Olá Visitante! Junte-se a nós! ou Entre para inserir uma História Militar.
[ Anuncie Já | Fórum | Blogs | Bate-Papo | Ajuda | Proposta ]
 
Página PrincipalPortal Militar Escute hinos e canções militares na Rádio do PortalHinos Fórum do Portal MilitarFórum Blogs Hospedados no PortalBlogs Converse no chat com militaresBate-Papo Videos do YoutubeVideo ArtigosArtigos AgendaAgenda Hotel de TrânsitoHotel Deixe um mensagem para todos do portal.!Fonoclama EntrarEntrar! Junte-se a nós!Junte-se a nós!
  Ir para Página Principal do Portal Militar
 
   
 
[ Todos as Histórias | Todos os Colaboradores | Os últimos 20 Colaboradores ativos ]

[ Dúvidas | Política de Publicação | Busca avançada ]

Usuários Colaboradores podem enviar Histórias Militares ou relacionadas, além de poder comentar as Histórias enviadas por outros usuários!
© Todos os direitos reservados aos seus autores. Esta material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização de seus autores. As opiniões expressas ou insinuadas nesta revista pertencem aos seus respectivos autores e não representam, necessariamente, as do Portal Militar.com.br ou de quaisquer outros órgãos ou departamentos do governo brasileiro.
 

 
General de Divisão Carlos Meira Matos (Necrológico)
Inserido por: ClaudioBento
Em: 02-22-2007 @ 02:15 pm
 

 
Curriculum 
Vitae

 

 

 

Autor: * Cel Cláudio Moreira Bento

GENERAL DE DIVISÃO CARLOS DE MEIRA MATOS(Necrológio)

Cel CLAUDIO MOREIRA BENTO

Presidente da AHIMTB

O General Meira Matos faleceu aos 93 anos e meio em 25 de janeiro de 2007, no Hospital Santa Catarina, na cidade de São Paulo onde se internara no início de dezembro para uma cirurgia, da qual não conseguiu se recuperar .Faleceu de falência múltipla dos órgãos. Era natural de São Carlos, SP, onde nasceu em 23 de julho de 1913, filho de Liberato Matos e D. Benedita de Meira Matos. O General era viúvo de D. Serrana (Maria Aparecida Caetano da Silva), gaúcha natural de Passo Fundo que falecera recentemente e pais de Maria Carolina Whitaker e de José Carlos ,Eram seus netos Ana Carolina, Carlos e os gêmeos Pedro e Cecília.

Na Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) o general foi o primeiro a ser empossado como acadêmico, na cadeira Marechal João Batista Mascarenhas de Morais, em sessão no dia 8 de junho de 1996 ,no Auditório da Faculdade D. Bosco em Resende, em presença de cadetes e ,de funcionários da AMAN de seu tempo para os quais conseguira financiamento para casa própria .

A AHIMTB se fez representar no dia de seu sepultamento pelos seus acadêmicos Generais-de-Exército Jonas de Morais Correia Neto, ocupante de cadeira que tem por patrono o seu pai General Jonas Correia e por Luiz Gonzaga Shoroeder Lessa que passou a ocupar a cadeira Marechal Humberto Castelo Branco, na qual foi recebido, em 8 de março 2006, pelo General Meira Matos, representando os sentimentos do Colégio Acadêmico. Presente também o acadêmico emérito Luis Carlos Carneiro de Paula e o acadêmico eleito Cel Hiran Cãmara que foi comandado do então Coronel Meira Matos, em São Domingos.

A Diretoria foi representada pelo acadêmico Ten R/2 Artilharia Israel Blajberg, ocupante da cadeira Cel Mario Clementino e na qualidade de coordenador da Delegacia da AHIMTB no Rio de Janeiro, Marechal João Batista de Matos e que a nosso pedido cobriu a cerimônia com fotos e elaborou o texto ao final com.traços da marcante trajetória de soldado e escritor do Gen Meira Mattos..

Gen Div Carlos de Meira Matos 1913-12007

O General Meira Matos estudou no Colégio N. S. do Carmo dos Irmãos Maristas em São Paulo-SP. Aos 19 anos lutou como revolucionário paulista na Revolução de 1932 e no ano seguinte ingressou, em março, na Escola Militar de Realengo, sendo declarado Aspirante a Oficial em janeiro de 1939. Em 1940-41 foi instrutor da referida Escola sendo promovido a capitão em setembro de 1942.

