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CRUZAUM - Cartilha nº 6
Inserido por: Itauna
Em: 05-13-2014 @ 05:39 pm
 

 

 

MINISTÉRIO CRISTÃO

SISTEMA D'AUMBHANDAN

UMBANDA INTEGRAL

 

CRUZAUM CRUZADA DOS MILITARES FIÉIS UMBANDISTAS DO BRASIL

 

Cartilha nº 6

 

O ADVENTO DA UMBANDA E PRECURSOR CABOCLO

KURUGUSSU

 

 

O encerramento do século XIX ficou marcado, provocando no Brasil um balanço social calamitoso: o silêncio que esconde a atrocidade cruenta cometida por invasores criminosos dos vários países estrangeiros contra a indiada, a ladroeira do estanco, a “libertação” dos negros escravos e a implantação do período republicano.

Assistindo todo esse estado de coisas, as Confrarias Espirituais existentes nas mais elevadas dimensões do Universo sideral, em 1889, tomam a iniciativa e promovem de lá do céu sobre o território brasileiro, a transcendental reviravolta social, moral e espiritualmente. Trata-se do advento da Umbanda típica do Brasil cujo precursor se apresentava sob a identidade de um Caboclo chamado KURUGUSSU, o que quer dizer o “Grito do Guardião” no idioma primitivo Nheengatu.

O escritor Diamantino E. Trindade, um fiel umbandista afirma haver conhecido um senhor idoso de nome Nicanor, no subúrbio de Costa Barros, Rio de Janeiro, que, aos 16 anos de idade em diante, sempre se orgulhara, servindo de canal mediúnico para o “Pai Jacó” e o Caboclo Cobra Coral desde o ano de 1890. Na jurisdição local, as sessões promovidas pela “linha branca de Umbanda”, transcorrida para a prática de caridade. Conheceu também, no município de Magé, Estado do Rio de Janeiro, um homem mulato que confessava servir de canal mediúnico de um Caboclo dito Ogum de lei, promovendo a “linha de Santo” de Umbanda, em 1904. Nesse tempo, exercia o cargo  de chefe do Governo Brasileiro o presidente Rodrigues Alves.

Dentre os vários vanguardeiros da Umbanda – a manifestação do Espírito para a prática de atos ditosos ou caridade, merece honroso destaque especial o precursor Caboclo Kurugussu. E ESTE É O TESTEMUNHO QUE DEU, QUANDO OS REPRESENTANTES DAS CRENÇAS ORIGINÁRIAS DOS PAÍSES ESTRANGEIROS lhe ouviam curiosamente, enunciando um canto novo:

 

Eu vim lá de Aruanda

trazer a Luz, a Luz da Umbanda.

Venho com o clarim de Ogum

e anuncio que a Umbanda chegará.

 

Sou um Caboclo de UMBANDA,

venho do Cruzeiro do Sul,

sou o Caboclo Kurugussu.

 

Meu grito já ecoou;

é a Umbanda que chegou.

Meu grito ecoou

e Pai Oxalá quem me mandou.

 

Eu sou Kurugussu

da corrente de Ogum,

que aqui já chegou!

 

 

Nesse cântico, fez saber os mais afoitos, querendo dizer-lhes: “Não sou o Mestre Maior... Eu sou voz do que clama no deserto dos corações humildes: - Endireitemos o Caminho (isto é, o Cristianismo de Cristo), como o disseram os profetas (quer dizer os fiéis aliados da corrente de sucessão discipular). Quis dizer-lhes mais: Eu batizo este solo abençoado, ao entoar o meu cântico, mas no meio de vós existirá eternamente, no mais breve tempo possível, quem vós não conheceis. ESSE É O QUE HÁ DE VIR DEPOIS DE MIM, QUE É PREFERIDO DO MESTRE MAIOR, DE QUEM EU VI, E TEM O MEU  TESTEMUNHO DE QUE ELE, CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, É O EMISSÁRIO DO SENHOR JESUS CRISTO”.

