AHIMTB em Campo Grande (Tema: General Médico João Severiano da Fonseca), realizando, também, a saudação do novo Delegado, o Procurador de Justiça Dr. Carlos Eduardo Contar. No mês de outubro apresentará em Goiânia - GO, no XI Congresso da Sociedade Brasileira de História da Medicina, um vigoroso trabalho de pesquisa sobre dois médicos militares, sendo um general, este considerado o primeiro médico goiano. Seus notáveis trabalhos históricos colocam-no como um dos grandes pesquisadores contemporâneos de História Militar, e vêm preencher uma sensível lacuna particularmente na área de medicina militar.

Sub-Ten ALVINO MELQUIDES BRUGALLI. Pelo estímulo, solidariedade e apoio histórico, financeiro e de divulgação em Caxias do Sul, a partir do 3º Grupo de Artilharia Antiaérea - Grupo Conde de Caxias, da causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, onde ocupa a cadeira especial Cel Art Arcy da Rocha Nóbrega - o primeiro Comandante da citada unidade e do qual é biógrafo e, também, Delegado da Delegacia Gen Morivalde Calvet Fagundes, da AHIMTB. Autor de obra contemporânea notável sobre a Revolução Farroupilha. É o historiador militar da Guarnição do Exército em Caxias do Sul, com valiosos livros editados e prestou valioso concurso para tornar realidade a confecção da Medalha do Mérito Histórico Militar Terrestre.

Ten Cel ANTÔNIO GONÇALVES DE MEIRA. Pelo estímulo, solidariedade e apoio histórico, financeiro e de divulgação à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, onde ocupa como acadêmico a cadeira Cel Neomil Portella Ferreira Alves - grande idealizador e editor do Mensário Letras em Marcha, lamentavelmente, desativado depois da morte desse. Presta excelentes serviços à divulgação da História Militar Terrestre do Brasil, através de seus escritos e muito apreciadas crônicas no Mensário Ombro a Ombro, por ele idealizado junto com o falecido editor do mesmo, o Cel Pedro Shirmer. Tem sido notável a solidariedade do acadêmico pelo estimulo cultural, sobretudo o financeiro voluntário expressivo e regular para o custeio das atividades da Academia.

Dr. CARLOS EDUARDO CONTAR. Procurador de Justiça do Estado de MS. Dinâmico historiador, membro acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), ocupante da Cadeira General Raul Silveira de Mello, nela sucedendo o heróico General Plínio Pitaluga. É, também, Delegado em Mato Grosso do Sul da Delegacia Gen Bda Med João Severiano da Fonseca. Dedicado pesquisador e divulgador da rica História Militar Terrestre em Mato Grosso do Sul e, em especial, sobre a participação de Mato Grosso na FEB, na Itália, tendo projetado e ajudado a erguer expressivo monumento aos febianos que integraram o 9º Batalhão de Engenharia de Combate, monumento erigido logo na entrada desse quartel. À semelhança do Projeto História do Exército no Rio Grande do Sul desenvolvido pela AHIMTB, pesquisa e escreve a história do Comando Militar do Oeste, nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Tem sido exemplar a sua solidariedade financeira e funcional como acadêmico e Delegado à causa da AHIMTB em Mato Grosso do Sul, onde desfruta de muito apreço nos meios culturais voltados para a cultura histórica e, em especial, para a história de Campo Grande.

Dr. EDUARDO CUNHA MÜLLER. Acadêmico desde junho de 2004, vem colaborando de forma notável nos trabalhos afetos à Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB). Suas contribuições são tanto na área da história propriamente dita, como na área financeira e administrativa além de ser um grande incentivador das atividades da Delegacia da AHIMTB General Rinaldo Pereira Câmara. Publicou um livro sobre seu tio-avô, o Marechal Salvador César Obino, e já possui dois outros trabalhos em andamento. Participou, também, com valiosos subsídios, da obra Escolas Militares de Rio Pardo 1856/1911, publicada pela AHIMTB e IHTRGS, em 2005. Embora extremamente ocupado, mercê das atividades advocatícias que exerce, encontra tempo para se dedicar à pesquisa histórica. Neste particular, destacamos o seu grande conhecimento da história do Rio Grande do Sul. Atualmente exerce a direção da Liga de Defesa Nacional, no Rio Grande do Sul, facilitando promoções conjuntas com a AHIMTB e IHTRGS, das quais é membro.

Cap PMSP HÉLIO TENÓRIO DOS SANTOS. Tem sido notável a sua contribuição aos estudos aos quais a Academia de História Militar Terrestre se dedica. Como integrante das Forças de Paz no Timor Leste, representando a Polícia Militar de São Paulo, manteve a AHIMTB bem informada através de circunstanciadas mensagens eletrônicas da atuação de militares brasileiros naquele novel país. É autor do precioso livro A Ordem Unida na Evolução da Doutrina Militar, prefaciado pelo presidente da AHIMTB. É dinâmico secretário da Delegacia da AHIMTB Cel PM Pedro Dias Campos, instalada na Associação dos Oficiais e Oficiais da Reserva da Polícia Militar de São Paulo. É acadêmico ocupante da cadeira General Miguel Costa - um ícone da Polícia Militar de São Paulo, o comandante da Grande Marcha, que a História consagrou como Coluna Miguel Costa/Prestes (e não como Coluna Prestes, como manipulação histórica ideológica consagrou por longo tempo, com discordância pública de Luis Carlos Prestes frente a Miguel Costa, em programa de Televisão em São Paulo). O acadêmico Capitão Hélio integra grupo de voluntários, que reúnem como atividade extracurricular, cadetes da Academia do Barro Branco, interessados em conhecer a História da Policia Militar, visando adquiri segura consciência da identidade e perspectiva históricas sobre a PMSP. Acaba de produzir artigo sobre O centenário da Missão Francesa na Policia Militar de São Paulo, a ser publicado pela revista A Defesa Nacional.

