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Ordem do dia (31 Mar 1975) - aniversário da revolução
Inserido por: GrupoGuararapes
Em: 03-24-2011 @ 07:55 am
 

 

Tenente-Brigadeiro JOELMIR CAMPOS
DE ARARIPE MACEDO
De 25 Nov. 1971 a 14 Mar. 1979.
Ministro da Aeronáutica
 
     
 
 
ORDEM DO DIA  (31 Mar 1975)  - ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO
 
       "31 de Março" é data histórica que nenhum brasileiro verdadeiramente patriota poderá jamais esquecer. Povo e Forças Armadas, irmanados pelo ideal comum de preservar a maneira cristã e democrática de vida do povo brasileiro saíram às ruas no momento extremo em que a escalada comunista, já parcialmente  instalada no Governo de então, se preparava para desfechar o golpe final da tomada do Poder e implantar uma Ditadura de esquerda.
        São transcorridos onze anos e nesse curto período os Governos da Revolução restabeleceram a ordem social, sanearam as finanças do país, desaceleraram a inflação, promoveram o desenvolvimento econômico em ritmo jamais alcançado e deram ao povo um clima de ordem e segurança dentro do qual o trabalho honesto frutifica e gera riqueza. Mas nem sempre as lições da história são relembradas e aproveitados os seus ensinamentos; passados os momentos difíceis, vira-se a página e apõe-se um carimbo "arquive-se". É exatamente nos períodos de normalidade da vida democrática que o Comunismo se refaz, modifica sua tática em função da conjutura, infiltra-se em órgãos de classe e até mesmo nas maais herméticas instituições do país; seu trabalho é dissimulado, subliminar, jamais ataca de frente, salvo nas fases pré-finais da Guerra Revolucionária. Usando as liberdades democráticas e as garantias da Lei, seus porta-vozes clamam por mai s liberdade, quando na realidade, visam o retorno à baderna que levou à Revolução de 31 de Março de 1964. Nova tática dentro da mesma estratégia, ensaio de abertura para nova escalada, novos "slogans" sem nenhum conteúdo, mas que pela técnica da repetição, utilizando todos os veículos de comunicação e da propaganda, passam à  boca do povo num coro anônimo de reivindicações aleatórias.
        A Revolução não necessita negociar  uma imagem de conciliação, antes pretende alcançá-la através de uma atitude aberta e franca, onde os interesses nacionais sejam sempre colocados acima das acerbações político-partidárias. Problemas ainda existem e não são poucos; seria ingenuidade ou má fé exigir que distorções econômicas acumuladas ao longo da história, que contrastes sociais que datam do Império, pudessem ser totalmente removidos em pouco mais de uma década.
       A Aeronáutica está ciente e participa do esforço empreendido pelo governo para romper a barreira que nos separa dos povos desenvolvidos e estruturar a sociedade justa e humana que todos os brasileiros aspiram. Mas, para tanto, não pode a Revolução dormitar sobre os louros da vitória. Continuemos atento e vigilantes, tornemos inquebrantável a união entre as Forças Armadas e cerremos fileiras em torno do nosso Comandante supremo - Presidente ERNESTO GEISEL - em defesa da salvadora da Revolução de 31 de Março de 1964, processo irreversível de luta pelos ideais que nortearam.
 
 
Obs. Na época, A Ordem do Dia em tela foi divulgada amplamente pelos veículos de comunicação.
 
 
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Recordar

 
Editorial do jornal "O Globo" do Rio de Janeiro, em sua edição de 02 de setembro de 1964.

 

 

RESSURGE A DEMOCRACIA
 

 

Vive a Nação dias gloriosos.. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

 

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo. Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

 

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo. As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, "são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.

 

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei. Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Exe cutivo Federal.

 

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém.

 

É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

 

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.

 


Última alteração em 03-24-2011 @ 07:55 am

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