Olá Visitante! Junte-se a nós! ou Entre para inserir uma História Militar.
[ Anuncie Já | Fórum | Blogs | Bate-Papo | Ajuda | Proposta ]
 
Página PrincipalPortal Militar Escute hinos e canções militares na Rádio do PortalHinos Fórum do Portal MilitarFórum Blogs Hospedados no PortalBlogs Converse no chat com militaresBate-Papo Videos do YoutubeVideo ArtigosArtigos AgendaAgenda Hotel de TrânsitoHotel Deixe um mensagem para todos do portal.!Fonoclama EntrarEntrar! Junte-se a nós!Junte-se a nós!
  Ir para Página Principal do Portal Militar
 
   
 
[ Todos as Histórias | Todos os Colaboradores | Os últimos 20 Colaboradores ativos ]

[ Dúvidas | Política de Publicação | Busca avançada ]

Usuários Colaboradores podem enviar Histórias Militares ou relacionadas, além de poder comentar as Histórias enviadas por outros usuários!
© Todos os direitos reservados aos seus autores. Esta material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização de seus autores. As opiniões expressas ou insinuadas nesta revista pertencem aos seus respectivos autores e não representam, necessariamente, as do Portal Militar.com.br ou de quaisquer outros órgãos ou departamentos do governo brasileiro.
 

 
Canguçu na revolução Farroupilha 1835-45
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-03-2006 @ 09:35 pm
 

 

A propósito de Programa sobre o Rio  Grande do Sul na TV Cultura  do Rio de Janeiro na semana 10/15 fevereiro  onde foram  focalizados aspectos históricos de quase todas as cidades da Zona Sul, com agradecimentos as suas instituições culturais (museus e bibliotecas) nada constou sobre Canguçu. E a culpa é de quem ?? Pergunta que deixo no ar !

Sobre Bagé focalizou o sítio da cidade pelos federalistas em 1893, local onde foi ferido  com um tiro de fuzil que atravessou o seu corpo, o jovem canguçuense e mais tarde prefeito de Bagé, Cel Juvencio Maximiano Lemos.

Nada mencionaram sobre o sítio do Rio Negro, uma espécie de  irmã  siamesa, do sítio de Bagé, onde canguçuenses da Cavalaria Civila serviço dos governos estadual e federal,ao comando ao Cel Maneco Pedroso foram  degolados por mercenários platinos a serviço dos federalistas. Fato confirmado  pelo canguçuense  mais tarde  General  Zeca Netto, patrono de cadeira na ACANDHIS, que lá esteve a caminho de Bagé para ajudar a levantar o sítio  integrando a Divisão do Sul, conforme abordamos na História da 3a RM 1889/1953.v.2.

E a minisérie A Casa das sete mulheres da Globo nos incentivou no clima por ela criado, de  evocar a memória dos farrapos  canguçenses Cel Joaquim Teixeira Nunes, a maior lança farrapa e o Tenente farrapo Manoel Joaquim Alves da Silva Caldeira, o maior cronista farrapo.

Quando estudante em 1938/43 no Colégio N. S. Aparecida em Canguçu, procurava nas histórias do Rio Grande do Sul a participação  de Canguçu na Revolução Farroupilha e encontrava só uma genérica informação sobre os 2 combates de Canguçu e nada mais. E pensava, a minha terra natal não tem nada registrado sobre isto e não tinha mesmo.

 A memória de sua participação na Revolução  Farroupilha só permanecia na Avenida 20 de Setembro pela qual caminhei por 7 anos a caminho e de retorno do Colégio Aparecida nela situado.

Mas pesquisando a História de Canguçu fui concluindo aos poucos  a sua participação destacada no Decênio Heróico, para passar a seus descendentes com o fizeram historiadores  de outras cidades.

A primeira pista obtive de J. Simões Lopes Neto na Revista do Centenário de Pelotas nº 4 de 1912 em que ele abordou uma síntese histórica do que então ouviu dos mais antigos canguçuense. Revista guardada por 45 anos por meu pai, Conrado Ernani Bento, desde os seus 24 anos, junto com outros  documentos históricos que me passou e que foram usados por J. Simões Lopes Neto .

