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Illuminatione Riograndenses
Inserido por: Professor
Em: 06-16-2007 @ 08:25 pm
 

 
ILLUMINATIONE RIOGRANDENSES Creio ser umas das funções precípuas de qualquer ser humano, e muito mais dos historiadores e das pessoas afeitas as áreas correlatas, o registro pormenorizado dos fatos, eventos e situações que dignificam e revestem nossas ações e proposições de significado e de substancialidade. Dentro desse contexto se torna igualmente importante o relato mais amplo das nossas experiências vivenciais, não apenas dos acontecimentos grandiloqüentes – da mera e pura apreciação do macrocosmos – e, na grande maioria dos casos, dos objetos de estudo impessoais e distantes da nossa realidade presencial e imediata, mas também daquelas ocasiões em que interagimos diretamente com a construção de momentos ímpares e, porque não afirmar, de relevada significância histórica; pelo seu conjunto e pela sua abrangência. Ouso citar dentro desse meandro duas contribuições meritórias. O grande general e estadista romano Júlio César nos legou o magistral BELLUM GALLICUM, retratando não apenas a sua visão da vitoriosa, porém não menos atribulada e tempestuosa campanha das Gálias, de cujas linhas podemos retirar muito mais do que detalhamentos de táticas militares, pois encontramos transcritas as impressões, opiniões, angústias e o choque de culturas e de noções de civilização de um homem que viveu tais dilemas dia-a-dia no desenrolar da sua épica empreitada. Nós brasileiros temos muito do que nos orgulharmos pela soberba descrição da Guerra de Canudos, feita por Euclides da Cunha em OS SERTÕES, dissecando tanto a alma dos combatentes de ambos os lados como expondo uma visão de mundo e de época que possibilita uma melhor e mais abalizada compreensão da gama de circunstâncias e de desdobramentos que pavimentaram toda sua trajetória; quase como nos transportando aos locais e as ações imortalizadas pelo seu fulgor literário. Nessa esteira, me comprometo a buscar traçar, de forma lógica e realística, a sucessão de acontecimentos, e mais importante ainda, dos valorosos e destacados novos amigos arregimentados, unidos e irmanados na causa comum da vitória da verdade histórica contra as armadilhas do obscurantismo ideológico e apóstata da razão e da ciência, no curto período de três dias da minha estada nas ermas plagas do portentoso Rio Grande do Sul. Por se tratar de um relato histórico, datas, nomes, eventos e considerações se fazem essenciais para que se possa estruturar fatos por demais interligados. Na honrosa condição de Delegado da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), Delegacia Tenente-Brigadeiro Nelson Freire Lavenère-Wanderley, em Santos Dumont, nas Minas Gerais, fui presenteado com o convite de realizar, em Caxias do Sul, a primeira outorga das Medalhas do Mérito Dragões Reais das Minas. Não fugindo as responsabilidades inerentes ao cargo, e aproveitando a oportunidade para conhecer e sentir a renomada e folclórica energia que flui da nossa aguerrida fronteira sul, deixei as montanhas da Mantiqueira e fui “assestar armas” com meus pares da Serra Gaúcha. Sem receio de ser piegas, mesmo que morando na terra do Pai da Aviação, do grande gênio da humanidade, Alberto Santos Dumont, confesso que na oportunidade realizei meu primeiro vôo comercial – na minha infância, por duas vezes, voei nos mais singelos “teco-tecos”, tendo sido somente essa minha experiência longe da segurança do chão até então. Chegando a Porto Alegre, no início da tarde de 30 de maio do corrente ano, me desloquei imediatamente, de ônibus, para Caxias do Sul, onde fui recebido pelo representante local da ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra), o Sr. Marco Antônio Tronca. Depois de confortavelmente instalado no Hotel Samuara, participei nessa mesma noite de um