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Bicentenário da guerra de 1801 no Rio Grande do Sul e da Conquista...
Inserido por: ClaudioBento
Em: 06-29-2006 @ 06:43 pm
 

 

BICENTENÁRIO DA GUERRA DE 1801 NO RIO GRANDE DO SUL e da CONQUISTA DOS SETE POVOS DAS MISSÕES ETC.

Sumário

- A Guerra na Europa de Portugal e Espanha

- Rio Grande conheceu a paz e progresso de 1777-1801

- O início da guerra na Fronteira do Rio Grande

- As operações militares nas fronteiras do Rio Grande e do Rio

  Pardo  - A reação do Governador de Buenos Aires

       - A paz retorna ao Rio Grande do Sul

  - Os estancieiros e fazendeiros financiaram e lutaram nesta

 guerra

  - As conseqüências da guerra para o Rio Grande do Sul

  - Uma guerra pouco estudada e conhecida

  - Os atuais municípios gaúchos nos territórios conquistados

 - O comandante militar do Rio Grande do Sul em 1801

               A guerra na Europa de Portugal x Espanha

Em 1801, Portugal e Espanha entraram novamente em guerra na Europa. Ela se estendeu ao Brasil, envolvendo os territórios do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul

Esta guerra no Rio Grande do Sul durou ,de 14 julho à 17 Dez. 1801, ou 5 meses e 3 dias. Foi planejada e comandada pelo governador do Rio Grande de então, o Tenente General Sebastião Veiga Cabral da Câmara, que em ,1o de abril de 1776 , como coronel ,comandara o Regimento de Bragança na reconquista da Vila de Rio Grande e onde foi o primeiro a entrar depois de expulsos os espanhóis que a ocuparam por 13 anos .Evento que abordamos com detalhes na obra A Guerra de Restauração do Rio Grande do Sul 1774-76. (Rio de Janeiro: BIBLIEx,1996) .Guerra esta em que o Ten Gen  Veiga Cabral, a comandou de Rio Grande - seu Quartel General, recolhido ao leito, onde veio a morrer após comandar a fase mais crítica da guerra e governar o Rio Grande do Sul subordinado ao Rio  , por mais de 20 anos ,de 14 abr 1780 a 5nov 1811 ,data de sua morte .

Rio Grande período de paz e grande progresso 1777-1801

O Rio Grande do Sul; de 1777 a 1801 atravessou um período de paz e de grande desenvolvimento ao lado de um inconformismo generalizado de seu povo com o Tratado de Santo Ildefonso de 1777, que reduziu expressivamente o território do Rio Grande do Sul  delineado pelo Tratado de Madrid de 1750.

Nessa época, a Comandância Militar  do Rio Grande do Sul atual ,estava dividida pelo rio Camaquã, em Fronteiras do Rio Grande, sob jurisdição da vila do Rio Grande - Quartel General da Comandância Militar, e a do Rio Pardo, sob jurisdição de Rio Pardo, sede do Regimento dos Dragões do Rio Grande

 

O início das hostilidades na Fronteira do Rio Grande

As hostilidades tiveram início na Fronteira do Rio Grande , comandada pelo Coronel Manoel Marque de Souza 1 o , atual denominação histórica da 8a Brigada de Infantaria Motorizada de Pelotas .Foram  atacadas as guardas espanholas ao sul do rio Piratini, a fronteira de fato(municípios de Canguçu e Piratini atuais) e até o rio Jaguarão.

Esta operação foi conduzida pelo Major. Vasco Pinto Bandeira, que consta que irmão do Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira e filho do primeiro comandante de uma unidade de linha no território do Rio Grande do Sul – Capitão . Francisco Pinto Bandeira. – a primeira  companhia formadora do Regimento de Dragões.

As citadas guardas denominavam-se: São Sebastião, São José, Santa Rosa, Quilombo e da Lagoa.