Cada um fiel umbandista é a garantia do outro fiel umbandista! O fiel umbandista, hoje, não teme qualquer que haja a perseguição religiosa, venha de quem vier, doa em quem doer o testemunho da verdade. Desafiamos que,  nos dias atuais, qualquer das organizações não  governamentais brasileiras, apresente publicamente a todos os leitores e eleitores do país, como lhes oferecemos através destas cartilhas, algo que supere esta nossa programação religiosamente, segunda a natureza política tipicamente da ocorrência histórica dos 500 anos da descoberta.

 

A MAIS CRUEL PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA

DISCRIMINANDO OS FIÉIS UMBANDISTAS

E BRASILEIROS LEGÍTIMOS PATRIOTAS.

 

A 15 de novembro de 1908, havendo praticado o ato delituoso de incineração de muitos registros das ocorrências de natureza social, os  comprovantes culturais dos negros escravos de nações africanas pelo baiano Rui Barbosa, num momento em que eram criados outros impasses sucessórios com as candidaturas do mesmo Rui Barbosa, de Campos Sales, Bernardino de Campos e Pinheiro Machado, o nome de Afonso Augusto Moreira Pena foi apresentado como solução politicamente conciliatória, descia nessa data das mais elevadas dimensões astrais e se anunciava como o Caboclo das Sete Encruzilhadas, em Niterói, antigo Rio de Janeiro, por intermédio do médium Zélio Fernandino de Moraes, nascido em abril de 1891.

Do lado da política, no Rio de Janeiro, o chefe do governo Afonso Pena exercera um regime de repressão à especulação e o controle cambial começaram a se fazer sentir, em todo o território brasileiro. Sob a supervisão do Marechal Hermes da Fonseca (temido por Rui Barbosa), na  qualidade de ministro da Guerra, o Exército se reorganizara de fato.

O culto de Umbanda portanto trouxe à Luz, através do clarim de  Ogum, na forma da Lei indestrutívelmente imutável. E procedente do Cruzeiro do Sul se corroborava o Grito do Guardião no céu brasileiro.

“O sonho que sonhamos só, é somente um sonho. Porém, o sonho que sonhamos juntos, é realidade!”

Como ocorreu a proclamação o culto e consagração da Umbanda típica dos brasileiros legítimos nacionalistas?

Passado algum tempo do período específico da República, Zélio de  Moraes estava alguns dias com uma espécie de paralisia, quando de repente, levantou-se e sentia-se curado completamente. Sem demora, houve alguém sugerindo para a família dele que “isso era coisa de tratamento no recinto de espiritismo”, e que era  melhor levar o rapaz à Federação Espírita de Niterói. Essa Federação espírita era dirigida e administrada pelo senhor José de Souza.

Zélio foi então convidado a participar da sessão e, naquele dia, o dirigente José de Souza determinou que ele ocupasse lugar à mesa. Em dado instante, tomando lugar entre os demais médiuns da casa templária, conduzido por uma força subjetiva e alheia a sua vontade, Zélio levantou-se e toda a assistência ali presente ouviu, quando disse: “AQUI ESTÁ FALTANDO UMA FLOR” Saiu da sala caminhando até o jardim ali existente e voltou trazendo a mão uma rosa branca, que colocou sobre à mesa dos trabalhos mediúnicos.

Aquela atitude por intermédio do rapaz de apenas 17 anos de idade causou perplexidade nos componentes do centro espírita e um enorme tumulto entre os admiradores presentes, sobretudo porque, ao mesmo momento que isso ocorrera, deu-se também diversas outras manifestações de caboclos e pretos-velhos (como são identificados, ainda hoje, nos templos de Umbanda). O diretor da sessão, senhor José de Souza, achou aquilo tudo um absurdo, sem saber o que faria, advertiu-os, com aspereza, pressupondo que tratavam com espíritos incultos, discriminou-os citando o “seu atraso espiritual” e convidou-os a se retirarem. Eis aí se descreve a que ponto podemos compreender um ato preconceituoso, de  discriminação social, moral e de crença na atualidade, além de despreparo para o exercício funcional, ainda hoje, de alguma equipe administrativa. Mas qual não foi a lição surpreendente do Caboclo aos membros presentes, com base no conteúdo da Bíblia, falando inclusive noutros idiomas uma e outra parábola do Mestre Maior, Jesus Cristo. Isso aconteceu, provavelmente, em virtude da doutrina dos espíritas kardecistas ser originária da França, e que mesmo assim os brasileiros acolhiam a todos de ascendência estrangeira, aqui, no solo pátrio.

