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CRUZAUM - Cartilha nº 4
Inserido por: Itauna
Em: 05-13-2014 @ 11:17 am
 

 

 

MINISTÉRIO CRISTÃO

SISTEMA D'AUMBHANDAN

UMBANDA INTEGRAL

CARTILHA Nº 04   CRUZAUM CRUZADA DOS MILITARES FIÉIS UMBANDISTAS DO BRASIL

 

A PASSAGEM DE GOVERNO FINAL DA MONARQUIA

PARA O PERÍODO DA REPÚBLICA BRASILEIRA

 

O derradeiro governo do período da monarquia – Dom Pedro II, nascido em 2 de dezembro de 1825 no velho Palácio de São Cristovão, atual Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, cidade do Rio de Janeiro. Era filho do primeiro imperador da independência, e de dona Leopoldina, a primeira dama imperatriz, que veio a falecer no ano seguinte ao do nascimento do imperial menino.

Praticamente não teve infância o menino Pedro II, ou melhor dizendo, talvez, teve uma infância melancólica, sem grandes alegrias próprias duma criança nessa idade, sem carinho, sem amor materno. Órfão, quando mais precisava da assistência visível da mãe, passava por novo golpe, aos sete anos de idade, quando o pai Dom Pedro I abdicava em seu favor, depois de nomear José Bonifácio tutor do pequeno príncipe e de suas irmãs, recomendando-lhe que educasse o menino “nos sentimentos de honra e de patriotismo com que devem ser educados os soberanos”.

Homens severos aparentavam a zelar, a partir de então, pela educação política do pequeno príncipe ao qual recusavam até mesmo inocentes folguedos, prescrevendo-lhe horário de estudos terrivelmente rígido. Tinham cuidados, provavelmente, de que pudesse sair o pai, pudesse fazer as maracutaias do pai, aquele irrequieto Pedro I das aventuras amorosas, das atitudes impetuosas, dos gestos bruscos.

Estudo e mais estudo, eis o que se impunha, o que se exigia do herdeiro, cuja distração eram pequenos passeios pelas alamedas da Quinta da Boa Vista nos ombros de um preto velho e dedicado escravo, o negro Rafael.

Tutores e preceptores preparavam um sábio, um homem de letras, um estudioso do idioma sânscrito, mais do que um monarca. Aos seis anos, aprendia gramática, lia inglês, ensaiava os primeiros conhecimentos de francês.

Não era boa a saúde do pequeno príncipe, tratado de órfão nacional, olhado pela população da época com ternura e amizade, tanto assim que em várias ocasiões, quando mais fervilhava a paixão política, foi ele retirado do seu palácio e conduzido a chácaras dos arredores da cidade para passar alguns dias, pois havia sempre o receio de que algo de mau pudesse acontecer a Dom Pedro II.

O marquês de Ithanhaem, um dos tutores imperiais, deixou um retrato interessante de Dom Pedro II menino, ao escrever: “O imperador é uma construção débil e o seu temperamento nervoso. Em outubro do ano passado (1833) sofreu um ataque de febre cerebral, que fez recear pela sua existência. Seu restabelecimento completo tem sido lento e interrompido por ligeiros sofrimentos do estômago”.

Não é de estranhar que, com uma educação desse tipo, aos 14 anos o jovem fosse um homem em miniatura, precoce, capaz de assumir o governo imperial; impuseram-lhe porque a verdade é que a chamada revolução da maioridade, começara o movimento parlamentar destinado a fazer o imperador governar, desde logo foi uma imposição política velada.

Que havia razões de Estado poderosas para que lhe fosse entregue desde logo o poder, havia. O Brasil, talado pelas divergências políticas, minado pelas revoluções, pelas desordens nas finanças, corria, realmente, o risco de fragmentar-se de uma só vez. Já se falara em separatismo no sul, aliás.

Não tinha Pedro II completado quinze anos de idade quando em 1840, os parlamentares dessa ocasião, alguns poucos seriamente preocupados com o rumo das ocorrências ilícitas, lhe perguntaram quando desejava que fosse proclamada a sua maioridade e, conseqüentemente, quando pretendia assumir o poder: ­­– “Quero já” – foi a resposta.

E com quatorze anos Dom Pedro II foi declarado maior e passou a  dirigir os destinos do Brasil, cercando-se dos preferidos conselheiros e auxiliares, o que bem revela o seu grau de maturidade.

Se alguém imaginava que poderia manobrá-lo fácil, dirigi-lo ao  sabor de seus mesquinhos interesses como, por exemplo, o barão de  Penedo, logo cedo perdeu toda e qualquer ilusão a esse respeito.

Os políticos trataram de arranjar casamento imediato para o jovem governante. Por isso procuram-lhe uma esposa nas casas reais da Europa e a escolha recaiu em dona Teresa Cristina, princesa de linhagem fina, irmã do rei das duas Sicilias, mais idosa quatro anos do que Dom Pedro II. E o casamento foi acertado e em setembro de 1843 ela chegava ao Brasil. Conta-se que Dom Pedro II teve desilusão amarga: a princesa era muito diferente do que diziam os retratos dela.

Várias revoluções Dom Pedro II teve que sufocar durante o seu governo, em São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Sul. O seu espírito tolerante, jamais permitiu o elevado índice de violência, miséria, humilhações e perseguições aos vencidos, aos quais sempre concedeu anistia ampla e irrestrita.

Do seu bolso particular pensionou artistas e intelectuais que graças a isso puderam realizar-se, realizando notáveis obras culturais. Fundava-se a idéia do Mecenato.

Teve que deslocar as tropas e enfrentar os conflitos externos violentos, como foi a guerra do Paraguai que durou cinco anos de batalha e que teve nesse monarca o seu grande general, organizador das necessárias providências que nos permitiu vencê-la, quanto mais não seja porque teve o mérito de ele mesmo escolher os chefes, dirigentes, os bravos generais que nos deram a vitória.

Quando o Rio Grande do Sul foi invadido pelas tropas de Lopes, Dom Pedro II partiu para lá, para a fronteira. Queria estar à frente no “teatro de operações da guerra, fazia questão de ajudar a derrotar o inimigo, a fazê-lo sair do chão da pátria brasileira, a vencê-lo. De fato o assistiu à rendição dos paraguaios em Uruguaiana.

Envergando o seu uniforme de general defensor do Brasil, envolto no poncho de combate, a cavalo, participou o monarca do grandioso episódio de nossa história militar.

Quando pretenderam impedir que ele partisse para os campos do sul, mostrando-lhe os riscos que correria, os perigos a que se exporia, argumentando com a sua condição de dirigente soberano do Brasil, Dom Pedro teve esta frase lapidar, bem reveladora do seu caráter inigualável e patriotismo: “SE ME PODEM IMPEDIR DE SEGUIR COMO IMPERADOR NÃO ME IMPEDIRÃO QUE ABDIQUE E SIGA COMO VOLUNTÁRIO DA PÁTRIA!”

Terminada a guerra, quiseram erguer-lhe uma estátua, organizando para isso uma subscrição pública que rendeu vultosa quantia. Ciente do fato, o monarca manifestou seu desagrado e sua desaprovação.

– “Estátua, de maneira nenhuma!”

