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O Bombeiro-Militar de São Paulo
Inserido por: Coordenador
Em: 05-03-2007 @ 09:54 am
 

 

No tempo em que a Capital da Província não chegava a cobrir três colinas, em que as construções começaram a ser mais valiosas, começou-se a pensar em combater as chamas. Em caso de incêndio, mulheres, homens e crianças ficavam em fila, e, do poço mais próximo iam os baldes passando de mão em mão, até chegarem ao prédio em chamas. Em 1851 foram aprovadas as primeiras posturas municipais relativas aos casos de fogo, tomadas em conseqüência de um incêndio havido em dezembro de 1850, na Rua do Rosário, hoje XV de Novembro, com a aquisição de 2 bombas que não foram utilizadas até 1862, pois nesses 12 anos, não ocorreu um único incêndio. Em 1870, novo incêndio, nova "turma de bombeiros", e, mais 7 anos sem ocorrências.A 10 de março de 1880, começaram oficialmente os trabalhos de extinção de incêndio na Capital do Estado de São Paulo, com a criação da Seção de Bombeiros composta de 20 homens.

Leia a íntegra da lei:

"Artigo 1º - Fica o governo da província autorizado a organizar desde já uma Secção de Bombeiros, anexa à Cia de Urbanos da capital e a fazer aquisição de maquinismo próprio para a extinção de incêndios."
"Artigo 2º - Para essa despesa, é o governo autorizado a abrir um crédito de 20:000$00, revogadas as disposições em contrário."

A Seção criada ficou ocupando uma parte do prédio onde funcionava a estação central da Companhia de Urbanos, na Rua do Quartel (hoje Rua 11 de Agosto), sendo requisitado o material necessário para sua formação.

O Chefe de Polícia, Dr. João Augusto de Pádua Fleuri, incumbido pelo Presidente da província, foi à Capital do país a fim de providenciar os materiais necessários para o levantamento do núcleo de bombeiros.

Trouxe ele duas bombas vienenses, uma das quais doada pelo governo Imperial, que eram muito importantes, pois tinham força suficiente para projetar água ao telhado de prédios de 2 (dois) andares (construção de taipa, com altura de 8 a 9 metros). Foram também adquiridos na época, pipas, mangueiras e outros materiais necessários à extinção de fogo.

Da então Capital do país vieram alguns homens que haviam servido no Corpo de Bombeiros local, que, com alguns recrutas de São Paulo, completaram o efetivo do núcleo de soldados do fogo. O primeiro comandante da Seção, em 1887, depois de muitos pedidos, secundado pelo Chefe de Polícia, recebeu da Corte mais alguns aparelhamentos. Esses materiais vieram preencher falhas de que se ressentia a Seção. Entre elas veio para São Paulo a primeira bomba a vapor, denominada "Greenwich".

Surgiu, então, o problema da acomodação do material adquirido, que não seria possível no prédio da Central de Urbanos. Em vista disso, em 1887, a Seção foi transferida para o prédio da Rua do Trem (hoje Rua Anita Garibaldi, local da atual sede do Corpo de Bombeiros).

Em 1888, já era insuficiente o efetivo de 20 homens e, por isso, o governo provincial elevou a 30 o número de praças.

Naquela época, os avisos de incêndios eram transmitidos por meio de rebates nos sinos das igrejas ou por comunicações verbais de particulares, que corriam até a porta do quartel de bombeiros para tal fim.