Diante do acontecido, uma outra força subjetiva se manifestou no jovem Zélio de Moraes e, por seu intermédio, falou a todos os presentes: “Porque repelem aos espíritos desejando bani-los, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens trazidas? Seria por causa de suas origens sociais e da etnia?” A essa admoestação da força atuante por meio do médium  Zélio, a confusão elevou-se em proporções maiores, todos querendo se explicar, sem justificativa, debaixo de acalorados debates doutrinários. Mas a Entidade subjetiva constrangida manteve-se firme em seus propósitos conscientes de Cristo. Nisso, um médium vidente integrante da Federação Espírita e da sessão costumeira pediu que a Entidade se identificasse, pois ele notara que nela se irradiava uma Luz incomparavelmente brilhante e positiva.

O espírita vidente e as demais pessoas freqüentadoras daquela Federação ouviram testemunhando a seguinte proposta da Entidade viva, por intermédio do médium Zélio de Moraes: “Já que vocês querem de mim um nome, que seja este: - EU SOU O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS; PARA MIM, NÃO EXISTIRÁ CAMINHO SOBRE A TERRA QUE ME IMPEÇAM DE ATUAR, NEM HAVERÁ SEGREDOS ENCOBERTOS QUE PRETENDAM ESCONDER!”

Insistia o espírita vidente e o argumento então era que: ele se identificara dizendo ser um caboclo porém “via” que tratava-se de alguém trajando um sacerdote típico dos católicos de Roma. Pelo que o Senhor das Sete Encruzilhadas desta vez respondeu-lhe: “O QUE VOCÊ, AGORA, VÊ EM MIM, É O OUTRO ASPECTO DE UMA MANIFESTAÇÃO EM QUE EXISTI HABITADO NESTA TERRA, EM PLENA MONARQUIA. EXERCIA UMA MISSÃO APOSTOLAR, NA QUALIDADE DE FREI CATÓLICO E A MINHA IDENTIDADE TINHA O NOME GABRIEL MALAGRIDA. (Este escritor já transcreveu a respeito disso, na Cartilha nº 2 ). Acusado de prática de bruxaria,  naquele tempo, sacrificaram-no queimando na fogueira da nefanda Inquisição da judiaria romana. (Uma corja do extinto governo de Lisboa chefiado pelo corrupto marquês de Pombal, entre 1758-1761.)

Então, nessa existência atual, o Deus Altíssimo concedeu-me por  Sua Vontade o privilégio de tornando à vida projetar-me, dessa feita, na qualidade de Caboclo tipicamente do Brasil”.

Prosseguindo disse-lhe: “A legião de Caboclos desde já fixará as diretrizes e base de um Culto de todos os Ancestrais, no qual todos os espíritos redivivos e pretos-velhos a originalidade de nações africanas primitivas, exercerão domínio às determinações vindas do Universo astral. E amanhã mesmo (16 de novembro), precisamente às 20 horas, na casa deste médium, na rua Floriano Peixoto nº 30, bairro Neves, município de São Gonçalo – Estado do Rio de Janeiro, muitos estarão lá e se beneficiarão com o que ocorrerá.

Estará sendo fundado O PRIMEIRO TEMPLO DOS FIÉIS UMBANDISTAS EM QUE PREVALECERÁ, INDUBITAVELMENTE, O DIREITO IGUALITÁRIO ENTRE TODOS OS FREQÜENTADORES, BEM ASSIM RECONHECIDO O ATO DE HUMILDADE DOS MÉDIUNS DE UMBANDA, PERANTE OS ESPÍRITOS COMUNICANTES. Assim saberão reconhecer que EU SOU O SENHOR DAS SETE ENCRUZILHADAS: - LEVAREI DESDE AQUI UMA SEMENTE ORIGINAL CUJA ESSÊNCIA VOU PLANTÁ-LA NAS “NEVES” DE ONDE SE TRANSFORMARÁ POR INTEIRO EM ÁRVORE FRONDOSA. (O termo “neves” empregado em sentido figurado, teria sido para significar a expansão do Culto dos Ancestrais desde aqui do território brasileiro até as mais elevadas dimensões siderais do Universo astral.).

