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COLEÇÃO GRANDES LÍDERES - A Vida de Carlos Salvador - A Yoga
Inserido por: Itauna
Em: 05-05-2014 @ 10:11 pm
 

 

 

A YOGA – Contato para a auto-perfeição

 

Na cidade do Salvador era muito comum nos anos de 1920 em diante, a existência  de doenças endêmicas, epidêmicas e infecto-contagiosas que grassavam na população de uma maneira geral.

Nas famílias situadas abaixo da linha da pobreza a tuberculose, a lepra e doenças hepáticas apresentavam um espectro muito grande ocasionado por ingestão de alimentação desprovida da necessidade mínima diária de nutrientes para se manter uma boa saúde, principalmente se estivesse na fase de crescimento. A lepra era muito comum, contraída pelo uso imoderado e indiscriminado da carne de porco, muito usada na época, pela facilidade que tinham as famílias de criar esses animais, haja vista o ambiente propício existente sem nenhuma  higiene e saneamento básico. As doenças degenerativas de fundo hepático era, sem sombra de dúvidas a de maior ocorrência, ocasionadas pelo uso constante de água de má qualidade, sem filtrar e sem ferver ou pela ingestão de álcool em grandes quantidades, hábito esse muito arraigado nas famílias baianas, resultado da hereditariedade social transmitida de pai para filho da vida nas senzalas.  Era também, muitas vezes ocasionada pela picada do mosquito anofelino, transmissor do impaludismo, da malária e de outras enfermidades correlatas, cujo tratamento por ser altamente agressivo à célula hepática e dependendo do alto grau da  gravidade, o órgão não se regenerava, tornando-se uma doença crônica.

No recôncavo baiano era muito comum grandes regiões alagadiças, em cuja lama proliferava o criadouro do dito mosquito  transmissor da malária. Os moradores daquele local já viviam imunizados porque haviam contraído a doença e sido vacinados contra a mesma. Porém, os visitantes, na maioria das vezes, eram surpreendidos pelo transmissor vindo contrair a doença, conforme aconteceu comigo.

Era muito comum naquela época o médico de família que realizava, periodicamente, visita nas casas que estavam sob a sua responsabilidade para avaliar a situação da mesma sob a sua tutela. No caso da nossa a visita se revestia de um caráter insólito, porque o mesmo além de ser nosso médico era padrinho da minha mãe. Quando aos 12 anos de idade contraí a doença, após uma visita a parentes em São Tomé de Paripe, no recôncavo baiano, ficou muito mais fácil a  cura porque foi imediatamente constatada a causa, sendo ministrado os medicamentos necessários para a cura da enfermidade. Porém o facultativo alertou a família que por ser o medicamento usado para debelar  a doença muito agressivo à célula hepática parte do órgão ficaria para sempre comprometido e lesionado,  uma  vez que as células hepáticas não se “regeneram”.

Pois bem, a partir daí realmente a minha alimentação passou a ser uma alimentação balanceada e comecei a ter que evitar ingestão de determinadas substâncias as quais não eram mais aceitas pelo organismo. As gorduras, frituras, determinados tipos de carne, ovo, bebidas alcoólicas, leite conservas etc.

Essas restrições perduraram até quando fui para as Forças Armadas. Lá não poderia escolher uma alimentação adequada para mim e como estava sendo preparado o meu corpo físico para a reserva, tive que comer de tudo que era oferecido, pois em campanha era esse o procedimento. O que era de se esperar: a situação se agravou a tal ponto que até o cheiro do alimento engordurado e da fritura me causava náuseas e vômitos. Pensei comigo mesmo, isso não pode permanecer assim, senão a minha permanência no Exército vai ficar comprometida, tenho que tomar uma providência e muito rápido.

Nas FFAA eu era o que se chamava na gíria de caserna "percevejo". Sem família nem pessoa conhecida que eu pudesse compartilhar com a moradia, morava no próprio quartel, no qual convivia com outros jovens que passavam pela mesma situação.