Que o dinheiro apurado construíssem uma escola. Esta sim a maior homenagem que poderiam prestar-lhe, em reconhecimento ao seu ato de bravura e na qualidade de general que chefiou as tropas na fronteira. E a escola foi construída no Largo do Machado, cidade do Rio de Janeiro, chamado-se depois, Amaro Cavalcanti.

Nenhum governante foi mais ousado e simples do que Pedro II que sempre repudiou a escravidão da indiada, herdeiros legítimos do chão brasileiro, e dos negros provenientes de vários pontos da África, de diferentes nações, e que cultuavam as divindades de suas tradições, diferentes, também, uma das outras. Assim, esses estrangeiros negros trouxeram consigo sua religiosidade e, em virtude do avilta decorrente da situação social de escravos, eram discriminados por cristão judaizantes, muitas vezes violentados brutalmente. A lei da coroa portuguesa jamais foi cumprida, salvo no que diz respeito ao batismo cristão. Essa legislação específica atendia, mais do que nada, às relações entre o governo mesclado de português e judeu português, os banqueiros internacionais, e a Igreja de Roma – os cristãos-romanos e cristãos-judaizantes, e à teologização da ICAR com relação o sincretismo. Era indispensável, sem dúvida, que, junto com a introdução de nações africanas na religião católica, por meio do batismo obrigatório, se processasse O ESVAZIAMENTO DE SUA IDENTIDADE E A FRAGILIZAÇÃO DE SUAS POSSIBILIDADES DE RESISTÊNCIA CULTURAL. Por causa dessas coisas, Dom Pedro II se sentiu extraordinariamente muito feliz com a lei de 13 de maio de 1888, que extinguiu a escravidão em todo o território brasileiro. Porém, existem alguns, ainda hoje, pela dupla nacionalidade teimosamente jamais cumprem a lei áurea. Depois de Isabel, talvez tenha sido Dom Pedro o brasileiro que mais apreciou a Abolição, na qualidade de governante, embora sabendo muito bem que aborrecia e, ao mesmo tempo, contribuiria para aumentar o número de descontentes com o trono soberano e mal visto.

Conhecedor também do grego antigo e da egiptologia. Não havia questão social, por menor que fosse, não estivesse no seu conhecimento. Seu nome era conhecido nos maiores espaços intelectuais de todo o mundo.

Enfim, banido pela revolta por parte de agente secretos em 15 de novembro de 1889, fizeram implantar a República do Brasil. Embarcado às pressas rumo à Europa, no exílio, Dom Pedro II nunca teve uma palavra de recriminação, apesar das desordens nas finanças do país, nunca teceu qualquer crítica aos “vitoriosos” de cá e de lá.

Um mês e alguns dias após a proclamação, faleceu no Porto, Portugal, a imperatriz Teresa Cristina, o que profundamente ao monarca que por sua vez foi ao encontro da morte exatamente à meia noite de 05 de dezembro de 1891, aos 66 anos de idade, num hotel, em Paris.

Os restos mortais do inigualável governante do Império repousam, hoje, em mausoléu na Catedral de Petrópolis.

“Nós, os brasileiros legítimos nacionalistas de agora, lhe somos grato pelo seu heroísmo e esforço indefeso de meio século em defesa do Brasil, em favor da Bondade, da justiça verdadeira e da Paz. O juízo que fazemos, hoje, dele e de seu governo imperial, é o que ele, como nenhum outro brasileiro da sua época, bem mereceu da Pátria amada”. (Parafraseando Oliveira Viana – “O ocaso do Império”.)

 

O PRIMEIRO EMPRÉSTIMO DO PERÍODO DA REPÚBLICA.

 

Sendo proclamada a República, ocupou a chefia da presidência da República o Marechal de Exército Deodoro da Fonseca e seu vice-presidente era o Ajudante-General de Exército Floriano Peixoto. Ocorreram, no Congresso, vários atos de violência. Tendo Deodoro se incompatibilizado com os congressistas, decidiu pela sua renúncia ao cargo de chefe soberano do país. Sem demora, assumiu a presidência Floriano Peixoto, já então Marechal, resolvendo enfrentar movimentos rebeldes, praticamente, por sua vez revides arbitrários e violências.

Entre as primeiras providências adotadas por Floriano Peixoto figuraram a suspensão do Estado de Sítio, que Deodoro decretara, e a revogação de dissolução do Parlamento, ordenada pelo seu antecessor, podendo-se afirmar que sua atuação como chefe soberano ajudou sobremodo a implantação do novo regime político no Brasil. Sua negativa em sancionar decreto do Congresso referente à eleição dos presidentes da República, deu motivo a um levante, precedido de motins em vários pontos da cidade do Rio de Janeiro sob o comando geral do Almirante Custódio José de Melo.

A 24 de fevereiro de 1891, acontecia a primeira promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil. A velocidade adquirida com os empréstimos da monarquia, piorou a situação das finanças, tendo acelerado ao sopro dos muitos desperdícios republicanos e rolamos mais depressa à beira do abismo...

Enquanto isso, ocorria a chamada Revolta da Esquadra, da qual participou, já no final de campanha, o Almirante Saldanha da Gama; tombou estupidamente morto em Campo Osório, nas planícies do sul. O Almirante Custódio José de Melo lançou um Manifesto à nação, explicando os motivos da rebelião. E a esquadra chegou a disparar os canhões contra posições e bases estratégicas no Rio de Janeiro.

Floriano Peixoto combateu a revolta com mão de ferro. Por isso, então, foi reconhecidamente cognominado o Marechal de Ferro, no sul para onde se deslocavam as atividades dos revoltosos. No final do combate, prepostos seus praticaram atos de atrocidade, fuzilando até mesmo inocentes ou simples suspeitos de não serem simpatizantes do governo.

Em 1893, acontecia o primeiro empréstimo do novo regime com a casa dos Rotschild, com o objetivo das obras de construção da Estrada de Ferro Oeste de Minas, garantido pelo governo republicano: £ 2:968.000 (dois milhões, novecentos  e sessenta e oito mil libras)  de  capital  real  reduzidas a £ 2:374.000 pelo tipo 80. O capital nominal elevava a dívida a £ 3:710.000. Calculando os juros de 5% ao prazo de 30 anos, segundo o contrato, veremos que as £ 2:374.000 ao Tesouro Nacional elevar-se-á em £ 9:275.000!!

Em abril de 1894, foi sufocada a revolta. O Marechal de Ferro contou, para isso, com o auxílio de navios de guerra estrangeiros. Continuou a inquietação a dominar o país, não sendo pacificados os ânimos nem mesmo com a eleição de Prudente de Moraes, O PRIMEIRO PRESIDENTE CIVIL, em substituição ao Marechal Floriano Peixoto que, enfim, deixou o poder em 15 de novembro de 1894, alvo de violentos ataques e ódios inúmeros de parlamentares.

A 29 de junho de 1895, Floriano Peixoto faleceu, num lugar denominado Divisa, atualmente Floriano, no Estado do Rio de Janeiro. Encontra-se sepultado em mausoléu no cemitério de São João Batista, antiga Guanabara. Foi um homem ensimesmado, pouco amigo de conversas, e observava muito. Na campanha do Paraguai distinguiu-se por atos de bravura e chegou a comandar o 9o Regimento de Infantaria, no posto de major.

