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Os 70 anos da Batalha da Grã-Bretanha
Inserido por: X-men
Em: 09-15-2010 @ 10:23 am
 

 
Fonte: Folha de São Paulo

TENDÊNCIAS/DEBATES

Os 70 anos da Batalha da Grã-Bretanha

OZÍLIO CARLOS DA SILVA

Um avião projetado pela Embraer, fabricado sob licença na Grã-Bretanha, participa hoje, com acrobacias, da festa pelos 70 anos desta batalha

 

 

O dia 15/9/1940 foi uma data decisiva no desenrolar daquele que foi o maior conflito já provocado pelo ser humano, a 2ª Guerra Mundial, com um saldo de mortes e destruição jamais igualado.

O ataque à França, Holanda, Bélgica e Luxemburgo começou no amanhecer de 10/5/1940, um belo dia de primavera, quando uma tempestade de ferro e fogo foi desencadeada pela Wehrmacht sobre as defesas aliadas ao longo de 280 km das linhas de fronteiras dos quatro países.

No decorrer deste mesmo dia, em Londres, o primeiro-ministro Neville Chamberlain apresentou sua renúncia e foi substituído pelo deputado Winston Churchill.

No dia 26 de maio, começa o cerco de milhares de soldados franceses, ingleses e belgas na praia de Dunquerque, no mar do Norte. Milhares de embarcações evacuam os combatentes para os portos ingleses. No final, haviam sido resgatados 338 mil militares e civis.

Em 22 de junho, a França assina o Tratado de Armistício com a Alemanha. Antes, no dia 17, Hitler fixa o dia 15 de setembro como a data para o desembarque na costa inglesa.

Entre os fatores que contribuíram para a defesa da Grã-Bretanha está o plano montado pelo comandante da Caça, sir Hugh Dowding, desde 1936, que criou um sistema de setores de defesa, cada um com centros de controle subterrâneos e um sistema de comunicação bastante avançado.

Outro fator que surpreendeu os pilotos da Luftwaffe (força aérea alemã) foi o desempenho em voo dos Spitfires, que estava no mesmo nível do MeBf 109 -graças à ajuda dos EUA, fornecendo gasolina de cem octanas para os motores e nova hélice de passo variável, o que turbinou o seu desempenho.

No dia 15 de setembro, pressionado por Hitler, Goering ordenou um grande ataque a Londres durante o dia, colocando em ação 600 bombardeiros e 650 caças.

O dia 15 era um domingo e Churchill foi assistir à operação do Centro de Uxbridge, que controlava o Grupo de Caça 11. Logo as estações de radar detectaram uma concentração de atacantes no canal.

O comandante de Uxbridge era o vice-marechal Park, que decidiu colocar todos os esquadrões no ar; às 13h30 havia 300 Spitfires e Hurricanes atacando os bombardeiros e os caças. Os primeiros resultados do dia davam como abatidos 183 atacantes, 40 perdidos pelos ingleses e 15 pilotos mortos.

Ficou patente que o dia 15/9 marcou uma reviravolta na guerra aérea; assim, foi escolhido como o Dia da Batalha da Grã-Bretanha, a ser comemorado nos tempos futuros.

Um rápido balanço da batalha, cujo término se deu em 31/10: a Luftwaffe perdeu nos quatro meses de combates 1.887 aviões de todos os tipos e 2.662 tripulantes mortos.

A RAF (força aérea britânica) teve destruídos 1.023 aviões e 537 tripulantes mortos. O povo britânico é conhecido pelo apreço às tradições de seu país.

Assim, esta batalha ficou inscrita no calendário anual de comemorações, com a abertura das bases da RAF para a visita das comunidades vizinhas, exposição e demonstrações aéreas.

A esquadrilha que voa com o Tucano RAF pintou seus aviões nas cores dos Spitfires de 1940, com as matrículas dos aviões de dois heróis da Batalha, que fazem parte da galeria dos chamados "the few" -os poucos-expressão tirada do famoso discurso de Churchill.

Assim, um avião de projeto da Embraer, fabricado sob licença na Grã-Bretanha pela Shorts, em Belfast, estará participando das comemorações fazendo acrobacias na festa de hoje.

A história deste programa está bem detalhada no livro "Decolagem de um Sonho", de Ozires Silva. Foi grande vitória e objeto de muito orgulho para o pessoal da Embraer.

No dia 20/1/87, em Belfast, ocorreu a apresentação do Tucano RAF. Estavam presentes o chefe do Estado-Maior, vários oficiais generais, autoridades e dirigentes da Shorts; representando o governo brasileiro, o embaixador Souza e Silva, e eu representando a Embraer.

OZÍLIO CARLOS DA SILVA é engenheiro aeronáutico formado pelo ITA. Fez parte da equipe que fundou a Embraer, onde foi diretor de produção, comercial e superintendente.


 


Última alteração em 09-15-2010 @ 10:23 am

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