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Palavras finais do Presidente da Academia na AMAN em 29 de abril de 2003...
Inserido por: ClaudioBento
Em: 06-29-2006 @ 05:27 pm
 

 

Palavras finais do Presidente da Academia na AMAN em 29 de abril de 2003 no ano do 7 o aniversario da AHIMTB

Hoje, decorridos 7 anos de fundada em Resende, A Cidade dos Cadetes, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) realizou mais uma sessão nesta Academia Militar das Agulhas Negras.

 Sessão  memorável onde nossa Academia deu início, em seu âmbito, às comemorações do bicentenário de seu patrono, O Duque de Caxias, cuja memória esta tão intimamente ligada e este estabelecimento de ensino como foi evocado .Sessão onde a AHIMTB fez um retrospecto do que já realizou desde que fundada e procedeu a posse, como seu 3 o  Presidente de Honra, do comandante desta Casa ,o Exmo Sr Gen Bda Claudimar Magalhães Nunes e, como acadêmico, na cadeira n o 1 General Adailton Pirasssinunga,  do Cel Prof Ney Paulo Pannizzuti.

Vale lembrar que são patronos de cadeiras em nossa Academia de História os seguintes oficiais ligados a AMAN: Marechais João Babtista Mascarenhas de Morais e José Pessoa seus ex comandantes; os generais Moacir Lopes de Resende, o 1 o historiador da AMAN e  Paulo Queiroz Duarte , o 1o comandante do Curso de Infantaria aqui em Resende; Pedro Cordolino de Azevedo professor de História Militar por mais de 25 anos, e Adailton Pirassinunga , cujo perfil foi hoje aqui evocado .E como acadêmicos ligados ao Magistério da AMAN os falecidos coronéis  Cecil Wall Barbosa de Carvalho e Geraldo Levasseur França. E atualmente os professores coronéis Alceu Paiva, Antônio Carlos Esteves e a partir de agora o Coronel Ney Paulo Panizzutti. Como se vê é uma ligação muita estreita com a AMAN, valendo recordar que o 4o presidente de Honra da nossa Academia é o Coronel professor Antônio Esteves, o fundador e presidente da Associação Educacional D. Bosco que introduziu em Resende o ensino superior civil há cerca de 40 anos e mais que o primeiro comandante da AMAN , o Marechal Mário Travassos, grande geopolítico brasileiro é o patrono de nossa Delegacia em Campinas -SP

Em 7 anos nossa Academia difundiu  um conjunto precioso de conhecimentos em  todo o Exército  com o objetivo de reforçar no seu público alvo   a consciência da identidade e perspectiva históricas nacionais, procurando   demostrar a validade desta sentença:

“Construir é fazer História. Só resiste ao tempo a construção que tenha substância e valor. Mais do que apenas construir com cimento, ferro e blocos , é preciso construir com alma, para que o tempo  se encarregue de confirmar a obra, para que ela supere o tempo .

E nesta sessão nos 7 anos de resistência cultural da Academia de História Militar Terrestre do Brasil foi  aqui sintetizado  o que tem ela tem realizado, efetivamente, para ajudar o Exército a conquistar seu Objetivo Atual n o 1 

Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a memória histórica, as tradições e os valores morais, culturais e históricos do Exército.

Objetivo providencial e oportuno quando  bem entendido, prestigiado e implementado, com vistas a  neutralizar  no seio do Exército a estratégia comunista denominada Grancismo, que aos poucos e sutilmente envolve e confunde a Sociedade Brasileira .

E hoje nossa Academia tem a consciência de haver avançado muito neste particular o que o comprovam  seus arquivo; os trabalhos de seus  membros espalhados por todo o Brasil,e  inclusive no Timor Leste, Estados Unidos e Portugal e a divulgação de seus trabalhos em seu site , no  Militar e em Resende ,em Caserna ,no Portal Agulhas Negras etc.

E   tudo isto nos  dá hoje uma sensação de vitória ao lembramos que a História Cultural do Exército já registrou a criação do Instituto Histórico Duque de Caxias que não ultrapassou a sua sessão de criação e desapareceu..

Caso a nossa AHIMTB tivesse hoje que encerrar suas atividades por falta de apoio financeiro, vontade cultural de seus membros e apoio moral dos integrantes das  instituições em cujo proveito julga que trabalha, deixaria um precioso acervo documental e bibliográfico sobre suas realizações e em especial na Internet . 

