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Coronel Onofre Pires da Silveira Canto (1799-1844)
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-03-2006 @ 09:48 pm
 

 
(E o seu histórico duelo a espada com o General Bento Gonçalves da Silva)

A minisérie A casa das sete mulheres em sua predominância de Fantasia e não  de História, tem focalizado bastante o Coronel Onofre Pires, primo de Bento Gonçalves e por este responsabilizado pela prisão de ambos na ilha do Fanfa, no rio Jacuí e dali enviados presos juntos para a Fortaleza de Santa Cruz ,na entrada da baia da Guanabara.

      Local de onde Onofre Pires conseguiu se evadir espetacularmente, jogando-se ao mar, usando como bóias 4 bexigas de boi infladas que em caminho da embarcação que o acolheria. 3 foram furadas por mordidas de peixes,chegando ao barco acolhedor somente com o apoio de uma.

      Em sua companhia fugiu o Coronel Corte Real .Bento Gonçalves consta não haver se evadido em solidariedade a seu companheiro Pedro Boticário que não conseguiu passar numa grade em caminho da Liberdade por ser muito gordo. Dali Bento Gonçalves foi enviado para o Forte do Mar em Salvador de onde se evadiu com auxílio da Maçonaria.

       Onofre Pires valoroso soldado, mas murmurador e com o péssimo costume de falar de seus interlocutores pelas costas, foi vítima fatal deste mal ao perecer e conseqüência de um duelo a espada, ao ser atingido  pelo seu primo General Bento Gonçalves da Silva de menor estatura física mas um gigante em estatura moral e com  10 a mais   do que Onofre Pires .

       A sua fuga do Forte de Santa Cruz no Rio de Janeiro e o fuzilamento desnecessário que ordenou de imperiais em Mostardas e inclusive dum ilustre membro da família Pinto Bandeira, pai de 11 filhos e por fim ,o duelo com Bento Gonçalves incendiaram a memória popular gaúcha, sendo personagem muito lembrado e conversas nos galpões gaúchos .Eis a seguir o seu perfil histórico.

                                               

                                                     Significação histórica 

 

         Combateu com o Regimento de Cavalaria de Milícias de Porto Alegre pela Integridade do Rio Grande do Sul, nas guerras contra Artigas, em 1816 e 1821 e pela do Brasil, na Guerra Cisplatina 1825-28.

         Na Revolução Farroupilha foi dos mais ativos e atuantes coronéis. Coube-lhe comandar as forças que deram inicio à Revolução Farroupilha na noite de 19 de setembro de 1835, com o vitorioso encontro da Ponte da Azenha que criou condições para a conquista de Porto Alegre, em 20 de setembro de 1835, com a entrada nela do líder político - militar da revolução, e seu primo, Coronel Bento Gonçalves da Silva.

Quis o destino que Onofre Pires viesse a morrer, em 3 de março de 1844, há um ano do término da Revolução, vítima de um ferimento no antebraço direito que recebeu de Bento Gonçalves, durante o duelo a espada que travaram no Acampamento do Exército, nas margens do rio Sarandí, em 27 de fevereiro de 1844, em Topador, em Santana do Livramento.

         De temperamento singular e, em conseqüência dele, Onofre Pires envolveu-se em diversas questões rumorosas como se verá, que se refletiram negativamente na imagem, no curso e na unidade do movimento revolucionário farrapo e no seu próprio fim, trágico e solitário.

 

 

Naturalidade, ascendência e perfil militar

        Onofre Pires nasceu em Porto Alegre, em 25 de setembro de 1799 e faleceu com 43 anos. Era neto do capitão-mor José Francisco Silveira Casado.

        Seu perfil foi traçado pelo Tenente farrapo  Caldeira, cronista farrapo  que com ele privou em diversas ocasiões:

        "Desde que apareceu na revolução, foi comandando forças... Era um homem muito corpulento. Era dado à leitura. Possuía poucos amigos. Tratava a todos de - meu caro!

