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O “Brinde do copo d'água”
Inserido por: ACMA
Em: 10-01-2008 @ 04:29 pm
 

 

         Para compreender porque foi instituído esse brinde é conveniente a leitura do seguinte trecho de DIONÍSIO CERQUEIRA, em suas “REMINISCÊNCIAS DA CAMPANHA DO PARAGUAI”:

          Continuava-se, porém, a beber água das cacimbas rasas, cavadas no areal; água poluída pela vizinhança de cadáveres, amarelenta e grossa. Dir-se-ia ter laivos de pus.

         Contava-se que o Marquês bebia água da Carioca, que lhe mandavam do Rio em pipas.

         A melhor cacimba do Tuiuti era a do Coronel Carlos Betzebé de Oliveira Neri, um fidalgo. Era profunda e para chegar ao mirador descia-se por uma escada tortuosa. Abriu-a no meio de um jardim de flores silvestres que ele próprio cultivava.

         O bravo oficial comprazia-se em ver as florinhas desabrocharem frescas e louçãs, na pequenina área do medonho campo de batalha como um protesto contra a morte e a dor.

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         Além de má e repugnante, a água era quente. Para refrescá-la, cavavam buracos nas barracas e nas ramadas, onde enterravam os garrafões cheios.

         Mandei abrir um na minha tenda. Meu garrafão era pequeno e sem angarilha; não era preciso cavar muito.

         Mal tinha o camarada chegado a um palmo de fundo, sentimos o cheiro característico da morte. Mais uma enxadada e apareceu um crânio carcomido. Entupiu o buraco e cavou outro adiante.

         Contrariamente a grande número de nossos Oficiais da época, nosso Comandante “... alisara os bancos acadêmicos...” (como então se dizia); e – certamente – percebeu de onde nasciam as terríveis epidemias de tifo e de cólera que costumavam assaltar nosso Exército. Instituiu, assim, o brinde que passou a ser conhecido como “copo d’água dos artilheiros”:

         De A SAUDADE NA GUERRA DO PARAGUAI, de Afonso Celso Vilela de Carvalho, relembrando artigos do “jornal literário e noticioso” denominado A SAUDADE, impresso na Tipografia Móvel do Exército, com apoio do Marquês de Caxias:

 ... uma grande festa no atual Regimento Mallet, em honra de sua Padroeira, N. S. da Conceição, com a presença de Mallet e na qual foi oferecido um jantar em que foi “servido um copo d’água aos Oficiais e convidados”, como então era costume e sinal de refinamento social.

          Da HISTÓRIA DO GENERAL OSÓRIO por Joaquim Luiz Osório e Fernando Luiz Osório, em carta de João Pereira da Silva dirigida ao “legendário”:

 .. ultimamente os artilheiros ofereceram um copo d’água ao Ministro Paranhos, ao qual eu também compareci...

         Trecho da carta do Cap André de Paula Atahyde Seixas, a OSÓRIO:

... Não há muitos dias que, assistindo um copo d’água oferecido ao Ministro... 

         No atual 3o GAC AP – “Regimento Mallet”, “Unidade Símbolo” da Artilharia Brasileira, desde há algum tempo, o costume foi retomado como uma forma de resguardar as grandes tradições da unidade e da artilharia em seus festejos, coquetéis, almoços, jantares, e em reuniões sociais, etc., onde é – novamente – erguido o famoso brinde. Fonte: Regimento Mallet - cento e setenta anos de seu dia-a-dia - de Antonio Carlos Mesquita do Amaral 
 


Última alteração em 10-01-2008 @ 09:37 pm

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  Comentário enviado por: celiaresp
(Publicado em 09-03-2016 às 03:36 pm)

Comentário: Olá!!! Sou militar do EB e tenho uma página no Facebook intitulada: O linguajar verde-oliva. Eu gostaria de publicar parte do conteúdo desse artigo na minha página, citando a fonte de onde retirei as informaçoes obviamente. É uma postagem sobre essa tradição dos atilheiros: o brinde do copo d'água. O senhor me autoriza? Obrigada desde já.