Cel JOSÉ DE SÁ MARTINS. Ocupa de longa data na Academia de História Militar Terrestre do Brasil a cadeira n.º 8, General Dionízio Cerqueira - autor de preciosa obra de memórias sobre a Guerra do Paraguai: Reminiscências da campanha do Paraguai, já com varias edições. Tem se solidarizado com a AHIMTB, enviando sempre, de Brasília ou do Rio de Janeiro, contribuições voluntárias para o seu custeio bem como participando de suas sessões, informando-a de suas atividades de pesquisa sobre Canudos, em especial. Foi instrutor da AMAN, EsIE, ESAO da Aeronáutica, ECEME, ESG e Adido Militar, Naval e Aeronáutico na Turquia, Irã e Paquistão, tendo publicado vários trabalhos sobre estes países. Atua no Instituto de História e Geografia Militar do Brasil onde integra a sua atual Diretoria, bem como no CEBRES - Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos, como seu sócio fundador, e a Associação dos Diplomados pela Escola Superior de Guerra (ADESG), o que dá a dimensão da sua projeção cultural e importância de sua contribuição a AHIMTB.

Cel JOSÉ FERNANDO MAIA PEDROSA. Historiador militar terrestre consagrado com expressiva bibliografia, ocupa na Academia de História Militar Terrestre do Brasil a cadeira General João Pereira de Oliveira. Em sua posse foi definido como escritor de talento e de conteúdo, com veracidade de registros e controle de fantasias. Tem se ocupado como historiador, com apoio em fontes confiáveis em defender a Contra-Revolução de 1964, em obras tais como A Grande Barreira - os militares e a esquerda radical, formada de marxistas vulgares como define muitos deles e, agora, em Catástrofe de erros, que ele explicou em dois artigos sob o título "O porquê da catástrofe de erros", na Revista do Clube Militar. Fez nestes artigos um retrospecto dos escritores militares e instituições que tem se oposto à deformação e manipulação, promovida por esquerdistas encastelados, principalmente, na mídia e no magistério, que executaram com sucesso esta estratégia de deformação da verdade: "Fomos derrotadas na nossa tentativa de luta armada, mas vencemos na divulgação de nossa versão daqueles fatos". Situação que aos pouco vai sendo revertida e encontrando pessoas sensatas dispostas a ouvir a verdade sufocada sobre a Contra-Revolução de 64. O agraciado e sua esposa D.ª Teita tiveram expressiva participação na concretização da História do Exército Brasileiro - perfil militar de um povo, em 1972, coordenada pela Comissão de História do EME, na qual esta Presidência foi adjunto de sua presidência e teve a seu cargo a parte relativa às guerras holandesas .

Cel JOSÉ SPANGENBERG CHAVES. Pelo estímulo, solidariedade e apoio moral, histórico, financeiro, e com subsídios históricos de valor à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, onde ocupa a cadeira Cel Jonathas Rego Monteiro - consagrado historiador militar terrestre brasileiro que organizou o Arquivo do Exército, hoje Arquivo Histórico do Exército, além de autor dos clássicos: A Colônia do Sacramento, Dominação Espanhola do Rio Grande do Sul e As primeiras reduções jesuíticas no Rio Grande do Sul, etc. Tem sido um estimulador da Diretoria Executiva da AHIMTB e foi co-autor, com o Presidente da AHIMTB, do artigo "A importância da História Militar Crítica no desenvolvimento da Doutrina do Exército dos EUA", na antiga Revista Cultura Militar do Estado-Maior do Exército, no 2º semestre de 1972. Tem enviado a AHIMTB preciosa e pouco conhecida iconografia relativa ao Exército.

Cel LUIZ CARLOS CARNEIRO DE PAULA. Pelo estímulo, solidariedade e apoio histórico e de divulgação à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, da qual é acadêmico ocupante da cadeira General Flamarion Barreto - o grande mestre de História Militar de várias gerações, que prestaram concurso de admissão à Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Tem sempre assistido a Academia com valiosos e inteligentes subsídios. Atualmente, como editor da Revista do Exército Brasileiro e Defesa Nacional tem abrigado a colaboração da AHIMTB, seguindo uma tradição que deixou saudades do Cel Virgílio da Veiga. De longa, de igual forma que o seu patrono de cadeira, o General Flamarion, o acadêmico contribuiu no Clube Militar na preparação de candidatos ao concurso da Escola de Estado-Maior do Exército. Atualmente dirige o curso de pós-graduação em História Militar na UNIRIO, com apoio do Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército e do Instituto de História e Geografia Militar do Brasil, procurando descobrir novas vocações de historiadores, para darem continuidade em especial a História Militar Terrestre Crítica institucional e operacional do Exército.