As operações militares das fronteiras do Rio Grande e do Rio Pardo

Na fronteira do Rio Pardo, os Dragões, ao comando do Coronel  Patrício Correia da Câmara, atual denominação histórica da 3a Brigada de Cavalaria Mecanizada de Bagé , expulsaram os espanhóis da guarda de São Gabriel do Batovi, fundada pelos espanhóis, conforme Osório Santana Figueiredo em História de São Gabriel(São Gabriel, s/ed., 1993), e a seguir a de Santa Tecla, que foi arrasada pela 2a  vez e definitivamente.

Os espanhóis de Batovi e Santa Tecla recolheram-se ao forte de Cerro Largo(atual Mello). A Guarda São Sebastião, no passo do Rosário, retirou-se para São Borja.

A partir de Santa Maria atual, 40 Dragões aventureiros, sob orientação do Coronel Patrício Correia da Câmara ,comandante da  Fronteira do Rio Pardo, lançaram-se a partir de Santa Maria atual, sobre a guarda espanhola de São Martinho e, dali, sobre os povos de São Miguel, Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga e São Nicolau, terminado por incorporar definitivamnte os Sete Povos pela força das armas.

Seguiu-se a conquista do atual município de Santa Vitória, a partir dos arroios Taim e Albardão, fronteira de fato. Conquista  feita pelo Capitão . de Milícias Simão Soares da Silva e o Tenente de Dragões José Antunes de Porciúncula, à frente de 100 milicianos e 36 Dragões de Rio Pardo. Eles atacaram, de surpresa, as guardas do Chuí e de São Miguel que retraíram para o forte de Cerro Largo, conforme artigo nosso Santa Vitória do Palmar na História Militar(Revista Militar Brasileira . Jul./Dez. 1974).Face a estes ataques, os espanhóis reagiram a partir do forte do Cerro Largo, ao comando do Marquês de Sobremonte, governador de Buenos Aires.

Contingente da Fronteira do Rio Grande chocou-se com um contingente espanhol lançado de Cerro Largo na direção do passo N. S. da Conceição do rio Jaguarão (atual  Centurión). E teve lugar  o combate do Passo das Perdizes em 17 out de 1801 .

Esta manobra espanhola foi diversionária, para  cobrir o lançamento de Cerro Largo, em socorro das Missões, do Ten Cel José Ignácio de la Quintana, forte de 600 homens.

A Fronteira do Rio Pardo reagiu enviando 300 Dragões que conquistaram São Borja depois de  violento e muito disputado combate.

Por outro lado, estes Dragões de Rio Pardo acompanharam a coluna Quintana e ofereceram-lhe tenaz resistência em São Gabriel e Rosário do Sul atuais, obrigando-a a retirar-se para Cerro Largo.

Estimulados pelas vitórias das guardas do Chuí e São Miguel e Passo das Perdizes, na Fronteira do Rio Grande, e pelas de São Borja, Rosário do Sul e São Gabriel atuais, na Fronteira do Rio Pardo , o Comando Militar do Rio Grande decidiu conquistar a base de operações espanhola - o forte de Cerro Largo, aproveitando a  ausência dali da Coluna Quintana lançada em socorro a São Borja .

A reação do governador de Buenos Aires

Enquanto isto se passava  o governador de Buenos Aires - Marquês de Sobremonte - mobilizou recursos para socorrer o ameaçado forte de Cerro Largo, cerrando sobre ele e  o encontrando  desamparado.

Com a morte do governador do Rio Grande Tem Gen Veiga Cabral, em 5 de nov 1801 ,cerca de 42 dias antes do término da guerra ,ele foi substituído no Comando Militar e governo do Rio Grande pelo Brigadeiro. Francisco Róscio. Este ordenou uma concentração de todas as forças do Rio Grande no passo N. S. da Conceição do Jaguarão,( passo Centuriön) face a concentração espanhola no forte Cerro Largo.

 Sobremonte cerrou suas  forças para o passo N. S. da Conceição do Jaguarão , em 30 nov 1801 . A concentração portuguesa foi ali reforçada em 5 dez., com 500 homens transferidos do Taim e Albardão, aprofundamentos das defesas nos arroios do Chuí e São Miguel.