Um mês após a sua morte, precisamente, em 17 de julho de 1895, sendo ministro da Fazenda o conselheiro Rodrigues Alves, acontecia mais outro empréstimo – o segundo da República com  Rotschild: £ 6:000.000 reais  por £ 7:442.000  nominais, reduzidos de  15%,  em  virtude  do tipo  85, portanto £ 5:100.000,   das   quais    os   banqueiros   internacionais   retiraram    ainda £ 2:000.000 para resgate da dívida flutuante do Governo Brasileiro com eles próprios, juros de 5% e prazo de 30 anos. Custar-nos-á essa brincadeira estrangeira £ 18:605.000! O ministro da Fazenda Francisco de Paula Rodrigues Alves fora agraciado pela princesa Isabel com o título de conselheiro, pertencera o partido conservador, exercera diversos cargos públicos de confiança no Império. Presidente de São Paulo em 1900 e eleito para presidir a República, posteriormente, tendo assumido o poder em 1902, deixando a presidência do país em 1906.

Não era possível agüentar o peso esmagador do devorador juros,  sobretudo depois das perturbações políticas, sociais e militares do início republicano.

Era pregada claramente a revolução republicana, em 1890. Rui Barbosa de Oliveira escreveu a esse respeito no seu jornal. Era ministro Interino da Justiça, promoveu uma reforma financeira que provocou tremendos debates políticos e furiosos ataques contra a sua pessoa. Coube-lhe, também, elaborar a primeira Constituição da República de 1891, na qual prescreveu a COMPLETA SEPARAÇÃO DA IGREJA DO ESTADO, excluindo dos programas escolares o ensino da religião. Isso faz-nos pressupor mais uma estratégia psicossocial do lobi judaico/protestante.

A 15 de novembro de 1898, Manuel Ferraz de Campos Sales, eleito presidente da República e governou até 15 de novembro de 1902. Esse governante e o banqueiro judeu Rotschild fizeram o “1o funding-loan”, isto é, o novo primeiro empréstimo de consolidação, garantido pela renda das alfândegas brasileiras, coitadas! Emitiram-se bônus no valor de £ 8:613.717 a juros de 5% e prazo de 63 (sessenta e três) anos. Verdadeira hipoteca do futuro da população brasileira massacrada. (1898-1961)!

Esses títulos representam, ainda hoje, os juros acumulados que passam a constituir novíssima dívida, rendendo novos juros atualmente. Em 31 de dezembro de 1930, logo depois da queda do governo Washington Luiz, ainda haviam em circulação bônus no valor de £ 6:872.600. (cf. Anuário da Bolsa – 1931.).

Uma grande preocupação de recuperar as finanças do país, seriamente abaladas, e, no entanto, Campos Sales mostrou que a sua preocupação com a péssima situação do país só os Rotschild podia dar a ele a solução final.

Na sua obra intitulada “História da República”, José Maria Bello explica a situação pela maneira seguinte: “Os nove anos de lutas políticas, conspirações, levantes  militares e guerra civil, que haviam convulsionado a República, tinham reduzido o Tesouro à extrema penúria. O orçamento para o exercício de 1898 fora votado com uma previsão de déficit de £ 5:408.000. A venda de navios da Armada aos Estados Unidos, então em guerra com a Espanha, pela independência de Cuba, e a  conversão em título de 5%, papel de empréstimo interno de 4% ouro, conseguiram diminuir o déficit em cerca de hum milhão de libras devidas aos banqueiros.

O governo teria, portanto, de adquirir no mercado de câmbio, explorado pelos judeus da casa Rotschild, a QUANTIA DE QUATRO MILHÕES DE LIBRAS RESTANTES. Os políticos do Congresso fizeram o cálculo da conversão ouro sobre a base do câmbio a 8d., média do exercício de 1897. Como as taxas cambiais haviam decido a 5d., o dinheiro papel necessário para cobrir os prejuízos ouro, acrescidos de cada uma letra do Tesouro de £ 1 milhão de esterlinas, a vencer-se no exercício, elevava-se à soma de 240 mil esterlinas numa receita geral estimada em 342 mil contos! Era a falência do Brasil!

Conseguir uma moratória com os judeus era o pensamento de Campos Sales, o principal fim da viagem que empreendeu ao estrangeiro, uma vez eleito presidente. Os mais devoradores credores do Brasil, nessa época, eram os maiores banqueiros judeus ingleses Rotschild – os empresários emprestadores do dinheiro, a cujos cofres sempre havia recorrido os governantes do Império. NÃO TINHAM NESSAS AGIOTAGENS NENHUM INTERESSE NUMA FALÊNCIA DO GOVERNO REPUBLICANO PELA CULPABILIDADE DOS SEUS REPRESENTANTES POLÍTICOS, POIS, QUE SE ALICIARAM COM A PRÁTICA DE CORRUPÇÃO. São clientes que sempre voltam satisfeitos, muitas vezes, liquidam os juros sobre juros combinados e em quem contam como dependentes eternos. Além disso os capitais londrinos investidos no território brasileiro atingiam, só até essa ocasião mais de 80 (oitenta) milhões de libras!

O jeito era adotar a solução final, ou seja, fazer alguma coisa, em defesa do território nacional dos brasileiros legítimos. E essa coisa foi feita: propuseram os Rotschild ao presidente Campos Sales, na frase de José Maria Bello, o mencionado empréstimo, aos cuidados das receitas da Estrada de Ferro Central do Brasil, do serviço de abastecimento de águas do Rio de Janeiro e com a garantia de todas as rendas alfandegárias do país.

São drásticas, violentas tais condições. Mas os representantes do povo devedores ainda não descobriram por onde começar a discussão com os credores, se de fato propõem a(s) Emenda(s) constitucionais a partir do artigo 5o , na Constituição de 1988. Quem sabe por aí estaria a saída!!

Apenas algumas cláusulas contratuais da proposta inicial do período republicano dos judeus da casa bancária dos Rotschild, Campos Sales conseguiu, habilidosamente, algum jeito, mas não solucionável.

O jeito foi a modificação com a limitação das garantias especiais às rendas da alfândega do Rio de Janeiro, ficando livres as demais alfândegas dos demais Estados brasileiros. São, hoje, vinte e sete Estados do território nacional!

Campos Sales e Joaquim Murtinho foram levando quanto podiam avante a sua estratégia política, mas à custa de imensos sacrifícios, sofrendo violentos ataques dos opositores e críticas injustas quanto ferinas. Afinal, são todos os culpados – os do período da monarquia e do período republicano! Viu-se obrigado a aumentar os impostos contra todo o eleitorado brasileiro para impedir que os banqueiros viessem em busca do território e suas riquezas restantes. Isso provocou enorme grita e várias comissões instadas procuraram à chefia executiva da presidência em palácio para protestar contra a elevação dos impostos. A uma dessas comissões, mais exaltada, mais grosseira, o presidente deu como resposta sua saída que se tornou famosa para os seus aliados:

– “Concordem os senhores ou não concordem, protestem ou não protestem, os impostos serão decretados e arrecadados. Não posso obrigar ninguém a ser patriota! Mas posso obrigar todos a obedecer a lei!” (Isso é inacreditável!)

