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Aprendizagem Sangrenta
Inserido por: Piero
Em: 11-01-2006 @ 10:11 pm
 

 
Curriculum 
Vitae

 

 

 

Autor: * Dr.Dal Piero

O ataque contra Tarawa constituiu o primeiro grande assalto anfíbio realizado pelas forças norte-americanas contra uma costa fortemente defendida. Os fuzileiros-navais pagaram um sangrento preço por essa experiência. Não obstante, os chefes norte-americanos consideravam que, a despeito das tremendas baixas, a operação teve uma influência decisiva no desenrolar da guerra, pois permitiu que se extraíssem lições definitivas sobre os métodos e táticas de combate empregado, mais tarde, no ataque às ilhas Marshall e aos restantes arquipélagos do Pacífico. Podemos detalhar assim os cometidos e as falhas comprovadas no ataque a Tarawa:

Apoio Naval
Foi unânime a opinião que às três horas reservadas ao bombardeio preliminar da esquadra resultaram insuficientes. As esperanças de que o fogo dos barcos de guerra e o bombardeio da aviação "arrasariam" o objetivo, demonstraram ser falsas. Apesar de terem sido despejadas mais de 3000 toneladas de explosivos sobre a ilha de Betio imediatamente antes do desembarque, a maior parte das armas japonesas se encontrava ainda em funcionamento quando as tropas alcançaram a costa. A dificuldade residiu no fato de que existiam demasiados alvos para destruir em relação ao tempo determinado para o bombardeio. Os barcos de guerra apenas puderam dirigir fogo concentrado de precisão sobre alvos perfeitamente identificáveis, como as baterias da defesa costeira e as baterias antiaéreas. Se o bombardeio de preparação se houvesse prolongado por mais tempo, os barcos teriam podido espaçar os disparos para observar os resultados do mesmo, e isso teria, indiscutivelmente, aumentado a sua efetividade. Como as coisas ocorreram, os barcos tiveram que se limitar, simplesmente, a efetuar um bombardeio generalizado, sem poder determinar com precisão que quantidade de canhões inimigos haviam sido efetivamente postos fora de ação. A solução para o deficiente fogo da esquadra, tal como se revelou em Tarawa, era simples. Para que os barcos de guerra pudessem apoiar eficazmente as operações de desembarque, teriam, dali em diante, que descarregar um bombardeio lento e de precisão contra alvos selecionados e manter, ao mesmo tempo, uma cuidadosa observação dos danos causados com suas rajadas.

Outra conclusão foi que a esquadra utilizou no bombardeio uma proporção insuficiente de projéteis perfurantes de grande calibre. Contra as casamatas de concreto, reforçadas com vigas de aço, da ilha de Betio, os projéteis antiaéreos de cinco polegadas e os explosivos de seis polegadas tiveram muito pouco efeito. Chegou-se à conclusão de que, nas futuras operações, seria dada maior ênfase ao fogo dos canhões pesados dos encouraçados e à utilização, em proporção maior, de projéteis perfurantes.

Apoio Aéreo
O aspecto mais desalentador das ações em Tarawa foi constituído pelo inadequado apoio prestado pela aviação à operação de desembarque. Esta falha foi causada, ao mesmo tempo, pelas deficientes comunicações, pela ineficaz coordenação nos ataques e pelo escasso adestramento dos pilotos dos porta-aviões. Os pilotos experimentaram consideráveis dificuldades em localizar os alvos que lhes solicitavam destruir, tanto antes como depois do desembarque. Tornou-se evidente que não haviam sido suficientemente preparados, e que careciam de conhecimentos adequados sobre as técnicas empregadas por forças de desembarque em operações anfíbias.

Comunicações
A interrupção das comunicações na nave capitânia - o encouraçado Maryland - em diversos momentos de importância critica, assinalou claramente a necessidade de contar, nas futuras operações anfíbias, com barcos de comando especialmente construídos e equipados. Os transmissores, receptores e antenas do Maryland estavam de tal forma sobrecarregados, que se interferiam mutuamente. Além disso, vários dos seus equipamentos de comunicação resultaram completamente inutilizados pelo abate dos disparos dos seus próprios canhões.

Armas
Os tanques leves se mostraram, em geral, incapazes de cumprir com as missões que lhes foram confiadas. Em Tarawa, o canhão de 37 mm que estava montado sobre os tanques leves, demonstrou ser virtualmente inútil na tarefa de destruir as casamatas e outros redutos do inimigo. Chegou-se à conclusão que, nas operações futuras contra os japoneses, o tanque leve devia ser substituído pelo médio, armado com um canhão de 75 mm. Talvez a arma mais valiosa tenha sido o lança-chamas. Na luta contra as casamatas e redutos nipônicos, os lança-chamas, despejando torrentes de fogo pelos visores e aberturas, renderam um serviço extraordinário. Por isso chegou-se à conclusão que, dali em diante, cada pelotão de infantaria deveria ser equipado com uma arma desse tipo. Ao mesmo tempo tornou-se evidente a conveniência de contar com tanques providos de lança-chamas de grande capacidade.

 


Última alteração em 11-01-2006 @ 10:11 pm

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