Acervo onde se destacam a documentação de posses; coleção  de seu Informativo O Guararapes;  valioso arquivo biográfico;  a História do Exército na Região Sul já com 8 volumes editados e 2 encaminhados e,  os compêndios de Lutas Internas e Externas para a ECEME e mais o de História Militar Terrestre da Amazônia pronto para ser editado .E grande parte de seu acervo em CDs E, a serem lançados, breve, trabalhos sobre Caxias, a Batalha do Passo do Rosário e a participação das Forças Armadas e da Marinha Mercante do Brasil na 2a Guerra Mundial.etc.

Mas instituições como nossa Academia de despesas certas e rendas incertas se assemelham a um aniversário de crianças cheios de balões em seu início e que aos pouco vão estourando ou murchando Ë comum a falta de recursos , a incompreensão de parte de companheiros , que a despeito de diretriz do Exército sobre o assunto, entendem  não ser o trabalho da Academia de importância e assim  não a prestigiam e até não a visitam,  parecendo considerarem  a nossa História Militar como um casaco velho sem serventia e para ser jogado no lixo. Ou que ao se olhar para traz, para o passado ,  corre-se o perigo de  acontecer como em Sodoma e Gomorra, o  virar-se estátua de sal 

Outros  por não terem percebido a relevância da História Militar Crítica quando estudantes e a confundido  com a História Militar Descritiva que não os levava a lugar nenhum e que foi assim definida por Frederico o Grande, ao assistir uma péssima aula de um professor de História Militar de seu filho:

 Então falou indignado:

“ Não ensine História Militar a meu filho como se ensina a um papagaio, fazendo ele decorar datas, nomes e trechos .Faça meu filho raciocinar e tirar conclusões e lições do que lhe ensina .

Este é o espirito do ensino da História Militar Crítica que foi introduzido na AMAN  na década de 60 e continuado com vigor pelos que o sucederam onde nos incluímos 

Por oportuno  vale lembrar aos presentes.

Ser o passado comparavel a  uma enorme planície onde correm dois rios .Um reto e de margens bem definidas que é o rio da História .Esta fruto da razão e da análise isenta da fontes históricas autênticas ,fidedignas e integras, à luz de fundamentos de crítica escolhidos.

O outro é um é cheio de curvas e meandros e de margens indefinidas e por vezes com perigosos alagamentos. Este. é o rio do Mito. E  este fruto das paixões humanas, das fantasias , da ignorância , das manipulações, das deformações ,dos preconceitos e da injustiça etc .

 Hoje o Brasil acabou de assistir a novela A Casa das sete mulheres onde foram linchados moralmente  dois grandes soldados brasileiros, os generais Bento Manoel Ribeiro e David Canabarro aos quais o Brasil muito esta a dever a preservação de sua Integridade, Soberania e Unidade no Rio Grande do Sul .

Imagens manipulada destes  dois heróis que abordamos em  O Exército  farrapo e seus chefes  editado em 1992 pala Biblioteca do Exército .Sobre isto me escreveu um historiador e tradicionalista santanense terra de Canabarro. Velocino Silveira:

“Prezado amigo Presidente .Os detratores da História e os ante heróis sempre viverão minisculamente. As adaptações para TV não dá para comentar. O importante e tocar a boa tropa e os bois cornetas que fiquem para traz.”

A História Militar Terrestre do Brasil , tem sido tradicionalmente no mundo ,uma atividade nobre para soldados inativos e uma maneira de continuarem a contribuir para o progresso da instituição com a experiência que adquiriram . E neste objetivo vem se aplicando a nossa Academia num toque de reunir  soldados inativos e ativos e civis interessados em delegacias espalhadas pelo Brasil. 

Dentre os objetivos  que a Academia persegue registre-se o de resgatar, preservar e divulgar as obras de historiadores militares terrestres e com elas, expressivamente, a História Militar Terrestre do Brasil, indiscutivelmente o Laboratório da Tática , da Logística e da Estratégia terrestres brasileiras 

Aqui vale lembrar o Marechal Ferdinand Foch que saiu da cadeira de História Militar da Escola Superior de Guerra para comandar a vitória aliada  na 1a Guerra Mundial e sob cujo comando lutaram 24 oficias de nosso Exército e inclusive o então Ten de Cavalaria José Pessoa, patrono da Delegacia de Brasília e futuro idealizador da AMAN, o qual  como seu comandante, dinamizou o ensino de História Militar e introduziu o de Geografia Militar, como a Geografia do Soldado,a serviço do maior esclarecimento nos mais diversos escalões do fator da decisão militar - 0 TERRENO .Falou o marechal Foch:

“Para alimentar o cérebro (entenda-se Comando ) de um Exército na paz, para melhor prepará-lo para a indesejável eventualidade de uma guerra , não existe livro mais fecundo em lições e meditações do que o livro História Militar.