Quando, concluído o seu mandato, Campos Sales deixou o governo, sob várias manifestações de desagrado, a ponto de ser vaiado. Não  tardo para que, no mais breve prazo possível, reconhecessem que seria esta as providências capazes de impedir uma verdadeira piora da falência do território brasileiro – e repetiram-se bastante a citada resposta porque era o verdadeiro espelho da situação caótica a que se havia chegado.

Várias desavenças políticas, de maior ou menor envergadura teve que enfrentar Campos Sales no seu curto exercício do mandato. E o ano de 1901, por exemplo, foi farto de incidentes de toda espécie: rebeliões em Mato Grosso, Goiás, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte e etc., debeladas com alguma habilidade, mas que causaram gastos piores e muitos aborrecimentos.

Nesse tempo, outra revolta, no Rio de Janeiro, planejava-se com plano para ocorrer, secretamente, o assassínio do presidente Campos Sales, denunciando as más línguas que um dos chefes poderia ser o Almirante Custódio José de Melo, que se tornou conhecido do público, aliás, como promotor de revoltas, na clandestinidade, acobertado por estrangeiros, tendo prosélitos entusiasmados e inimigos que não o poupavam.

Em diversos jornais da época como, por exemplo, “O País”, veterano especial e tradicional órgão de Imprensa, estupidamente incendiado durante as agitações e desavenças decorrentes da posterior revolução de outubro de 1930, publicaram-se quadrinhas, caricaturas alusivas ao almirante, cujos atos eram severamente criticados. UMA DAS QUADRINHAS CONHECIDA NA ATUALIDADE E MAIS REPETIDA TINHA ESTE REFRÃO QUE SE TORNOU FAMOSO:

 

“Tipo serôdio e amarelo,

Custódio José de Melo”

 

Também ocorreu um grave conflito entre os Estados de Santa Catarina e Paraná, que reclamavam a posse da comarca de Palmas, teve lugar no ano de 1902, porém, resolvido mais tarde, já no outro governo de Venceslau Brás. Também, em 1901, era submetido a arbitramento do imperador da Itália o antigo problema dos limites do Brasil com a Guina Inglesa, tendo figurado como advogado do Brasil, nessa questão, Joaquim Nabuco, que produziu excelente trabalho jurídico.

O INCIDENTE MAIS GRAVE DO PERÍODO GOVERNAMENTAL DE CAMPOS SALES foi a questão causadora da guerra civil do Estado do Acre. A Bolívia resolveu arrendar toda a região acreana, então território boliviano, mas cuja população, em sua maioria absoluta, era constituída de brasileiros, desde as tendas da indiada. Os acreanos opuseram-se ao ato e sob o comando de Plácido de Castro, bravo brasileiro, venceram as forças armadas bolivianas e dominaram o território nacional, declararam publicamente que o mesmo fosse, oficialmente, brasileiro e apelaram para o Governo Brasileiro Central, no Rio de Janeiro.

O governo boliviano esteve na iminência de declarar uma maior guerra ao Brasil. Mas as chancelarias dos dois países se movimentaram e já no governo seguinte o caso ficou resolvido, mediante um Tratado, celebrado em Petrópolis – obra  de Rio Branco – através do qual o Acre ficava sendo definitivamente terra brasileira.

Será curioso ver o custo total em 1961 elevado a £ 27:283.208 esterlinas, por culpa da resposta famosa de Campos Sales!!

A situação econômico-financeira que se antolhavam aos representantes políticos brasileiros na época do “funding” era na verdade lastimável. O ministro da Fazenda do governo de Prudente de Morais pintara-a já com cores carregadas: “De 1888 a 1894 transpusera o Brasil períodos ensangüentados pelas maiores agitações e violências quais as provenientes da abolição do elemento feito servil pelos senhores dos estancos das riquezas do país e da proclamação da República, abrindo-se uma série de graves episódios com as perturbações políticas, freqüentes revoltas e constantes alterações da ordem pública... Além disto, a megalomania, as grandes operações aleatórias visando fáceis riquezas, as maravilhas do jogo da Bolsa e dos capitais fictícios, que haviam animado nervosamente os últimos tempos do Império, não se contiveram pelo advento das novas instituições, porque se ampliaram as temerosas aventuras; e sob a ilusão do deslumbramento de uma mágica econômica concedeu-se a possibilidade da criação de uma surpreendente sociedade nova, opulentada rapidamente, por golpes repetidos de emissões de papel moeda... A moeda fiduciária, copiosamente lançada, desvalorizou-se... Desde logo, delineou-se o seguinte quadro: A DESVALORIZAÇÃO DO PAPEL-INCONVERTÍVEL, CAUSADA PELAS EMISSÕES SUCESSIVAS E PELOS PROFUNDOS E CONTÍNUOS ABALOS SOCIAIS POR UM LADO; por outro, as novas perturbações, os motins e desordens reiteradas, as conspirações, as ameaças de intervenções das forças armadas e fortalezas, a oposição de paixões, esgrimindo todas as armadilhas da Imprensa e da tribuna, tanto parlamentar como popular... Todos esses fatores conjugados como principal resultado o descrédito do país, das autoridades constituídas e sobretudo a desconfiança dos capitais e a germinação de um verdadeiro pavor entre os credores estrangeiros... Tínhamos o déficit acrescido anualmente e que chegara ao governo de Prudente de Morais representado no assustador algarismo de mais de cem mil contos; os outros erros descritos abriram novo abismo; a verba de diferenças de câmbio, ascendendo também a mais de cem mil contos anualmente. Eram duas voragens insaciáveis, nas quais fatalmente se submergia a maior parte da renda do Erário do país”.

Abyssus abyssum vocat!

De voragem em voragem, nós nos viemos despenhando assim, desde a independência, e, lá no fundo do Maelstrom, as fauces dos banqueiros judeus devorarão tudo séculos afora quanto entreguemos de mãos dadas ao abismo insondável feito de abismos... Suor, sangue, lágrimas! Suor do trabalho escravo, ainda hoje, e das angústias das guerras fratricidas e dos crimes políticos hediondos, fervendo de ódios ou de heroísmos. Lágrimas de criancinhas, de vítimas dos pedófilos, de mulheres e de velhos, lágrimas de órfãos, de viúvas, de pensionistas, de desvalidos. E tudo é pouco! No Brasil, ninguém cobra pelo extermínio de mais de 18 milhões dos nossos antepassados índios, negros, mestiços os quais nasceram e depois foram mortos aqui mesmo no território brasileiro, nos 500 anos de exclusão e holocausto! Cadê os direitos humanos de indenizações igualitárias as que, ainda hoje, concedem aos descendentes judeus pelo holocausto ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial? Lá choram por aproximadamente 6 (seis) milhões mortos! Nada satisfaz o Molóc insaciável acocorado nas sombras e manobrando os inúmeros cordões de seus títeres...