Até a proclamação da república, a Seção de Bombeiros de São Paulo teve três comandantes, o primeiro deles foi o tenente José Severino Dias, que assumiu o comando em julho de 1880, iniciando de imediato os trabalhos de organização dos serviços de combate a incêndios, de instrução e da instalação da Seção. Procedia do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, onde tinha o posto de alferes. Em 1883, a pedido, foi substituído por poucos dias e interinamente, pelo Tenente Manoel José Branco, do Corpo Permanente da Guarda Urbana. Logo depois, foi nomeado o Tenente Alfredo José Martins de Araújo, que era também oriundo do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

Após um aumento brusco no efetivo sem o tempo necessário para o treinamento e instrução dos novos bombeiros, que num total de 168 homens compunham a então Companhia de Urbanos, em outubro de 1891 assume o comando o capitão José Maria O’ Connel Jersey, um rígido e disciplinado oficial de engenharia que a dissolve, reorganiza, e cria em 14 de novembro do mesmo ano, o Corpo de Bombeiros com 240 homens melhor selecionados.

Nesse período, a Companhia Telefônica montou 50 aparelhos para agilizar o aviso de incêndio. No local da ocorrência era utilizada a corneta e nas ruas era usado o sistema alemão que só seria desativado por volta de 1920. São também criadas as oficinas de conserto e manutenção dos materiais que o Corpo já dispunha.

Em abril de 1896 são inauguradas 50 caixas de aviso e incêndio chamadas "Linhas Telegráficas de Sinaes de Incêndio" com aproximadamente 70 Km de extensão, operadas por civis graduados militarmente.

Em 1910, foram adquiridos na Inglaterra os primeiros veículos automotores, junto à empresa Merrryweather & Sons, num total de seis (três para o combate ao fogo), a serem entregues em 1911, ano em que foi inaugurado o popular sistema de alarme Gamewell, americano, com 146 caixas e que sob a manutenção do Corpo funcionou por mais de quatro décadas.

Todo o material de tração animal foi desativado em 1921. Com o desenfreado crescimento da cidade, porém, os automóveis adquiridos não eram suficientes. Entra em cena então a criatividade dos bombeiros. Foram aproveitadas duas bombas a vapor que pertenciam ao equipamento recém aposentado e adaptadas sobre dois chassis (Mercedes Saurer e Fiat), e o Corpo ganhou mais dois veículos. Um oficial chamado Affonso Luiz Cianciulli (que mais tarde chegaria a comandar a instituição) projetou e custeou do próprio bolso o desenvolvimento de uma bomba, que se tornou o primeiro equipamento de combate a incêndios fabricado no Brasil. Batizado de "Bomba Independência", fez sua apresentação no desfile da Pátria de 1922.

Os bombeiros começaram a se expandir para o interior em 1943, através de acordos com as municipalidades, iniciando um processo de organização a nível estadual. Existiam no efetivo dessa época 1212 homens.

Em 1955 é inaugurada a rede de rádio, facilitando a comunicação entre as viaturas e o quartel, que informava o melhor caminho, a evolução da ocorrência, centralizava os pedidos e os distribuía de forma racional entre os Postos. Um ano depois foram desativadas as caixas de alarme, mas o seu sucessor, o telefone, ainda não atendia totalmente as necessidades da população. Havia poucos aparelhos e o número não era de fácil memorização. Somente 23 anos depois seria adotado o número de emergência 193.

Em 1964 inaugura-se a Companhia Escola e é criado o Curso de Bombeiro para Oficiais. Em 1967 a Estação Central (localizada à Praça Clóvis Bevilácqua) é demolida para a edificação de uma nova, concluída somente em 1975.

Reflexo dos catastróficos incêndios dos edifícios Andrauss (1972) e Joelma (1974) onde centenas de vidas foram ceifadas, são importados auto-bombas, auto-escadas, auto-plataformas, veículos de comando e de apoio e todas as viaturas passam a contar com rádio, além do aperfeiçoamento das exigências legais quanto aos aspectos de prevenção de incêndios.

Em 1990, visando melhorar a qualidade do atendimento pré-hospitalar das ocorrências de salvamento, é implantado o sistema de Resgate na Grande São Paulo e em mais 14 municípios, contando com pessoal, veículos especializados e apoio de helicópteros.

Fonte: Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo

 


Última alteração em 05-03-2007 @ 09:54 am

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