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Palavras Finais do Cel. Cláudio Moreira Bento, Presidente da AHIMTB...
Inserido por: ClaudioBento
Em: 10-23-2006 @ 02:17 pm
 

 
Curriculum 
Vitae

 

 

 

Autor: * Cel Cláudio Moreira Bento

 

PALAVRAS FINAIS DO CORONEL CLÁUDIO MOREIRA BENTO, PRESIDENTE DA AHIMTB, NA  ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR  D.JOÃO VI DA POLICIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO, EM 26  DE OUTUBRO  DE 2005.

     Hoje, decorridos quase 10 anos de fundada em Resende, A Cidade dos Cadetes do Exército , a Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) realizou esta sessão nesta  Academia Militar D. João VI .Autoridade que criou em 1812 a nossa Academia Militar das Agulhas Negras, onde é cultuada a sua memória, seu busto em bronze, na entrada do seu Conjunto Principal .  Policia Militar do Rio de Janeiro da qual o Duque de Caxias foi o seu segundo comandante por cerca de 7 anos e a estruturou e a sua frente garantiu  segurança as autoridades da Corte, clima que se prolongou até o ano de seu falecimento em 1880, no interior  em fazenda em Desengano, em Valença, para onde se recolhera .Polícia por ele organizada e que serviria de modelo para as demais e da qual a surgiu a atual Policia Militar do Distrito Federal

         Sessão memorável em que AHIMTB reverenciou a memória do  Duque de Caxias , herói reverenciado na Policia Militar do Rio de Janeiro e hoje patrono do Exército e de nossa Academia de História Militar Terrestre do Brasil. Elevou a seu acadêmico emérito o Coronel PM Vidal Barros, dedicado professor de História nesta Casa  e que muito honra com sua atuação e dedicação os quadros de nossa Academia de História Militar na qual inaugurou a cadeira que tem por patrono o Capitão PM Albino Monteiro que foi destacado historiador da Policia Militar do Rio de janeiro . Cadeira hoje ocupada pelo Major PM Paulo Frederico Borges Caldas , que esperamos continue a defender a História da Policia Militar do Rio de Janeiro e a estimular outros a fazê- lo para que seus integrantes e, em especial os oficiais aqui formados fortaleçam cada vez mais a consciência da identidade e da perspectiva história desta força , para que não se sintam jamais como uma nau sem bússola, a deriva numa tempestade, sem saber de onde veio aonde é que esta e para onde deve ir  .

Hoje aqui a Academia de História Militar Terrestre do Brasil deixou com presente a esta Academia as seguintes obras a serem consultadas na sua Biblioteca .Caxias e a Unidade Nacional de nossa autoria e elaborado no bicentenário do Duque de Caxias, e nela incluindo tudo que até hoje se conhecia sobre ele . E a obra também de nossa autoria Os 60 anos da Academia Militar das Agulhas Negras em Resende .Pois desde 1978 temos reunido e preservado fontes da História da AMAN e nos orgulhamos hoje se ser o seu historiador, publicando sobre a sua História e Tradições e Valores vários títulos E finalmente deixamos  para a Biblioteca desta Academia o Livro de discursos de posse e de recepção de acadêmicos dos anos de 1996/97.

A Academia de História Militar Terrestre do Brasil já possui acadêmicos nas seguintes policias militares : Brigada Militar do Rio Grande do Sul; Polícia Militar de São Paulo , na qual possuímos uma Delegacia instalada na Associação de Oficias da Reserva; Polícia Militar de Minas Gerais;  Policia Militar do Distrito Federal ; Polícia Militar do Ceará e Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Atuamos em defesa  do Exército e de 13 polícias policias militares na Câmara Federal, em Simpósio no Centenário de Canudos, as defendendo de injustiças históricas que aos poucos se consagravam como verdades e sob o argumento de que o Exército e as Policias Militares foram para lá enviadas por decisões do poder civil .E repetimos nossa considerações sobre o tema em programa pela Globo News, sobre Canudos.

Um comandante militar no serviço ativo não pode em principio travar debates sobre temas históricos controversos relacionados com a sua força . Mas a nossa Academia tem esta condição e principalmente por ser constituída em maioria por oficiais historiadores na Reserva ou Reformados .E a atuação citada da nossa Academia de História na Câmara Federal teve esta conotação e nos saímos bem .

      Em cerca de 10 anos nossa Academia de História Militar difundiu um conjunto precioso de conhecimentos em todo o Exército, Fuzileiros Navais e Polícias Militares , em especial em suas redes de ensino, na forma de artigos e em especial de livros por ela editados e distribuídos gratuitamente em suas escolas, com o objetivo de reforçar, no seu público alvo, a consciência da identidade e perspectiva históricas nacionais, procurando demostrar a validade desta sentença:

        "Construir é fazer História. Só resiste ao tempo a construção que tenha substância e valor. Mais do que apenas construir com cimento, ferro e blocos , é preciso construir com alma, para que o tempo se encarregue de confirmar a obra, para que ela supere o tempo .”