Dentre outras tantas perguntas do espírita vidente: - O irmão caboclo acha que haveria necessidade de mais religião ou crença nos espíritos, se não bastaria as que já existem, por exemplo, o kardecismo anunciado na França por Alan Kardec? Pelo que o Caboclo respondeu-lhe: “Deus, em sua infinita Bondade incognoscível, estabelece com o fenômeno da morte, o melhor nivelador inimaginável. Assim o rico ou pobre, o poderoso ou submisso, o abnegado ou ímpio, todos, são almas viventes que  experimentariam uma ou outra condição dessas e se tornariam, no decorrer de uma determinada existência, desprendidas ou escravizadas, conforme o retoagir, não fosse o processo chamado morte. Mas vocês, humanos, filhos da terra, tornam-se preconceituosos, se julgam mais evoluídos que os outros, dispensam um orientador fidedigno em troca de desfrute ou gozo dos sentidos materiais, enfim, não contentes em estabelecer diferenças das crenças sociais ou religiosas. Então os filhos da terra são conduzidos conforme essas mesmas mazelas, mesmo além da morte. Por quê não poderiam as pessoas nos visitar neste ou em outro ambiente e colher conhecimento junto a esses humildes servidores do espaço sideral se, apesar deles não haverem sido anteriormente outros humanos socialmente famosos enquanto habitantes sobre a terra, também trazem informações importantes lá do além-túmulo?

Por fim, o espírita vidente arrematando a série de indagações que fazia ao Senhor das Sete Encruzilhadas, concluiu: - Pensa o irmão do astral que alguma pessoa irá assistir amanhã o seu Culto da Ancestralidade? Ao que o Caboclo lhe respondeu: “CADA COLINA DE NITERÓI ATUARÁ COMO PORTA-VOZ E ANUNCIARÁ A CHEGADA DO CULTO QUE INICIARÃO TODOS OS ANCESTRAIS DO BRASIL PARA O MUNDO INTEIRO!”

Diante desta exposição irrepreensível, concluirá o público ao saber reconhecer que vivemos em um princípio de terceiro milênio de divisão, de desavença, de violência incontrolável, de conflito, de oposição de natureza política, sobretudo, sem freios nem controle.

Se examinarmos mais atentamente o que se passa em nosso mundo atual, somos levados a constatar que sobre a terra, hoje, o solo pátrio é um fato que penetra não apenas nossa existência exterior, mas também nosso mundo interior. Há o apocalipse da terra e há o apocalipse do HOMEM-ESPÍRITO!

Confronta-se a separatividade, em toda a parte.

Principiemos por nosso Eu interior. A biopsicanálise é a primeira a nos mostrar e a nos descrever como se projeta a forma de vida na infância, a primeira separação, a do sujeito e do objeto; inicialmente indiferenciados, a mãe e a criança (isto é, o filho da terra) separam-se progressivamente no espírito durante a infância; à medida que este discerne o seio que o amamenta, fonte de sua primeira alimentação e do desejo dos sentidos físicos; SERÁ A PARTIR DESTA FASE ORAL QUE SE DELINEIA REALMENTE A IDÉIA DE UM EU SEPARADO DO MUNDO FÍSICO E DE UM UNIVERSO EXTERIOR PERCEBIDO COMO ELEMENTO SÓLIDO; este primeiro “relacionamento objetal” constitui ao mesmo tempo a primeira relatividade ou dualidade sujeito-objeto, dualidade esta que nos fez e ainda nos fará buscar muitas outras informações do conhecimento humano intemporal, nas diversas compilações sobre nossa filosofia de vida, e, mais recentemente no conteúdo científico de natureza do Espiritualismo sem barreiras de credo.