O contrato do “funding” foi assinado em Londres no dia 15 de junho de 1898 pelos banqueiros N. M. Rotschild & Sons e o conselheiro José Antonio de Azevedo e Castro, delegado do Tesouro. Os títulos do “United States of Brazil 5% Funding Bonds” compreenderam os seguintes empréstimos: de 4%, ano de 1889; de 4 1/2%, interno de 1879; ouro, anos de 1883 e 1888; de 5%, ano de 1893 (Oeste de Minas) e de 1895. Além desses rombos, as garantias de juros às companhias: The Alagoas Railway Co., The Great Western of Brazil Railway Co., The Conde d´Eu Railway Co., The Central Bahia Railway Co., The Brazil Southern Railway Co., The Bahia and S. Francisco Railway Co., Mogiana, The Minas and Rio Railway, The Natal and Nova Cruz Railway Co., Compagnie Genérale de Chemins de Fer Brésiliens, Compagnie dos Chemins de Fer du Sud-Ouest Brásilien, The Recife and S. Francisco e Chemin de Fer S. Paulo-Rio Grande.

Pelo funding, ficou o Governo Brasileiro obrigado a retirar da circulação do país, à proporção que se emitiam os títulos do novo empréstimo, uma soma equivalente em papel-moeda, ao câmbio de 18d., afim de ser incinerada. Muitos acharam que essa cláusula até então desconhecida nos empréstimos brasileiros era de grande alcance financeiro. Outros, porém, a criticaram. O ministro Joaquim Murtinho justificou-a, assim como a criação do chamado fundo de garantia. Os que o censuraram acharam que a nova política financeira era verdadeira humilhação imposta ao Brasil pelos credores estrangeiros. Entretanto, NINGUÉM VIU O QUE, DE FATO, REPRESENTAVA A RETIRADA DO PAPEL-MOEDA DA CIRCULAÇÃO, A QUAL CHEGOU, NO PERÍODO DE 1899 A 1901, A SOMA DE CEM  MIL CONTOS. Todos os políticos se preocupam com a chamada inflação, com as baixas do câmbio, com as humilhações impostas ao país, e ninguém com o que é de verdade importante: O PREJUÍZO QUE A FALTA DE NUMERÁRIO CAUSA À CIRCULAÇÃO DAS RIQUEZAS, SANGUE DUM PAÍS COMO POSSUI O BRASIL. E vão cegamente fazendo o jogo espúrio judaico, que é retirar dinheiro da circulação, suprimir de qualquer forma o numerário dos povos dos outros países que lhes dá guarida e lhes iguala perante a lei, afim de restringir os capitais e seus possuidores, e forçar a procura desses capitais nas poucas mãos que os acumulam...

No ano de 1901, ocorreu outra modalidade de empréstimo, o de Rescisão, destinado a encampar Estradas de ferro com garantias de juros. A casa bancária dos Rotschild contratou-o por 61 (sessenta e um) anos, ou seja, 1962, com juros de 4%. A mesma casa da judiaria Rotschild vendia os títulos do funding de 1898 e comprava-os de Rescisão, ganhando as comissões respectivas.

O primeiro presidente civil do período republicano foi Prudente José de Morais Barros. Iniciou a governar em 15 de novembro de 1894. Nasceu em Itu, São Paulo e morreu em 3 de dezembro de 1902, na sua querida cidade de Piracicaba.

Nesse tempo, acordaram contratualmente os “Rescission Bonds”, autorizados pela lei nº 746 de 29 de dezembro de 1900. Na assinatura do respectivo contrato, representou o Brasil o conselheiro José Antonio de Azevedo e Castro. O presidente Prudente de Morais se mostrava um pacifista, à semelhança do liberalismo; pacificar as gentes dessa sua ocasião foi a sua principal preocupação, dado que os ânimos ainda estavam bastante acirrados, continuando o Rio Grande do Sul talado pela revolução federalista que vítimas fez e tantos incidentes e mortes ocasionou. Por exemplo, a morte do Almirante Saldanha, em luta, nas coxilhas, era uma constante ameaça reacender antigos ódios.

Para o extremo sul voltaram-se as atenções do presidente Prudente de Morais que, felizmente, conseguiu a pacificação do Estado gaúcho mediante um acordo de adesão entre o governo federal e os insurgentes, firmado na cidade de Pelotas.

A 3 de agosto de 1895, o governo decretou uma Anistia Geral , a todos os que se houvessem envolvido em rebeliões políticas desde o mandato presidencial anterior (isto é, do Marechal Floriano Peixoto), pondo uma trégua no trabalho de restabelecimento da paz política. Estendia-se também o reatamento de nossas relações diplomáticas exteriores, sobretudo, com Portugal, devido os ilícitos desde às vésperas da independência em diante. Prudente de Morais assim viu sufocada as indignações dos brasileiros legítimos nacionalistas desse momento; entretanto, a sedição verificada na Escola Militar, por ordem do governo, mandou desligar do estabelecimento militar os alunos que haviam comandado a rebelião.

Diferentes conflitos igualmente as questões do descontentamento com os banqueiros internacionais, puseram também uma trégua durante esse tempo,  como foi o caso da questão envolvendo a ilha da Trindade, que sempre foi tema de longas discussões políticas com a Inglaterra.

Também os muitos casos polêmicos visando as infiltrações dos imigrantes clandestinos, sob o pretexto das missões religiosas, como de  discórdia entre Brasil e a Argentina, foi minimizado, por arbitragem, o mesmo ocorrendo no caso do Amapá, que por muito pouco nos custa uma guerra civil com a França.

O problema mais grave, talvez, dentre os muitos ocorrido no seu governo foi A CAMPANHA DE CANUDOS, a grande guerra civil do sertão chefiada por Antonio Conselheiro, no interior do Estado da Bahia.

No dia 5 de novembro de 1897, quando aguardava a chegada das tropas que vinham da Bahia, vitoriosas na guerra contra os jagunços de Antonio Conselheiro, o presidente da república sofreu um atentado de que escapou, mas que custou a vida do Marechal Machado Bittencourt, Ministro da Guerra, que se interpusera entre o assassino e o presidente.

A 18 de maio de 1903, novo empréstimo ocorreu com o banqueiro Rotschild para as obras do Porto do Rio de Janeiro. Dessa feita: £ 8:500.000 a tipo 90 e  juros  de  5%  pelo  prazo  de  30 anos, o  que   equivale  a   receber £ 7:650.000 e pagar £ 21:250.000!

A 4 de abril de 1906, para o Loyd Brasileiro se contratou um empréstimo de £ 1:100.000, ao par, juros de 5% e prazo de 21 anos.

Dezoito anos depois, em 1922, ainda se deviam £ 210.500 do capital. Em 21 anos, esse milhão de libras rendeu a bagatela de £ 1:155.000. Nesse ano, se comemorava a independência, o saldo da operação financeira contra o Brasil  acusaram   os  banqueiros  a  cifra  de   £ 11:296.100   e  em  1930  de £ 9:773.440. (Estes e os demais dados provém do “Anuário da Bolsa”, 1931).

Das transações com os Rotschild nossos representantes políticos sempre pareceram camelos transportando pesados fardos nas  costas!

No ano de 1909, foram recorrer ao judeu francês. Transportaram de Paris outro novo empréstimo desta vez destinado a Estrada de Ferro Noroeste, a razão de Frs. 100.000.000 (cem mil francos) a juros de 5%, autorizado pelo decreto nº 6.944 de 7 de maio de 1908.