Integrou o Estado-Maior da FEB como oficial de ligação da FEB com o IV Corpo de Exército dos EUA, tendo tomado parte no Combate de Monte Castelo como comandante da 2ª Cia/1º Btl do 11º RI.

Ao retornar ao Brasil integrou Comissão de Repatriamento dos nossos mortos na FEB. Foi Instrutor Chefe do Curso de Infantaria da atual AMAN. Em 1946 cursou a ECEME. Promovido a major foi instrutor da ECEME, 1951-54, sendo a seguir nomeado Adido Militar na Bolívia. Promovido a Tenente Coronel em abril de 1957.foi nomeado instrutor da ECEME e cumulativamente,a partir de 1959, instrutor de Geopolítica da ECEM da Aeronáutica.

Foi Oficial de Gabinete do Ministro da Guerra General João Segadas Viana de1961-62 e neste último ano ,Chefe da 2ª Seção do EME. Promovido a Coronel em agosto de 1963, foi comandar em 1964, o 16º Batalhão de Caçadores em Cuiabá, tendo ali participação destacada na Contra revolução de 1964.

Meira Matos assumiu o cargo de interventor de Goiás sendo substituído cerca de 2 meses após por governador eleito pela Assembléia Legislativa.

Depois foi nomeado subchefe de Gabinete Militar do presidente Castelo Branco. A seguir comandou o Destacamento Brasileiro - o FAIBRAS, da Força Interamericana da OEA na República Dominicana. E ao retornar desta missão comandou o Batalhão de Polícia da Capital Federal, sendo que em 19 de novembro, depois da decretação do AI 2, recebeu ordem de cercar o Congresso para dele retirar deputados cassados, oportunidade em que teve áspero e rápido diálogo com o Presidente da Câmara.

Em 1967 o Coronel Meira Matos cursou a Escola Superior de Guerra e nela ocupou o cargo de Adjunto para Assuntos Militares. Foi quando o conheci como aluno do 1º ano da ECEME, ao ir a sua casa solicitar um trabalho de Geopolítica, para um amigo do Sul que se já era um nome famoso na Força. De 11 de janeiro de 1967 a 8 de abril de 1968 presidiu comissão para emitir parecer sobre reivindicações estudantis ,tendo produzido o Relatório Meira Matos com diversas sugestões para melhorar o Sistema Educacional Superior no Brasil. Ano de 1968 assinalado por graves agitações estudantis pelo mundo e em especial na França.

Promovido a General de Brigada foi nomeado comandante da AMAN em 1969, ano em que concluímos a ECEME. Em 1971 foi comandar em Natal-RN a 7ª Brigada de Infantaria. Foi quando teve início nossa amizade com o ilustre casal. Dele havia recebido grande estímulo através de carta que nos enviou de Natal . Ele comentou nosso livro lançado na inauguração do Parque Nacional dos Guararapes em 19 de abril de 1971, intitulado As Batalhas dos Guararapes - análise e descrição militar. Recife:Universidade Federal de Pwernambuco,1971. E assim ele se expressou:

" Li de um só fôlego e com apurado interesse seu livro as Batalhas dos Guararapes analise es descrição militar. Penso que nesta obra o senhor se consagrou definitivamente como historiador militar.. O livro é um primor de clareza e objetividade. As descrições são escorreitas e nítidas .. A análise sempre séria e bem fundamentada em sólidos conhecimentos históricos e profissionais. As conclusões abalizadas e imbatíveis. Os esboços anexos fornecem uma ajuda extraordinária aos estudiosos de História Militar. São esboços falantes e ajudam na compreensão topo tática das situações vividas ...A força de sua pesquisa meticulosa repõe na história . no lugar que ele ocupou nos acontecimentos , esse soldado regular, um dos poucos profissionais entre tantos guerreiros formados na necessidade da luta -o Sargento Mor Antônio Dias Cardoso." ( carta de Natal de 10 jun 1971).

