Olá Visitante! Junte-se a nós! ou Entre para inserir uma História Militar.
[ Anuncie Já | Fórum | Blogs | Bate-Papo | Ajuda | Proposta ]
 
Página PrincipalPortal Militar Escute hinos e canções militares na Rádio do PortalHinos Fórum do Portal MilitarFórum Blogs Hospedados no PortalBlogs Converse no chat com militaresBate-Papo Videos do YoutubeVideo ArtigosArtigos AgendaAgenda Hotel de TrânsitoHotel Deixe um mensagem para todos do portal.!Fonoclama EntrarEntrar! Junte-se a nós!Junte-se a nós!
  Ir para Página Principal do Portal Militar
 
   
 
[ Todos as Histórias | Todos os Colaboradores | Os últimos 20 Colaboradores ativos ]

[ Dúvidas | Política de Publicação | Busca avançada ]

Usuários Colaboradores podem enviar Histórias Militares ou relacionadas, além de poder comentar as Histórias enviadas por outros usuários!
© Todos os direitos reservados aos seus autores. Esta material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização de seus autores. As opiniões expressas ou insinuadas nesta revista pertencem aos seus respectivos autores e não representam, necessariamente, as do Portal Militar.com.br ou de quaisquer outros órgãos ou departamentos do governo brasileiro.
 

 
Bicentenário do Patrono da Marinha e do 6º GAC de Rio Grande, seu berço natal
Inserido por: GrupoGuararapes
Em: 10-22-2007 @ 04:32 pm
 

 

BICENTENÁRIO DO PATRONO DA MARINHA E DO 6º GAC DE RIO GRANDE, SEU BERÇO NATAL

Cel Cláudio Moreira Bento

Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e do IHTRGS

 

 

Almirante Tamandaré

 

 


O Almirante Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré – O Nelson Brasileiro, é por tradição cultuado patrono da Marinha do Brasil, e hoje, no Exército, como denominação histórica, ou patrono, de seu 6º Grupo de Artilharia de Campanha. Pela Marinha, por ele “...representar na História Naval Brasileira a figura de maior destaque dentre os ilustres oficiais de Marinha que honraram e elevaram a sua classe. E que, neste dia, deveria a Marinha render-lhe as homenagens reclamadas por seus inomináveis serviços à liberdade e união dos brasileiros, demonstrando que o seu nome e exemplos continuam bem vivos no coração de quantos sabem honrar a impoluta e gloriosa farda da Marinha Brasileira”.

Pelo Exército, pela Força Terrestre considerá-lo o maior herói militar brasileiro nascido na cidade de Rio Grande, sede de seu 6º Grupo de Artilharia de Campanha.

Por seus quase 67 anos de heróicos, legendários e excepcionais serviços foi, por tradição, consagrado o patrono da Marinha, e a data de seu nascimento o Dia do Marinheiro.

O futuro Almirante Tamandaré ingressou na Marinha em 4 Mar 1823, aos 16 anos, tendo sido designado para servir a bordo da fragata “Niterói”, como praticante de piloto, e combateu na guerra da Independência, na Bahia, em 1823.

Terminada a guerra, em que se destacou, freqüentou por quase um ano a Academia Imperial dos Guardas-Marinha, até ser requisitado para embarcar na nau “D. Pedro I”, destinada a combater a Confederação do Equador, no Nordeste. Nestas ações se impôs à admiração e estima dos seus chefes, que atestaram que, ao tempo de sua participação na guerra da Independência “já possuía condições de conduzir uma embarcação a qualquer parte do mundo”.

Segundo Gustavo Barroso: “Foi Tamandaré marinheiro do primeiro e segundo Império, que vira o Brasil Reino, guerreara na Independência, no Prata, tomara parte ao lado da lei em quase todas as convulsões da Regência, criara e legara a vitória no Uruguai e no Paraguai à Marinha, do segundo Império, assistira à Proclamação da República, à Revolta na Armada, pisara o convés de tábuas dos veleiros e na coberta chapeada de ferro dos encouraçados, vira a nau e o brigue, o vapor de rodas e o monitor e a couraça e o torpedeiro destinada  a vencê-la”.