           E hoje nossa Academia tem a consciência de haver avançado muito o que o comprovam em seus arquivos os trabalhos de seus membros espalhados por todo o Brasil, e inclusive em Portugal e a divulgação de seus trabalhos em seu site, hoje com cerca de 50.000 visitas , em sua Revista Eletrônica de História Militar Terrestre no site  Militar e  em Resende ,em Caserna ,no Portal Agulhas Negras dirigido para os cadetes de nossa AMAN etc.

         Acervo onde se destaca a documentação de posses; coleção de seu Informativo O Guararapes; valioso arquivo biográfico; a História do Exército na Região Sul, já com 12 volumes editados e 1 encaminhado e, os compêndios de Lutas Internas e Externas para a Escola de Comando e de Estado- Maior do Exército e mais o de História Militar Terrestre da Amazônia já  editado        

           E grande parte de seu acervo em CDs E, mais  trabalhos recentemente lançados sobre Caxias, a Batalha do Passo do Rosário, As Batalhas dos Guararapes, a participação das Forças Armadas e da Marinha Mercante do Brasil na 2a Guerra Mundial. Por oportuno vale lembrar:

            Ser o passado comparável a uma enorme planície onde correm dois rios .Um reto e de margens bem definidas que é o rio da História .Esta fruto da razão e da análise isenta das fontes históricas autênticas ,fidedignas e integras, à luz de fundamentos de crítica escolhidos.      O outro é um é cheio de curvas e meandros e de margens indefinidas e por vezes com perigosos alagamentos. Este. é o rio do Mito. E este fruto das paixões humanas, das fantasias , da ignorância , das manipulações, das deformações ,dos preconceitos e da injustiça etc .

        O Brasil  assistiu a novela A Casa das sete mulheres onde foram linchados moralmente dois grandes soldados brasileiros, os generais Bento Manoel Ribeiro e David Canabarro, aos quais o Brasil muito esta a dever a preservação de sua Integridade, Soberania e Unidade no Rio Grande do Sul .          Imagens  manipuladas destes dois heróis que abordamos em O Exército farrapo e seus chefes, editado em 1992 pala Biblioteca do Exército.

           A História Militar Terrestre do Brasil , tem sido tradicionalmente no mundo ,uma atividade nobre para soldados inativos e uma maneira de continuarem a contribuir para o progresso da instituição com a experiência que adquiriram . E neste objetivo vem se aplicando a nossa Academia de História Militar Terrestre do Brasil ,num toque de reunir soldados inativos e ativos e civis interessados, em delegacias espalhadas pelo Brasil ou como seus correspondentes .

           Dentre os objetivos que a nossa Academia de História persegue, registre-se o de resgatar, preservar e divulgar as obras de historiadores militares e civis terrestres e com elas, expressivamente, a História Militar Terrestre do Brasil, indiscutivelmente o Laboratório da Tática, da Logística e da Estratégia terrestres brasileiras, incluindo .a Doutrina de nossas Polícias Militares previstas para em caso de guerra lutarem como forças auxiliares de nossas Forças Armadas .

         Aqui vale lembrar o Marechal Ferdinand Foch que saiu da cadeira de História Militar da Escola Superior de Guerra para comandar a vitória aliada na 1a Guerra Mundial e sob cujo comando lutaram 24 oficias de nosso Exército. Falou o marechal Foch:

     "Para alimentar o cérebro (entenda-se Comando) de um Exército na paz, para melhor prepará-lo para a indesejável eventualidade de uma guerra, não existe livro mais fecundo em lições e meditações do que o livro História Militar.

      Nossa Academia tenta  despertar vocações adormecidas de historiadores militares terrestres brasileiros, categoria que se acha em fase de extinção, por razões várias ,e em especial por invasões indébitas de sua função social pela avalanche suicida de silenciadores ou deformadores da História Militar do Povo Brasileiro, com os mais variados e até inconfessáveis fins.

         O que é lamentável pois a História que possui o poder de solidificar o patriotismo, o civismo , a auto estima de um povo e a identidade e perspectiva históricas do mesmo, vem sendo silenciada ou deformada com o apoio talvez inconsciente da Mídia, sem o direito ao contraditório um pressuposto democrático da Liberdade de Imprensa,

       Cabe pois aos presentes, saber distinguir como foi assinalado a História do Mito .Deste hoje tem sido as vítimas preferidas as nossas Forças Armadas e Auxiliares de parte de agentes da Mídia em especial .