Noutra oportunidade a seu pedido e D. Serrana, os guiei em visita ao Parque Histórico Nacional dos Guararapes, com seus interesses em especial pelo monumento a FEB que construímos com apoio da Prefeitura de Resende, contendo estes palavras do Marechal Mascarenhas ao ali depositar os louros da vitória da FEB na Itália, creio que com sua participação na redação das mesmas, pois sabe se que ajudou o Marechal a redigir e organizar suas Memórias, tornando-se mais tarde o seu biógrafo em dois volumes editados pela BIBLIEx.

E foram estas palavras do Marechal Mascarenhas ao depositar os louros da vitória da FEB nos Montes Guararapes e que foram colocadas em bronze no citado monumento.

" Nesta colina sagrada , na batalha vitoriosa contra o invasor , a força armada do Brasil se forjou e alicerçou para sempre a base da Nação Brasileira.

Daqui ela partiu e já atravessa mais de três séculos passando vitoriosamente pelo Passo do Rosário ,lançando-se de Lomas Valentinas a Monte Castelo, Castelnuovo, Montese e Fornovo.

Na qualidade de comandante da FEB deponho no Campo de Batalha de Guararapes os louros que os soldados de Caxias aalcanaram contra tropas germânicas nos campos de batalha do Serchio, dos Apeninos e do Vale do Rio Pó."

Ele e o General Bina Machado muito trabalharam no meio estudantil. E acompanhei os esforços de ambos para criar líderes estudantis.

Presenciei palestra que o General Meira Matos fez para universitários da PUC-Recife. Fiquei admirado de sua capacidade de bem se comunicar com a juventude.

Em 1972 ele foi nomeado Diretor de Vias de Transportes quando éramos adjunto da Presidência de Comissão de História do Exército do EME, onde muito me valeu suas orientações sobre História do Exército. E pude atender diversas solicitações de empréstimo de livros para suas pesquisas de Geopolitica

General de Divisão em novembro de 1973 foi nomeado vice chefe do EMFA e a seguir,em 1975, Vice Diretor do Colégio Interamericano de Defesa. E ao retornar em 1977 passou para a Reserva, com 44 anos de serviço e 64 anos por haver atingido idade limite

Nesta ocasião esteve presente em nossa posse como sócio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo a que ele pertencia e me apresentou diversos historiadores paulistas presentes Sessão imortalizada em fotos nossas que guardo em meu arquivo.

Em 1983 assistiu no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no Centenário do Marechal Mascarenhas de Morais, palestra sobre o mesmo, por incumbência do Dr. Pedro Calmon. E ele especialista no tema muito apreciou nossa interpretação, como a mais importante de integrante da geração do Exército, pós 2ª Guerra Mundial.

Tivemos a oportunidade de lutar por seu nome para ingressar no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em 10 our 1987 por proposta do secretário Marcelo de Ipanema.

Em 8 de junho de 1986 inaugurou o Colégio Acadêmico da AHIMTB ao ser o primeiro acadêmico a ser empossado, Honraria que a seguir dispensamos aos acadêmicos General Plínio Pitaluga e Gen Ex Tácito Theophilo Gaspar de Oliveira..

O General Meira Mattos nos honrou com o seu prefácio nosso trabalho Inspirações geopolíticas das ações de Portugal e do Brasil no Prata e suas projeções no Rio Grande do Sul. Resende: AHIMTB, 2002.

Em sessão no IME em 24 de novembro 2004 ele foi agraciado pela AHIMTB como Comendador da Medalha do Mérito Histórico e Militar Terrestre do Brasil, criada no bicentenário do Duque de Caxias, patrono da AHIMTB , no ano anterior.

Em 87 de março de 2005 na cerimônia de comemoração dos 10 anos da AHIMTB no Clube Militar ele recebeu em nome da AHIMTB,o novo acadêmico Gen Ex Luiz Gonzaga Shoroeder Lessa. Sessão para cuja preparação trocamos diversos e-mails.

Sua produção literária é vasta cabendo destacar os seguintes trabalhos sobre Geopolítica: Projeção mundial do Brasil (1960), A experiência da FAIBRAS na República Dominicana (1967), Doutrina Política de Potência (1976), Brasil geopolítica e destino (1975), Geopolítica - projeções do poder (1977) e Uma política pan-amazônica (1980). Marcou presença em nossas revistas do Clube Militar, A Defesa Nacional, Revista do Exército e na imprensa especialmente na Folha de São Paulo.