Tamandaré lutou na Guerra da Cisplatina (1825-28), inclusive no comando de dois navios, aos 20 anos, quando capturou em ação os barcos adversários “Ana” e “Ocho de Febrero”, além de haver lutado bravamente em Corales e Lara Quilmes. 

Teve atuação febril no combate a Setembrada (Set 1831) e Abrilada (Abr 1832) e Praieira (1848) em Pernambuco, Sabinada (1835) na Bahia e Balaiada (1841), no Maranhão. Ali comandou as forças navais, quando, em apoio a Caxias, desempenhou ação decisiva no campo logístico e operacional.

Manteve ação brilhante direta na guerra contra Aguirre, em 1864, e destacada na guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1865-70), até 22 Dez 1866.

Seu maior feito militar foi haver comandado a conquista da cidade oriental de Paissandú, em 1 e 2 Jan 1865. Vitória que assegurou ao Brasil posição estratégica de real valia na vigilância de fronteira, além de com ela abrir os portos à posse de Montevidéu, conseguida com o acampamento do nosso Exército em Fray Bentos e de nossa Marinha no porto de Montevidéu.

Em 11 Jun 1865 travou-se a vitoriosa batalha do Riachuelo, a maior batalha naval da América do Sul, vencida pela 2ª e 3ª divisões da Esquadra Brasileira, sob o seu comando, e então comandada pelo Almirante Barroso, que neutralizou a capacidade ofensiva estratégica do inimigo.

Tamandaré, depois de relevantes serviços no comando da Esquadra Brasileira em operações, passou o comando da mesma, em Curuzú, encerrando, assim, mais de 30 anos de assinalados serviços à Segurança do Brasil, passando a prestar, até 20 Jan 1890, data de sua reforma, outras funções, depois de quase 67 anos de notáveis serviços à administração naval.

Tamandaré nasceu em 13 Dez 1807, em Rio Grande. Sua infância, meninice e parte da adolescência transcorreu debruçado no sangradouro da Lagoa dos Patos, onde desenvolveu grande habilitação em natação e aprendeu navegação. Inúmeras vezes cruzou o canal que mais tarde mapeou, como capitão, em vai e vem, entre  as vilas de São José do Norte e Rio Grande.

Seu padrinho de batismo foi o legendário fronteiro Marechal Manoel Marques de Souza, precursor da Independência e que guiara, como tenente, as tropas de terra e mar que reconquistaram, em ação conjunta, ao comando do Tenente General Henrique Böhn, a partir de São José do Norte, a Vila do Rio Grande, em 1º Abr 1776, há 13 anos em poder dos espanhóis. Seu padrinho é hoje denominação histórica da 8a Brigada de Infantaria Motorizada em Pelotas, a qual é integrada pelo Grupo de Artilharia Almirante Tamandaré, com parada em Rio Grande, sendo hoje, a Brigada, comandada pelo Gen Bda Roberto Sebastião Peternelli.

O velho, experimentado, audaz, corajoso lobo do mar brasileiro, Almirante Tamandaré, âncora da lei, baluarte defensor da Nacionalidade, findou sua existência aos 88 anos, em 20 Mar 1897, no Rio de Janeiro. Dispensou honras fúnebres. Seis marinheiros de sua gloriosa e querida Marinha o transportaram da sua casa ao carro fúnebre. Tamandaré sublimou as Virtudes Militares de Bravura, Coragem, Honra Militar, Desprendimento, Devoção e Solidariedade. Sobre Solidariedade escreveu Gustavo Barroso:

“A esse homem, que nascera predestinado às lides guerreiras, o destino reservara miraculosas salvações de navios e pessoas. Fizera-as já no Rio da Prata, nas águas plúmbeas da Patagônia, acabava de fazê-las no Mar Dulce da Amazônia, fá-las-ia ainda nos mares da Europa e do Brasil”.

É com muita satisfação que a AHIMTB e o IHTRGS participam das justas homenagens a este grande herói através do Informativo O GAÚCHO.

(Foto de Tamandaré retirada do Caderno de História do Memorial do RGS, nº 34)

 


Última alteração em 10-22-2007 @ 04:32 pm

[ Envie esta História para um amigo! ]

 
Comentar
Comentar
Veja mais
Veja mais
Perfil do usuário colaborador
Perfil do usuário colaborador
Envie uma Mensagem Privada
Envie uma Mensagem Privada