jantar comemorativo do Curso Especial de Gestão de Defesa, promovido pela ESG (Escola Superior de Guerra), e o primeiro a ser realizado fora do eixo Rio de Janeiro- São Paulo- Brasília, onde procedi a entrega de Medalhas dos Dragões Reais das Minas, e de Diploma de Sócio Correspondente da Delegacia da AHIMTB (Sr. Marco Antônio Tronca) e de Diplomas de Colaborador Benemérito do Museu Marechal Manoel Luiz Osório – do 4° Esquadrão de Cavalaria Mecanizado – e da Delegacia da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – AHIMTB –, a distintas figuras da sociedade local. Abro espaço aqui para destacar as qualidades singulares e a presença marcante do Sr. Marco Antônio Tronca. Portador de uma vivacidade contagiante, de uma bondade exorbitante e de uma educação e polidez exemplares, além de um dinamismo tal – que se tivesse sido contemporâneo de Enrico Fermi poderia muito bem ter-lhe inspirado nas pesquisas atômicas e no Projeto Manhattan, tamanha a energia positiva que emana –, que lhes conferem, com a mais absoluta e irrestrita justiça, a confiança e o respeito dos seus confrades e companheiros de curso, bem como, é claro, a nossa indelével admiração. É para nós, da Delegacia Tenente-Brigadeiro Nelson Freire Lavenère-Wanderley, uma distinção e um privilégio tê-lo como nosso Sócio Correspondente, em Caxias do Sul. Similares adjetivos, porém incompletos, são extensivos aos seus familiares, nas pessoas da sua simpática esposa Cristina e do seu vivaz filho Júlio César; uma nobre família ítalo-brasileira, na acepção mais ampla que o termo comporte e denote relevância para tanto. O dia 31 de maio foi dividido em três etapas distintas. Um reconhecimento turístico por Caxias do Sul, conduzido com irretocável maestria, e primorosa seleção de locais, pelo Sr. Alvino Melquides Brugalli e por sua alegre e meiga esposa Dona Adelina. Na parte da tarde, um momento de lazer com uma breve visita a bela e acolhedora cidade de Gramado. A noite foi reservada para um apetitoso e pantagruelístico jantar na acolhedora cantina da Famiglia Gelain, a convite do Sr. Marco Antônio Tronca e família. Dono de uma jovialidade atemporal, de uma presença marcante e de um arcabouço cultural invejável o Sr. Alvino Melquides Brugalli, acadêmico e representante da AHIMTB em Caxias do Sul – Delegacia General Morvalde Calvet Fagundes –, nos serve de inspiração e de referencial para futuros passos e novas empreitadas da nossa Delegacia de Santos Dumont. Esperamos ter captado o mínimo que seja dos bons fluídos que irradiam da sua alma generosa, do seu grande amor pelo saber e da sua enorme genialidade e potencialidade, pois, assim sendo, iremos crescer por demais e enriquecer infinitamente a nossa caminhada enquanto seres humanos, cidadãos cônscios e historiadores / pesquisadores militares. Na manhã de 01 de junho, nos deslocamos, uma vez mais de ônibus, para Porto Alegre. Participamos de novo evento de outorga de Medalhas do Mérito dos Dragões Reais das Minas, dessa feita na quadra coberta da Academia de Polícia Militar (APM) de Porto Alegre (Brigada Militar), devido ao mau tempo, oportunidade em que fui condecorado com a Cruz da Vitória dos Combatentes Poloneses – da SPK –, posteriormente participamos de um típico churrasco gaúcho ofertado pelo comando da citada Academia. Cabe citar o elevado grau de cordialidade dispensado pelo Coronel Barcellos, pelo Tenente-Coronel Silanus – comandantes da APM – e pelo Capitão Boeira, dentre outros, desde o nosso primeiro minuto nas dependências da Academia Coronel Mariante, de formação de oficiais da Brigada Militar, que fiéis ao lema da APM “Fé, Ciência, Valor, Disciplina” nos relataram novas e diletas metas para o maior aprimoramento dos seus quadros de cadetes, e da corporação como um todo, e a melhoria dos serviços prestados à população. Registramos as presenças dos integrantes dos