Uma delas foi que a antiga cadeia de Canguçu, fora mandada  construir  pelo então Tenente Coronel Francisco Pedro Brusque de Abreu, alcunhado Chico Pedro ou Moringue, célebre guerrilheiro imperial  que a partir  de agosto de 1843, a mando do Barão  de Caxias passou a usar a vila de Canguçu como base militar da Ala Esquerda do Exército Imperial e de onde partia para suas operações militares.

Cadeia que permaneceu  municipal até por volta  de 1942, quando foi demolida para ser construída a nova, e hoje  antiga cadeia, ao lado do antigo Forum.

 Cadeia que Chico  Pedro mandava  avisar os  farrapos  que era uma “Casa de Hóspedes “a eles destinadas.

E ali esteve preso o carioca Coronel José Mariano de Mattos, o oficial do Exército que aderira a Revolução e que foi Ministrio da Guerra, Vice Presidente da República Rio Grandense e depois da Revolução, Ajudante General de Caxias na Guerra contra Oribe e Rosas e em 1864. Ministro da Guerra do Império. Oficial a quem se atribui  a autoria do brazão farrapo adotado desde 1891 pelo  Rio Grande do Sul.

Esta cadeia aparece em capa de nosso livro Canguçu 200 anos, entre a atual Casa da Cultura e o poste, junto a máquina fotográfica que a colheu.

Um fato notável foi que a igreja de Canguçu estava em ruínas e foi restaurada com o concurso de soldados do Exército e da Guarda Nacional da tropa de Chico Pedro e futuro Barão de Jacuí, por especial recomendação do Barão de Caxias, homem de fé robusta que esta ano se comemora o bicentenário de seu nascimento, cuja vida e obra evocarei em livro Caxias e a Unidade Nacional. 

E nesta equipe de restauração o religioso soldado do Exército o Preto Caxias  ao qual se atribui muitos milagres em Bagé conforme abordamos na História da 3ª Bda Mecanizada de Bagé, em 2002.

Canguçu foi criado municipio a pedido de Bernardo Pires, o simbolista farrapo que biografamos no livro Autoria dos Símbolos do RGS.(Recife, UFRPE 1971). Farrapo ilustre de que descendem em Canguçu os Pires Terres e os Pires Moreira, seus bisnetos.

Os primeiros funcionarios do município de Canguçu  foram:  Vicente Ferrer de Almeida,antigo oficial dos Lanceiros Negros Farrapos. Ele foi o primeiro secretário da Câmara;  José Ignácio Moreira, antigo 1º Secretário do Ministério  do Interior do Ministro Ulhoa Cintra, o gosth rigter  de Bento Gonçalves da Silva e professor Régio para meninos Antônio Joaquim Bento, sobrinho político de Vicente Ferrer Almeida , por ser sua tia a sua esposa.

Foi a citada cadeia que foi ocupada depois da Revolução, como Posto de Comando de uma Companhia  de Infantaria ao comando de Capitão Antonio de Sampaio, atual Patrono da Infantaria do Exército Brasileiro. Em Canguçu , em posição estratégica, entre as antigas capitais farrapas Piratini e Caçapava, tinha por missão assegurar a paz.

E por longo período ali passou este cearense ilustre que foi ferido mortalmente em Tuiuti na Guerra do Paraguai, a frente de sua Divisão  Encouraçada, nome hoje denominação histórica  da 3a Divisão do Exército de Santa Maria  com apoio em estudo feito por nos a pedido de Pedro Calmon e publicado na Revista Infantaria da Academia Militar das Agulhas Negras, em 1978/80.

Bento Gonçalves era ligado por laços de parentesco e amizade a muitos canguçuenses com ao Ten Cel Florentino Souza Leite, ao qual dirigiu a sua última carta antes de atacar Posto Alegre,em 20 de set. 1835.

Muitas dos fatos  acontecidas em Canguçu, que foi desde 1831 distrito de Piratini, corriam como acontecidas em Piratini, a sede municipal.

Relatos imperiais mencionam “ Canguçu como destrito de mais perigo e mais farrapo ” e que assim permaneceu sem ser dominado pelos imperiais por cerca de 8 anos. 

Ignácio  José Moreira junto com um irmão Pedro foram  presos em Pelotas  por uma incursão imperial  ali realizada. Foi levado para Rio Grande e ali lá libertado junto com o irmão., conforme registro colhido no jornal O Povo E ambos muito jovens jovens  seriam uma espécie de 1º secretários dos ministérios do Interior e o da Guerra e Marinha em Piratini.

