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Tenente-Coronel Art Mario Raphael Vanutelli
Inserido por: Israel
Em: 02-09-2009 @ 12:23 pm
 

 
90 Anos do TCel ART Vannutelli - Artilheiro da FEB oriundo do CPOR -Turma 1941
Seu Grupo disparou o Primeiro Tiro da Artilharia Brasileira na Italia, no Monte Bastione
 
27 de julho de 2008 - uma data festiva para os Veteranos da FEB.
 
Em Brasilia, o Cel Vannutelli comemora seus 90 anos cercado das manifestações de carinho da familia e de tantos companheiros, mesmo distantes reunidos numa corrente invisivel para sauda-lo com votos de muita saude e realizações, ele que continua lutando pela causa FEBiana, como vemos nas fotos recentes no Congresso Nacional em Brasilia, em 09 de julho de 2008 na Comissão de Seguridade Social e Família – CSSF.

 
Junto com demais ex-combatentes, compareceu para defender o Projeto de Lei 6.696/2006, de autoria do Deputado Bolsonaro, buscando permitir ao militar que integrou a Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra Mundial acumular seus proventos da inatividade com a pensão especial de ex- combatente, PL  sugerido pelo Gen Bda Domingos Ventura, Presidente do Conselho Nacional das Associacoes de Ex-combatentes do Brasil, falecido em 12/Jul/2007.
 
O nome dos irmaos Mario e Antonio foi dados a 02 peças da BAteria de Artilharia do CPOR/RJ.
 
Parabens, Cel VANNUTELLI, a AORE-RJ, seus colegas e admiradores da Associação dos Oficiais da Reserva do RJ, que congrega os ex-alunos da Casa de Correia Lima o saudam efusivamente !!!
 
Israel Blajberg
(CPOR/RJ, Artilharia 1965)
Assessor Cultural

 
Anexo - mini-biografia T Cel Mario Raphael Vannutelli

 

TENENTE-CORONEL ART MARIO RAPHAEL VANUTELLI

Israel Blajberg (*)

Nascido em 27 de julho de 1918, em São Paulo, Estado de São Paulo,

Declarado Aspirante a Of R/2 de Artilharia em 1941 pelo CPOR; Durante a guerra, atuou como Oficial de Manutenção da 2a Bateria de Obuses do II Grupo, Grupo Da Camino. Foi, também, Oficial de Munições do Destacamento FEB e Observador Avançado do Grupo junto ao 6o RI.

Fez estágio no 1o Regimento de Artilharia Antiaérea, com sede em Deodoro, durante seis meses, sendo designado para integrar o II Grupo de Obuses, aquartelado em Campinho, classificado como Oficial de Manutenção da 2a Bateria de Obuses, já com material norte-americano, que havia chegado a tempo para fins de treinamento, jipes, as viaturas 3/4, viaturas comando, caminhões de duas e meia toneladas (GMC) e os obuses 105mm.

As Unidades de Artilharia - o seu II Grupo, o I Grupo de São Cristóvão, comandado pelo Coronel Levi Cardoso e o III Grupo, do Coronel Souza Carvalho, que veio de São Paulo, faziam manobras na região de Campo Grande e Barra da Tijuca.

O transporte de guerra General Mann  zarpou no dia 2 de julho de
1944, pela manhã, passando pelo Pão-de-Açúcar, Fortaleza da Laje e todos no tombadilho, estibordo do navio, apreciando a paisagem e dando adeus ao Rio de Janeiro e ao Cristo Redentor; era um dia, aliás, muito bonito. Esse navio foi escoltado por três contra-torpedeiros da nossa Marinha de Guerra, o Greenhalgh, o Marcílio Dias e o Mariz e Barros.

O navio transportava da ordem de cinco mil novecentos e poucos homens. Nele viajaram o seu Grupo - o II, o 6o RI e frações do Esquadrão de Reconhecimento, do 9º Batalhão de Engenharia, da Companhia Leve de Manutenção, da Companhia de Intendência,
constituindo, então, um destacamento designado, na ocasião, Combat Team.

Chegando a Itália o Grupo se deslocou para região de Vecchiano, recebendo ordem, assim como o 6o RI, de engajar-se na frente, em área já determinada pelo Comandante do IV Corpo. O II Grupo, comandado pelo Coronel da Camino, ocupou posição vizinha ao Monte Bastione - depois da guerra, essa Unidade foi denominada Grupo Monte Bastione. Lá disparou o primeiro tiro, com a Primeira
Bateria do Capitão Mário Lobato Vale.  Coube à Primeira Bateria dar o primeiro tiro, no Vale do Sercchio, fato glorioso para a Artilharia brasileira, a fim de apoiar as ações do 6o RI na captura de várias localidades importantes como Barga, Massarosa, Galicano e tantas outras.

