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O centenário do Presidente Médici no Clube Militar
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-03-2006 @ 09:49 pm
 

 

Em 14 de agosto, com o Salão Nobre do Clube Militar lotado, como jamais isto deve  ali ter ocorrido, teve lugar um painel comemorativo do centenário do General de Exército Emílio Garrastazu Médici, ocorrido em 4 dez . Usaram da palavra os generais de Exército Luiz Gonzaga  Shoroeder. Lessa, presidente do Clube Militar, Antonio Jorge Correia, antigo Chefe do EMFA e Jonas Morais Correia Neto, ex-ministro Chefe do EMFA e o General de Divisão José Benedito Barros Moreira, comandante da Escola Superior de Guerra.

            O General Lessa enumerou a grande obra administrativa do Gen Médici e falou da grande injustiça histórica que foi construída pelos vencidos na luta armada e com apoio em depoimento de um deles, de que visavam impor no Brasil um regime comunista e não redemocratizar o Brasil. Injustiça amparada na estratégia por eles usada depois de vencidos: “Perdemos a luta armada, mas vencemos na versão dominante pós nossa derrota na  luta armada”. E assim escolheram a figura do Presidente Médici para silenciá-la e deformá-la historicamente, amparada noutra estratégia alternada. Ou seja, silencio sobre sua figura e realizações e deformá-la. E isto foi conseguido em escala nacional por vencidos na luta armada infiltrados na Mídia, e mais  inocentes úteis que não concedem o direito ao contraditório ou o direito de resposta, a qual é concedida a raros escritores, como o General Carlos de Meira Matos e Jarbas Gonçalves Passarinho, que se manifestaram sobre o centenário de Médici, denunciando estas estratégias desenvolvidas contra o Presidente Médici. Aliás penso que a Jarbas Passarinho de deva, em 1968, a regulamentação da profissão de jornalista, até então que ao parece inexistente ,fato do que sou testemunha acidental.

            O General Lessa recordou discurso do então dirigente sindical Luiz Inácio da Silva  e atual presidente do Brasil de  que na época o Presidente Médici desfrutava de grande admiração entre os trabalhadores do ABC, que viviam tempos  de pleno emprego e que podiam escolher onde trabalhar.

            O General Antonio Jorge Correia, que foi comandado do General Médici, várias vezes e inclusive foi o seu subcomandante na AMAN, em 31 de março de 1964, recordou o  grande carisma e liderança deste chefe militar e as razões da histórica decisão do General Médici de interpor em Resende seus cadetes, entre as forças favoráveis ao governo do Presidente Jango Goulart e as que eram contra. Ação de que resultou um entendimento por ele presidido e o evitar-se uma tragédia de um sangrento combate na altura de Resende. E leu para os presentes a documentação então produzida pelo General Médici para justificar esta sua atitude histórica que o levaria mais tarde a ser conduzido, sem a pleitear, à Presidência da República, confirmado  pelo Congresso Nacional.

            O General Jonas de Morais Correia Neto recordou suas ligações quando tenente em Bagé com o Major de Cavalaria Médici.

            O General Barros Moreira, comandante da ESG evocou sua lembranças do General Médici em 31 de março de 1964, quando ele era seu comandado e ele  cadete da AMAN. E fez palestra com base  em pronunciamentos s do ex-presidente, que  classificou como poéticas". E de que era preciso mudar para melhor (o País), e coube a Médici papel de destaque. É uma figura ímpar na nossa história, um visionário, um sonhador." Medici no comando da 3ª Região Militar , a sua grande escola administrativa criou e estimulou este lema Servir e servir cada vez melhor, conforme abordamos na História da 3a Região Militar 3º volume.

            A vitória da estratégia desenvolvida contra a pessoa e obra do presidente Médici contaminou geral, inclusive com apoio de inocentes úteis manipulados que fizeram e fazem coro a esta grande e manipulada injustiça. E a verdade e a justiça histórica que tanto o Presidente Médici prestigiou e estimulou, inclusive possibilitando a construção de magnífico prédio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a Casa da Memória Nacional, onde em gratidão possuiu sala com o seu nome, por iniciativa de Pedro Calmon, se transformaram no seu caso em inverdades e injustiças históricas, que contrastam com a grande admiração dos que com ele conviveram, mas que não têm tido a oportunidade na Mídia de se manifestarem e que quando o fazem é através de palestras como esta do Clube Militar, na AMAN, entre os cadetes, com base no estudo das fontes históricas ali existentes sobre a sua atuação decorrente do 31 de março de 1964 ou em Bagé, sua terra natal no CMO e ,particularmente pela Internet, a única oportunidade de contraditório ou direito de resposta numa conjuntura política em  que a “Liberdade de Imprensa” tem sido uma rua de mão única e que não tem servido para um projeto de Verdade Histórica, para que cada brasileiro possa se situar melhor. numa Mídia de onde a História foi varrida. Constatar é obra de simples verificação e raciocínio .