Ainda a 5 de dez 1801 , o comandante espanhol mandou um ultimatum ao heróico Cel Manuel Marques de Souza, comandante da Fronteira do Rio Grande e futuro comandante da 3ª RM, e primeiro gaúcho a presidir o Rio Grande do Sul como capitania ,dando-lhe 24 horas para evacuar a região. E recebeu a seguinte resposta do Coronel Marques de Souza :

“Que nem 2400 anos conseguiriam desalojá-lo do local. E que tentassem para confirmar!”

Concentração portuguesa no passo N S da Conceição do Jaguarão

Em 10 dez 1801  . a Fronteira do Rio  Grande foi reforçada pela Fronteira do Rio Pardo, com a chegada do Cel Patrício Correia da Câmara, à frente de 400 dragões milicianos e voluntários.

Em 13 dez. 1801 , o Marquês de Sobremonte ordenou a retirada de sua tropa para o forte do Cerro Largo, consciente da superioridade portuguesa e do perigo que corria de ser batido em campo raso.

A paz retornou a Rio Grande

Em 17 dez. 1801 , foi publicada no Rio Grande a paz entre a Espanha e Portugal. O Cel Patrício, em 20 dez., retornou a Rio Pardo ,em razão da suspeita, não confirmada, de que outra coluna Quintana fora lançada na direção dos Sete Povos para reconquistá-los.

Aliás, em 29 nov., uma coluna de 100 espanhóis e 80 índios, apoiados em duas peças de Artilharia, haviam sido rechaçados pelos conquistadores dos Sete Povos. Foi o segundo ataque à conquistada São Borja. O primeiro viera pelo rio Uruguai. Em Porto Alegre, em condições de reforçar as tropas do Rio Grande, encontrava-se o Regimento Extremoz, de Portugal , que participara da reconquista da Vila do Rio Grande em 1 o de abril de 1776.

Os estancieiros e fazendeiros gaúchos financiaram e lutaram nesta guerra  

Esta guerra foi financiada por estancieiros e fazendeiros gaúchos que participaram da luta como voluntários e milicianos Eles  forneceram comandantes, oficiais, graduados, soldados, armas, cavalos, e uniformes que foram distribuídos às colunas de Cavalaria  de Milícias e Auxiliares Ligeira, particularmente na Fronteira do Rio Grande , depois de mobilizados nos atuais municípios de Estreito, Mostardas , Rio Grande ,Pelotas , Canguçu , Piratini, Cerrito, Capão do Leão ,São Lourenço do Sul e Camaquã .

Enfim, foi uma guerra vitoriosa com o apoio logístico predominante da iniciativa privada, ou do povo gaúcho.

As conseqüências da guerra para o Rio Grande do Sul

Os resultados desta guerra foram excepcionais para o Rio Grande do Sul.

Foram conquistados pela força das armas, as riquíssimas pastagens:

n    Dos Sete Povos das Missões;

n    Dos territórios entre os rios Jaguarão e Piratini;

n    Da margem esquerda do rio Santa Maria até a linha do Tratado de Santo Ildefonso, divisória das bacias da Lagoa dos Patos e do Uruguai;

n    O território do atual município de Santa Vitória do Palmar

Enfim, compensou-se de certa forma o que o Tratado de Madrid de 1750 eqüitativamente previra.

Só ficou de fora  do Rio Grande o atual território conhecido por  Distrito de Entre-Rios(rios Quaraí - Uruguai - Ibicuí - Santa Maria).

Os  territórios conquistados nesta guerra não foram devolvidos, por não terem sido exigidos, em razão da Espanha ter se sentido compensada com a cidade portuguesa de Olivença que conquistara na Europa.

Passou a ter grande movimento o caminho terrestre de articulação das sedes das fronteiras do Rio Grande, Rio Pardo e do Distrito das Missões então criado e seguindo o seguinte itinerário: Rio Grande - Pelotas - Canguçu - Encruzilhada - Rio Pardo – Santa Maria - São Borja.

Surgiu na divisão territorial da atual 3ª RM, mais o Distrito Militar das Missões que se desligou da Fronteira do Rio Pardo e hoje é área a cargo da 1a Brigada de Cavalaria Mecanizada ,de Santiago do Boqueirão

Uma guerra pouco estudada e conhecida

É uma guerra que tem sido pouco estudada, e dela só enfatizada, pela tradição, a conquista dos Sete Povos como sendo uma iniciativa de 40 aventureiros.