José Ignácio era genro de José Serafim da Silveira, o presidente da Câmara de Piratini que foi o Legislativo farrapo  por longo tempo e onde Bento Gonçalves foi eleito Presidente. 

E ao ser preso Bento Gonçalves, José Serafim,  por um artificio legal impediu que o vice presidente Paulino Fontoura assumisse em lugar do Bento Gonçalves. Posto onde  foi colocado Gomes Jardim, grande e fiel amigo de Bento Gonçalves, e em cuja casa em Guaíba (então Pedras Brancas ) preparou o assalto a Porto Alegre em 19set 1835 e local onde veio a falecer aos 60 anos ,de pleurisia. em 18 julho 1849..

Depois da Revolução Farroupilha segundo ainda J. Simões Lopes Neto funcionou em sobrado em Canguçu Velho, local que ele equivocadamente julgou, com apoio em falsa informação, “ou uma grande barriga” haver funcionado 1ª missão jesuítica no Rio Grande  do Sul, local que  em realidade foi a sede da Real Feitoria do o Linhocânhamo 1783/89. E ali funcionou  uma Tipográfia montada com material que imprimira o jornal Farroupilha O Povo e acionado pelo escravo Ricardo que em Piratini com ela trabalhara como tipógrafo do histórico jornal farrapo.

Em Canguçu Simões Lopes  Netto colheu que funcionou durante a Revolução Farroupilha a Loja Fidelidade e Esperança a principal Loja maçônica da República Rio Grandense que foi freqüentada por Bento Gonçalves e onde ele deixara segundo a Tradição  um malhte de jacarandá  que trouxe da Bahia, quando lá estivera preso.

Em Canguçu ao final da 

Em Canguçu antes de ser ocupado pela Ala Esquerda do Exército  Imperial, ali foi Delegado  Geral de Polícia o baiano Te, Cel Francisco José da Rocha que era então a maior  autoridadede maçõnica no Rio Grande do Sul.

E que Davi Canabarro só poude assumir  o comando do Exército Farrapo depois de ser elevado por ele a grau 18 pois ele possuía o grau maçônico 33.

Fato relevante e  desconhecido dos canguçuenses e  pricipalmente  por seus tradicionalistas foi que  a vitória de Antonio Netto em Seival foi conseguida com a sua Brigada Liberal, reforçada por Lanceiros Negros que a Revolução havia mobilizado. Brigada Liberal resultafo de transformaação em Brigada Liberal do Corpo de Guardas Nacionais do termo de Piratini constituido  por atuais piratinenses, canguçuenses ,pinheirenses, cerritenses e bageenses etc..

Brigada Liberal reforçada pelo Corpo de Lanceiros Negros que tinha como seu subcomandante  o legendário canguçuense Major  Joaquim teixeira Nunes 

Brigada que apoiaria Proclamação da Republica Rio Grandense no dia seguinte, 11 de setembro 1836, em Campo do Menezes então território de Piratini, pois ainda não existia Bagé com município.

Em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República Brasileira, influenciado pela República Rio Grandense, através de Júlio de Castilhos e Assis Brasil como reconheceu mais tarde.

 República cujo espírito  despertou em Campo de Menezes  apoiada por uma força militar integrada por cerca de ¼ de canguçuenses. Isto é fato notável da projeção de canguçuenses naqueles históricos dias 10 e 11 set 1836 em Seival e Campo do Menezes.

Hoje o Rio Grande do Sul e do Brasil tem um conhecimento mais preciso da Revolução Farroupilha graças a um filho adotivo de Canguçu, nascido em Cerro Pelado, em Cerrito atual o Tenente Farrapo Caldeira que o biografamos em Canguçu reencontro com a História , em  O Exército farrapo e os chefes e na edição histórica do Diário de Popular de Pelotas, de 20 set 1985..

Em 1983 abordamos Canguçu na Revolução Farroupilha em nosso citado livro Canguçu reencontro com a História  editado pelo IEL, quando Secretário de Cultura Luiz Carlos Barbosa Lessa, trineto de José Ignácio Moreira citado e que prefaciou o trabalho.

Neste livro depois de acurado pesquisa histórica em varios documentos e inclusive em ofícios e ordens do Dia do Barão de Caxias, conseguimos restaurar o que foi possibel de Canguçu na Revolução Farroupilha. 