            E disto resulta a falsa impressão, no público ,  de quem cala consente, pois não é dada a oportunidade ao contraditório e ao direito de resposta.

            O General Médici goza de conceito excepcional entre os militares brasileiros onde seu exemplo é cultuado e lembrado com muito respeito e carinho e onde é lamentada a grande injustiça histórica contra ele construída artificialmente pelos vencidos na luta armada que inauguraram em realidade os “ Anos de Chumbo”,

            Aliás, injustiças como esta em nossa História são comuns. Basta lembrar o Caso do Marechal Gastão de Orleans e Conde D’Eu, cuja imagem e obra foram silenciadas ou deformadas, pelos que Rui Barbosa classificava de Magarefes da Honra Alheia.

            Procuramos, como historiador militar, ao menos no Exército, amenizar certas cruéis injustiças, contaminantes de desavisados,  contra o General Médici e o Conde D’Eu ,nos nossos livros sobre a História do Exército na Região Sul, História da 3ª Região Militar, em 1953/2002 e Artilharia Divisionária da 6ª DE Marechal de Gastão de Orleans.

            Espera-se que um dia seja feita justiça histórica nacional, a figura do Presidente Médici e assim estabelecida a verdade, com os reparos que se impuserem como lições colhidas da História. . E mais, que os historiadores brasileiros o julguem num Tribunal de História e não o prejulguem, como tem acontecido em alguns casos e, sobretudo honrem a sentença- História é verdade e justiça! E mais que defendam a sua função social , tão invadida por mitos e por despreparados tecnicamente,  para o exercício desta tarefa fundamental para o estabelecimento e consciência popular da identidade e perspectiva  históricas do brasileiros .

         A liderança do general Médeci deixou marcas profundas entre seus comandados e em especial na AMAN. Onde sua memória e recordada com carinho e apreço. Liderança na expressão literal da palavra comandar ou de não mandar , mas mandar junto ou comandar.

         Aqui permanece na memória da fato este fato que caracteriza esta sua caracteristica. Causou surpresa geral o elogio que ele consignou para um oficial veterinário encarregado da area de exércicios da Academia que incluia a área do Stand de Tiro .E ele assim explicou. .Este oficial possui muito boa iniciativa. Sempre que me encontra disciplinadamente me sugere melhoramentos em sua área e que ele poderia executar caso recebesse tais e tais apoios. E eu o atendia e ao inspecionar sua área encontrava o que ele  havia sugerido, tudo concretizado e da melhor maneira. Esta e a razão do elogio. Eu estimulo e premio as iniciativas dos meus subordinados, ao invés de só impor as minhas idéias . E comandar ou comandar junto com os meus auxiliares, o rendimento e maior e assegura a sensação nos subordinados que ele são parte do sucesso administrativo e assim lhes asseguro  realização profissional muitas outras histórias deste tipo correm de boca em boca entre os mais antigos que as transferem as novas gerações que ao deixarem o cinema acadêmico que leva o seu nome deparam com sua imagem imortalizada em óleo.

          Espero que o General Médici venha a  merecer o devido reconhecimento histórico nacional ,de igual forma que Getúlio Vargas que integrou o Exército por 6 anos e que construiria a Academia 42 anos depois de ser desligado, injustamente, da Escola Preparatória e Tática do Rio Pardo , (cuja história acabamos de resgatar)  e que sempre  prestigiou a AMAN com sua presença. O qual  na minha época de cadete 1953/54 era muito combatido e criticado como chefe do Estado Novo, mas que hoje é  muito reconhecido por sua obra administrativa monumental e nacionalista, onde se destacam ente  muitas a Petrobras, a Eletrobras, Volta Redonda e a monumental Academia Militar das Agulhas Negras ,ECEME, IME ,PDC e vai  por ai sem esquecermos a Legislação Trabalhista. História é verdade e justiça!

(x) Historiador militar brasileiro

 


Última alteração em 07-03-2006 @ 09:49 pm

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