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Guerra do Paraguai- Conflito no Prata
Inserido por: GrupoGuararapes
Em: 02-10-2009 @ 03:54 pm
 

 

A título de estabelecer a verdade histórica, para que as mentiras e folclores sobre a Guerra do Paraguai não persistam, envio a análise e comentário, abaixo de autoria  do  historiador e professor Luiz Antonio Simas.  Clara Manuela.
 
Comentário:
Posso assegurar que poucos assuntos são mais difíceis de se trabalhar em sala de aula do que o conflito no Prata. Há várias  visões absolutamente equivocadas sobre a pancadaria que ainda perduram. A mais constante e equivocada é aquela  que atribui ao Brasil a culpa pelo conflito e pinta o Paraguai como uma promissora nação latino-americana que buscava a soberania e ameaçava os interesses ingleses na região. Nada disso.  Observando os equívocos que os alunos cometem, apresento rápidos comentários sobre cinco mentiras que se contam com frequência sobre a guerra, assunto que estudei um pouco mais detalhadamente quando escrevi minha dissertação de mestrado sobre o marechal Floriano Peixoto.
GUERRA DO PARAGUAI
História da Guerra do Paraguai, as causas do conflito, a derrota do Paraguai de Francisco Solano Lopez, o qual tinha objetivos expansionistas e colonizadoras.
Pretexto: O pretexto para a guerra foi a intervenção do Brasil na política uruguaia entre agosto de 1864 e fevereiro de 1865. Para atender ao pedido do governador dos blancos de Aguirre, López tentou servir de mediador entre o Império do Brasil e a República Oriental do Uruguai, mas, ao ver rejeitada sua pretensão pelo governo brasileiro, deu início às hostilidades. Em 12 de novembro de 1864, mandou capturar o navio mercante brasileiro Marquês de Olinda, que subia o rio Paraguai, e, em 11 de dezembro, iniciou a invasão da província de Mato Grosso. Dois dias depois declarou guerra ao Brasil, que ainda estava em meio à intervenção armada no Uruguai. Para a invasão de Mato Grosso, López mobilizou duas fortes colunas: uma por via fluvial, que atacou e dominou o forte Coimbra, apoderando-se em seguida de Albuquerque e de Corumbá; e outra por via terrestre, que venceu a guarnição de Dourados, ocupou depois Nioaque e Miranda e enviou um destacamento para tomar Coxim, em abril de 1865.
 Objetivo: Guerra do Paraguai teve seu início no ano de 1864 a partir da ambição do ditador Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia do Prata. Ele iniciou o confronto com a criação de inúmeros obstáculos impostos às embarcações brasileiras que se dirigiam a Mato Grosso através da capital paraguaia. 
Visando a província de Mato Grosso, o ditador paraguaio aproveitou-se da fraca defesa brasileira naquela região para invadi-la e conquistá-la. Fez isso sem grandes dificuldades e, após esta batalha, sentiu-se motivado a dar continuidade à expansão do Paraguai através do território que pertencia ao Brasil. Seu próximo alvo foi o Rio Grande do Sul, mas, para atingi-lo, necessitava passar pela Argentina. Então, invadiu e tomou Corrientes, província Argentina que, naquela época, era governada por Mitre. 
Decididos a não mais serem ameaçados e dominados pelo ditador Solano Lopes, Argentina, Brasil e Uruguai uniram suas forças em 1° de maio de 1865 através de acordo conhecido como a Tríplice Aliança. A partir daí, os três paises lutaram juntos para deterem o Paraguai, que foi vencido na batalha naval de Riachuelo e também na luta de Uruguaiana. 
Esta guerra durou seis anos; contudo, já no terceiro ano, o Brasil via-se em grandes dificuldades com a organização de sua tropa, pois além do inimigo, os soldados brasileiros tinham que lutar contra o falta de alimentos, de comunicação e ainda contra as epidemias que os derrotavam na maioria das vezes. Diante deste quadro, Caxias foi chamado para liderar o exército brasileiro. Sob seu comando, a tropa foi reorganizada e conquistou várias vitórias até chegar em Assunção no ano de 1869. Apesar de seu grande êxito, a última batalha foi liderada pelo Conde D`Eu (genro de D. Pedro II). Por fim, no ano de 1870, a guerra chega ao seu final com a morte de Francisco Solano Lopes em Cerro Cora. 