E principalmente os combates de Canguçu, na região do Coronilha e do Morro do Ataque, atrás do Colégio N. S. Aparecida do outro lado do arroio onde até  bem  pouco eram notadas as trincheiras imperiais ali construídas e que J. Simões Lopes Neto registrou em 1912.

É necessário que as atuais gerações de canguçuenses preservem e divulguem estas tradições farrapas de Canguçu e particularmente o Magistério, estadual  e municipal. E quem sabe não seria isto uma gloriosa tarefa para o professores  e estudantes da Faculdade de História de Canguçu. Eu fiz a minha parte! E não foi tarefa facil . Mas ela  me enche de orgulho como canguçuense que de lá saiu há 53 anos para ingressar no Exército.

 Comunidade que possui  tradições mas as desconhece ou que as possui mas não as culiua e as transmite aos pósteros é como uma flor sem perfume que ninguém lhe da atenção.

A ausência da História de Canguçu no Programa  da TV Educativa mencionada no início confirma o que afirmamos ..

Toda a comunidade deve possuir identidade e perspectiva histórica o que lhe assegurada pelo conhecimento de sua História e Tradições .

Não pode ser uma nau, sem búrrola, a deriva no meio de uma tempestade que não sabe de onde veio ,aonde e que esta e para onde esta indo!! e para onde é que vai!

E para os canguçuense amantes de sua querencia duas palavras bastam. E aqui nesta Memória nº 2 cabe lembrar  o trabalho notável da professora Marlene Barbosa Coelho no resgate da Memória de Canguçu no Museu Municipal, que hoje abriga a Casa de Cultura que leva seu nome.

São patronos de cadeira da ACANHIS, o maior lanceiro e o  maior cronista de Decenio Heroico Teixeira Nunes e Caldeira.

Sinceros votos de que algum canguçuense guarde por muitos anos este Memória nº 2  para transmitir estes assuntos as futuras gerações, para que elas se orgulhem de seu torrão natal e não se decepcionem como aconteceu conosco ao concluir menino  que nascera num chão sem Tradição e História, o que eu provaria o contrario depois de muito pesquisar e escrever cedendo a uma vocação irresísítvel de historiador manifesta ainda menino.

Torrão natal onde para min  menino nada existia dessa definição do Rio Grande do Sul feita por J. Simões Lopes Neto e com qual  início os encontros do Instituto de História e Tradições ao Rio Grande do Sul(IHTRGS)..

“”Rio Grande do Sul onde a cada passo em teu chão se acorda um eco. Onde cada barranca de teus rios conhecem uma história.Onde cada coxilha testemunhou um fato histórico e onde cidade cada encerra em seu interior acontecimentos importantes. “

CANGUÇU NA REVOLUÇÃO FARROUPILHA 1835-45

A propósito de Programa sobre o Rio  Grande do Sul na TV Cultura  do Rio de Janeiro na semana 10/15 fevereiro  onde foram  focalizados aspectos históricos de quase todas as cidades da Zona Sul, com agradecimentos as suas instituições culturais (museus e bibliotecas) nada constou sobre Canguçu. E a culpa é de quem ?? Pergunta que deixo no ar !

Sobre Bagé focalizou o sítio da cidade pelos federalistas em 1893, local onde foi ferido  com um tiro de fuzil que atravessou o seu corpo, o jovem canguçuense e mais tarde prefeito de Bagé, Cel Juvencio Maximiano Lemos.

Nada mencionaram sobre o sítio do Rio Negro, uma espécie de  irmã  siamesa, do sítio de Bagé, onde canguçuenses da Cavalaria Civila serviço dos governos estadual e federal,ao comando ao Cel Maneco Pedroso foram  degolados por mercenários platinos a serviço dos federalistas. Fato confirmado  pelo canguçuense  mais tarde  General  Zeca Netto, patrono de cadeira na ACANDHIS, que lá esteve a caminho de Bagé para ajudar a levantar o sítio  integrando a Divisão do Sul, conforme abordamos na História da 3a RM 1889/1953.v.2.

E a minisérie A Casa das sete mulheres da Globo nos incentivou no clima por ela criado, de  evocar a memória dos farrapos  canguçenses Cel Joaquim Teixeira Nunes, a maior lança farrapa e o Tenente farrapo Manoel Joaquim Alves da Silva Caldeira, o maior cronista farrapo.