MARCELO PEIXOTO DA SILVA. Pelo estímulo, notável solidariedade e apoio histórico, financeiro e administrativo à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, da qual é seu acadêmico da cadeira especial Ten Cel José de Mirales - espanhol, considerado o primeiro historiador militar do Brasil. Integra a Comissão de Concessão de Medalhas da AHIMTB, para a qual contribuiu com projetos de medalhas estudadas e consideradas pela Comissão. Deve-se ao mesmo a elaboração da Bandeira da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, exposta pela primeira vez no Clube Militar no lançamento, pela AHIMTB, da obra Caxias e a Unidade Nacional. Possui e coleciona valioso acervo de livros sobre a História Militar do Brasil e faz ligação da AHIMTB com a Policia Militar e Bombeiros Militares do Rio de Janeiro, imprimindo e distribuindo a interessados exemplares do informativo O Guararapes.

Sub-Ten OSÓRIO SANTANA FIGUEIREDO. Pelo estímulo, solidariedade e apoio financeiro e histórico à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, da qual é acadêmico ocupante da cadeira General João Borges - autor dos clássicos de História Militar Terrestre do Brasil: Brigadeiro José da Silva Paes e a fundação do Rio Grande; O Povoamento do Rio Grande do Sul; Cristóvão Pereira, Troncos seculares; História do Regimento Mallet, etc. Foi parceiro na obra editada pela AHIMTB, 6ª Divisão Voluntários da Pátria, ao nela publicar síntese de todos estes Corpos de Voluntários da Pátria. É autor das abas da História da 3ª Bda C Mec - Brigada Patrício Correia Câmara, bem como autor das obras: A Caserna de Bravos; São Gabriel - A Terra dos Marechais; São Gabriel desde o princípio, de interesse da História Militar Terrestre; e Caxias, no Bicentenário de Caxias, sob a égide da AHIMTB. Continua produzindo, e é considerado o maior historiador militar terrestre vivo, residente na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina e Uruguai.

Cel PAULO AYRTON DE ARAUJO. Pelo estímulo, solidariedade e apoio financeiro e histórico que lhe é possível, por circunstâncias familiares, na causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, como seu acadêmico, ocupante da cadeira Marechal Tristão Alencar de Araripe - historiador militar terrestre contemporâneo e amigo do Gen Augusto Tasso Fragoso, de quem é biógrafo e ex-comandante da ECEME. É Delegado da AHIMTB na Delegacia Cel José Aurélio da Câmara (historiador militar cearense e, inclusive, do heróico General Tibúrcio e da Escola Militar do Ceará). Presidiu o Instituto Histórico e Geográfico do Ceará onde, em sua revista, sempre acolheu e divulgou trabalhos de História Militar Terrestre.

Cel PMRJ VIDAL SILVEIRA BARROS. Representa a Policia Militar do Rio de Janeiro, como acadêmico emérito e primeiro ocupante da cadeira a qual continua vinculado - Capitão Albino Monteiro, o historiador da corporação na obra História da Policia Militar (RJ). Destacado e reconhecido pesquisador, preservador, cultor e divulgador da história, tradições e valores morais, culturais e históricos da PMRJ. Preside o Centro de Estudos Históricos dessa corporação, e os divulga através de artigos em jornais e revistas, e como instrutor para os cadetes integrantes da Academia de Policia Militar D. João VI e, também, para oficias do Curso Superior de Policia. Tem sido membro muito solidário da AHIMTB, ao contribuir voluntariamente para o seu custeio, e presença assídua em suas promoções no Rio de Janeiro. No Exército, foi aluno da Escola Preparatória de Cadetes em São Paulo, e tirou o Curso de Informações, tipo B, no Centro de Estudos de Pessoal do Exército. Oficial que desfruta de excelente e invejável conceito, cidadão e soldado culto e experiente. Foi comandante dos batalhões 5º, 6º, 9º, e do Choque da PMRJ, além do seu Centro de Formação de Praças. Chefiou o Gabinete do Comando-Geral dessa histórica corporação de tão gloriosas tradições na segurança do Governo Central e da populução do Rio de Janeiro ao comando do Duque de Caxias - hoje patrono do Exército e da AHIMTB - função a que lhe serviu de preciosa experiência e de trampolim para suas históricas e vitoriosas campanhas pacificadoras e das lutas externas onde lhe coube conduzir aa vitória as forças brasileiras. Deste modelar soldado muito espera a Academia de História Militar Terrestre na divulgação da História, tradições e valores da força terrestre Policia Militar do Rio de Janeiro.

