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Intentona Comunista de 1935
Inserido por: Coordenador
Em: 11-27-2006 @ 03:21 pm
 

 
Aimar Baptista da Silva  (*)

Meus camaradas (e este camaradas é a legitima expressão da saudação militar,  do amor à Pátria e ao Exército Brasileiro; não nos envergonhemos dele, portanto)  :  

            “O povo brasileiro não pode deixar de se associar a esta homenagem de caráter eminentemente popular na qual, todos os anos, as cabeças se inclinam em reverência e os corações, animados de piedade cristã e de fé patriótica, renovam o voto de reconhecimento e de gratidão às figuras, hoje simbólicas e legendárias, a cuja invocação a cidade dos mortos se transfigura, por um momento, em campo de ressurreição e glória. Debaixo de suas sepulturas, assim como de outras campas, em outros pontos do solo pátrio, aos quais se traz, todos os anos, o tributo da nossa veneração e as coroas da nossa saudade, repousam as cinzas de um pugilo de bravos, que deram a vida pelo Brasil.  Quem foram eles e como morreram ?

            Agindo de acordo com a costumeira técnica de traição e de felonia, uns poucos militares comunistas se superaram, naquela ignominiosa madrugada de 27 de novembro de 1935, e chegaram, triste empreitada de degradados homens, a matar irmãos (?) de farda que dormiam. Outros militares, no entanto, tiveram o privilégio de combatê-los, e o fizeram com denodo, pagando alguns com a própria vida pela vitória da nobre causa.  Assim, em natural impulso de solidariedade cívica devemos participar do preito que se rende à memória dos que tombaram, na trágica madrugada de 27 de novembro de 1935, em defesa da Nação Brasileira e de suas mais sagradas e tradicionais Instituições; da família ; do direito à vida ; do direito de propriedade, da estabilidade e existência do Estado Nacional Brasileiro como órgão de amparo, de segurança e de equilíbrio dos direitos, dos deveres e das liberdades de todos os cidadãos. São eles:

-          Ten Cel Misael Mendonça

-          Maj João Ribeiro Pinheiro

-          Maj Armando de Souza e Mello

-          Cap Danillo Paladini

-          Cap Geraldo de Oliveira

-          Cap Benedicto Lopes Bragança

-          Cap José Sampaio Xavier

-          2o Ten Conv Lauro Leão Santa Rosa

-          1o Sgt Jaime Pantaleão de Morais

-          2o Sgt José Bernardo Rosa

-          3o Sgt Abdiel Ribeiro dos Santos

-          3o Sgt Coriolano Ferreira Santiago

-          1o Cabo Luiz Augusto Pereira

-          2o Cabo José Hermito de Sá

-          2o Cabo Alberto Bernardino de Aragão

-          2o Cabo Clodoaldo Ursulino

-          2o Cabo Pedro Maria Netto

-          2o Cabo Fidelis Batista de Aguiar

-          2o Cabo Manoel Biré de Agrella

-          2o Cabo Francisco Alves da Rocha

-          2o Cabo João de Deus Araújo

-          2o Cabo Wilson França

-          2o Cabo Péricles Leal Bezerra

-          2o Cabo Orlando Henriques

-          2o Cabo José Menezes Filho

-          2o Cabo Manuel Alves da Silva

-          Sd PM Luiz Gonzaga de Souza

-          Sd PM Lino Victor dos Santos

       Foram esses inesquecidos camaradas, com sua exemplar conduta, firmes no seu juramento, sentinelas avançadas que, com seu sacrifício, concorreram, decisivamente, para a manutenção da ordem e para a união de que necessitávamos para resistir às conseqüências inevitáveis da tormenta bolchevista que se formava, ameaçadora e cujos sinais precursores já se assinalavam no horizonte. Cairam, é certo, mas caindo venceram a batalha decisiva. Tombaram com honra, fiéis aos seus princípios de moral, de disciplina, de ordem, de patriotismo. E tombando, abriram-se para eles os radiosos umbrais da imortalidade!  

     Sacrificaram-se porque sabiam que o comunismo, sob qualquer aspecto ou modalidade, é incompatível com a condição do militar, e porque aquele que o pratica ou dele se mostra adepto, enxovalha a farda que veste, é indigno de ostentar o uniforme e conduzir as armas que a Nação lhe confiou para defesa das Instituições que o comunismo se propõe demolir.

            O que hoje reverenciamos é a dor da família brasileira pelos filhos perdidos, pela mocidade que não chegou a frutificar, pelas vidas cortadas pela cegueira e pela maldade dos comunistas amotinados de 35. O que hoje choramos são, ainda, os novos mártires que, de 1964 até agora, morreram vigiando e enfrentando a subversão da mesma raiz. Paz aos bravos que morrendo nas jornadas de 35, e em outras jornadas também gloriosas, decalcaram na consciência nacional ensinamentos que devemos guardar por toda a vida, porque representam o que há de mais sublime: o amor extremado à Pátria que não se abate nem mesmo ante a perspectiva do sacrifício supremo.     

            Mortos de 1935 e de outras jornadas! Não estamos aqui para chorar-vos e sim para exaltar-vos; perante a vossa memória está a Pátria inteira, em continência, para glorificar-vos e vos agradecer uma vez mais a lição de civismo, de patriotismo, de desprendimento, de sacrifício, materialização do juramento que prestastes, perante a Bandeira Nacional, de manter as instituições e defender o Brasil ainda que com o sacrifício da própria vida. Nós não vos esquecemos nem esqueceremos! Porque simbolizais os destinos do Brasil e as virtudes da alma nacional! Glória também àqueles que sobreviveram e que, à frente de suas tropas, souberam reduzir pela sua têmpera, os traidores que a Nação condena e há de sempre condenar.

            É preciso ficar bem nítido que todo comunista é um traidor da Pátria. Com eles não podemos ter nenhum vínculo, nem o da amizade. Pois do contrário seria aceitar que, nós, soldados, inteiramente devotados ao culto da Pátria, à sua grandeza, e maiores responsáveis pela sua integridade moral e material, admitíssemos o absurdo de sermos colaboradores da nossa própria destruição. Qualquer transigência sentimental da nossa parte é fraqueza. E fraqueza não é própria de soldados!

            Rememorando os mortos, relembrando a sua bravura e exaltando o seu sacrifício, é justo que em sua memória estabeleçamos, para hoje e para sempre, o compromisso sagrado de marcharmos com as Forças Armadas do Brasil, fiéis à sua histórica missão, identificados com a existência nacional, disciplinados, atentos e vigilantes, guardas da independência, da soberania, da integridade e da unidade nacionais, para manter, nas horas graves e decisivas, o ânimo de dar perenidade aos ideais democráticos de nossa gente, para o engrandecimento desta terra que nos viu nascer e que foi, é e será sempre nossa! 

 (*) O artigo acima nada tem de meu; fiz apenas, com pequenas modificações, um somatório do pensamento de nossos chefes, exposto em Ordens do Dia divulgadas no decorrer destes 71 anos. Foi a forma que encontrei para prestar uma homenagem àqueles que já estão ficando esquecidos. Se ele servir para reavivar a memória nacional, terei cumprido o meu dever.

Santos/SP, 25 de novembro de 2006.- Aimar  Baptista  da  Silva,  Cel. Ref. EB

 


Última alteração em 11-27-2006 @ 03:21 pm

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