Outrossim, é também nosso organismo que pode ser perceptível aos ambos mundos existenciais como um objeto “exterior”, do qual ousamos em dizer que somos “proprietários” durante a existência terrestre; quando essa casa orgânica desmorona, o espírito busca abrigo em uma renovada morada; no estágio do espelho evolutivo, a criança que vê seu corpo físico começa a distingui-lo do de sua mãe; identifica-se então com seu próprio organismo; mas, ao notar e explorar sua própria mãe, por exemplo, esta é percebida como alguma coisa exterior a si mesmo; sem dúvida, está aí também o embrião da idéia dual em um Eu psicológico.

Desta forma, existe aí uma dupla mensagem por intermédio do veículo orgânico. Ao mesmo momento que a criança pensa ser seu corpo físico, “ela” está dotada de poder para ver uma boa parte menor dela como se tratasse de um objeto externo, o que é evidentemente bastante desorientante, mesmo para o adolescente ou o adulto. Além disso, sob a influência da repressão dos mais antigos, cuja a história da descoberta, por exemplo, do Brasil agora os leitores conhecem  mais objetivamente. Nossa ascendência corpórea foi relegada a um nível secundário, inferior e desprezível, o que apenas acentuou um primeiro conflito fundamental: uma parte de nós mesmos, a esfera instintiva identificada bastante intimamente com nosso corpo humano, em luta freqüentemente com uma outra parte, nossa educação escolar, a qual o impede de exprimir-se; esta luta desenfreada entre o “Id” e o “Superego” REFORÇA, NO PRÓPRIO PSICANALISTA, A IDÉIA DA EXISTÊNCIA DE UMA FORÇA SUBJETIVA DE EQUILÍBRIO, À QUAL O ESPIRITUALISTA DEU O NOME DE EGO, CHAMADO EU PSICOLÓGICO: uma espécie de vida intermediária neste campo de manifestação da força ou do espírito propriamente dito. Neste sentido, nosso corpo físico é em verdade um veículo de natureza mediúnica entre os dois mundos: subjetivo e objetivo, colocando-nos em conexão direta ou telepática com as diversas dimensões siderais do Universo astral. Isso nos assegura que a gênese humana se naturaliza na qualidade de mediunidade orgânica. Eis aí se descreve a porção da obra do Ser Incognoscível em todo o Universo. Isto é o que mostramos quando a essência da Umbanda típica do Brasil se distingue dentre todas as demais crenças sociais e religiosas na atualidade!

Sempre que ouvimos algum fiel umbandista afirmar UMBANDA INTEGRAL, sabemos, num linguajar atual, floresce a viga mestra da alto-realização avançada do pensamento fragmentado, tendo a marca da entronização civilista do Ocidente dos nossos dias. Podemos, portanto, denominar de visão clarividente holística, na linguagem grega antiga “holos”, o que quer dizer uma visão do Todo, da realidade. Na verdade, é uma visão integradora abrangendo toda crença do ser humano que possui a melhor compreensão do Espiritualismo científico sem barreiras de credo; será, no mais breve prazo possível, a epistemologia emergente do século XXI em diante.

Veja quem tiver olhos de ver!

Diante do exposto, retomando do ponto onde esteve sendo sabatinado o Senhor das Sete Encruzilhadas frente à frente do espírita vidente e duma maneira discriminatória, a atitude separativista dos kardequianos se julgam, ainda hoje,  melhor preparados espiritualmente do que caboclos, pretos-velhos, exus e os médiuns umbandistas. Mas isso não se coaduna com o conceito da própria doutrina kardecista que ordena: Espírita, não fazer acepção de pessoas!

Naquele momento predito pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, teve início o trabalho cultural dos ancestrais revivendo toda a indiada e negrada – as almas imortais eleitas segundo a irreverência do Criador Supremo.