O quartel era o então 1º G Can Au AAé 40 situado no bairro de São Cristovão – Rio de Janeiro, o qual já estava preparado para essa situação dos jovens que ali incorporavam. Com o tempo fui descobrindo em conversas com certas pessoas que sofriam de problemas no fígado de que algumas ervas naturais eram propícias para aliviar os sintomas provocados pelas crises hepáticas. Essas ervas eram encontradas "in natura" ou nas pessoas que comerciavam nas feiras livres. As mais eficientes eram: Boldo, Alumã e outras.

O Laboratório Químico Farmacêutico do Exercito produzia um Extrato Hepático muito bom para aliviar as crises, porém, não curava o processo degenerativo.

Certa vez aconteceu algo de forma insólita que considero, até hoje,  como o início para a cura dos meus problemas hepáticos pelo fato de ter me proporcionado o conhecimento de que tanto eu precisava para manter o meu corpo físico em estado de higidez e saúde permanente até a data de hoje.

Nos anos de 1959 a 61, existiam na cidade do Rio de Janeiro, linhas de transportes denominadas de "micro ônibus", as quais só permitiam que os passageiros viajassem sentados e eu peguei um desses veículos com destino ao bairro de São Cristóvão. Na vaga do mesmo banco que eu estava  se sentou uma pessoa lendo um livro. De soslaio comecei a acompanhar a leitura de forma dissimulada e fui acompanhando porque a mesma me chamou atenção pois era um assunto totalmente desconhecido para mim. Em dado momento ao ser o livro manuseado pela pessoa  vi  o título "Quatorze Lições de Filosofia Yoga". Nesse titulo a palavra "yoga"  marcou, indelevelmente, meu subconsciente, pois era a primeira vez, na atual existência, que eu via esta palavra.  Continuei  a acompanhar a leitura até que a pessoa que estava lendo o livro percebeu a minha curiosidade e egoisticamente, olhou para mim, riu de forma inquisidora, fechou o livro e coloco-o debaixo da perna entre o banco do veículo. Logo a seguir o passageiro percebeu que já havia passado do local que ia saltar se levantou e deu o sinal de forma apressada e se dirigiu para a porta do micro ônibus para descer. Percebendo que o mesmo tinha esquecido o livro no banco ainda tive o impulso de alertá-lo quando algo me falou no meu ouvido "este livro é para você"!  Deixe-o ir embora.

Pois bem! a partir daí tive o meu primeiro contato com a Filosofia Yoga. Li e reli o livro várias vezes e no próprio livro haviam citações de outros da Coleção Yogue da Editora Pensamento do autor Yogue Ramacharaca, como por exemplo: Ciência Hindú-Yogue da Respiração, Hatha-Yoga (Filosofia do Bem-estar Físico), Jnana-Yoga (Yoga da Sabedoria), Raja-Yoga (Desenvolvimento Mental), Curso Adiantado de Filosofia Yogue, Cura Prática pela Água, a Ciência da Cura Psíquica, Cristianismo Místico e A Vida Depois da Morte.

A partir daí me enveredei no caminho do conhecimento e da prática da Yoga por intermédio de outros grandes autores do ramo, tais como Swami Abbedananda, Mouni Sadhu, Swami Vivekananda, Desmond Dunne, Annie Besant, Arthur Osborne. H.P. Blavatsky; autores nacionais como: Prof Caio Miranda,  Prof José Hermógenes e outros.

Por intermédio da leitura desses livros me tornei um Yoghine e comecei a praticar a respiração Yogue preconizada pelos autores, aliada a prática da Hatha-Yoga com o intuito de melhorar o meu corpo físico.

Durante os exercícios senti que para melhorar tanto meu corpo fisco denso como o corpo físico etérico teria que praticar a respiração completa que o autor indicava, em um ambiente puro, limpo e saudável sem nenhuma poluição e sobretudo grande quantidade de “prana” – energia vital. Comecei a procurar esse ambiente pois sabia que a melhoria da minha saúde dependia desse espaço que eu passei a considera-lo um “Espaço Sagrado”. Depois de muita procura encontrei esse espaço.