Esperamos que a abordagem deste assunto, contribua  para solidificar nos militares   presentes as suas  identidades históricas 

Isto  para que em melhores condições,  possam ajudar  a formar lideranças do Exército no início do insondável 3 o Milênio.

E,também, tentar despertar  vocações adormecidas de historiadores militares terrestres brasileiros, categoria que  se acha em fase de extinção, por razões várias ,e em especial por invasões indébitas de sua função social por deformadores da História Militar com os mais variados e até inconfessáveis fins.

 A História por seu poder  de solidificar o patriotismo, o civismo , a auto estima de um povo e a identidade e perspectiva históricas do mesmo, vem sendo  atacada pela Mídia , por duas forças poderosas convergentes :o Grancismo e  o Poder Econômico Mundial que domina o Mercado.

 Cabe pois aos que nos ouvem ,lideres e formadores de líderes no Exército,  saber distinguir como foi assinalado a História do Mito .Deste hoje tem sido vítimas preferidas as nossas Forças Armadas e Auxiliares de parte de agentes da  Mídia em especial . 

Mas as falsidades e deformações de nossa História  continuam produzindo seus efeitos como se verdadeiras, no seio da juventude que não teve contado com as Forças Armadas. Disto resulta uma desorientação de parcela desta juventude que se entrega a prática  de valores que  confrontam e mesmo agridem os enumerados pela Sociedade Brasileira na Carta Magna .Fato  diagnosticado por  alguns analistas como falta de Religião e de História e do que decorre a falta de identidade e de perspectiva históricas. E nisto vem a Academia se aplicando em esclarecer manipulações que distorcem e comprometem a verdadeira imagem das forças terrestres, com calúnias , deformações  e manipulações que circulam com foros de pretensa História .Ou seja não se limita a AHMTB a indignação pura e simples .Parte como ONG para o debate defendendo a sua verdade! E o que atualmente vem fazendo para se contrapor a calúnia potencializada contra Caxias em programa a Ferro e Fogo da TV RBS em que Caxias foi apresentado como tendo realizado uma combinação com lideres farrapos para que simulassem a surpresa militar em Porongos para que a infantaria e os lanceiros negros farrapos fossem exterminados pelos imperiais

Na peça de Júlio Cezar de Shakespeare ,Marco Antônio diz a certa altura a Brutus :“As boas obras que os homens praticam são sepultadas com os seus ossos. No entanto só o mal sobrevive .”

Outro papel da Academia tem sido o desenterrar junto dos ossos as obras dos historiadores militares terrestres brasileiros, civis e militares e com elas, por via de conseqüência,o valioso patrimônio cultural militar 

terrestre brasileiro acumulado em quase 5 séculos de lutas e vigílias por várias gerações de militares de terra ,os quais foram, em grande parte, responsáveis pelo delineamento, exploração, conquista , segurança e manutenção de um Brasil Continente que cabe as atuais e futuras gerações preservar e defender. E às gerações do 3 o Milênio caberão responder aos graves desafios reservados à soberania do Brasil na sua  Amazônia, E nesta defesa a Academia se engajou ao preparar para edição este ano da obra Amazônia Brasileira - A conquista, consolidação e manutenção –História Militar Terrestre da Amazônia 1616-2003 

E especial atenção tem dado  a Academia ao resgate e culto das memórias de soldados terrestres que no curso do processo histórico brasileiro deram suas vidas em holocausto a pátria brasileira, os quais, segundo Péricles, que viveu em Atenas, cujo século V antes de Cristo levou o seu nome, por haver se constituído no apogeu da civilização grega  e, com ela, a da  Democracia que ele ajudou a construir como chefe de Estado e estratego por 14 anos :

“ Aquele que morre por sua pátria ,serve-a mais em um só dia que os outros em toda a vida .”

Agradecemos a presença de oficias da AMAN formadores de futuras  lideranças do Exército, com historiadores civis e militares e da Guarnição de Resende,. 

Foi uma renovada  emoção    passar algumas horas nesta Academia Militar das Agulhas Negras , onde fomos instrutor de História Militar por três anos e da qual me considero um dos seus historiadores. E mais do que isto a considero a minha mãe profissional.

Em tributo a Disciplina e a Hierarquia ,suportes  do ordenamento jurídico brasileiro, convido o Presidente de Honra da presente sessão, General Claudimar Magalhães Nunes a encerrar a presente sessão e fazer a s considerações que julgar oportunas.

Claudio Moreira Bento

Presidente da AHIMTB  divso.gif (2004 bytes)

Curriculum 
Vitae

 


Autor: Cel Eng QEMA Ref Claudio Moreira Bento
 


Última alteração em 07-05-2006 @ 07:21 pm

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