Então no primeiro templo dos fiéis umbandistas niteroienses se celebrava a proclamação da Religião Nacional tipicamente brasileira, fundada a 15 de novembro de 1908 em diante. Lá compareceram a equipe administrativa da Federação Espírita de Niterói e a multidão de freqüentadores que foram certificar-se do acontecimento desde o dia anterior, inclusive o senhor José de Souza e outros seus parentes e conhecidos dos familiares de Zélio de Moraes. (Convém aqui dizer que, neste 2001, ainda existem pessoas vivas as quais também presenciaram esta mesma realidade, no território brasileiro.)

Muitos e muitos casos de enfermidades crônicas ditas incuráveis eram solucionadas as curas aos doentes, alguns desenganados por médicos especializados.

Porém, outro fato que merece registro, ocorrido naquela mesma noite e há mais de 9 (nove) décadas. No intervalo da sessão de Umbanda, aproveitou o Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas algumas predições estarrecedoras: sobre o que a partir das próximas décadas em diante, a sociedade humana pode aguardar desde já:

ESTE MUNDO DE INIQÜIDADE, DESREGRAMENTO MORAL, A SOCIEDADE HUMANA ATUAL, MAIS UMA VEZ, VÊ-LO-Á VARRIDO POR MUITA DOR, PELA AMBIÇÃO DO HOMEM E, SOBRETUDO, O TOTAL DESRESPEITO A DEUS E SUAS LEIS IMUTÁVEIS. AS MULHERES PERDERÃO A HONRA E A VERGONHA EM TROCA DO DINHEIRO FÁCIL; O PRÓPRIO HOMEM COMUM TORNAR-SE-Á EFEMINADO EM BUSCA DA FAMA. UMA ONDA FORMADA DE MUITO SANGUE DERRAMADO VARRERÁ A EUROPA E, QUANDO TODOS SE ACHAREM QUE O PIOR FOI ATINGIDO, UMA OUTRA ONDA DE SANGUE MUITO PIOR DO QUE A PRIMEIRA, VOLTARÁ A ENVOLVER A HUMANIDADE”.

E seis anos depois deflagrava a Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918). A Segunda Grande Guerra Mundial veio mais adiante entre 1939 a 1945.

Donde concluímos que o Senhor das Sete Encruzilhadas sabe desses fatos históricos ocorridos nos períodos colonial, imperial e republicano, tais como reconstituímos através das presentes Cartilhas. Cada um fiel umbandista e o público leitor merecem que investiguemos mais profundamente a respeito do território onde nascemos (ou renascemos) e estar melhor informado dos acontecimentos os quais não se adquiriu nos bancos escolares, por preservação das questões diplomáticas. Porém, isso implicará em mudanças profundas, para breve. Quem viver verá!

Em 1917, procedente das dimensões siderais do Universo astral, mediante a Ordem Suprema, o Senhor das Sete Encruzilhadas obteve o consentimento para fundar outras 7 (sete) Tendas templárias de Umbanda do Brasil inicialmente, estar à frente do comando direto do Movimento de Entronização da Umbanda, em todo o território nacional.

A partir daí em diante, enquanto se desenvolviam os trabalhos mediúnicos de atendimento gratuito a todo o público presente, semanalmente, foram sendo indicados pela mesma ordem os sete primeiros médiuns, na qualidade de Dirigentes daquelas Tendas templárias, sendo:

 

1.      TENDA ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA PIEDADE, sede prédio rua Floriano Peixoto nº 30, bairro Neves, município de São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro.

– Médium Dirigente da Administração: Zélio Fernandino de Moraes

 

2.      TENDA ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA GUIA, sede prédio na rua Camerino, nº 59, Centro, Rio de Janeiro.

