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COLEÇÃO GRANDES LÍDERES - A Vida de Carlos Salvador - A Infância
Inserido por: Itauna
Em: 05-05-2014 @ 06:27 pm
 

 
  • A vida de Carlos Salvador
  • A infância     

O interessante é que algumas pessoas têm lembranças tão férteis e claras da sua vida intrauterina até o limite dos sete anos, quando começa a desenvolver o pensamento lógico, fazendo com que ao parar para pensar e refletir sobre aquele período surge na sua mente uma vivência cronológica como se fosse um videoteipe. Tenho resquício desse período de minha vida de forma tão clara que as vezes me assusta. As ocorrências tumultuadas em casa, conseqüência de uma família abaixo da linha da pobreza e totalmente desorganizada, tem a sua origem na fase bem próxima do casamento de meus pais. A minha família paterna desfrutava de uma vida faustosa possuidora de bens materiais e não tinha nenhum problema financeiro. Meu pai e meus tios estudaram nos melhores colégios da época pois o meu avô, filho de portugueses de Cabo Verde, era o dono de uma frota de barcos que faziam a travessia da Ilha de Itaparica para um pequeno cais na cidade de Salvador na Bahia. Essas posses e bens lhes facultavam uma vida considerada de classe média alta proporcionando-lhes uma vida com todas facilidades da época. Meu avô Pedro, muito mulherengo e malandro nato. Levando uma vida desregrada, perdeu todos os seus bens. Isso poderia ter sido evitado se a minha avó não fosse uma pessoa muito orgulhosa e não assinasse os papeis autorizando a venda da frota de barcos para saldar dívidas conseguidas nas farras franciscanas realizadas por seu marido. Quando meu pai se casou, muito jovem ainda, a sua família já estava em fase de decomposição financeira. Minha mãe, também, muito jovem, com dezesseis anos apenas e sem nenhuma experiência de vida, pois a família da parte de minha mãe, também filhos de portugueses do Porto estava, como era comum na época, em franca decomposição e achavam que o casamento era, no momento, a solução mais viável para os problemas desse calibre. Podem imaginar que esse tipo de solução para resolver situações financeiras dificilmente daria certo. As conseqüências foram danosas para os filhos que começaram a nascer. Fui o segundo filho da série de seis que lograram sobreviver ante todas as dificuldades inimagináveis. Três morreram prematuramente, meses após o parto, ainda bem! Era o limiar do ano de 1937, mais precisamente no dia 1º de janeiro, às 0400 horas da manhã quando nasci. Bem! Capricorniano com ascendente em Sagitário tinha nascido, sem sombra de dúvidas, nesse momento um lutador nato. Na época era muito comum o uso de parteiras, as quais eram mulheres muito experientes na arte de dar a vida à crianças na própria residência das pessoas. Por coincidência a mulher que me aparou era minha tia-avó por parte de pai e tinha uma característica pessoal insólita para a função que exercia – era cega. Predominava à época famílias patriarcais ou em número menor as matriarcais. Mas a minha família, considerando a falta de experiência da minha mãe para as questões inerentes a uma dona de casa e o ingresso do meu pai no alcoolismo, o centro da instituição social passou para as mãos da minha avó, que por possuir uma personalidade dominante assumiu o comando da casa e o seu domínio que era tão forte que hoje considero que tive no início da minha vida uma família “Avoarcal”. A sua influência era tão tirânica que ela se dava ao luxo de escolher e distribuir os seus netos, quando nasciam, para outras pessoas da família sem consultar aos pais e sua decisão era irrevogável. Mas, como “toda adversidade traz em si a semente de um bem igual ou melhor” no meu caso específico considero que o destino, se é que existe, foi bastante promissor.

 

 


Última alteração em 06-02-2014 @ 12:18 am

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