CAVALEIROS

Cadete de Infantaria AISLAN CARVALHO ANDRADE. Natural de Lavras - MG, na área do Comando Militar do Leste, por ser 1º colocado na matéria História Militar na Academia Militar das Agulhas Negras, junto com três outros cadetes, e como incentivo à continuação de seus estudos da História Militar Terrestre do Brasil, para ajudar o Exército na conquista e preservação de seu objetivo atual n.º 1 - Preservar, pesquisar, cultuar e divulgar a História, as tradições e os valores morais, culturais e históricos do Exército Brasileiro; tendo como objetivo o profissional prioritário o estudo e a pesquisa da História Militar Terrestre Crítica do Brasil, com vistas a sua contribuição para a sua formação profissional e o de subsidiar o desenvolvimento da Doutrina Militar Terrestre Brasileira, sonho manifesto pelo Duque de Caxias, Marechal Floriano Peixoto e Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

 

Cel ALCIDES THOMAS DE AQUINO FILHO. É o autor da preciosa obra sobre os Dragões da Independência de Brasília, que foi publicada em 1972, como o 12º volume da Coleção Biblioteca da Independência, e prefaciado pelo Dr. Pedro Calmon. Obra agora reeditada pelo autor, passados 34 anos da 1ª edição, com apoio da FHE-POUPEX e prefácio do, então, comandante dos Dragões, Gen Ernani Jorge Correia. Obra expressivamente ampliada no texto e na ilustração com o nome de Dragões da Independência - Tradição e História. Tema em que esta presidência da AHIMTB foi pioneiro em abordagem na mídia em artigo intitulado de 4 páginas ilustrado: Uma testemunha dos grandes momentos de nossa História, na edição histórica que esteve a seu cargo no Correio Braziliense, de 21 abril de 1972, marco inicial das comemorações do Sesquicentenário da Independência. O autor com esta notável obra dá expressiva contribuição para a conquista e preservação do Objetivo atual n.º 1 do Exército: Preservar, pesquisar, cultuar e divulgar a História, as tradições e os valores morais, culturais e históricos do Exército; estratégia na qual a AHIMTB se aplica e estendo as demais forças terrestres do Brasil, Fuzileiros Navais, Infantaria da Aeronáutica, Polícias e Bombeiros Militares.

FLÁVIO AZAMBUJA KREMER. Historiador pelotense e canguçuense, sócio efetivo e coordenador da Delegacia da AHIMTB em Pelotas - RS, homenagem ao notável historiador militar Dr. Fernando Luis Osório Neto, e um dos biógrafos do Marechal Manoel Luiz Osório - o Patrono da Arma de Cavalaria. Ao longo de sua vida colecionou precioso Armazém Literário e Iconográfico, que denominou de Coronel Cláudio Moreira Bento, por ali haver reunido a bibliografia deste historiador. Armazém que responde pelas fontes que reunidas a questões várias da História Militar Terrestre do Brasil, em especial no Rio Grande do Sul. Descende, diretamente, do Ten Cel Jerônimo de Azambuja, subcomandante da Legião de Cavalaria Ligeira que guarnecia a Fronteira do Rio Grande, ao comando do Cel Manoel Marques de Souza - hoje denominação histórica da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Pelotas, e que ocupa área da outrora Zona de Ação da citada Legião, tendo se destacado o Ten Cel Jerônimo no vitorioso combate de Passo das Perdizes, no corte do rio Jaguarão, próximo de seu estratégico passo Centurion. Cel Jerônimo que teve por missão, em 1800, fiscalizar a criação da Capela Curada N.ª S.ª da Conceição de Canguçu, como aprofundamento da defesa em Piratini, via estratégica de invasão ao Rio Grande do Sul, tentada em 1801 (Cerro Largo - Passo Centurion - Herval do Sul, atual Piratini - e Canguçu, onde uma invasão que o atingisse poderia dali infletir sobre Rio Pardo ou Vila de Rio Grande).

Cadete de Artilharia GUSTAVO CAIO NOVO FERNANDES BARBOSA. Natural de Cachoeira do Sul - RS, na área do Comando Militar do Sul, por ser o 1º colocado na matéria História Militar, na Academia Militar das Agulhas Negras, junto com três outros cadetes, e como incentivo à continuação de seus estudos da História Militar Terrestre do Brasil, para ajudar o Exército na conquista e preservação de seu Objetivo atual n.º 1: Preservar, pesquisar, cultuar e divulgar a História, as tradições e os valores morais, culturais e históricos do Exército Brasileiro; tendo como objetivo profissional prioritário o estudo e a pesquisa da História Militar Terrestre Crítica do Brasil, com vistas a sua contribuição para a sua formação profissional, e o de subsidiar o desenvolvimento da Doutrina Militar Terrestre Brasileira, sonho manifesto pelo Duque de Caxias, Marechal Floriano Peixoto e Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

HAMILTON CARAMASSHI. Em reconhecimento ao estímulo, solidariedade e apoio às atividades e à causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil. De longa data, desempenha papel notável na preservação da memória histórica. Acreditando como poucos na importância dessa mensagem, vem dedicando todo o seu entusiasmo na manutenção do seu magnífico Museu de material histórico, onde se encontram armamentos dos mais variados, viaturas, carros de combate, uniformes, farta documentação e uniformes modernos e antigos, tanto nacionais como estrangeiros. Embora reconhecido, entre os museus particulares, como um dos mais completos do mundo, continua lutando pela sua ampliação, apesar de não contar com apoio governamental ou empresarial. O seu entusiasmo de colecionador, emociona os visitantes que não se furtam em reconhecer a sua rica e exemplar contribuição ao estudo e a pesquisa da História Militar. Ele ocupa a cadeira que tem por patrono Gustavo Barroso.

