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Os guerreiros de Tobruk
Inserido por: Piero
Em: 11-01-2006 @ 11:01 pm
 

 
Curriculum 
Vitae

 

 

 

Autor: * Dr.Dal Piero

Na madrugada de 10 de abril de 1941, as colunas blindadas do Afrika Korps convergem sobre a fortaleza de Tobruk, último reduto que resta aos britânicos em território da Líbia. Mediante a ocupação dessa praça de guerra, Rommel se propõe a por um ponto final na fulminante campanha que, um mês atrás, iniciara contra as forças do General Wavell.

Em rápida marcha, as unidades alemãs lograram reconquistar toda a Cirenaica, infligindo aos ingleses uma série ininterrupta de derrotas. Só restava conquistar Tobruk para que o caminho do Egito fosse totalmente desimpedido.

Wavell compreende que a resistência nessa praça de guerra tem uma importância vital, pois retardará a continuação do avanço alemão e lhe permitirá reorganizar suas forças dizimadas. Determina, portanto, que Tobruk seja defendida até o último homem. A partir desse momento se inicia a epopéia de Tobruk.

Tobruk, pequena localidade, que em tempo de paz tinha só uma população de cerca de 4 000 habitantes, está construída sobre a costa deserta da Líbia, junto a uma ampla baía de águas profundas. Era, portanto, um dos melhores portos naturais da costa norte-africana, o que lhe dava um imenso valor estratégico como centro de abastecimento. “Mais uma vez mostro a importância de conhecermos a logística como o cerne no desenvolvimento operacional de uma estratégia. Novamente um episódio da Segunda Guerra Mundial foi travado em torno da logística, o que, prova à necessidade que compreendermos e vivenciarmos a logística como necessária em qualquer situação de crise”.

As Defesas de Tobruk

Os italianos tinham convertido Tobruk, antes da guerra em uma poderosa fortaleza, rodeando-a com um potente cinturão defensivo. Em torno do porto e de frente para o deserto, construíram uma cadeia de 170 redutos fortificados, de cimento armado, totalmente enterrados na areia.

Essas obras, irregularmente distribuídas, e protegidas por campos minados e cercas de arame farpado, contavam com armas antitanque, metralhadoras e morteiros. Existia, além disso, um grande fosso antitanque, que rodeava todo o perímetro, habilmente camuflado com um telhado de tábuas cobertas de areia.

Às vésperas da guerra, a praça de guerra era defendida por cerca de 25 000 soldados. Centenas de homens disputam as tocas com os roedores. As trincheiras antitanque são o lar dos combatentes, seu refúgio e lugar de descanso. Covas, buracos e pequenos túneis abrigam a guarnição britânica, que resiste ao assédio das forcas do Eixo. E uma só cifra, a dos ataques aéreos da aviação inimiga, justifica tal estado de coisas. Efetivamente, mil e quinhentos ataques ensinaram os homens a viver rastejando. Mais ainda, a enterrar-se no solo...

Dentro do contingente de Tobruk há, entre eles, uma divisão australiana, um esquadrão da Guarda de Dragões do Rei, um batalhão de Fuzileiros Reais de Northumberland, destacamentos da Real Armada, da RAF, dos regimentos de tanques, um esquadrão da Cavalaria hindu e uma brigada de infantaria polonesa.

A água, elemento precioso, está severamente racionada. A higiene pessoal deve ser feita com água do mar. Os utensílios são lavados, também, com água salgada. E a conseqüência é só uma: tudo o que se come, e a que se bebe, tem, infalivelmente, sabor de água salgada.

O combustível, durante longos períodos, é tão escasso a ponto de não se poder utilizar os tanques. Os abastecimentos chegam ser tão esporádicos, que os canhões de 25 libras dispõem às vezes de apenas vinte balas. Quando os tanques podem carregar combustível em quantidade razoável, seus tripulantes ficam a bordo, prontos para a ação.

Nas covas, utilizando velhas baterias e motores de motocicletas, os soldados improvisam instalações que lhes permitem iluminação por breves períodos. Na guarnição, oficiais e soldados, vivem numa relação tão estreita, que só as insígnias permitem distinguir o soldado do oficial, que dormem lado a lado numa trincheira.

E é, precisamente, a igualdade da alimentação, a falta de comodidades e o perigo compartilhado, que faz com que, em Tobruk, vários milhares de homens de todas as armas, de todas as hierarquias, lutem determinadamente, e dispostos a resistir até as últimas conseqüências.

 


Última alteração em 11-01-2006 @ 11:01 pm

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