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Catástrofe da Ilha do Braço Forte - Fato marcante para o CBMRJ maio de1954
Inserido por: Coordenador
Em: 11-01-2006 @ 03:19 pm
 

 

Fonte: Corpo de Bombeiro Militar do Rio de Janeiro

No dia 06 de maio daquele mesmo ano, por volta das 21:00 horas, entrou um pedido de socorro na Sede da 1ª Zona Marítima. A solicitação era para um incêndio em um depósito de inflamáveis na Ilha do Braço Forte. O Oficial-de-dia, Tenente Washington de Souza Lima, se preparou junto a guarnição de serviço para o atendimento. O Comandante da sede, Major Gabriel da Silva Teles, que residia ao lado, foi alertado pelo toque de fogo e, interado do aviso, se preparou para participar do evento.

Ao se encontrar em condições de partida, após preparativos de praxe, saiu às 22:00 horas do Cais Pharoux, a lancha “General Cunha Pires”. A Ilha em chamas era próxima à Ilha de Paquetá.

Durante à tarde um forte aguaceiro, com rajadas de ventos e trovoadas, havia se abatido sobre a cidade. Naquela noite uma chuva tênue continuava a cair e o mar estava revolto, redobrando a atenção de toda a tripulação. Após duas horas de viagem a lancha chegou à ilha sinistrada.

Somente após se aproximar da Ilha foi possível observar a estranha luminosidade. A lancha do Corpo encontrou ao largo uma embarcação da Polícia Marítima, que informou serem os armazéns de “inflamáveis”. Um terço dos armazéns estavam em chamas e o restante envolvido por fumaça escura.

Do ponto de atracagem até o armazém sinistrado a distância era de 10 a 15 metros. Não sendo possível utilizar a torre do esguicho canhão, a embarcação atracou e toda a guarnição saltou. Rapidamente se iniciou o estabelecimento do material. O Tenente-Coronel Rufino Coelho Barbosa, fiscal do Corpo, que participava também do evento, deixou a tarefa de combate às chamas a cargo do Major Gabriel.

Decorridos poucos minutos desde a chegada da guarnição, uma grande explosão, transformou a ilha num vulcão dantesco. Após a explosão somente os que se encontravam junto ao cais de atracagem, estavam ainda vivos. Os que tinham ferimentos de menor gravidade, arrastavam os demais sobreviventes para um dos extremos da Ilha, tentando se abrigar. A explosão, no limiar da madrugada, consumindo toneladas de explosivos, foi ouvida em todos os bairros que circundavam a Baía de Guanabara e ainda em algumas localidades do antigo Estado do Rio de Janeiro, como Teresópolis.

No dia seguinte, a Ilha ainda ardia em chamas. A guarnição da lancha “Moraes Antas” que se deslocara para o evento, iniciou a busca de sobreviventes, enquanto os feridos eram transportados em outras embarcações.

Após o levantamento do pessoal tivemos um trágico saldo: 16 bravos bombeiros sucumbiram no evento. Dignificaram a profissão os seguintes heróis:

Major Gabriel da Silva Teles,

Tenente Washington de Souza Lima;

Sgt 295 Edgar de Barros Lima;

CB 1077 Epitácio Costa;

CB 1131 Manoel Antônio de Peçanha;

SD 35 Cláudio de Souza;

SD 82 Antônio da Silva;

SD 197 Jorge dos Santos Santana;

SD 316 Tomaz da Silva Rufino;

SD 478 Manoel Gomez da Cruz;

SD 507 José Edson Vilela;

SD 643 Orlando Xavier da Costa;

SD 956 Antônio Gerázio;

SD 985 Mozart Nery Bacellar;

SD 1032 Júlio José Martins Rosa e

SD 1067 Walter Mário Cardoso.

Sobreviveram milagrosamente, também dignificando nossa Corporação com o seu heroismo os seguintes Bombeiros: Ten. Cel Rufino Coelho Barbosa, 1º Ten. Méd. Jueguerps da Assumpção Barbosa, 1º Sgt Mot 696 Djalma Mendes Pereira, CB Mot 30 Eneis João de Souza, SD 449 Joppe da Silva.

O Comandante Geral da Corporação, Cel EB Henrique Sadok de Sá, decretou luto por 7 dias. Na Ilha foi erigido um marco, onde consta a placa o nome de todos heróis. Atualmente reverenciado a memória destes abnegados companheiros, fazendo, naquela ilha, uma missa campal.

Em 1954, o Decreto nº 35.309, assinado pelo então Ministro Dr. Tancredo Neves, instituiu o dia 2 de Julho como o “Dia do Bombeiro Brasileiro” e a semana em que o dia estivesse compreendido, como a “Semana da Prevenção contra incêndio”.
 


Última alteração em 11-01-2006 @ 05:17 pm

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