         Era muito risonho quando conversava com quem a ele se dirigia. E não fazia boas ausências (fazia críticas às pessoas) depois que se retiravam de sua presença.

         Possuía idéias claras. Era muito inteligente. Como guerreiro nada deixava a desejar. Ele sabia incutir às massas o seu ânimo. Não cedia o seu posto a qualquer oficial.  Na ocasião do perigo era ousado na frente do inimigo.

       No ataque a Rio Pardo, um soldado de Infantaria imperial fez-lhe pontaria e Onofre foi sobre ele  e disse: Se atiras morres!

      O infante então baixou a arma e Onofre desfechou-lhe um golpe de espada.    

      Ele comprometia a vida para salvá-la. Era rancoroso e vingativo!"

      Noutro depoimento escrito prestado por Caldeira a Alfredo Varela, assim escreveu sobre Onofre Pires com quem fugiu do Rio e com ele privou várias vezes. Transcrevo o que não foi dito no primeiro depoimento:

     "Onofre era bem apessoado. Era um dos homens mais altos que havia em nossas fileiras. Ele tinha princípios militares. Era um dos oficiais de mais valor que havia na revolução.

       Como coronel, comandou a Divisão do Centro  e sempre foi muito atento com as pessoas que lhe queriam falar. E conta-se o caso de uma senhora que chorava pela liberdade do marido que era um espião e que recebeu esta resposta de Onofre:

        Prefiro ver correr as suas lágrimas do que correr o sangue dos meus patrícios. Se o seu marido justificar-se ele será solto.” E arrematou Caldeira:

       “ Este bravo coronel tinha contra si o mau hábito de criticar as pessoas que com ele falavam pela primeira vez, depois que lhes davam as costas, fossem elas quem fossem. Ele  tinha bons livros e dava-se à leitura."

         Caldeira refere a desabafo que lhe fez  Bento Gonçalves na fazenda do Cristal, em razão de Onofre Pires, comandante da Divisão Centro, encarregado do sitio de Porto Alegre, resistir a acatar suas ordens depois que chegou ao Rio Grande, após evadir-se de prisão na Bahia.

         Refere que Onofre Pires ao requisitar artigos de casas comerciais de Rio Pardo, por ordem de Bento Manuel, assinou alguns recibos.

        Assim, mais tarde, quando livrou-se pela segunda vez de prisão no Rio, teve que saldá-las com os seus recursos.



Principais ações

Onofre Pires, em 19/20 de setembro de 1835 liderou a conquista de Porto Alegre com uma tropa de Guardas Nacionais que mobilizou em Porto Alegre, Gravataí,  Osório e Tramandaí atuais.

         A seguir, comandando a Divisão do Norte, atuou sobre São José do Norte, concorrendo para que Presidente Braga, deposto, viajasse para o Rio de janeiro e mais para a libertação do diamantinense  Domingos José de Almeida, preso naquele local, fazia 17 dias.

Mais tarde, quando houve a contra-revolução, Onofre iria ligar-se a um triste episódio em Mostardas, em 22 de abril de 1836 que iria macular a revolução.

       Segundo, ainda, o Tenente Caldeira

     "Depois que Onofre derrotou a força de Juca Ourives, mandou fuzilar uns prisioneiros. Ele não soube impor sua posição de Chefe. Deu ouvidos aos inimigos daqueles infelizes que estavam em linha, esperando a morte.

       Antônio Pedro em nome da tropa pedia a cabeça deles. Onofre foi fraco e mandou fuzilar obedecendo à imposição dos cidadãos que ele, com sua voz e a sua espada em mãos, levou-os ao combate. A História o julgará!"

        Neste combate pereceu o Capitão Francisco Pinto Bandeira, nódoa para a causa farrapa, segundo Domingos José de Almeida.

         Segundo Arthur Ferreira Filho:

         "Neste combate, em 22 de abril de 1836, Onofre Pires venceu e fuzilou prisioneiros, inclusive, o Capitão Francisco Pinto Bandeira",

         Este seguramente sobrinho do Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira, "a primeira espada continentina". Era mais um golpe para os Pinto Bandeira, pois três meses antes em sua fazenda, no rio dos Sinos fora assassinado o único neto varão de Rafael Pinto Bandeira, chamado Diogo.