Na década de 1950 ainda existia aqui no Rio de Janeiro espaços preservados de poluição onde o seu ar permanecia puro e saudável. Poucas casas, poucos veículos motorizados, quantidade muito grande de árvores frondosas, áreas montanhosas pouco exploradas, com a flora e a fauna exuberantes. Rios, cachoeiras e quedas d’agua límpidas e puras próprias para o consumo, sem risco de contaminação.

A Floresta da Tijuca com sua fauna e flora exuberante preenchia esses requisitos de forma completa.

Consistia o tratamento em aliar uma boa alimentação saudável, exercícios aeróbicos (caminhadas), oito horas de sono, respiração plena, pensamentos positivos, reta ação e asseio corporal esmerado. Assim era a constituição de “um dia do Yoghine”.

A vida militar me oferecia, em parte, o necessário para realizar o tratamento, haja vista, que naquele tempo era quase que sagrada a prática de esportes e obrigatório o treinamento físico diário por intermédio da ginástica do método austríaco que começava com a fase preparatória, passava para a propriamente dita com os exercícios próprios de efeitos localizados para um completo desenvolvimento corporal dando prosseguimento a essa fase do exercício com uma longa corrida que era de efeitos gerais, finalizando com a volta à calma, ficando, dessa forma, o instruendo preparado para a prática do esporte  que tivesse prevista no QTS - Quadro de Trabalho Semanal preconizado pela 3ª Seção  da Unidade, que via de regra era um desses esportes coletivos: futebol de campo, futebol de salão, futebol americano, voleibol ou basquetebol.

Era, então, o ano de 1959, já havia sido promovido à graduação de 3º Sargento. Adquiri, portanto, um preparo físico tão exuberante que fui observado pelo Oficial Instrutor de educação física, o então Tenente Wanderley, que achou que eu tinha reais condições para ser o seu monitor, pois já conhecia e dominava muito bem as diversas seqüências dos exercícios. Tanto fosse a ginástica a mãos livres, com bastões, com mosquetão, com alteres ou troncos. Ao passar a exercer a função de monitor melhorei muito o meu desempenho físico pois  ficava à frente da tropa num plano mais elevado (tablado) com a responsabilidade de  mostrar, primeiro, para toda a tropa a seqüência do exercício, na mais completa perfeição, que era repetido por todos.

Com essa prática diária aliada a uma boa alimentação os militares conquistavam um preparo físico tão exuberante que nos testes físicos, nos esportes e finalmente nas olimpíadas apresentavam resultados muito próximos dos níveis dos atletas de ponta alcançados na Escola de Educação Física do Exército.

O tronco da Filosofia Yoga se subdivide em vários ramos ou vertentes, os quais facultam ao iniciado a escolha que mais se adeque ao seu temperamento. No momento considerando que o meu objetivo principal e definido era adquirir um corpo físico perfeito por intermédio do estudo e prática metódica da Hatha-Yoga conclui que seria ela a mais adequada para mim naquele momento.

Sem dúvida, ao começar a praticar a respiração profunda, indicada no livro “Filosofia Hindu Yoga de Respiração” do Mestre Yogue Ramacharaka comecei imediatamente a obter resultados surpreendentes no meu desempenho físico e psicossomático.

Nesse período estava residindo próximo a Usina no bairro da Tijuca cujo logradouro era caminho para a Floresta do mesmo nome, acordava às 0500 h da manhã e fazia a  caminhada praticando conscientemente conforme determinava o Mestre Yogue em suas instruções, inspirando pelas narinas, mentalizando estar absorvendo grande quantidade de “Prana” ou energia vital, retendo esse alento por um período mentalizando que o mesmo está percorrendo os recantos mais recônditos do meu corpo físico purificando-o e finalizando o processo expirando, também, pelas narinas mentalizando que está expelindo toda mazela, imperfeição e impurezas existentes no corpo físico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Última alteração em 06-02-2014 @ 12:52 am

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