No I Grupo de Artilharia, comandado pelo Tenente-Coronel Valdemar Levi Cardoso, estava seu irmão, 2o Tenente Antônio Vanutelli. Era subalterno da Bateria Comando do I Grupo, oficial de manutenção
da subunidade e recebia muitos elogios nessa função. O Comandante da Bateria Comando era o Capitão Odemar Ferreira Garcia, que mais tarde, chegaria a General. Os dois, únicos filhos, sairam de casa, no Rio de Janeiro, deixando os pais, e seguiram para Itália, para a guerra,  no 1o e no 2o Escalão. Antonio, o irmão mais novo, é falecido.

Na ofensiva de abril, a Unidade prosseguiu rumo ao Vale do Pó, sabendo que vinha do sul, a 148a Divisão do exército alemão, com remanescentes da 90o Divisão Panzer e da Divisão italiana Monterosa  no propósito de atravessar os rios Pó e Panaro e prosseguir para o Norte. Houve, no início, uma refrega, porquanto os brasileiros perceberam, através da ação do 1o Esquadrão de Reconhecimento, que o inimigo pretendia furar o cerco. Houve tiro de Artilharia e ação da Infantaria. Como estavam com muitos feridos, resolveram prosseguir com os entendimentos junto ao Comando da FEB para que se procedesse a rendição.

Vannutelli esteve presente ao evento. Perto de 20 mil homens foram feitos prisioneiros. O comandante dessa Divisão Alemã era o General Otto Fretter Pico e seu Chefe de Estado-Maior era o Major W. Kuhn, considerado um oficial de elite, naquela época.

Coincidentemente, na FEB estava o Coronel Franco Ferreira, um oficial de Estado-Maior, de Cavalaria, que tinha sido adido militar na Alemanha antes da guerra, falava muito bem alemão.
Terminada a guerra, retorno ao Brasil depois de 15 dias de viagem, numa bela manhã, já na costa do Rio de Janeiro. A primeira ilha divisada foi a Rasa. O navio passou por ela e entrou na baía, agora escoltado por dezenas de embarcações, apitando, fazendo ruidosa e alegre manifestação pelo regresso do 1o Escalão da FEB. Mais tarde, o navio atracou no cais da Avenida Venezuela, no armazém número
8. Recebem a visita do Presidente da República, Getúlio Vargas. Foram reunidos todos os oficiais num salão do navio, Getúlio falou algumas palavras, agradecendo o apoio e outras coisas mais, pelo êxito da FEB na Itália e depois se retirou.

Havia comboios esperando no cais e já passava do meio-dia quando entraram nas viaturas designadas para cada Unidade. Iniciou-se o deslocamento no meio da multidão reunida ali perto, na Praça Mauá, na Avenida Rio Branco e em toda a cidade. Foi a maior multidão já reunida. A manifestação foi impressionante. Junto com o Escalão, veio um Pelotão de elite do Exército dos Estados Unidos. Eram os Rangers, que também desfilaram.

A surpresa veio depois. Ordens superiores determinavam a desmobilização da FEB. Dias mais tarde já estaria todo desmobilizado o 1o Escalão da FEB. Essa desmobilização trouxe um impacto muito grande, porque muitos já não sabiam nem mais o que fazer.

Pensavam que iam receber ordens, orientações, mas não aconteceu isso. Foi uma desmobilização muito rápida. Para os oficiais foram dados dois meses de férias. Para os outros um prazo para decidir.

Quem não estivesse lá iria ficar engajado e quem desejasse poderia voltar para casa. Gente de São Paulo, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, do Paraná, muito ansiosos para regressar a seus lares e rever suas famílias.

Assim foi desmobilizada a FEB.

Terminados os dois meses, Vannutelli foi classificado na Fortaleza de Santa Cruz. Justamente no dia em que Getúlio foi deposto, foi se apresentar. Encontra toda a tropa de prontidão, permanecendo 3 meses na OM.

De lá mandado para Santa Catarina, 12o GMAC, em Ibituba, onde havia uma Bateria de canhões 152.4mm para a defesa da costa. O pessoal da FEB fora todo transferido.

A vida continou, até chegar em 2008, quando o estimado Cel VANNUTELLI completa 90 anos cercado da atençãoe dos carinhos da família e de seus muitos amigos no Exercito e na Comunidade R/2.


(*) - CPOR/RJ,  Artilharia 1965
Assessor Cultural - iblaj@telecom.uff.br

 


Última alteração em 02-09-2009 @ 12:23 pm

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