        Foi assassinado em 26 de janeiro de 1836, junto com seu pai, o baiano Coronel Vicente Ferrer da Silva Freire por uma escolta ao comando do Capitão Manoel Vieira da Rocha - o célebre Cabo Rocha do combate da Azenha.     

        Segundo interpretações dominantes, os criminosos fugiram ao controle do Cabo Rocha. Mas um comandante é responsável pelo que acontecer ou deixar de acontecer na esfera de seu comando.

         Segundo, ainda o mestre  Arthur Ferreira Filho, autoridade em revoluções do Rio Grande do Sul e veterano da de 1923:

       “Estes crimes e outros praticados pelos imperiais  eram conseqüência do mau costume, repetido em todas as guerras civis, de confiar comandos a indivíduos facinorosos, ignorantes e irresponsáveis. Lamentavelmente, em todas as nossas revoluções têm sido entregues a bandidos, boçais alguns, outros com instrução, comandos que desonram".

          Do lado farrapo a maior vítima foi o General João Manoel de Lima e Silva, assassinado em São Borja, em 29 de agosto de 1837.

         Fernando Luiz Osório ao contar a história de seu pai o General Osório assim narrou o fuzilamento do Capitão Francisco Pinto Bandeira:

         "Quase ao mesmo tempo que se dava a tomada de Pelotas 7/8 de abril de 1836, em 9 de abril o Capitão legalista Francisco Pinto Bandeira surpreendeu a noite a guarnição de Torres. Sem disparar um tiro apoderou-se do armamento e munições e capturou os soldados bem como os chefes que os comandavam.     

           Seguiu e fez junção com Juca Ourives. Após seguiram em marcha em defesa da vila de São José do Norte sitiada pelo Coronel Onofre Pires.

        Este avisado saiu-lhes ao encontro. Tomou boa posição e os derrotou completamente em 22 de abril.

        O combate fora encarniçado. Onofre Pires operou prodígios de valor. Juca Ourives conseguiu escapar com poucos homens. Trinta ficaram mortos.

        Depois da vitória Onofre Pires mandou fuzilar 12 prisioneiros inermes por vinganças particulares. Este fato mereceu censura do Partido Republicano.

          Pinto Bandeira caindo aos pés de Onofre Pires pediu que sua vida fosse poupada pois era casado e pai de 11 filhos. Onofre Pires retorquiu-lhe:

          Não seja covarde, morra ao menos como bom brasileiro. E foi morto."

          Negou assim Onofre Pires a tradição de firmeza e doçura. Foi firme mas impiedoso. Não respeitou a vida, a honra, a reputação e a família do vencido inerme que pertencia ao ramo do legendário Rafael Pinto Bandeira, a primeira espada continentina ao qual muito deve o Rio Grande a definição de seu destino brasileiro, em 1776, por força das armas.

          Em outubro de 1836 Onofre Pires foi preso na ilha do Fanfa, junto com Bento Gonçalves e o Capitão cabo Rocha morreu na ação. Bento aí, segundo o Tenente Caldeira, criticou severamente Onofre pela situação, por ter com sua opinião pesado no Conselho de Guerra do qual resultou o desastre.

Desde então, Bento e Onofre entraram em linha de colisão por esta desinteligência.

          Onofre esteve preso na Fortaleza de Santa Cruz, no Rio, de onde fugiu em 4 de março de 1837, depois de cerca de 4 meses de prisão.

          Segundo o Tenente Caldeira, testemunha ocular da fuga que ele ajudou a se efetivar depois  de desertar  da Marinha onde fora obrigado a se incorporar depois de ser preso  em Porto Alegre:

         “ Onofre Pires ao fugir da prisão atirou-se ao mar com auxílio de 4 bexigas de boi para ajudá-lo a flutuar. Delas, 3 foram furadas por peixes, restando uma que ele segurava numa das mãos, enquanto com a outra deslocava água.”

