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Centenário do Gen Edmundo Macedo Soares e Silva
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-03-2006 @ 09:51 pm
 

 

(1901-1989)

(O pai da grande siderurgia no Brasil, a partir da CSN )

Em 9 jun 2001 transcorreu o centenário de nascimento no Rio de Janeiro , do General Edmundo Macedo Soares e Silva,  grande brasileiro que liderou , com o seu notável saber técnico e científico , intensa atividade  vitoriosa, de 1930-1946, para a idealização, projeto e negociação de empréstimo nos EUA, com vistas a implantação de uma grande siderúrgica no Brasil.

Objetivo que conquistou com a  implantação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda ,de 1941-Jun 1946, na qual labutou por cerca de  10 anos e da qual foi o seu diretor técnico e mais tarde seu presidente. Empreendimento industrial estratégico que se constituiu na mãe da industrialização do Brasil . Circunstância  que o imortaliza na História do Brasil, como um dos grandes agentes ,como cérebro e motor, da transformação do Brasil em país eminentemente agropecuário ,em país agropecuário e industrial.

Macedo Soares e a Indústria Bélica do Exército

Macedo Soares não se projetou somente  na industrialização civil do Brasil, como em nossa indústria bélica, traduzida pela Fábrica de Projeteis ( Granadas de Artilharia) do Andaraí , no Rio , a qual  foi incumbido de organizar e nela aplicou seus conhecimentos de fabricação de granadas de Artilharia que adquirira, em 1933, na empresa Breda, em Milão  na Itália, em estágio sobre Forno Elétrico . Oportunidade em que  furtivamente e discretamente  assistiu e anotou dados sobre a fabricação de granadas de Artilharia ,conforme nos confidenciou. Colaborou  também na instalação das fábricas do Exército em Bom Sucesso e Juiz de Fora , que junto com as fábricas militares de Curitiba, Piquete, Itajubá , Caju e arsenais de guerra do Rio de Janeiro e de General Câmara constituíram promissora base da Industria Bélica do Brasil, a qual depois da 2a Guerra Mundial foi progressivamente desmontada e substituída  pela IMBEL .

Lecionou  Metalurgia do IME de 1932-43 , por 9 anos ,bem como nas na escolas politécnicas do Rio de Janeiro  e São Paulo e na PUC do Rio .

Seu esforço na implantação de uma grande siderúrgica no Brasil e de uma Indústria Bélica do Exército , decorrera de seu sonho ,junto com um grupo de militares patriotas, revolucionários na década de 20 , e em grande parte ex alunos da Missão Indígena da Escola Militar do Realengo , de transformarem  o Brasil numa nação forte econômica e militarmente, como a única forma de manter a sua Independência e Soberania. E ,assim ,a grande siderúrgica que ele ajudou a concretizar de 1941-46, era para ele vital para a manutenção da Defesa e Segurança Nacional, num mundo abalado pela 2a Guerra Mundial , com nações lideradas por governos totalitários ,em busca da conquista de espaços vitais.

A CSN torna-se realidade

E a CSN  começou a tornar-se realidade quando o Brasil ,depois de realizar , no curso da 2ª Guerra Mundial ,política pendular, entre a Alemanha e Aliados, negociou, entre 7 abril a 14 junho 1939,após a visita ao Brasil do Gen Gerge Marshal  chefe do EME do Exército dos EUA e retorno do nosso Chefe do EME Gen Pedro Aurélio Goes Monteiro que o acompanhara em seu retorno aos EUA  ,  uma cooperação militar mais efetiva ,o que acabou por levar  os EUA a financiar a CSN em Volta Redonda ,a Cidade do Aço, em troca da cessão temporária ,pelo Brasil, das bases aéreas do Amapá, Val de Cans, no Pará e Parnamerim no Rio Grande do Norte. Bases que tiveram grande projeção estratégica no sucesso das operações dos Aliados no norte da África ,sul da Europa e mesmo da Ásia , por essenciais ,dentro do “Trampolim ou  Corredor da Vitória” ,para os EUA , via aérea ,atingirem  e reconquistarem a África  e dali reconquistarem o Sul da Europa e o Oriente Médio e ,a seguir ,atacarem a Europa em combinação com a grande invasão pela Normandia , lançada da Inglaterra .