Cel JOÃO RIBEIRO DA SILVA. Acadêmico ocupante da cadeira n.º 44, Cel Aníbal Barreto - autor de valioso livro de levantamento de todas as fortificações construídas no território brasileiro em diversas épocas. Tem se solidarizado com as dificuldades de custeio das atividades da AHIMTB, enviando contribuições voluntárias com regularidade. Atua intensamente nos meios culturais do Rio de Janeiro e sempre informando a AHIMTB seus passos culturais, que estão registrados na sua pasta de sócio da AHIMTB, como todos os demais as possuem, e onde são colecionados artigos e correspondências enviados por sócios que atestam seus contatos com a AHIMTB. Pesquisador em contínua atividade, que traduz em livros editados, às suas expensas, como: O Homem Brasileiro e a Revolução de 30. Foi professor dos colégios militares de Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, onde transmitiu conhecimentos adquiridos em curso de História e Geografia, em Universidade do Paraná. Tem participado de Congressos de História Militar no exterior, relatando a AHIMTB informações sobre os mesmos.

Gen Div JOSÉ CHUQUER RODRIGUES. Solidário e atuante sócio no Paraná, ocupante da cadeira n.º 15, Cel Genserico Vasconcellos, e Delegado da AHIMTB da Delegacia General Luis Carlos Tourinho, e integrante do Instituto Histórico do Paraná. Ele sucedeu como acadêmico e Delegado o acadêmico emérito General Raymundo Negrão Torres, há pouco, lamentavelmente, falecido e reverenciado post morte pela AHIMTB em seu Informativo O Guararapes n.º 49, amplamente divulgado pelo agraciado que, no comando da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, introduziu o precioso informativo Lança Partida, referência à lança que pertenceu ao patrono da Brigada, o intrépido Cel João Niederauer Sobrinho (1827-1868), morto ao final batalha de Avaí, no comando da 2ª Divisão de Cavalaria. Estimulou outro historiador em Santa Maria a publicar livro, focalizando o Cel Niederauer. Como acadêmico, tem sido exemplar, regular e pontual na remessa de suas contribuições voluntárias mensais a AHIMTB, e no momento volta-se para a pesquisa da história da 5ª RM/5ª DE, do Projeto História do Exército na Região Sul.

Cel LEONARDO ROBERTO CARVALHO DE ARAÚJO. Na condição de Assessor Especial do Comando do CMPA, e responsável pelo Museu do Casarão da Várzea, tem prestado apoio inconteste às atividades da AHIMTB e do IHTRGS, valorizando-as sobremaneira. No campo da pesquisa histórica revela aptidão incomum para desvendar detalhes de fatos importantes da História do Exército Brasileiro, mormente no que se refere às Escolas Militares e, neste particular, a história do Casarão da Várzea. É um aliado importante na consecução do objetivo do culto aos valores históricos do Brasil, do Exército e do Rio Grande do Sul.

Cel LUIZ ALBERTO ROGGIA PITHAN. Em reconhecimento ao estímulo, solidariedade e apoio histórico e administrativo que vem prestando à Academia de História Militar Terrestre do Brasil e seus objetivos. Como Comandante do Colégio Militar de Brasília, está sempre pronto a colaborar, e demonstrou todo o seu entusiasmo e crença nos objetivos da Academia de História Militar ao ceder um amplo espaço, constituído de duas salas e banheiro, localizado em lugar nobre do aquartelamento, para abrigar a sede da Delegacia Marechal José Pessoa. Ainda recentemente, ofereceu um almoço comemorativo para os sócios, o que propiciou oportunidade de agradável confraternização com oficiais e alunos do Colégio, além de possibilitar a difusão de informações sobre os trabalhos desenvolvidos pela Academia. Também é de se ressaltar a extraordinária colaboração ao possibilitar os trabalhos da secretaria, particularmente no que se refere à digitação e cópias reprográficas. Com sua constante presença nos eventos promovidos pela Academia, prestigia e valoriza, sobremaneira, a missão da nossa entidade, encorajando os trabalhos em prol da valorização do estudo e da pesquisa da História Militar e, também, em prol do incentivo ao culto dos nossos heróis.

LUIZ RENATO BRAGANHOLO. Ex-sargento de Infantaria do Exército, com curso de Guerra na Selva, há longos anos estabelecido em Resende como empresário comercial, que se liga ao Corpo de Cadetes como coordenador, com o título de Vaqueano-Mor, do Galpão da Saudade da AMAN, integrado por militares gaúchos servindo na AMAN, especialmente cadetes. Desempenha as funções de Tesoureiro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, prestando grande ajuda à Academia na conquista de seus objetivos e, com freqüência, coordena churrascos promovidos por cursos e CIMAN, de forma voluntária e gratuita.