          Onofre Pires no combate de Rio Pardo, de 30 de abril de 1838, comandou a Divisão que atacou o flanco esquerdo imperial. Ao final foi encarregado de chefiar Comissão de Requisição de mercadorias pertencentes a imperiais (ou dissidentes), segundo lista que lhe foi entregue pelo Coronel Bento Manuel.

            Segundo ainda Caldeira testemunha presencial , “Onofre não querendo passar por saqueador, assinava recibos dizendo que assim agia de ordem de Bento Manuel Ribeiro. “

           Em 25 de março de 1840, pouco antes do combate de Rio Pardo, Onofre Pires foi  foi preso pela 2a vez junto com o Coronel Manoel Lucas de Oliveira, perto da Quinta do Bibiano, margem direita do Jacuí, junto com 60 infantes, 4 carretas de fazendas, 2 peças de Artilharia e munição.

           Acredito tenha sido resgatado por troca de prisioneiros. Como fez despesas na prisão, exigiu indenizações das mesmas ao governo farrapo.

            Em 16 de julho de 1840 tomou parte no mais renhido e sangrento combate - o de São José do Norte. Combate que se constituiu no ponto de inflexão das esperanças de vitória dos republicanos, para o de descrença.



Acenos de paz

 

          Decorrido um mês, em 17 de agosto de 1840, depois de declarada a maioridade de D. Pedro ll, este concitou os revolucionários a deporem armas. A paz não foi obtida.

         Militarmente as coisas andavam críticas para a Revolução. Mas a oferta de paz pelo Imperador e o vácuo de poder que ele preencheu desde a abdicação do pai, veio constituir-se num grande golpe ao ânimo farrapo.

          Um dos obstáculos à paz foi a recusa imperial de libertação dos Lanceiros  Negros que lutaram pela República, o que segundo Morivalde Calvet Fagundes, provocou a seguinte reação no mineiro Ulhoa Cintra em protesto:

          "Homens que ombrearam conosco em defesa da Liberdade, não podem voltar ao cativeiro."

           Antes de se encerrarem as negociações de paz, em li de dezembro de 1840, os revolucionários sofreram rude golpe estratégico. Foram obrigados a levantar o sitio de Porto Alegre.

          Ao penetrar a Divisão da Serra no Rio Grande, a partir de Santa Catarina e ao comando do General Pedro Labatut, Canabarro foi enviado a seu encalço com reforços do sitio de Porto Alegre.

           Percebida a fraqueza do sítio, ele foi forçado a ser levantado em definitivo, em 23 de novembro de 1840, depois de estabelecido em 14 de junho de 1838.,conforme detalhamos em Porto Alegre- memória dos sítios farrapos e da administração do Barão de Caxias.Brasília:EGGCF,1989.

          Eram finalidades estratégicas do sitio de Porto Alegre  entre outras: Fixar em Porto Alegre numerosos efetivos imperiais para continuar a dominar a Campanha gaúcha . Através ,  da espionagem   farrapa em Porto Alegre descobrir os planos dos imperiais .Controlar o litoral, Cima da Serra .Manter livre as comunicações por terra com Santa Catarina e São Paulo.

          Em dezembro de 1840, Domingos José de Almeida previu a situação crítica com esta estimativa confirmada:

       Só o braço de Deus terá poder de sustentar o edifício que pende para o lado."

 

Duelo Bento Gonçalves x Onofre



 

        Decorrido um ano da morte de Antônio Paulino, o Exército Farrapop acampou em Topador atual, nas pontas do Sarandi, próximo a Santana, atual.  

        Ali Onofre Pires falava abertamente tudo o que sentia em relação a Bento Gonçalves e no seio da tropa na tentativa se subvertela.

        Bento Gonçalves em carta pediu que Onofre Pires  confirmasse ou não, por escrito, as acusações ofensivas à sua honra feitas em presença de terceiros.   