Em realidade, eles atuaram dentro de um amplo contexto estratégico que envolveu o vice rei e Capitão General de  Mar e Terra do Brasil e Conde de Resende, o governador e comandante militar do Rio Grande, Tenente General  Sebastião da Veiga Cabral da Câmara , e os das Fronteiras do Rio Pardo e Rio Grande - os coronéis Patrício e Marques de Souza.

Esta guerra foi estudada pelo Cel Jonathas Rego Monteiro, em Campanha de 1801(Rio, IHGB - IN), 1942(Separada dos Anais do III Congesso de História Nacional  v. 4), com apoio em fontes primárias consultadas no Itamarati, Biblioteca Nacional, Arquivo Nacional. A seguinte interpretação resultou de pesquisa de fontes variadas.         

Atuais municípios nos territórios conquistados

A guerra de 1801 incorporou ao Rio Grande do Sul territórios dos seguintes atuais municípios : Santa Vitória do Palmar , Jaguarão ,Arroio Grande ,Pedro Osório, Herval, Pinheiro Machado , Bagé , São Gabriel e parte de D.Pedrito ( margem direita do Santa Maria .E nas Missões os atuais São Borja, Santiago, São Luiz Gonzaga ,Santo Ângelo ,Ijuí .São Miguel , enfim todos os municípios que se encontram nas Missões

Comandante Militar do Rio Grande em 1801

Tenente General Sebastião Veiga Cabral da Câmara(1742-1801). Nasceu em Santa Maria do Soutello - Portugal, em família de grande conceito social. Chegou ao Brasil com 25 anos, em 1767, como Tenente Coronel do RI de Bragança, ao comando do Cel Francisco Lima e Silva, tio avô do futuro Duque de Caxias. Em 1774 foi enviado para Rio Grande no comando do 1º Escalão do Exército do Sul, comandado pelo Ten. Gen. Henrique Böhn, que expulsou os espanhóis do Rio Grande, em 1776. Veio no comando do RI de Bragança. Dele afirmou o cirurgião mór do RI, Rio de Janeiro, ao deixar o Rio com destino ao Rio Grande:

‘Ameniza o sofrimento do afastamento do Rio, dos seus divertimentos e das famílias o fato de viajarmos na honrosa companhia do sr. Sebastião Xavier  da Veiga Cabral, comandante das Tropas do Sul, pelo seu gênio amável, pelas suas virtudes e pelo seu ilustre nome admirado.’

Segundo o Gen Lyra Tavares “Veiga Cabral formou-se engenheiro geógrafo”.

Foi promovido a brigadeiro aos 34 anos, por haver sido o primeiro a entrar na vila do Rio Grande conquistada em 1º abril 1776, após 13 anos em poder dos espanhóis.

Em 1780 assumiu o governo do Rio Grande, que exerceu com brilho por 21 anos, cumulativamente como 1º Comissário de Demarcação do Tratado de Santo Ildefonso, em 1777.Nesta condição, percorreu em 1784-88 intensamente, inclusive, a Fronteira do Rio Grande.

Seu trabalho   de grande repercussão na construção do Rio Grande do Sul foi inventariado por Abeillard Barreto em Bibliografia Sul - riograndense(Rio INL, v. 1, pp. 254-276) obra que está a merecer um estudo mais profundo sobre sua importância na vida dos gaúchos.

Sua projeção maior foi no campo militar. Foi ele o planejador secreto, como Comandante Militar do atual Rio Grande do Sul  da vitoriosa  guerra de 1801 aqui estudada. Seu heroísmo decorreu do fato de, mesmo preso ao leito, por doença, haver conduzido a guerra em sua fase mais crítica, até falecer em 5 nov. 1801 na vila de Rio Grande, em seu Quartel General, aos 59 anos de idade. Só foi superado a frente do governo do Rio Grande por Borges de Medeiros.

Até então três eram os caminhos de invasão do território gaúcho .