Veteranos da Associação Brasileira dos Integrantes do Batalhão Suez, do Rio Grande do Sul (ABIBS-SUL) e dos simpáticos representantes da Associação dos Ex-Combatentes Poloneses (SPK), nas figuras inesquecíveis dos Senhores Marjan Zuba – Presidente da Seção da SPK do RS, veterano do desembarque da Normandia junto com o Exército Polonês sob comando britânico, voluntário do Brasil – e Wojciech Plewinski – Secretário da Seção da SPK do RS, ex-combatente polonês da Segunda Guerra Mundial, veterano do Levante de Varsóvia –, verdadeiras aulas vivas de História e de amor pela causa a que se propuseram a defender, bem como a memória que com seus irmãos em armas diuturnamente se batem por preservar. Ficamos felizes com a mais que perfeita observação feita pelos citados comandantes da Academia da Brigada Militar sobre a importância da outorga de medalhas, avalizada por todos os presentes, como instrumento de manutenção e resgate de feitos e períodos históricos e, principalmente, como incentivo para que as novas gerações continuem a reverenciar aqueles que se dispuseram aos mais extremos sacrifícios em nome de ideais maiores que sua própria integridade física; e que, por extensão, aguce o prazer pela aprimoração do estudo cívico, histórico e militar. A participação primordial, e as solicitude e cortesia veementes, do Sr. César Ataídes Figueira Torres, tanto no evento de Caxias do Sul como no de Porto Alegre, somadas a sua redobrada empreitada, juntamente com o Sr. Marcos Tronca, que tornou possível nossa jornada no Sul do Brasil, certamente não podem passar em brancas nuvens. Mesmo antes de travarmos contato direto e pessoal, nós da Delegacia Tenente-Brigadeiro Nelson Freire Lavenère-Wanderley já admirávamos sua inenarrável capacidade artística, um dom divino que, sem exageros e incongruências, lhe confere a sublime condição de virtuose, algo bem próximo de um Michellangelo, de um Rafael, de um Da Vinci, e de outros tantos outros gênios precoces e imensuráveis. Duas das suas incontáveis obras de arte foram gentilmente cedidas ao nosso acervo, e sem as quais a missão que nos foi confiada quando ainda na fase embrionária da nossa Delegacia da AHIMTB não estaria as raias de se tornar completa. A Medalha do Mérito dos Dragões Reais das Minas, e o seu correspondente Diploma, por si só, são mais do que suficientes para atestar o altíssimo grau artístico e de sofisticação do seu progenitor; fato esse comprovado pelas expressões de admiração de quem teve a honra de receber ambas distinções. Para eliminar quaisquer dúvidas sobre sua genialidade e polivalência, empreendeu o projeto do Estandarte Histórico dos Dragões Reais das Minas, aprovado pelo Departamento de Heráldica do CEDOC (Centro de Documentação do Exército), com pequeno ajuste nas letras do dístico, e que irá ser o destaque da cerimônia de outorga das Medalhas do Mérito dos Dragões Reais das Minas e da incorporação do mesmo como “marca registrada” do 4º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado; solenidade essa que sem presença do seu criador, e de outros amigos sulistas, tornar-se-á tristemente vazia e incompleta. Nesse ínterim, visitamos o Museu da Brigada Militar, capitaneados pelo elucidativo, inteligente e atencioso Soldado Medina, também historiador e museólogo, um passeio pela história de tão exemplar e diferenciada corporação. A dedicação, o rigor científico e o esmerado cuidado demonstrado na organização e distribuição do seu acervo, bem como na precisão didático-pedagógica da apresentação ao público, habilmente implementadas e constantemente aperfeiçoadas por toda a equipe da Major Najara, certamente serão lições muito úteis para nossos esforços na melhoria do Museu Marechal Manoel Luiz Osório – 4º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado. Devido ao curto espaço de tempo não nos foi possível visitar o Colégio