Outra questão polêmica é o número de perdas atribuido ao Paraguai, 1.300.000 é um número altamente exagerado, já que a população do país era pouco maior do que esse número, levando-se em conta que 60% da população era composta por mulheres, torna-se impossível este número representar a verdade. 

As mentiras mais comuns:

1- A mentira : A guerra do Paraguai foi motivada pelos interesses do capitalismo inglês em destruir o desenvolvimento paraguaio, que ameaçava os projetos britânicos na bacia do Prata. Comentário: Mentira grosseira. O conflito deveu-se, basicamente, a disputas por hegemônia geopolítica e controle das rotas de navegação no cone sul. O Paraguai tinha interesses expansionistas na região e o Brasil queria garantir a livre navegação na bacia do Prata.
2- A mentira : Solano López foi um herói libertador latino-americano, da estirpe de um Bolívar e de um San Martin. Comentário:  Isto realmente é uma grande mentira. Lopez foi um ditador sanguinário, controlava seus exércitos mediante castigos corporais violentíssimos e desprezou tentativas diplomáticas de evitar a guerra. Foi considerado, até dentro do Paraguai, um tirano destemperado, até que teve a imagem recuperada pelo governo do ditador Alfredo Stroessner - outro tirano da estirpe de López - que proibia até a publicação de livros que criticassem o biltre. Incrível que certos segmentos que se dizem progressistas e de esquerda caiam nessa balela.
3- A mentira : Os brasileiros se alistaram voluntariamente para lutar no conflito. Comentário: Outro erro. Os soldados de linha foram recrutados na base do chicote. Eram, em geral, pobres, negros libertos e mendigos, que muitas vezes eram conduzidos em correntes até a corte, de onde embarcavam para a zona do conflito. Já em relação aos paraguaios, a coisa não era muito diferente. Os recrutamentos eram forçados e, em virtude dos desfalques que as forças armadas paraguaias vinham sofrendo, López convocou velhos e crianças a partir de 6 anos de idade para os combates. A disciplina militar nos dois lados era mantida na base do chicote.
4- A mentira : O Paraguai era o único país latino americano que tinha feito uma distribuição igualitária de terras, sendo pioneiro na reforma agrária abaixo do Equador. Comentário: Nem pensar. 90 % das terras paraguaias eram fazendas do governo operadas por camponeses em regime de semi-escravidão.
5- A Mentira : O exército do Brasil na guerra era composto em sua maioria por escravos. Comentário: Errado. Em 1868, terceiro ano de guerra, os negros formavam cerca de 5 % dos efetivos militares Brasil. Até o final da guerra, em 1870, o alistamento de escravos aumentou. Os estudos mais consistentes apontam em, no máximo, 20 % o percentual de cativos que lutaram no conflito.
 
O BRASIL, única monarquia na América e região que preservou a unidade territorial após a independência, vivenciou duas décadas de intensas lutas regionais ao mesmo tempo em que preservou as estruturas coloniais. O Primeiro Reinado e o Período Regencial foram marcados por grave crise, que começou a ser superada com o governo de D Pedro II, com o aumento das exportações e com a consolidação do Estado Nacional.

 
  por Prof Dr. Luiz Antonio Simas---------------------------------------------------------
 
Prezado Edgar,
 
Gostaria de esclarecer um ponto. Sem duvida o massacre dos paraguaios foi um outro holocausto. Cabe-me observar quem estava a frente do Exercito, durante o massacre, não foi o Duque de Caxias. Este retirou-se do comando, apos a derrota das tropas paraguaias.
O comando das tropas brasileiras foi assumido pelo Conde D'Eu. Este sim, foi o responsável e autor do massacre.
Alguns historiadores afirmam que estava a serviço da coroa inglesa. 
 
Atenciosamente,
                         Luiz Carlos.

 


Última alteração em 02-10-2009 @ 03:54 pm

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