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Entre a farda e os saltos - Taifeiro Nelson Prudêncio - medalhista olímpico
Inserido por: teotonio2
Em: 04-23-2010 @ 01:19 pm
 

 
Por Tenente Karina Ogo
O atleta Nelson Prudêncio, medalhista em duas Olimpíadas, foi militar da Força Aérea Brasileira por três anos. Ele treinava na pista da Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA). Ele já era conhecido no país quando entrou para a Força Aérea Brasileira (FAB), em 1971. Afinal, três anos antes, havia conquistado a medalha de prata no salto triplo, durante os Jogos Olímpicos do México. Foi justamente por esse grande feito no esporte brasileiro que Nelson Prudêncio, paulista de Lins, conheceu a FAB um pouco mais de perto. “Fiquei muito sensibilizado com a recepção com a qual fui homenageado pelo então Brigadeiro-do-Ar Geraldo Labarthe Lebre, no Campo dos Afonsos (RJ)”, diz. A partir de então começou um relacionamento que, de acordo com o atleta, gerou frutos importantes para a sua carreira. Carreira essa que começou aos 20 anos. “Tudo começou por acaso, quando eu morava perto de uma pista em Jundiaí (SP). Um rapaz [o atleta Reinaldo Ienne] me perguntou se eu sabia o que era salto triplo. Falei que não e ele me explicou o que era. Ele me convidou para treinar e uma semana depois eu estava lá”, conta. Os resultados rápidos mostram que ele estava no caminho certo: um mês depois, ganhou uma competição de estreantes com a marca de 11,60 m.
Cinco meses depois, já era campeão brasileiro. Seu melhor desempenho foi no México, em 1968, com 17,27 m. “Foi uma das competições mais aguerridas na história das olimpíadas. O recorde mundial foi batido 12 vezes [cada atleta tem seis tentativas] naquele dia, e só eu bati três vezes”, orgulha-se.
Prudêncio entrou para a Força Aérea como taifeiro (especialidade militar de cozinheiro, barbeiro, padeiro, arrumador e motorista), quando já estava cursando Educação Física. Na Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), localizada no interior da hoje Universidade da Força Aérea (UNIFA), no Campo dos Afonsos (RJ), ele pôde treinar em seus momentos de folga. A estrutura para a prática do atletismo já era boa nessa organização na época, pois havia uma pista que chegou a sediar, na década de 1970, edições do Troféu Brasil de Atletismo, uma das mais importantes competições no país.
“Lá, o melhor era a disponibilidade. Podíamos nos dedicar bastante”. Sua especialidade era o salto triplo, mas também chegou a praticar outras modalidades do atletismo, como salto em distância e corridas de 100 m, 200 m e 400 m. Durante o período em que esteve na FAB, disputou o Campeonato Brasileiro da Forças Armadas e o Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM). Em 1971, bateu o recorde militar do salto triplo na Finlândia. Um dos mais significativos prêmios que ele recebeu quando ainda estava na FAB foi a medalha de bronze do salto triplo nas Olimpíadas de Munique, em 1972.
No ano seguinte, ele terminou o seu curso superior. E, em 1974, teve de tomar uma decisão, pois seu grande objetivo de vida era seguir carreira acadêmica. Deixou a farda, mas não o azul: como possuía formação superior, foi contratado para exercer a função de técnico de atletismo na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, no interior de São Paulo.
As lembranças dos velhos tempos são as “mais gratas possíveis”, segundo ele. “Principalmente em Pirassununga, do Comandante do Corpo de Cadetes, Coronel Pradasky, do então Capitão Nelson Trindade e dos cadetes daquela época, hoje coronéis”, afirma, acrescentando que gostou da vivênciano meio militar, sempre “pautada na cordialidade e no respeito”.
Começou a dar aulas na universidade ainda em 1974 e parou de competir em 1976, após as Olimpíadas de Montreal.
Atualmente docente da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), no interior de São Paulo, Prudêncio é membro da Comissão Nacional de Atletas e vicepresidente da Confederação Brasileira de Atletismo. Prudêncio se recorda de que, há algum tempo, foi convidado a voltar à AFA como técnico. “Mas eu tinha dedicação exclusiva na faculdade e não pude aceitar. São os objetivos que a gente traça na vida. Mas os laços ficam, as amizades também”, diz. “Às vezes encontro cadetes que hoje são coronéis e eles se lembram de mim. Isso é muito gratifi cante. A FAB fez parte da minha vida de forma bastante positiva”.
Em fevereiro deste ano, ele finalmente conseguiu realizar o tão almejado sonho que tinha quando saiu da FAB: defendeu sua tese de doutorado em Ciências do Esporte na Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Resultado do “grande salto” que estabeleceu para a sua vida.
 


Última alteração em 04-23-2010 @ 01:19 pm

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