Militar de Porto Alegre, fato esse que nos privou de retomar contato com o Coronel Caminha, emérito Professor de História dessa afamada Instituição de Ensino, e Vice-Presidente da AHIMTB, iniciado na cerimônia de outorga de Medalhas e entrega de Diplomas em Caxias do Sul. Nossas lembranças se voltam agora ao jovem sociólogo e Soldado da Brigada Militar, Marcio Fernando Siteneski, que nos recepcionou na nossa chegada a Porto Alegre e que foi nosso cameraman na cerimônia na APM, não apenas pela sua educação esmerada, voluntariedade espontânea, sorriso pueril e sinceridade das suas ações e palavras, mas pelo carinho, atenção e dedicação naturais aos membros da SPK e pelo comprometimento instantâneo que demonstrou pela nossa missão na sua receptiva terra. No limiar da tarde-noite porto-alegrense dirigimo-nos ao aeroporto, conduzidos pelo atencioso Soldado Perez Machado (Brigada Militar), e retornamos ao Rio de Janeiro, e daí às ternas e acolhedoras montanhas das Minas Gerais. Quando digo nós refiro-me ao fato que minha esposa se fez presente em todas as etapas desse relato. Parafraseando uma assertiva primorosa do Sr. Marjan Zuba (SPK-RS) “A única coisa fria no Sul é a temperatura, não a sua gente”, complemento essa narrativa exortando as qualidades que tanto enaltecem os bravos e peleadores – no sentido de aguerridos e combativos – irmãos gaúchos. Enquanto que, infelizmente, muitos brasileiros se deixam hipnotizar pelo canto verborrágico e sofismático das “sereias” do gramscismo, infantilmente trocando valores amalgamadores como civismo, nacionalismo e patriotismo, por vendetas ideológicas putrefatas, calcadas nas idiossincrasias de um neocaudilhismo paternalista e desagregador, foi-me dada a benção de conviver, mesmo que por curto espaço de tempo, com cidadãos conscientes e dispostos a dissipar a nefasta névoa que turva a visão de um horizonte que teima, e que se nada for feito continuará, a desabar bem a nossa frente. Nos eventos de Caxias do Sul e de Porto Alegre rejubulei-me ao constatar que aquela chama, aquele fogo purificador se fazia crepitar no brilho dos olhos dos presentes, invertendo a lógica do mito da caverna do platonismo ao refletir não uma pálida sombra da realidade, mas a luz do saber e do entendimento que ao longo dos séculos alimentou a farol que sempre guiou a humanidade nos momentos críticos onde as trevas buscaram se interpor a iluminação da razão. O exercício do Livre Arbítrio (liberdade moral) também se fez notar de forma resoluta e consciente, um tributo, mesmo que indireto e / ou sem o devido conhecimento da obra, as ponderações do filósofo Artur Schopenhauer, sem o dissociar das liberdades física e intelectual, e ainda ratificando uma das máximas de Malebranche de que “A liberdade é um mistério”. Transcendendo nossas preferências políticas e ideológicas, e comungando de um ideal e postura comuns, estou certo de termos o Brasil como o único partido, e causa, válido de militância. O deslocamento de uma coluna dos Dragões Reais das Minas que originou os Dragões do Rio Grande é, sem dúvida, um motivo de soberbo orgulho para nós, e um forte vínculo que nos une aos valorosos, impolutos e garbosos confrades e concidadãos sulistas que sempre guarneceram com bravura, e solidez de caráter, nossa fronteira meridional. Encerro reafirmando que não se trata de uma narrativa em hipérbole, por termos mais elogiosos e altivos que contenha, pois não há como retratar e externar todos os acontecimentos, fatos e eventos vivenciados, além das considerações atinentes, sem o uso de tais expressões; ressaltando que as mesmas, na maioria das vezes, encontram-se muito aquém do real significado que deveriam repassar e imortalizar. CLEBER ALMEIDA DE OLIVEIRA – PROFESSOR / DELEGADO AHIMTB
 


Última alteração em 06-16-2007 @ 08:25 pm

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