Foram emitidas as ações pelo Banco de Paris e dos Países-Baixos e pela Societé Genérale. (ESTE BANCO, DIRIGIDO PELO JUDEU HORÁCIO FINALY, É QUEM CONTROLA, POR TRÁS DA CORTINA, TODAS AS EMPRESAS DE FERROVIAS E PORTOS, OUTRORA REPRESENTADAS PELO SR. GERALDO ROCHA DA “A NOITE”).

Em 1930, devíamos ainda Frs. 96.811.000, o que significa financeiramente que, 21 anos, tendo-se amortizado somente alguns Frs. 3.000.000, os governantes deviam quase todo o capital após os 21 anos, embora tivéssemos pago os juros de Frs. 105.000.000! No fim de 50 anos, roubarão Frs. 350.000.000! Temos pensado, os piores inimigos do Brasil são os nossos próprios representantes do que aquele que se apropria do Tesouro do país, levando o nosso patrimônio para o estrangeiro! Até tu França!

No mesmo ano, para o porto de Recife, contratado por Edmond Bartissol e Demetrio Nunes Ribeiro, levantamos na França Frs. 40.000.000 ao prazo de 50 anos e juros de 5%, de  acordo  com  o  que autorizava o decreto nº 7.207 de 3 de dezembro de 1908.

No ano de 1930, devíamos ainda Frs. 39.180.568 e pagaríamos de juros Frs. 42.000.000. O total do custo elevar-se-á a Frs. 140.000.000!!!

Nesse mandato presidencial, governava o Brasil Afonso Augusto Moreira Pena, destacando a sua atuação, porém, pela organização dos serviços de imigração e do fomento agrícola e pelo desenvolvimento do transporte ferroviário no interior do Brasil.

A nação brasileira começava a tornar-se melhor conhecida no estrangeiro. Nessa mesma ocasião, Rui Barbosa era aplaudidíssimo na  Conferência de Haia.

Afonso Pena foi também durante o seu mandato que se instituiu o SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO, realizando no Rio de Janeiro uma Exposição Internacional, na Praia Vermelha, que atraiu as atenções da Europa. Foi ele quem mudou a capital de Minas, de Ouro Preto para Belo Horizonte, por decisão do Congresso mineiro, reunido em Barbacena, em 1893.

O Rio de Janeiro, por sua vez, foi objeto de especiais atenção e cuidados de Afonso Pena que prosseguiu na grande tarefa de saneamento da cidade, iniciada por Rodrigues Alves, o descobridor de Oswaldo Cruz e de Pereira Passos – os  verdadeiros beneméritos da antiga capital federal.

Vimos até aqui quais os presidentes da república do Brasil, que pela ordem dos mandatos presidenciais estiveram em negociações com os credores do sistema financeiro internacional.

1)       . Deodoro da Fonseca, o proclamador da República e seu primeiro presidente, insistentemente convidado para chefiar o movimento que poderia explodir a qualquer momento no país. Organizou-se um governo provisório, sendo ele aclamado seu chefe do governo.

2)       . Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro, tendo comandado a revolta da Esquadra; suspendeu o estado de sítio; negou-se em sancionar decreto referente à eleição dos próximos presidentes republicanos.

3)       . Prudente de Morais, o primeiro presidente civil eleito em 15 de novembro de 1894; pacificar os insurgentes foi a sua maior preocupação; e reatamento das relações diplomáticas com Portugal.

4)       . Campos Sales, 1898-1902, foi o governo em que imaginava-se o Brasil à beira da falência; conseguir uma moratória era o  pensamento do presidente; mas decidindo pelo aumento dos impostos deu como justificativa a inesquecível resposta: “Concorde os senhores ou não concordem, protestem ou não protestem, os impostos serão decretados e arrecadados. Não posso obrigar ninguém a ser  patriota! Mas posso obrigar todos a obedecer a lei!”

5)       . Rodrigues Alves, 1902-1906, foi quem convidou Pereira Passos para ocupar o cargo de Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, e descobriu Oswaldo Cruz, o homem saneou a antiga capital republicana, acabando com a febre amarela.

6)       . Afonso Pena, 1906-1909, foi quando aconteceu a instituição do serviço militar obrigatório em todo o território nacional.

7)       . Nilo Procópio Peçanha, 14/6/1909 a 15/11/1910, em seu governo a atuação marcante ficou a cargo de José Maria da Silva Paranhos (barão do RIO BRANCO), na pasta das Relações Exteriores.

8)       . Hermes da Fonseca, 1910-1914, foi o período eleitoral em que um candidato à presidência serviu de alvo de uma das mais violentas campanhas presidenciais já desenvolvidas no Brasil; ano de 1910 agitou todos os Estados brasileiros; porque Rui Barbosa era o adversário de Hermes da Fonseca que, por sua vez, era o sobrinho de um militar respeitadíssimo – o Marechal Deodoro da Fonseca; com seu invulgar talento, competência e imensa cultura, investiu na chamada CAMPANHA CIVILISTA entusiasmando a mocidade, principalmente aqueles que ainda não chegara a idade do serviço militar obrigatório; os de dupla nacionalidade dava um jeito para não prestar serviço  militar, no Brasil; irrompida a guerra civil, com a revolta da Armada contra Floriano Peixoto e luta no Rio Grande do Sul, Rui Barbosa amicíssimo dos judeus exilou-se na Inglaterra, de onde escrevia para o jornal do Comércio uma série de matérias que obedeceram ao título geral de Cartas da Inglaterra; e foi por essa ocasião que tomou partido a favor do capitão Dreyfus, judeu, condenado na França como traidor; não houve, por essa ocasião, acontecimento de tamanha importância no cenário do Ocidente do qual Rui Barbosa não tomasse conhecimento.

9)       . Venceslau Brás, 1914-1918, começo da política de oligarquia, chamada vulgarmente “café-com-leite”, quando primeiramente paulistas e mineiros se revezavam na presidência da república. no Estado do Rio de Janeiro um grave problema político, onde dois partidos, antagônicos e irreconciliáveis, lutavam para impor um presidente ao Estado, batendo às portas do Judiciário, tais os vícios e erros que acusavam a eleição realizada; o acontecimento de relevo durante o seu governo foi a promulgação do Código Civil da República.

10)    . Delfim Moreira da Costa Ribeiro, 15/11/1918 a 28/7/1919, destacou-se o setor de Viação e Obras Públicas, tendo à frente do ministério Afrânio de Melo Franco. Na pasta da Guerra teve atuação marcante o General-de-Brigada Alberto Cardoso de Aguiar. Fazenda: Amaro Bezerra Cavalcanti de Albuquerque. Marinha: Vice-almirante Antônio Coutinho Gomes Pereira.

Aos empréstimos de Consolidação e de Rescisão destinado a encampar Estradas de ferro, junte-se o de Conversão, em 1910 com o propósito de resgatar os títulos do empréstimo da Oeste de Minas e o da valorização do Café brasileiro: £ 10:000.000, de tipo 87 1/2%, juros de 4% e prazo de 57 anos. (cf. Convênio de Taubaté), Por um recebimento de £ 8:750.000, teremos pago um  total  de  £ 8:000,000  até  1930,  quando  ainda  devíamos  a   quantia de £ 9:394.000  de  capital. No  prazo  de  57  anos, isto é, até  1967  elevar-se -á £ 22:800.000 e custará um montante de £ 32:800.000!