Quando estudante em 1938/43 no Colégio N. S. Aparecida em Canguçu, procurava nas histórias do Rio Grande do Sul a participação  de Canguçu na Revolução Farroupilha e encontrava só uma genérica informação sobre os 2 combates de Canguçu e nada mais. E pensava, a minha terra natal não tem nada registrado sobre isto e não tinha mesmo.

 A memória de sua participação na Revolução  Farroupilha só permanecia na Avenida 20 de Setembro pela qual caminhei por 7 anos a caminho e de retorno do Colégio Aparecida nela situado.

Mas pesquisando a História de Canguçu fui concluindo aos poucos  a sua participação destacada no Decênio Heróico, para passar a seus descendentes com o fizeram histoPelotas nº 4 de 1912 em que ele abordou uma síntese histórica do que então ouviu dos mais antigos canguçuense. Revista guardada por 45 anos por meu pai, Conrado Ernani Bento, desde os seus 24 anos, junto com outros  documentos históricos que me passou e que foram usados por J. Simões Lopes Neto .

Uma delas foi que a antiga cadeia de Canguçu, fora mandada  construir  pelo então Tenente Coronel Francisco Pedro Brusque de Abreu, alcunhado Chico Pedro ou Moringue, célebre guerrilheiro imperial  que a partir  de agosto de 1843, a mando do Barão  de Caxias passou a usar a vila de Canguçu como base militar da Ala Esquerda do Exército Imperial e de onde partia para suas operações militares.

Cadeia que permaneceu  municipal até por volta  de 1942, quando foi demolida para ser construída a nova, e hoje  antiga cadeia, ao lado do antigo Forum.

 Cadeia que Chico  Pedro mandava  avisar os  farrapos  que era uma “Casa de Hóspedes “a eles destinadas.

E ali esteve preso o carioca Coronel José Mariano de Mattos, o oficial do Exército que aderira a Revolução e que foi Ministrio da Guerra, Vice Presidente da República Rio Grandense e depois da Revolução, Ajudante General de Caxias na Guerra contra Oribe e Rosas e em 1864. Ministro da Guerra do Império. Oficial a quem se atribui  a autoria do brazão farrapo adotado desde 1891 pelo  Rio Grande do Sul.

Esta cadeia aparece em capa de nosso livro Canguçu 200 anos, entre a atual Casa da Cultura e o poste, junto a máquina fotográfica que a colheu.

Um fato notável foi que a igreja de Canguçu estava em ruínas e foi restaurada com o concurso de soldados do Exército e da Guarda Nacional da tropa de Chico Pedro e futuro Barão de Jacuí, por especial recomendação do Barão de Caxias, homem de fé robusta que esta ano se comemora o bicentenário de seu nascimento, cuja vida e obra evocarei em livro Caxias e a Unidade Nacional. 

E nesta equipe de restauração o religioso soldado do Exército o Preto Caxias  ao qual se atribui muitos milagres em Bagé conforme abordamos na História da 3ª Bda Mecanizada de Bagé, em 2002.

Canguçu foi criado municipio a pedido de Bernardo Pires, o simbolista farrapo que biografamos no livro Autoria dos Símbolos do RGS.(Recife, UFRPE 1971). Farrapo ilustre de que descendem em Canguçu os Pires Terres e os Pires Moreira, seus bisnetos.

Os primeiros funcionarios do município de Canguçu  foram:  Vicente Ferrer de Almeida,antigo oficial dos Lanceiros Negros Farrapos. Ele foi o primeiro secretário da Câmara;  José Ignácio Moreira, antigo 1º Secretário do Ministério  do Interior do Ministro Ulhoa Cintra, o gosth rigter  de Bento Gonçalves da Silva e professor Régio para meninos Antônio Joaquim Bento, sobrinho político de Vicente Ferrer Almeida , por ser sua tia a sua esposa..

Foi a citada cadeia que foi ocupada depois da Revolução, como Posto de Comando de uma Companhia  de Infantaria ao comando de Capitão Antonio de Sampaio, atual Patrono da Infantaria do Exército Brasileiro. Em Canguçu , em posição estratégica, entre as antigas capitais farrapas Piratini e Caçapava, tinha por missão assegurar a paz. 