MARIA DE FÁTIMA ARAÚJO DIAS. Em reconhecimento ao estímulo, solidariedade e prestimosa colaboração às atividades da Delegacia Marechal José Pessoa. Está sempre disposta a cooperar, apesar de cumprir extensa gama de missões no Colégio Militar, onde atua na Comunicação Social, inclusive sendo responsável pela elaboração do noticioso mensal "O Garança Especial". Desde a criação da Delegacia em 1999, destaca-se pelo carinho em atender os diversos serviços de Secretária, como atualização da lista de endereços dos sessenta sócios da Delegacia, o controle do recebimento e expedição de correspondência e, em especial, na elaboração de diplomas e convites para as diversas atividades. Por ocasião da realização de reuniões, festividades e almoços, antecipa-se nas medidas referentes à organização dos ambientes e na recepção dos convidados, missões cumpridas de maneira gentil e primorosa.

 

Cadete de Cavalaria OTÁVIO SANTANA DO REGO BARROS. Natural de Campo Grande - MS, na área do Comando Militar do Oeste, por ser 1º colocado na matéria História Militar na Academia Militar das Agulhas Negras, junto com três outros cadetes, e como incentivo à continuação de seus estudos da História Militar Terrestre do Brasil, para ajudar o Exército na conquista e preservação de seu objetivo atual n.º 1: Preservar, pesquisar, cultuar e divulgar a História, as tradições e os valores morais, culturais e históricos do Exército Brasileiro, tendo como objetivo profissional prioritário o estudo e a pesquisa da História Militar Terrestre Crítica, com vistas a sua contribuição para a sua formação profissional e o de subsidiar o desenvolvimento da Doutrina Militar Terrestre brasileira sonho manifesto pelo Duque de Caxias, Marechal Floriano Peixoto e Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

Ten Cel SÉRGIO LUIZ TRATZ. Atual comandante do CPOR/SP, condecorado por proposta do acadêmico Cel Luis Carneiro de Paula, dirigente do curso de Pós-graduação, em 2005, com destaque no Curso de História Militar Brasileira da UNIRIO, com apoio do IHGMB e Departamento de Ensino do Exército, onde produziu a monografia sobre guerras de resistência, redes ou guerrilha no Brasil: A Guerra Brasílica no contexto das invasões holandesas no Brasil 1624/54 (a nossa guerra dos 39 anos). Tem revelado ao longo de sua carreira vocação para a pesquisa de História Militar Terrestre Crítica, com análise à luz dos fundamentos da Arte e Ciência Militar, com vista a colher subsídios para o desenvolvimento profissional militar, e para subsidiar uma doutrina militar terrestre brasileira genuína, sonho acalentado pelo Duque de Caxias e os Marechais Floriano Peixoto e Humberto de Alencar Castelo Branco. No CPOR/SP estimula seus oficias e alunos na aplicação e no desenvolvimento do objetivo atual n.º 1 do Exército: Preservar, pesquisar, cultuar e divulgar a História, as tradições e os valores morais, culturais e históricos desta instituição, experiência que desenvolvida como fundador e secretário do Clube de História da ECEME, em 2004/2005. Atualmente desenvolve livro sobre a História do CPOR/SP, e trabalha para incrementar o Espaço Cultural daquele Centro.

Cel THIOVANNE PIAGGIO CARDOSO. Durante o seu comando no Colégio Militar de Porto Alegre vem demonstrando grande apreço a História, tradições, valores e vultos históricos do Exército e do Brasil. Empenhou-se pessoalmente na elevação da Sala Histórica a Museu do Casarão da Várzea. Prestigia com sua presença e com sua palavra os eventos que tenham ligação direta, ou indireta, com a História do Exército e do Brasil e, entre eles, sessões no CMPA, da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, alem de hospedar a Delegacia Gen Rinaldo Pereira Câmara. Freqüentemente cita os nomes e exemplos dos nossos maiores vultos. Demonstra possuir perfeita percepção e consciência do que representa o passado para a construção do futuro. Procura, sempre, incutir nos alunos(as) do CMPA, cuja confiança conquistou, o significado histórico dos fatos e personagens da História do Brasil, fiel ao objetivo atual n.º 1 do Exército: Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a História, as tradições e os valores morais, culturais e históricos do nosso Exército - alvo de intensa deformação no âmbito da sociedade, onde vivem os alunos e dela recebem influências negativas.

Cadete de Engenharia VINICIUS CARVALHO DE FIGUEIREIDO. Natural de Manaus - AM, na área do Comando Militar da Amazônia, por ser 1º colocado na matéria História Militar na Academia Militar das AgulhaS Negras, junto com outros três cadetes, e como incentivo à continuação de seus estudos de História Militar, para ajudar o Exército na conquista e preservação de seu objetivo atual n.º 1: Preservar, pesquisar, cultuar e divulgar a História, as tradições e os valores morais, culturais e históricos; tendo como objetivo prioritário o estudo e a pesquisa da História militar terrestre crítica, com vista à sua contribuição para a formação profissional de seus integrantes, e subsidiar o desenvolvimento da Doutrina Militar Terrestre Brasileira sonho manifesto pelo Duque de Caxias, Marechal Floriano Peixoto e Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

O SOLDADO BRASILEIRO

Por JARBAS PASSARINHO, Patrono da Cadeira 50, da AHIMTB; Comendador do Mérito Histórico Militar Terrestre, da AHIMTB, bem como seu grande incentivador.