    1- Por São Borja - Rio Pardo. 2- Por Aceguá - Santa Tecla - Rio Pardo                                      

  3 -Pelo Chuí - Rio Grande

Ele percebeu a existência de outro com base no forte Cerro Largo(Mello), caminho que em sentido contrário os guerrilheiros de Pinto Bandeira percorreram 1773-77: Canguçu - Piratini, - Herval - passo Centurión - Mello, para penetrar no atual Uruguai, desviando-se dos fortes espanhóis de Santa Tereza e Santa Tecla.

Em 1800  ele estimulou a criação das povoações de Canguçu, Piratini e Herval para barrar esta via de acesso pela linha seca, no dorso da Serra dos Tapes. Em Canguçu, ela poderia infletir tanto para Rio Grande como para o Rio Pardo, barrando o caminho histórico de articulação destas duas bases militares ,ou fronteiras do Rio Pardo e do Rio Grande ,divididas pelo rio Camaquã.

Em razão desta guerra, foi determinada a fundação de Canguçu  em 1800, conforme estudo em: Canguçu reencontro com a História. Porto Alegre:  IEL, 1983.Foi encarregada de fiscalizar capela de N.S da Conceição de Canguçu instalada em 1 o jan 1800,o Ten Cel Jerônimo de Azambuja ,antigo guerrilheiro de Rafael Pinto Bandeira ,inclusive na conquista do forte de Santa Tecla ,grande  estancieiro em Canguçu e subcomandante da Legião de Cavalaria Ligeira tropa que guarnecia a Fronteira do Rio Grande  e que participou com destaque do vitoriosos combate do Passo das  Perdizes em 17 out 1801.Jerônimo contribuiu com cerca de 36 % da quantia para levantar a capela curada de Canguçu conforme abordamos em Os 200 anos da Igreja Matriz N.S da Conceição de Canguçu 1800-200.Resende: ACANDHIS,200.Possuia então 50 anos ,pois nascera em Viamão ,onde foi batizado em 14 out 1747.Era filho do Cap Francisco Xavier de Ajambuja e D.Rita de Menezes e só casou em Rio Grande em em 24 jul 1790 com sua parente Ana Joaquina Barbosa .Depois da incorporação ,em 1801 d,os territórios entre os rios Piratini e Jaguarão foi residir em na região onde surgiria Bagé, inicialmente em 1811, como Guarda Militar criada  por D.Diogo de Souza onde deu origem a ilustre família Azambuja

Foi desta localidade, Canguçu atual ,que as guerrilhas de Rafael Pinto Bandeira ameaçavam os espanhóis em Rio Grande. Pois   era um local onde guardavam o gado vacum e cavalar arreados dos espanhóis e de onde, na Encruzilhada do Duro, atual Coxilha do Fogo, vigiavam as passagens do rio Camaquã, como proteção, à distância, da reconquistada vila do Rio Grande .

Dois generais se destacaram nesta guerra :Manoel Marques de Souza 1o no comando da Fronteira do Rio Grande e hoje patrono da 8a Brigada de Infantaria Motorizada sediada em Pelotas ,assunto que abordamos em 8a Bda Inf Mtz-Brigada Manoel Marques de Souza 1o .Porto Alegre: Palloti,2001 e Patricio Correia da Câmara, patrono da 3a Brigada de Cavalaria Mecanizada em Bagé assunto que abordaremos em 3a Bda C Mec –Brigada Patricio Correia da Câmara, a ser lançada em 2002  .

Em nosso livro em Canguçu História Militar in: Canguçu 200 anos Resende: ACANDHIS referimos a importância estratégica da localidade de Canguçu ,fundada em 1 o jan 1800, para a defesa contra uma invasão espanhola do Rio Grande do Sul ,pelo Passo do Centurión (antigo Passo N.S da Conceição no  rio Jaguarão ) a partir do forte de Cerro Largo (atual Melo , bem como a a motivação militar da fundação do local e também de  Caçapava e Encruzilhada em 1800, como pontos de barragem e de aprofundamentos de defesas sobre possíveis caminhos de invasão ao Rio Grande em 1801

 


Última alteração em 06-29-2006 @ 06:43 pm

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