        Onofre  respondeu no outro dia confirmando, e abrindo mão de suas imunidades parlamentares e colocando-se à disposição de Bento no local que este saberia encontrá-lo.

          Isto eqüivalia a um duelo, hipótese desejada por Onofre Pires que levava grande vantagem no seu porte atlético e com menos 10 anos de idade (44 x 54 anos).

          Bento Gonçalves procurou Onofre Pires e o desafiou para um duelo. E juntos se afastaram meia légua  do acampamento no  dia 27 de fevereiro de 1844.

        Chegando ao local, entre outras trocas de palavras, Bento Gonçalves falou a Onofre que não tinha mandado matar Paulino da Fontoura. E se tivesse necessidade teria recorrido a um duelo como agora faria com ele.

          Mesmo antes do duelo, Bento já dominava com seu carisma, o temperamental primo que ali servia de instrumento de terceiros, talvez até inconscientemente.

         Iniciado o duelo, Bento atingiu Onofre no antebraço direito o que interrompeu o duelo.  O fato sem testemunhas tem provocado diversas versões.

         Sobre o duelo, escreveu mais tarde o Brigadeiro imperial José Gomes Portinho que fora destacado líder militar farrapo e insuspeito por amigo e cunhado de Antônio Vicente da Fontoura.

        " Onofre foi ferido no braço direito. O mesmo Bento Gonçalves tratou da ferida, atando-a com seu próprio lenço, sendo Onofre conduzido para o campo e dai a sua casa (barraca) onde morreu passados dois dias. E isto por falta de médico. Ali  não havia."

        Outro farrapo diz que "ficou um lanceiro cuidando de Onofre Pires e Bento foi buscar recursos".

         Ambos o dão como morto em 1 o de março, dois dias depois. Antônio Vicente da Fontoura registrou dia 3 de março, ou quatro dias depois e de gangrena e que Bento foi preso por Canabarro.

          Bento Gonçalves em carta de 9 de março de 1844 ao diamantinense  Domingos José de Almeida, escreveu:

          "Já meu compadre saberá do fim desastroso que teve o Coronel Onofre que fazia o papel de General Santérre na facção desorganizadora, que o incitou a provocar-me tão atrevidamente. Ela contava com a vitória, porque olha para as coisas como lhe parecem, e não como são de fato. A paixão os domina e, por isso, vendo aquele homem tão corpulento, o julgaram um gigante e eu um pigmeu.

            Enganaram-se e, depois escondendo todos o rabo, se retiraram dele, ao ponto de não achar-se um só desses malvados a seu lado, ao menos na hora da morte. Que malvadeza! Eu lamento sua sorte, mas não tenho o menor remorso, porque obrei como verdadeiro homem de honra.

            Em tais casos, obrarei sempre assim, não me importando com o tamanho, e nem a nomeada (fama) da pessoa que se atreva a atacar a minha honra."

E assim teve fim Onofre Pires, cujos restos mortais devem estar em algum lugar nas pontas do Sarandi, atual Topador em Santana. É uma vida que merece reflexão.

         Caxias por ocasião do duelo marchava de Alegrete, para Santana, conforme suas ordens – do  -dia.

         Onofre faleceu quase oito anos depois do rumoroso fuzilamento que ordenou em Mostardas, no qual foi vitima ilustre o Capitão Francisco Pinto Bandeira. Seria a confirmação do ditado popular – “Quem com ferro fere, com ferro será ferido?”

         Onofre Pires fez parte da minoria opositora (cerca de um 1/6) a Bento Gonçalves, na Assembléia Constituinte da República Rio-Grandense, em Alegrete. Seu perfil moral parece não ter feito honra a oposição que integrou e o manipulou  como instrumento contra Bento Gonçalves, em momento critico da Revolução.

 

Nota: No proximo artigo abordaremos o Coronel Corte Real personagem muito em evidência na minisérie A casa das 7 mulheres

   (x)Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e do Instituto de História e Tradições do Rio Grande Sul.

 


Última alteração em 07-03-2006 @ 09:48 pm

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