Hoje se comemora o Dia do Soldado. Não apenas nos quartéis, mas no coração do povo brasileiro.

Longe de ser uma casta, o Exército recruta seus oficiais pelo mérito. Dei-lhe 28 anos dos mais fascinantes da minha vida. No concurso universal para ingresso na Escola Militar, estudante pobre, iniciei a carreira das armas. Três filhos de generais, nesse concurso, foram reprovados no exame intelectual.

Caxias não teve berço de ouro de família rica, filho de oficial superior. Osório veio das fileiras de soldado, galgou promoções na tropa e alcançou o ápice da hierarquia militar, como general e marechal, colhendo vitórias nos campos de batalha. São duas vertentes bem distintas da carreira das armas. Um, patrono do Exército; o outro, da Cavalaria. Um, o maior general deste subcontinente, autor de manobras táticas de estilo napoleônico. O outro, padrão de bravura e denodo que o inimigo temia, desde sua fase de lanceiro. Fácil, dizia o intimorato vencedor, "é comandar homens livres".

O brazilianist Alfred Stepan, no livro The Military in Politics, Princeton University Press, 1971, escreveu que "a idéia de que os oficiais do Exército brasileiro eram recrutados do estrato socioeconômico superior da sociedade era desmentida pelas tabelas que compus compulsando o arquivo da Academia Militar de Resende". Entre 1941 e 1943 (coincidentemente meu tempo de aluno da Escola Militar), 19,8 % da ocupação dos pais dos cadetes pertenciam ao que Stepan classificou de classe superior (Latifundiários, Embaixadores, Advogados, Engenheiros, Dentistas, Magistrados); à classe média (Comerciantes, Bancários, Professores, pequenos Fazendeiros), 74,6%; trabalhadores qualificados (Eletricistas, Mecânicos) 1,5%, e mão-de-obra não qualificada (Domésticas, Camponeses) 2,3%. Já na geração de 1962/1966 a percentagem havia reduzido a classe superior de 19,8 para 6,0 e aumentado de 76,4 para 78,2 na classe média. Ademais, chamou a atenção do escritor que nos 6% da classe alta, os filhos de latifundiários, que em 1941 eram 3,8%, haviam diminuindo para só 0,5% em 1962.

A escritora Fay Haussman fez um estudo comparativo da formação do soldado de três países: Estados Unidos, Argentina e Chile. No seu livro coloca a soldado brasileiro acima de todos. Stepan diz que em 1971 o Brasil tinha 40% de analfabetos. A fonte não merece crédito, mas bem antes o Exército recebia recrutas analfabetos e os alfabetizava na Escola existente em cada organização militar. Hoje, o soldado brasileiro maneja instrumentos que requerem tecnologia até de ponta. Em 1972, Ministro da Educação, presente à reunião da UNESCO, ouvi o Ministro Faure relatar o livro Apprendre a apprendre, que serviria de base para as discussões internas, e referir-se como novidade a necessidade da educação continuada. Ora, os militares já utilizavam, de há muito, a educação continuada. O curso da Escola Preparatória de Cadetes, dos que aspiram a ingressar na Academia Militar, se não prossegue já alcançou o nível de sargento. A Academia Militar prepara o tenente. Segue-se a Escola de Aperfeiçoamento e, se o oficial aspira atingir o generalato, faz concurso para a Escola de Estado-Maior. Uma década de ensino continuado, pois, para os oficiais. E uma Escola específica forma os sargentos. A metodologia de ensino não abre mão dos meios auxiliares, conjugando a memória auditiva à visual. O soldado domina desde logo essa metodologia, que ainda é desconhecida em boa parte das escolas civis. Um cabo, primeiro degrau da hierarquia, instrui recrutas servindo-se de um cavalete e dos meios auxiliares, o que era novidade na UNESCO, em 1972.A educação do soldado não fica, apenas, no aprendizado das técnicas para derrotar o inimigo. Cultua a moral. Ouviu dizer nas casernas o que lhe ficou para sempre: "À Pátria tudo se deve, nada se lhe pede". André Maurois, biógrafo do general Lyautey, confessa que ao deixar o serviço militar foi que percebeu quanto estava errado e preconceituoso ao entrar para o Exército francês. O mesmo tem sido a regra dos brasileiros que, recrutas a contragosto, hoje dizem quanto aprenderam a amar o Brasil onde se fizeram cidadãos. E a sociedade reconhece o seu patriotismo e seu valor. Nas pesquisas de opinião pública, o povo responde que as Forças Armadas são a instituição nacional em que confia mais. Nos cinco dramáticos anos de guerra com o Paraguai, até mesmo gravemente ferido, em Itororó, o soldado seguiu Caxias, quando, no auge da peleja, bradou: "Sigam-me os que forem brasileiros!" Na Itália, quando a neve se dissolveu, corpos de soldados mortos nos combates e preservados pelo gelo, provaram a sacralidade do juramento de defender a Pátria com o sacrifício da própria vida. Intrepidez e coragem foram postas à prova nos embates mortais em Montese, e em todos os confrontos da FEB que venceu a aprisionou duas divisões do melhor exército do mundo. Quando o soldado não vê reconhecido o seu sacrifício na luta armada interna e premiado o agressor que combateu, não se abate.Sua missão é servir à Pátria que se sobrepõe a governos que passam e ele é instituição permanente. Forja na caserna o caráter, respeita os valores éticos, honra em qualquer circunstância a Bandeira, que tremulou nos pântanos paraguaios e sob o sol ou a neve da Itália, sem jamais macular sua tríade, Pátria, Honra e Dever.