Macedo Soares tomou parte nesta negociação e foi  conseguido do EXIBANK empréstimo de 20 milhões de dólares para construir da CSN, a mãe da industrialização brasileira, e ponto de inflexão do Brasil  agropecuário para o Brasil também Industrial.

A CSN e Volta Redonda – A  cidade do aço.

A CSN originou a grande  cidade de Volta Redonda, hoje com cerca de 250 mil habitantes e que  exerceu e ainda exerce grande influência econômica e social na região sul- fluminense, como uma espécie de capital regional.

Voltada Redonda e  CSN tão bem estudadas por, nosso confrade na Academia de História de Barra Mansa ,cuja fundação presidimos ,Alkindar Costa, na obra Volta Redonda 0ntem e Hoje  .( Volta Redonda,1992). Obra que faz justiça histórica a Macedo Soares, o qual , em decorrência dos tumultuados , violentos e trágicos 17 dias de greve na CSN ,a mais longa ali ocorrida e iniciada em 4  nov 1988 ,teve retirado seu busto e o seu nome de praça Macedo Soares onde se encontrava desde a fundação .Busto e nome retirados violentamente para dar lugar a Praça Prefeito Juarez Antunes – o Metalúrgico , falecido em acidente e por força de Lei Municipal 2.405 de 29 mai 1989 .

Fato lamentável que teve lugar pouco mais de 3 meses antes de Macedo Soares falecer , o que o velho general ,aos 88 anos  chocado e triste, disse-me não entender aquela imensa ingratidão para quem construíra a CSN e a Cidade do Aço .Creio que isto tenha precipitado sua morte. Foi uma tremenda injustiça que o radicalismo político provocou .Hoje ao que parece seu busto voltou ao local primitivo e poucos habitantes de Volta Redonda, segundo ,o historiador Alkindar citado , sabem quem foi Macedo Soares , cujo nome se encontra escondido na muito popular e conhecida sigla na Cidade do Aço o GACEMSS( Grêmio Artístico e Cultural Edmundo Macedo Soares).

Base cultural militar e participação na Revolução de 1922

Macedo Soares freqüentou o Colégio Militar do Rio de Janeiro de 1912-17, por 5 anos. Ingressou no Exército, na Escola Militar do Realengo, sendo declarado Aspirante da Arma de Engenharia , em jan 1921, como 1º lugar de sua turma .Promovido a 2º tenente passou a instrutor do Curso de Engenharia da Escola Militar . Nesta função tomou parte ativa ,ali  ,da Revolução de 5 Jul 1922, em protesto pelo  o fechamento do Clube Militar e prisão ,em local incompatível e humilhante , do Marechal Hermes da Fonseca, ex-ministro da Guerra, Presidente da República e então presidente do Clube Militar e líder  da profissionalização do Exército  que modernizara  como Ministro da Guerra e Presidente da República .

A forte repressão política  remeteu o tenente Macedo Soares  preso, junto com vários outros tenentes revolucionários , para o insalubre presídio de Ilha Grande, de onde ,depois de 2 anos e 8 meses de dura prisão, conseguiu de lá fugir, indo homiziar-se em residência defronte ao Palácio do Catete, conforme nos contou . Conseguiu deixar o Brasil e residir em Paris , onde viveria por cerca de 5 anos e meio, até retornar anistiado pela Revolução de 30, a qual prestaria relevantes serviços , com apoio na sua formação em Metalurgia na França. Ali cursara  Engenharia Metalúrgica e a partir de 1928 a Escola de Aciaría Industrial, ocasião em que foi condenado à revelia a 1 ano e 4 meses por sua participação na mal sucedida Revolução de 1922 que envolvera Mato Grosso, o Forte de Copacabana e a Escola Militar do Realengo .