Junto com o Cel Jarbas Passarinho formava uma dupla que considero os maiores e abalizados escritores castrenses, sempre lidos com muito proveito.

É pois com pesar que a Academia lamenta a perda de tão expressiva personalidade de seus quadros, um homem realizado e que será sempre lembrado e consultado pela relevância de sua vida e obra de patriota e soldado valoroso.

As palavras com que foi recebido na AHIMTB e o elogio ao seu patrono Marechal Mascarenhas de Morais constam do livro AHIMTB - posses de Acadêmicos 1996-1997 publicado pelo SENAI tendo o acadêmico Cel Arivaldo Silveira Fontes vice presidente da AHIMTB como o seu organizador.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Gen Meira Mattos no IME sendo agraciado em 2004 pela AHIMTB como Comendador do Mérito Histórico Militar Terrestre do Brasil junto com os acadêmicos generais de Exército Jonas Morais Correia Neto e Gleuber Vieira. A direita o comandante do IME general Geraldo Silvino .O Gen Meira Matos neste dia distribuiu aos presentes um CD com hinos

 

 

 

 

 

 

 

Em 8 de março o General Meira Matos recebeu em nome do Colégio Acadêmico da AHIMTB o Gen Ex Luis Gonzaga Schroeder Lessa como acadêmico, na cadeira Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco(Foto Revista Clube Militar mar 2006

O sepultamento do General Meira Matos

Reportagem em texto e fotos do acadêmico da AHIMTB

Tem R/2 de Artilharia

Israel Blajberg (*)

Gen Meira Mattos

Veterano da FEB

23 jul 1913 - 26 jan 2007

 

A Capela do Cemitério São João Baptista era pequena para todos que vieram dar o último adeus. Espalhando-se pelo corredor, antigos camaradas da FEB, ESG, IGHMB, AHIMTB. Alguns foram ministros, outros tantos governadores, empresários, outros ainda soldados, irmãos de armas, amigos, admiradores, alunos.

Todos expressando um sentimento único. Foi uma grande perda, não só para o Exército, mas para o Brasil.

Ao longo de seus quase 94 anos, a trajetória do Cadete do Realengo nascido em São Carlos em 1913 foi extensa e relevante, destacando-se a sua contribuição à Geopolítica, das mais relevantes, coroando uma carreira profícua.

Nela se desempenhou com esmero das mais diversas lides castrenses, seja em ação na FEB, nas Forças de Paz em São Domingos, seja no ensino na AMAN, ESG, seja em funções de governo na Presidência da Republica e no EMFA, entre tantas missões sempre bem cumpridas.

Aos 70 anos, doutorou-se em Ciência Política pela Universidade Mackenzie, onde teve Gilberto Freyre como examinador de sua tese.

Paladino das teses do Brasil Potência, Civilização nos Trópicos, Herança, Destino, Projeto Nacional, sua palavra ponderada e opinião esclarecida era ouvida com atenção nos diversos fóruns a que comparecia, quer pessoalmente quer na rica produção bibliográfica ou na mídia, onde ainda há poucos dias publicou uma ultima contribuição na Folha de São Paulo sobre os destinos da Amazônia, com grande lucidez preconizando a necessária postura nacional.

Pontualmente às 17 horas, Cadetes da AMAN que o General comandara conduziram o caixão envolto na Bandeira Nacional, seguidos em cortejo pelos presentes, formando extensa fila ao longo das aléias do São João Batista.

A tarde não foi tão quente como prenunciava. O Sol escondeu-se atrás das nuvens, como que desejando permitir também aos velhos soldados, ex-combatentes dos campos da Itália, acompanhar o General até o jazigo da familia, próximo ao Mausoléu da FEB.

No Mausoléu, inaugurado em 13 nov 1982, repousam para sempre o Comandante da FEB, Marechal Mascarenhas de Moraes e sua DD esposa Da. Adda Brandão, cujos restos mortais para lá foram trasladados ao cumprir-se o Centenário de Nascimento do Marechal.

Como Oficial de Ligação do QG/I DIE, o então Capitão iniciou uma amizade com o Cmt da FEB, que duraria muitas décadas.