E por longo período ali passou este cearense ilustre que foi ferido mortalmente em Tuiuti na Guerra do Paraguai, a frente de sua Divisão  Encouraçada, nome hoje denominação histórica  da 3a Divisão do Exército de Santa Maria  com apoio em estudo feito por nos a pedido de Pedro Calmon e publicado na Revista Infantaria da Academia Militar das Agulhas Negras, em 1978/80.

Bento Gonçalves era ligado por laços de parentesco e amizade a muitos canguçuenses com ao Ten Cel Florentino Souza Leite, ao qual dirigiu a sua última carta antes de atacar Posto Alegre,em 20 de set. 1835.

Muitas dos fatos  acontecidas em Canguçu, que foi desde 1831 distrito de Piratini, corriam como acontecidas em Piratini, a sede municipal. 

Relatos imperiais mencionam “ Canguçu como destrito de mais perigo e mais farrapo ” e que assim permaneceu sem ser dominado pelos imperiais por cerca de 8 anos.

Ignácio  José Moreira junto com um irmão Pedro foram  presos em Pelotas  por uma incursão imperial  ali realizada. Foi levado para Rio Grande e ali lá libertado junto com o irmão., conforme registro colhido no jornal O Povo E ambos muito jovens jovens  seriam uma espécie de 1º secretários dos ministérios do Interior e o da Guerra e Marinha em Piratini.

José Ignácio era genro de José Serafim da Silveira, o presidente da Câmara de Piratini que foi o Legislativo farrapo  por longo tempo e onde Bento Gonçalves foi eleito Presidente. 

E ao ser preso Bento Gonçalves, José Serafim,  por um artificio legal impediu que o vice presidente Paulino Fontoura assumisse em lugar do Bento Gonçalves. Posto onde  foi colocado Gomes Jardim, grande e fiel amigo de Bento Gonçalves, e em cuja casa em Guaíba (então Pedras Brancas ) preparou o assalto a Porto Alegre em 19set 1835 e local onde veio a falecer aos 60 anos ,de pleurisia. em 18 julho 1849..

Depois da Revolução Farroupilha segundo ainda J. Simões Lopes Neto funcionou em sobrado em Canguçu Velho, local que ele equivocadamente julgou, com apoio em falsa informação, “ou uma grande barriga” haver funcionado 1ª missão jesuítica no Rio Grande  do Sul, local que  em realidade foi a sede da Real Feitoria do o Linhocânhamo 1783/89. E ali funcionou  uma Tipográfia montada com material que imprimira o jornal Farroupilha O Povo e acionado pelo escravo Ricardo que em Piratini com ela trabalhara como tipógrafo do histórico jornal farrapo.

Em Canguçu Simões Lopes  Netto colheu que funcionou durante a Revolução Farroupilha a Loja Fidelidade e Esperança a principal Loja maçônica da República Rio Grandense que foi freqüentada por Bento Gonçalves e onde ele deixara segundo a Tradição  um malhte de jacarandá  que trouxe da Bahia, quando lá estivera preso.

Em Canguçu ao final da 

Em Canguçu antes de ser ocupado pela Ala Esquerda do Exército  Imperial, ali foi Delegado  Geral de Polícia o baiano Te, Cel Francisco José da Rocha que era então a maior  autoridadede maçõnica no Rio Grande do Sul.

E que Davi Canabarro só poude assumir  o comando do Exército Farrapo depois de ser elevado por ele a grau 18 pois ele possuía o grau maçônico 33.

Fato relevante e  desconhecido dos canguçuenses e  pricipalmente  por seus tradicionalistas foi que  a vitória de Antonio Netto em Seival foi conseguida com a sua Brigada Liberal, reforçada por Lanceiros Negros que a Revolução havia mobilizado. Brigada Liberal resultafo de transformaação em Brigada Liberal do Corpo de Guardas Nacionais do termo de Piratini constituido  por atuais piratinenses, canguçuenses ,pinheirenses, cerritenses e bageenses etc..

Brigada Liberal reforçada pelo Corpo de Lanceiros Negros que tinha como seu subcomandante  o legendário canguçuense Major  Joaquim teixeira Nunes 

Brigada que apoiaria Proclamação da Republica Rio Grandense no dia seguinte, 11 de setembro 1836, em Campo do Menezes então território de Piratini, pois ainda não existia Bagé com município.