Em 1929 concluiu a Escola de (Fundição)Metalurgia e estagiou ,para coroar  a sua formação profissional , nas usinas francesas de Choisy-le-Roi e de Chambéry e na usina italiana Breda ,em Milão. Virou grande autoridade em Metalurgia, circunstância a que o Povo Brasileiro está a dever ,em grande parte, o seu alavancamento industrial siderúrgico e o conseqüente  surto industrial geral .

Macedo Soares e a Siderurgia no Brasil

Em 1931, foi criada no Exército a Comissão Nacional de Siderurgia, cabendo ao Capitão de Engenharia Macedo Soares ser o seu relator e secretário. Ali defendeu a necessidade  de uma grande siderúrgica no Brasil, como fundamental ao nosso desenvolvimento.

Lecionou Metalurgia no IME 1932-43 e em 1943 na Escola Politécnica. Integrou Comissão Organizadora da Indústria Militar Brasileira sendo encarregado, em 1933 ,de organizar a Fábrica de Projeteis( Granadas de Artilharia)  do Andaraí.

Em 1937, major, consciente da importância da construção de uma grande siderúrgica para a manutenção da segurança e defesa do Brasil, numa conjuntura de guerra mundial que se avizinhava, aplicou-se a fundo no problema.

Em 1938 realizou exposição fundamental para a decisão governamental de construção de uma grande siderúrgica, da qual apresentou projeto que com algumas  modificações serviu-lhe de base para implantar, de 1941-46, no calor da 2ª Guerra Mundial ,a atual Companhia Siderúrgica Nacional.

Defendia uma grande usina para apoiar a construção de uma infra-estrutura de transportes ,indústria mecânica e construção naval etc. Enfim uma usina de 300.000 ton/ano para com seu apoio iniciar a erguer o moderno edifício industrial do Brasil.

Em 1940, como tenente coronel de Engenharia foi nomeado vice presidente da Subcomissão de Siderurgia da Comissão Executiva do Plano Siderúrgico. Teve aprovado , por empresa americana o seu projeto de uma siderúrgica, mas não o financiamento da mesma. Foi então enviado aos EUA , e ajudou a conseguir  com o EXIBANK um empréstimo de 20.000 .000 de dólares.

E em 9 abr 1941 viu criada a CSN, para a qual foi nomeado Diretor Técnico e designado ,no posto de  tenente coronel, para a sua implantação, a qual se estendeu  por cerca de 5 anos até jul 1946, data de sua entrada em funcionamento . Ali foi promovido a coronel .Mais tarde, como general na Reserva,  retornaria a direção da CSN por mais 6 anos, completando assim cerca de 11 anos em sua direção.

Governador do Rio de Janeiro e Ministro da Viação e Obras Públicas e Professor da ESG

Depois da construção da CSN  exerceu o cargo de Ministro da Viação e Obras Públicas em 1946, onde presidiu estudos para adaptar a Fábrica Nacional de Motores a uma indústria de paz e não mais de guerra para o reparo e produção de aviões.

Foi governador do Estado do Rio de Janeiro de fev  1947-jan 1951, eleito com quase 90 % dos votos apurados. Data de então haver inaugurado em Resende os modelares colégios Olavo Bilac e , Aníbal Benévolo, o tenente revolucionário de 22 ,como eel no interior da Academia Militar  Sua administração foi fecunda. Ao terminar do seu mandato integrou o Quadro Permanente da Escola Superior de Guerra (ESG) onde pronunciou cerca  de 20 conferências e foi encarregado de reorganizar a ACESITA. Promovido a General de Brigada em abril 1952, foi transferido para a Reserva com 35 anos de serviços. Conselheiro de Minas e Energia foi favorável a construção da Siderúrgica Manesmann ,em Belo Horizonte. Presidiu o Conselho de Desenvolvimento Industrial, quando deu parecer favorável a ONU para a construção de usina siderúrgica na Venezuela.