Aquele Capitão do 6°. RI se destacaria ainda em Monte Castelo, tendo sido agraciado com a Bronze Star, nesta que foi a maior epopéia das forças brasileiras no Teatro de Operações Italiano.

Uma Companhia do Batalhão de Guardas desincumbiu-se das honras fúnebres, ao longo do trajeto que levava ao Mausoléu.

As vozes de comando entrecortadas pelas salvas regulamentares de mosquetão trouxeram um pouco para perto dos presentes os sons da guerra, ao percorrerem a alameda ao longa da fileira de soldados.

Nestes breves momentos, aos veteranos veio a lembrança daquele dia cinzento em Monte Castelo, quando superando forças mais experientes entrincheiradas nas alturas e arrostando o frio inclemente e chuvas torrenciais que impediam o avanço mecanizado e o apoio aéreo, nossos bravos pracinhas colheram brilhantes vitórias na dureza daqueles combates.

 

Se hoje temos a democracia sob este sol tropical, certamente o devemos também aqueles valentes soldados, dos quais derradeiros remanescentes agora levam para a ultima morada um de seus grandes expoentes.

Diante da sepultura, um amigo de longa data faz a ultima saudação.

A voz do General Octavio Costa ecoa na amplidão do campo santo, destacando o patriotismo lúcido e o carinho do companheiro que partiu. Em palavras candentes e emotivas, diante das dezenas de assistentes, afirma o exemplo do General, carreira digna de servir como paradigma às futuras gerações.

Dois soldados descobrem a Bandeira Nacional do caixão, dobram-na e entregam aos parentes. O corneteiro executa o toque de Silêncio. É um toque pungente que envolve a todos, especialmente familiares, cujas lágrimas refletem a dor daquele momento.

Destacando-se contra o céu azul, a estrutura do Mausoléu associa-se a silhueta do Cristo no Corcovado, como se Ele, o contemplando do alto, eternamente enviasse sua benção aos heróis que nele repousam.

Ao final da cerimônia, o céu agora assumiu um tom metálico brilhante, graças aos reflexos do Sol por trás das nuvens brancas, como a querer também prestar uma última e significativa homenagem ao velho General.

D’us disse a Adão: "Retornarás ao solo, pois é do solo que foste feito." (Bereshit 3:19). Dizem nossos sábios, a alma é eterna, apenas migra para outra dimensão, e assim eleva-se aos Jardins do Éden, atravessando o Portal do Paraíso. Os presentes vão se dispersando, até que mais ninguém está por ali.

Apenas restou a sepultura, recoberta por inúmeras corbeilles. Mas para sempre perdurarão as boas e valiosas lições que o irmão Carlos de Meira Mattos nos ensinou, antes de passar agora para o Olam haEmet (Mundo da Verdade).

 

 

 

 

(*) Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil

onde ocupa a Cadeira n°. 24 - Cel Mário Clementino.

É Coordenador da Delegacia da AHIMTB no Rio de Janeiro

iblaj@hotmail.com

 

 

Guarda de Honra de Cadetes da AMAN iniciando o

deslocamento Da Capela para o Jazigo da Familia

 

 

Gen Octavio Costa (terno claro) faz uma saudação

dedicando emocionado Adeus ao General Meira Mattos

 

 

Dois soldados do Btl de Guardas dobram o Pavilhão Nacional

que recobriu o caixão para entregar aos familiares do Genera

l

Corneteiro do Btl de Guardas executa o Toque de Silêncio

 

Após o funeral, diversas Coroas sobre a sepultura

 

Vista do Mausoléu da FEB

 

 

Vista do Mausoléu da FEB Cemitério S. J. Baptista sábado 27 jan 2007

Fotos - Israel Blajberg

Nota .O general Meira Matos .Escreveu artigo para a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro As Forças Armada do Brasil na 2ª Guerra Mundial.Volume 151, nº 369,out/dez 1990, p 530/543.

 


Última alteração em 02-22-2007 @ 02:15 pm

[ Envie esta História para um amigo! ]

 
Comentar
Comentar
Veja mais
Veja mais
Perfil do usuário colaborador
Perfil do usuário colaborador
Envie uma Mensagem Privada
Envie uma Mensagem Privada