       Mas as falsidades, os silêncios  e deformações de nossa História continuam produzindo seus efeitos como se verdadeiras, no seio da juventude que não teve contado com as Forças Armadas. Disto resulta uma desorientação de parcela desta juventude que se entrega a prática de valores que confrontam e mesmo agridem os enumerados pela Sociedade Brasileira na Carta Magna. Fato diagnosticado por alguns analistas como falta de Religião e de História e do que decorre a falta de identidade e de perspectiva históricas. E nisto vem a Academia se aplicando em esclarecer silêncios e manipulações que distorcem e comprometem a verdadeira imagem das forças terrestres, com calúnias , deformações e manipulações que circulam com foros de pretensa História .Ou seja não se limita a AHMTB a indignação pura e simples .Parte como ONG para o debate defendendo a sua verdade! E o que atualmente vem fazendo por exemplo, para se contrapor a calúnia potencializada contra Caxias em programa A Ferro e Fogo da TV RBS em que Caxias foi apresentado como tendo realizado uma combinação com lideres farrapos para que simulassem a surpresa militar em Porongos para que a infantaria e os lanceiros negros farrapos fossem exterminados pelos imperiais. Fato provado inverídico., mas que circula sem oportunidade ao direito de resposta, o que estamos tentando com o Informativo O Gaúcho 32 do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul que fundamos e presidimos há 20 anos.Informaativo que deixarei aqui alguns números

          Caxias no comando da Policia Militar do Rio de Janeiro em 1838, foi acusado mais tarde injustamente de haver combatido em Vassouras, o Quilombo de Manoel Gongo, quando ele apenas foi a Vassouras  escoltado por seus auxiliares da Policia Militar, para  estudar se havia possibilidade daquela revolta se estender aos e escravos que trabalhavam na única fabrica de Pólvora existente no Brasil, em Estrela na raiz da serra. E o combate a Revolta do Quilombo foi combatida por forças locais e não pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, ao comando de Caxias.

         Na peça de Júlio Cezar de Shakespeare ,Marco Antônio diz a certa altura a Brutus :"As boas obras que os homens praticam são sepultadas com os seus ossos. No entanto só o mal sobrevive ."

          Outro papel da Academia tem sido o desenterrar junto dos ossos, as obras dos historiadores militares terrestres brasileiros, civis e militares e, com elas, por via de conseqüência, o valioso patrimônio cultural militar terrestre brasileiro, riquíssimo em valores morais, culturais e históricos de nossas forças terrestres,  acumulado em quase 5 séculos de lutas e vigílias, por várias gerações de militares de terra ,os quais foram, em grande parte, responsáveis pelo delineamento, exploração, conquista , segurança e manutenção de um Brasil Continente que cabe as atuais e futuras gerações preservar e defender. E às gerações do 3 o Milênio caberão responder aos graves desafios reservados à soberania e integridade do Brasil na sua Amazônia, E especial atenção tem dado a Academia ao resgate e culto das memórias de soldados terrestres que no curso do processo histórico brasileiro deram suas vidas em holocausto a pátria brasileira, os quais, segundo Péricles, que viveu em Atenas, cujo século V antes de Cristo levou o seu nome, por haver se constituído no apogeu da civilização grega e, com ela, a da Democracia que ele ajudou a construir como chefe de Estado e estratego por 14 anos :

" Aquele que morre por sua pátria ,serve-a mais em um só dia que os outros em toda a vida ."

       Agradecemos a presença das autoridades que prestigiaram esta seção solene de confraternização de militares e historiadores , com os futuros oficiais de nossa histórica Policia Militar do Rio de Janeiro esperando que ela com apoio superior, dinamise a seguinte Estratégia a semelhança do Exército que a elegeu seu objetivo atual nº 1 , para enfrentar as tempestades de nossos tempos. Ou seja, por semelhança :

Preservar, pesquisar, cultuar a História, as Tradições e os valores morais, culturais e históricos da Policia Militar do Rio de Janeiro.

       Estratégia sem a qual será muito difícil e penoso ela enfrentar com apoio popular a sua missão complexa de proporcionar Segurança Pública ao povo do Rio de Janeiro, como a que ele assegurou por cerca de 50 anos a Corte e Povo do Rio de Janeiro, no comando do hoje Duque de Caxias . História é verdade e justiça, História é a mestra da vida a mestra das mestras e portanto não pode ser ignorada . E mais recordo  palavras do Presidente Médici ao tomar posse como presidente de Honra  do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em 1971.

“ Não se governa e nem se comanda bem, sem História e historiadores...”

        Foi uma renovada emoção passar algumas horas nesta Academia Militar da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Agradeço  a seu comandante e a todos os seus auxiliares que com apoio dos acadêmicos Cel Vidal e Marcelo Peixoto tornaram possível esta histórica sessão que esperamos conduza os cadetes presentes a reflexões e posições de valorização da História Critica da Policia Militar do Rio de Janeiro que contribuam ao máximo para o progressivo desenvolvimento de sua Doutrina Policial , com apoio em soluções retiradas de sua notável experiência policial de 175 anos , riquíssima em lições históricas sobre erros , a serem evitados e de acertos a serem incorporados a sua Doutrina Policial.

 


Última alteração em 10-23-2006 @ 02:17 pm

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