O empréstimo de valorização do Café fora medida decorrente do Convênio de Taubaté entre Minas, São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro, confirmado pela lei nº 1.489 de 6 de agosto de 1906 e sancionado pelo presidente Afonso Pena. Constou de £ 3:000.000, a tipo 95, juros de 5% e pelo prazo de 17 anos, tendo sido contratado com Rotshcild a 3 de outubro de 1907.

O empréstimo de Conversão de 1910 resgatou-o. No referido ano, novamente, acontecia outro pedido na Europa mais uma vez, dinheiro para o Loyd   Brasileiro:   £ 1:000.000,  taxa   de   5%.  De  resto,  devíamos   ainda  £ 428.800, em 1930, tendo no final deste pago £ 1:000.000 redondos, de juros.

Em verdade, o Brasil continua sendo A GALINHA DOS OVOS DE OURO DO ARGENTARISMO INTERNACIONAL. Há um certo cuidado, pois, em não devorá-lo já e dar-lhe, algumas vezes, um pouco de fôlego, e milho, afim de que se não acabe logo a maravilhosa postura...

Para a estrada de Ferro de Goiás, que se construiu, penso que os banqueiros franceses nos deram, em 1910, ano fértil em proveitosas negociatas et pour cause, a batelada de Frs. 100.000.000 a prazo de meio século, 1960, e juros de 4%. A IMPRENSA DO GOVERNO ELOGIOU A HABILIDADE DOS NOSSOS FINANCISTAS. O contrato foi aprovado pelo decreto nº 7.562 de 30 de setembro de 1909. Pelo decreto nº 12.183 de 30 de agosto de 1916, o Governo Federal assumiu a responsabilidade da dívida hipotecária dessa Estrada goiana: Frs. 25.000.000. Em 1930, quando os revolucionários  triunfantes  entraram  na capital  da  República,  devíamos Frs. 95.677.980 de capital e havíamos pago Frs. 80.000.000 de juros. No fim das contas, em 50 (cinqüenta) anos, os juros se elevarão a Frs. 200.000.000 e o pagamento total a 300.000.000 (trezentos milhões de francos)!!! Você eleitor sabia?

A França judaica nos desanimou e voltamos, cabisbaixos, de chapéu na mão, aos antigos senhores banqueiros Rotschild, pedindo desculpas. Não; eles, judeus, não se mostram zangados e concederam aos clientes brasileiros, para a conclusão das obras do Porto do Rio de Janeiro, em 1911, £ 4.500.000 em tipo 92, juros de 4% e prazo de 16 anos, “generosamente”. Isso ocorreu no governo de Hermes da Fonseca, e que enfrentou a mais violenta campanha-civilista encabeçada por Rui Barbosa que era quem fomentava toda a mocidade do Brasil. A operação resume-se em receber £ 3:680.000 e pagar  sem reclamos  £ 7:380.000. E foi autorizada pelo decreto nº 8.621 de 23 de março de 1911 e contratada pelo delegado interino do Tesouro em Londres, Julio Cesar Moreira da Costa Lima.

Não se devia findar o sem outra operação de crédito, No período da monarquia chegou a fazer isso, uma de ano em ano. Os republicanos resolveram bater o recorde e fez muitas por ano. Em novembro, a realizaram para a Rede de Viação Cearense: £ 2:400.000 a 4%, prazo de 20 anos, salvo engano; os intermediários do empréstimo, não se sabe bem se os de lá ou os de cá, porque essas coisas são sempre maquiavelicamente confusas; depositaram metade da quantia, estimada em £ 1:200.000, não se pode saber por que cargas d´água, no The Russian Comercial and Industrial Bank of London, que tinha este pomposo nome inusitado, mas isso não passa duma maracutaia de judeus russos. Esta rede bancária levou à breca e lá se foram com ela as “nossas” libras. Desta sorte ou azar, as restantes nos custarão £ 4:320.000. Inacreditável como se aceita tais cobranças!

Um dos nossos técnicos financeiros declara publicamente que  ESSE EMPRÉSTIMO FICARÁ ASSINALADO ETERNAMENTE NA HISTÓRIA FINANCEIRA DO BRASIL COMO OPERAÇÃO MAIS DESASTRADA JÁ REALIZADA. É sobremaneira curioso acompanhar-se o desenvolver da maroteira com todos os seus truques do poder econômico que surrupia uma volumosa soma à Economia do Brasil e de outras nações dependentes do capitalismo internacional.

No decreto nº 9.168 de 30 de novembro de 1911 que autorizava a realização do empréstimo, em vista de estar sendo a Rede de Viação Cearense construída pela South Américan Railway Construction Company Limited, se dispunha que, para os devidos pagamentos, metade da soma seria depositada em um Banco de Londres ou Paris, designado pelo ministro da Fazenda de acordo com a Companhia. A cláusula trazia água no bico, tanto assim que se não escolheu, para destinar o depósito em questão, a casa bancária dos Rotschild ou um grande estabelecimento bancário duma das duas capitais. “A DESIGNAÇÃO, PORÉM, – AFIRMA UM ALTO FUNCIONÁRIO DO TESOURO – RECAIU NO THE RUSSIAN COMMERCIAL AND INDUSTRIAL BANK, DE LONDRES, cuja obscuridade estava na razão direta da extensão do seu nome”. O ministro da Fazenda de então, Francisco Antonio de Sales, concordou com a magnífica escolha.

Ultimada a operação de crédito, fez-se o depósito no tal banco cuja existência era, na época, ignorada mesmo na praça de Londres. Quatro anos depois, em 1915, um grupo de agentes de negócios ou de negociatas promovia em Londres A FALÊNCIA DA SOUTH AMERICAN RAILWAY CONSTRUCTION COMPANY LIMITED, um nome tão comprido como o do banco e de moralidade curtíssima quanto a dele. Os requerentes dessa falência pediam mais à justiça que fosse retido o depósito feito pelo Governo Brasileiro no The Russian Bank. O ministro da Fazenda tomou providências imediatas, comunicou-se com os agentes da parte do Brasil, junto os senhores Rotschild, e nada conseguiram. Estes, na opinião do Sr. Jacob Cavalcanti, empenharam-se em defender os interesses desta nação, sem bom êxito. Em determinadas ocasiões, é facílimo, para o técnico fraudulento, fingir empenho. Constituiu-se advogado para o feito e o ministro da Fazenda ordenou ao tal banco russo que transferisse os fundos para a casa bancária dos Rotschild, em vista da rescisão do contrato de construção entre o Governo Brasileiro e a South American.

Todos os reclamos da parte do Brasil foram inúteis. O país não dispunha de poder para intervir no litígio entre os negocistas e a South American. O nosso dinheiro continuava nas caixas mágicas do Banco Desconhecido. Enfim, veio a guerra e, depois da guerra, a revolução comunista russa.