Em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República Brasileira, influenciado pela República Rio Grandense, através de Júlio de Castilhos e Assis Brasil como reconheceu mais tarde.

 República cujo espírito  despertou em Campo de Menezes  apoiada por uma força militar integrada por cerca de ¼ de canguçuenses. Isto é fato notável da projeção de canguçuenses naqueles históricos dias 10 e 11 set 1836 em Seival e Campo do Menezes.

Hoje o Rio Grande do Sul e do Brasil tem um conhecimento mais preciso da Revolução Farroupilha graças a um filho adotivo de Canguçu, nascido em Cerro Pelado, em Cerrito atual o Tenente Farrapo Caldeira que o biografamos em Canguçu reencontro com a História , em  O Exército farrapo e os chefes e na edição histórica do Diário de Popular de Pelotas, de 20 set 1985..

Em 1983 abordamos Canguçu na Revolução Farroupilha em nosso citado livro Canguçu reencontro com a História  editado pelo IEL, quando Secretário de Cultura Luiz Carlos Barbosa Lessa, trineto de José Ignácio Moreira citado e que prefaciou o trabalho.

Neste livro depois de acurado pesquisa histórica em varios documentos e inclusive em ofícios e ordens do Dia do Barão de Caxias, conseguimos restaurar o que foi possibel de Canguçu na Revolução Farroupilha. 

E principalmente os combates de Canguçu, na região do Coronilha e do Morro do Ataque, atrás do Colégio N. S. Aparecida do outro lado do arroio onde até  bem  pouco eram notadas as trincheiras imperiais ali construídas e que J. Simões Lopes Neto registrou em 1912.

É necessário que as atuais gerações de canguçuenses preservem e divulguem estas tradições farrapas de Canguçu e particularmente o Magistério, estadual  e municipal. E quem sabe não seria isto uma gloriosa tarefa para o professores  e estudantes da Faculdade de História de Canguçu. Eu fiz a minha parte! E não foi tarefa facil . Mas ela  me enche de orgulho como canguçuense que de lá saiu há 53 anos para ingressar no Exército.

 Comunidade que possui  tradições mas as desconhece ou que as possui mas não as culiua e as transmite aos pósteros é como uma flor sem perfume que ninguém lhe da atenção.

A ausência da História de Canguçu no Programa  da TV Educativa mencionada no início confirma o que afirmamos ..

Toda a comunidade deve possuir identidade e perspectiva histórica o que lhe assegurada pelo conhecimento de sua História e Tradições .

Não pode ser uma nau, sem búrrola, a deriva no meio de uma tempestade que não sabe de onde veio ,aonde e que esta e para onde esta indo!! e para onde é que vai!

E para os canguçuense amantes de sua querencia duas palavras bastam. E aqui nesta Memória nº 2 cabe lembrar  o trabalho notável da professora Marlene Barbosa Coelho no resgate da Memória de Canguçu no Museu Municipal, que hoje abriga a Casa de Cultura que leva seu nome.

São patronos de cadeira da ACANHIS, o maior lanceiro e o  maior cronista de Decenio Heroico Teixeira Nunes e Caldeira.

Sinceros votos de que algum canguçuense guarde por muitos anos este Memória nº 2  para transmitir estes assuntos as futuras gerações, para que elas se orgulhem de seu torrão natal e não se decepcionem como aconteceu conosco ao concluir menino  que nascera num chão sem Tradição e História, o que eu provaria o contrario depois de muito pesquisar e escrever cedendo a uma vocação irresísítvel de historiador manifesta ainda menino.

Torrão natal onde para min  menino nada existia dessa definição do Rio Grande do Sul feita por J. Simões Lopes Neto e com qual  início os encontros do Instituto de História e Tradições ao Rio Grande do Sul(IHTRGS)..

“”Rio Grande do Sul onde a cada passo em teu chão se acorda um eco. Onde cada barranca de teus rios conhecem uma história.Onde cada coxilha testemunhou um fato histórico e onde cidade cada encerra em seu interior acontecimentos importantes.

 


Última alteração em 07-03-2006 @ 09:35 pm

[ Envie esta História para um amigo! ]

 
Comentar
Comentar
Veja mais
Veja mais
Perfil do usuário colaborador
Perfil do usuário colaborador
Envie uma Mensagem Privada
Envie uma Mensagem Privada