VETERANO DA FEB TEN CEL INF CELSO ROSA - 1918-2006 Homenagem póstuma da AHIMTB

Cel Cláudio Moreira Bento, Presidente da AHIMTB.

Faleceu em Resende, em 19 de agosto de 2006, o expedicionário da FEB Ten Cel Inf Celso Rosa, que presidia a ANVFEB de Resende, e era irmão companheiro da Confraria dos Cidadãos de Resende e ocupante da cadeira n.º 1, da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, que tem por patrono o Gen Adailton Pirassununga, e na qual sucedeu o falecido e heróico veterano da FEB em Monte Castelo, Cel Cecil Wall Barbosa de Carvalho. Sua posse na AHIMTB, em 8 de maio de 2000, foi registrada no Livro de Posses da AHIMTB n.º 26, às págs. 1 a 23.

O Ten Cel Celso era natural de Brazópolis - MG, filho de Juiz do Direito Dr. Francisco Pereira Rosa, tendo cursado Direito na Faculdade da UFMG, onde se diplomou com 23 anos. A seguir foi declarado Aspirante a Oficial de Infantaria, em 7 dez 1940, como Oficial da Reserva pela CPOR/MG.

Em 1942 foi convocado para o Serviço Ativo e serviu inclusive em Barra Mansa, onde conheceu sua esposa D.ª Lucy, de cujo consórcio nasceram um filho e duas filhas: Loreley, Eng. José Fernando, e Dr.ª Tereza Cristina.

Pertenceu ao 3º Escalão da FEB, e na Itália onde integrou o 6º Regimento de Infantaria - Regimento Ipiranga, de Caçapava - São Paulo, como tenente comandante de Pelotão. Lá foi ferido em ação no combate de Montese, por um estilhaço de granada. Ao terminar da guerra optou pela vida militar e cursou, em 1949, a Escola Militar do Realengo, e foi integrado no Quadro de Oficiais da Ativa, tendo se transferido para a Reserva com 30 anos de serviço, como Tenente-Coronel.

Residia em Resende desde 1974, onde foi professor universitário e cursou Pedagogia, aposentando-se anos mais tarde.

Serviu no Batalhão de Comando e Serviços da AMAN como S-1 e Subcomandante, entre 1961-66; onde foi recebido como acadêmico da AHIMTB, em 8 de maio de 2000, no 55º aniversário da AHIMTB., saudado em oração lida pelo cadete Lima e Silva. Na ocasião o Ten Cel Celso lançou o seu livro de crônicas de guerra: O Pracinha na Guerra, escrito com o estímulo de seu filho e da AHIMTB, consistente em 67 crônicas de guerra, editadas pelo Jornal Sul de Minas, em Itajubá.

Seu sepultamento, de acordo com sua vontade expressa, foi em Resende, em túmulo destinado aos Veteranos da FEB, no Cemitério Alto dos Passos.

O Ten Cel Celso Rosa faleceu no momento em que a Turma Heróis da FEB da AMAN recebia o espadim e era estimulada em expressiva e vibrante oração pelo Gen Bda Marco Antonio Farias, comandante da AMAN. Foi uma coincidência que impressionou a todos que compareceram em seu velório, na Capela da Santa Casa de Misericórdia, local histórico onde lhe prestamos derradeira homenagem em oração, traduzindo o pesar dos integrantes da Confraria dos Cidadãos de Resende, e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil. Lembramos, então, que vivemos juntos, em Itajubá, em 1981/82, quando éramos comandantes do 4º Batalhão de Engenharia de Combate prestigiando e exaltando os exemplos dos Veteranos da FEB que lá residiam, dos quais ele possui o grau hierárquico mais elevado e sempre estava presente nas datas mais expressivas.

Recordo que em 2000, ainda ele muito forte aos 82 anos, mas com um certo desânimo e sem projetos futuros, o estimulamos a escrever um livro, porque conhecíamos em Itajubá suas belas crônicas de guerra.

Também o convidamos para integrar, como acadêmico, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil, o que parece nele provocou um novo despertar e uma alegria grande de reviver momentos culturais e da vida castrense na AMAN. E com este ânimo permaneceu até baquear aos 88 anos, por doença.

Lembramos em nossa oração que o homem tem três mortes. A primeira, ao dar o ultimo suspiro. A segunda, ao baixar a sepultura e, a terceira, a última vez em que seu nome for pronunciado ou lembrado. E que Celso Rosa em função de sua bela vida e obra demoraria a morrer, coerente também com esta afirmação.

"O Homem será eterno enquanto sua obra permanecer e for lembrada !"

 continuação

 


Última alteração em 10-02-2006 @ 09:47 pm

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