O banco desconhecido destruído pelo diabo e as nossas libras também. Armaram-nos uma grande cilada e fomos no embrulho... E o serviço de pagamentos dos juros e comissões do empréstimo da Rede de Viação Cearense passou a ser executado pelo Lloyd Bank.

Os déficits em nome do Brasil continuam crescer de vento em popa... Ainda em 1911, com a autorização constante do decreto nº 8794 de 21 de junho, tentamos a sorte grande recorrendo a França, tomando Frs. 60:000.000 a juros de 4% e prazo de 56 anos, dessa vez para a Rede de Viação Baiana (inacabada até hoje). Devíamos em 1930 Frs. 58:697.472 de capital, havendo pago Frs. 69:600.000 de juros. O CUSTO TOTAL DA OPERAÇÃO progrediu algebricamente para Frs. 194:400.000, até o ano de 1967!

A comunidade dos Rotschild entra na jornada novamente em outro empréstimo, em 1913, autorizado pelo decreto nº 10.197 de 29 de abril e assinado a 5 de maio deste mesmo ano. Obviamente, o câmbio sobe. A IMPRENSA OFICIAL ELOGIA O MINISTRO DA FAZENDA. A massa alegra-se. £ 11:000.000, tipo 97, taxa de 5% e prazo de 40 anos. Nessa hora, se algum pessimista se arrepia, respondem-lhe que o Brasil é um país de grande porvir, de imensas possibilidades, devendo sacar sobre o futuro. Muitos politicões fartos sorriem, com quem diz: “Depois de  mim, o dilúvio!” Luizes XV de fancaria!

Fizera-se essa operação para construir ferrovias e portos; porém, na sombra, se adensam os déficits da faustosa e inútil Exposição Nacional de 1908, com que os entusiasmados do Jardim de Infância haviam festejado o primeiro centenário da Abertura dos Portos, que, naquele 1818, o inglês Henry Koster vira com outros olhos, os dum observador estranho: O BRASIL PASSANDO DE COLÔNIA PORTUGUESA A COLÔNIA INGLESA... Em 1909, David Campista alarmara-se com ele. NÃO SE CONSTRUÍRAM NEM CAMINHOS DE FERRO NEM DOCAS. Pagaram-se com o ouro apanhado aos prestamistas os gastos daquele luxo de pobre enfeitado.

Embolsaram £ 10:670.000, que precisará o Brasil pagar, se possível, em 1943 com £ 33.000.000. Teria pago ou se elevaram os juros sobre juros? Penso que isso interessará ao próximo governo!

O resultado natural tinha de ser, com tal política financeira, por não chegarem as rendas do Estado para suas despesas e o serviço da dívida, novo funding-loan. Além disso, o nome inglês, pouco conhecido, tentador para se deitar sabença na tribuna do Congresso, na tal Comissão de Finanças, ou nas entrevistas de vespertinos e  matutinos puxadas e retrato. Foi feito com Rotschild, “leitmotif” da nossa Ópera financeira, trágica e bufa ao mesmo tempo, no ano de 1914, ao carregar dos canhões para a Grande Guerra, da qual restauraria um mundo acidentalmente por inteiro, com doutrinas marxista, leninista, trotskista geradas na ensangüentada lama e na podridão, mas com algumas poucas iluminadas pelas auréolas da dor, do sofrimento e do sacrifício dos povos menos assistidos pelos poderes constituídos.

Desencadeia-se aguda crise econômica devido a desordem de 1913 para 1914. Rivadavia Corrêa mostrava-se apreensivo ante a situação do Erário do Brasil. Só se via nessa ocasião um remédio: recorrer aos prestamistas judeus do sistema financeiro internacional. De fato trata-se duma ciranda viciosa!

Outro novo empréstimo de consolidação: £ 15:000.000 de que não sentimos nem o cheiro das esterlinas; pois representavam os juros vencidos dos empréstimos dos anos de 1883, 1888, 1889, 1895, 1908, 1910, 1911 e 1913; dos títulos de dívida do Loyd Brasileiro da Viação Cearense, sobre os empréstimos franceses dos anos de  1908, 1909, 1910 e 1911; e dos bônus do empréstimo de Rescision bonds. Os Rotschild entraram, então, direta e claramente, nas operações feitas na França-judaica.

Nada mais, nada menos do que o que Joaquim Murtinho definia em 1898: “(...) pagamento duma dívida com os recursos de outra dívida contraída para esse fim”. E o financista acrescentava que os empréstimos externos do regime republicano haviam sido quase completamente absorvidos no pagamento de juros de outros empréstimos!!

O contrato desse novo funding foi calcado nos termos do de 1898. Como garantias, mais uma vez as rendas alfandegárias. Suspenderam-se todas as amortizações de empréstimos e o Governo Brasileiro ficou proibido de garantir ou lançar qualquer operação de crédito interna com juros pagáveis na Europa até o ano de 1917. Soberania limitadíssima! E dizer que são os banqueiros que governam o Brasil!

Os leitores estão lembrados dos bancos Guimarães, Nacional, Mafra etc. e os milhões e milhões de dólares “sumidos”, impunemente! Fazem o que querem com a economia do país, desaparecem do cenário e fica por isso mesmo!

Compreenderam-se na consolidação os seguintes empréstimos: de 4%, dos anos de 1889, 1901, 1910, 1911 e Loyd: de 4 1/2%, dos anos de 1883, 1888; de 5%, dos anos de 1895, 1908, 1909, 1913 e títulos do Loyd.

Consta no contrato, assinado pelo dr. Joaquim Inácio Tosta, uma cláusula que o senhor Jacob Cavalcanti considera onerosíssima e que o Governo Brasileiro não quis cumprir: a do resgate dos títulos do empréstimo de Rescisão pela emissão e venda de títulos do novo funding, suspeitos no mercado às oscilações da oferta e da procura. Uma mina de negociatas frutuosas à custa do nosso pobre povo. A  casa bancária Rotschild constantemente reclamou o cumprimento desse dispositivo e venceu enfim, pois, no ano de 1919, o senhor João Ribeiro, ministro da Fazenda, lhe deu ganho de causa. Esse ato – diz, apesar do seu “onerosíssimo”, o senhor Jacob Cavalcanti, - “foi bem recebido nos círculos financeiros da City e repercutiu favoravelmente na cotação dos nossos títulos”. Pudera! ... A 5 de junho de 1919, o judeu Rotschild passava um telegrama de agradecimentos cordiais ao ministro João Ribeiro, que se babou de tantos elogios. Quanta honra! A Imprensa da época publicou-o com os dotirambos da praxe...

Em 1930, o Governo Brasileiro paga os juros cumulativos  de 5% – 12:000.000 (doze milhões de libras esterlinas); o capital devido  era  ainda de £ 14:179.360. Como o prazo do funding dura 63 (sessenta e três) anos, isto é, progrediria até 1977, quando se obrigaria arcar com essa responsabilidade o governo do General de Exército Ernesto Geisel,  (quer dizer no limiar quase do século XXI), provavelmente, toda essa drenagem na economia brasileira e nos cofres do Tesouro terá expandido-se em £ 62:250.000!! Em lá chegando, aquela equipe da administração direta terá arrancado o cabelo da cabeça e quas

 


Última alteração em 05-16-2014 @ 07:05 am

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