Na presidência da ACESITA e novamente na CSN

Em 1954 presidiu a ACESITA .Retornou então a presidência da CSN, quando empenhou-se em obter mais empréstimos, concretizados em cerca de 35 milhões de dólares para ampliar a CSN, pois o Brasil exigia mais produção. Em 1959 presidiu o Conselho Consultivo de COSIPA ..

Ao deixar a CSN em 1960 ,depois de 6 anos em sua presidência, ocupou a  vice presidência da Mercedes Bens do Brasil e foi conselheiro do Plano de Carvão. Em 1963 foi eleito vice presidente do recém fundado Instituto Brasileiro de Siderurgia.

Apoiou a Contra Revolução Democrática de 1964, ano em que foi eleito vice presidente da poderosa FIESP e presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia e da Confederação Nacional de Indústrias(CNI) para a qual foi reeleito em 1968.

Ministro de Indústria e Comércio e venda da FNM

Em mar 1967 assumiu o Ministério de Indústria e Comércio, no governo Costa e Silva .Criou em 1968 ,sob sua presidência ,o Grupo Consultivo da Indústria Siderúrgica(CONSIDER) que enfeixou toda a política siderúrgica.

A venda da FNM, a Alfa Romeo, em 1968, por ele sugerida, provocou muitas críticas, com medida desnacionalizadora. E justificou a venda da FNM argumentando “que as fábricas de veículos automotores não podiam se manter sem a associação de capitais estrangeiros. “

Em 1965, através de decreto, estimulou com incentivos fiscais ,a importação de máquinas e equipamentos.

Deixando o ministério, com a morte do Presidente Costa e Silva, dedicou-se a empresa privada.

A serviço da empresa privada

Dirigiu a Mercedes Bens do Brasil 1969-70, presidiu os Conselhos Consultivos da Mannesmann , da Dedini Metalúrgica, da III Conferência Nacional de Classes Produtoras, da APEC – Editora, da Standard Elétrica, da CONS-PLAN, do Clube de Engenharia e o Conselho de Administração da FGV. Foi diretor presidente da Parmet e presidente da Rheen Metalúrgica. Dirigiu o Centro de Indústrias de São Paulo e o Sindicato das Indústrias do Ferro

Foi membro titular da Academia Brasileira de Ciências, Honorário da Associação Brasileira de Metais, membro da Associação Americana de Engenheiros de Minas, Metalurgia e Petróleo de Nova York e da Associação de Engenheiros de Carvão e Aço de Pittisburg - EUA.

Dr. Honoris – causa pela Escola de Minas de Ouro Preto e pela Escola de Engenharia da USP. Deixou valiosa bibliografia sobre suas experiências profissionais em Metalurgia .entre as quais : Memória para a organização de uma Indústria siderúrgica no Brasil ( 1940); O ferro na HIstória e na Economia do Brasil . Escreveu mais de 100 trabalhos sobre Economia, Indústria e Metalurgia .

O Historiador Edmundo Macedo Soares

O Gen Edmundo foi eleito sócio honorário do IHGB em 19 ago 1960, quando conselheiro do COSIPA. Efetivo em 17 dez 1977 e benemérito em 17 abr 1975. Ao falecer em 18 ago 1989, aos 88 anos ,era o 2º vice presidente do IHGB e o presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil(IGHMB) . Era sobrinho do historiador ,ministro e embaixador José Carlos Macedo Soares que foi presidente perpétuo do IHGB.

No IGHMB como seu bibliotecário muito privamos com o General Macedo Soares. Dirigíamos o Arquivo Histórico do Exército, que ancorou por cerca de 5 anos o IGHMB, falto de infra - estrutura para desenvolver seu trabalho.

Lembro certa feita que tendo deixado nosso gorro sobre a sua mesa, ao retornar encontramos o General Macedo Soares, absorto e com o olhar distante e com nosso gorro em sua cabeça. Estranhei a sua atitude! Aí ele me disse que sentia muita saudade do seu tempo de coronel na CSN e continuou por algum tempo a despachar com nosso gorro de coronel em sua cabeça.

Lembro que sua última aparição pública antes de falecer, foi presidir sessão conjunta dos IHGB e IGHMB, no auditório do IHGB, em que éramos o palestrante. Ao término da mesma, ao passar pela sala com móveis  que pertenceram ao Conselho de Estado, alguém falou para outra pessoa: “Você conhece um monumento que caminha? Pois ali vai um! ”, e apontou para o General Macedo Soares.

Quando promovíamos no Arquivo Histórico do Exército(1985-91) sessões comemorativas de centenários de chefes do Exército ele com freqüência comparecia e dava o seu testemunho sobre os chefes com quem privara.

O falecimento do grande brasileiro em 10 ago 1989

O seu enterro  ocorreu  às 10 ;00 horas de 11 ago 1989 e foi pouco concorrido. Recordo que tive a grande honra, de ser o único com a farda do Exército a ali comparecer. Farda do Exército que ele tanto honrara e consagrara como destacado militar, professor, político(2 vezes ministro e governador) empresário , engenheiro metalúrgico emérito e historiador.

O Governo do Rio de Janeiro decretou 3 dias de luto e de igual forma a cidade de Volta Redonda, por decreto 3.186 de seu prefeito .

Então ali lembrei que a ele caberiam as seguintes palavras ditas pelo Major de Engenheiros Alfredo de Taunay ,em nome do Exército, ao Duque de Caxias, quando de seu enterro. .De que não eram necessários arroubos de eloquência e pompas de linguagem para tornar Caxias maior, bastando dizer que a sua maior virtude fora a Simplicidade  na Grandeza !

E desta Simplicidade e Grandeza Macedo Soares deu mostras ao repartir as glórias conquistadas como pai da grande siderurgia  no Brasil ,com seus antecessores pioneiros o Dr José Vieira do Couto e Manoel Ferreira da Câmara e Sá ,o célebre Intendente Câmara e mais D. João VI ,ao falar  em conferência no auditório do Ministério da Fazenda em 6 set 1945:

“Dois nomes de brasileiros ligam-se a exploração industrial de nossa riqueza siderúrgica : O Dr José Viera Couto , naturalista de renome ,antigo lente de Coimbra e residente em Diamantina –MG que já falava na necessidade da construção de grandes usinas e de se fazer a ligação da zona de minérios aos rios Doce, Jequitinhonha  e São Francisco ; e Manoel Ferreira da Câmara Bittencourt e Sá , o famoso Intendente Câmara que sustentou projetos idênticos ,aos de Vieira Couto, visando o estabelecimento de siderúrgicas na Bahia e em Minas Gerais. E D.João VI que ao aqui chegar , cuidou logo de montar duas usinas importantes para a época ,uma em Ipanema (próximo a Sorocaba em São Paulo ) e outra em Minas Gerais ,no Morro do Pilar .”

Lembrando dois expoentes da nossa indústria militar

Vale aqui lembrar dois grandes historiadores que foram expoentes na implantação, preservação da Industria Bélica do Exército. Foram os generais Edmundo Macedo Soares e Francisco de Paula Azevedo Pondé  membros e ex presidentes assinalados do IGHMB e membros atuantes do IHGB , cuja Diretoria integraram e hoje consagrados , com justiça na voz da História, patronos de cadeiras na Academia de História Militar Terrestre do Brasil( AHIMTB) . Personalidades singulares de patriotas que tivemos a subida honra de conviver e deles aprender valiosas lições  e que foram professores no IME  e cujas vidas e obras são dignas de serem seguidas  pelas atuais e futuras gerações de engenheiros militares do nosso Exército , em suas missões de contribuírem, com suas especialidades .para o crescente  índice de operacionalidade do Exército no cumprimento de sua missão constitucional , em especial a Defesa Militar do Brasil .

 


Última alteração em 07-03-2006 @ 09:51 pm

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