– Médium Dirigente: Durval de Sousa

 

3.      TENDA ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, sede prédio: rua (desconhecida por este autor)

– Médium Dirigente: Jornalista Leal de Souza

 

4.      TENDA ESPÍRITA SANTA BÁRBARA, sede prédio: rua (desconhecida por este autor).

– Médium Dirigente: João Aguiar

 

5.      TENDA ESPÍRITA SÃO PEDRO, sede prédio num sobrado existente na Praça Quinze de Novembro, Centro, Rio de Janeiro.

– Médium Dirigente: José Meireles

 

6.      TENDA ESPÍRITA OXALÁ, sede prédio na avenida Presidente Vargas nº 2.567, Centro, Rio de Janeiro.

– Médium Dirigente: Paulo Lavois

 

 

7.      TENDA ESPÍRITA SÃO JORGE, sede prédio na rua Dom Gerardo nº 45, Centro, Rio de Janeiro.

– Médium Dirigente: João Severino Ramos

 

8.      TENDA ESPÍRITA SÃO JERÔNIMO, sede prédio na rua Visconde de Itaboraí nº 8, Centro, Rio de Janeiro.

– Médium Dirigente: Capitão do Exército José Alvares Pessoa.

 

Releva notar ainda que, junto os órgãos e os poderes constituídos, tornaram terminantemente proibido por lei o registro em qualquer ofício de Pessoas Jurídicas, uma organização não-governamental possuindo este termo UMBANDA; só era permitido a terminologia de qualquer das originárias de países estrangeiros como, por exemplo, espírita (origem francesa), santos católicos (origem de Roma); já tinham varrido do cenário cultural do país quase todo o acervo literal de nações africanas, por decisão do personagem chamado “Águia de Haia”, homenageado na Holanda.

Convém aqui, mais uma vez, recordarmos aquela promessa do conteúdo do Antigo Testamento: Tu, Israel, devorarás todos os povos que o Senhor teu Deus te entregará”.

Sempre constituirá uma ameaça, trazer à luz do mundo a lembrança da confraria heróica das tribos indígenas, de novo, ao território de suas raízes! Diante desta exposição, nisso justifica-se cada um dos espíritos sucessivamente de volta a Origem.

Com o decorrer dos anos, as Tendas templárias vieram com cada nome de santo católico e o termo “espírita”. E no Universo astral isso foi acolhido, o sincretismo religioso ficou aceito, temporariamente, e minimizavam-se as perseguições sistemáticas de natureza política e religiosa.

Várias outras Tendas templárias foram surgindo no Rio de Janeiro e em outros Estados brasileiros, favorecendo a expansão surpreendente do Movimento de Entronização da Religião Nacional genuinamente brasileira, visando abarcar o maior número de admiradores  no menor período de tempo possível.

Em 1918, a Tenda Nossa Senhora da Piedade foi transferida a sua sede prédio para a rua Dom Gerardo nº 51, Rio de Janeiro. No município de Cachoeiras de Macacu, numa modesta localidade, chamada Boca do Mato, ainda hoje, funciona a Cabana Espírita Pai Antônio, sob a direção da senhora Zélia de Moraes Lacerda e assessorada pela senhora Zilméia de Moraes Cunha (ambas são filhas do inesquecível Zélio de Moraes).

Muitas outras instituições de Umbanda assumiram a Personalidade Jurídica, no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul etc; sempre que era possível, o médium Zélio de Moraes lá estava presente, na instalação das mesmas organizações.

Muitos foram as ocorrências marcantes merecendo notoriedade na entronização civilista no âmbito do movimento umbandista. Mas um caso bastante conhecido dos fiéis umbandistas, merecedor de registro para a posterioridade.

O Tenente do Exército Joaquim Bentes Monteiro solicitara a sua transferência para Belém, no Pará, a fim de fundar e dirigir a Tenda templária Santo Expedido. Este seu gesto não é qualquer uma pessoa bastante desprendida para fazê-lo.

Em virtude do crescimento expansivo da entronização civilista  dos fiéis umbandistas, o sistema investigatório da autoridade policial agiu mais intensamente contra o movimento umbandista no país. Eram também verbalizados os freqüentes ataques da igreja opressora, procedente das autoridades eclesiásticas da ICAR. Nesse tempo, já existia a Arquiepiscopal Imperial Irmandade de Nossa Senhora das Dores, fundada a 17 de agosto de 1831, na Sala das Ordens do quartel do Corpo Militar de Polícia da Corte, regida pelas leis eclesiásticas e civis, subordinada a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. Os policiais católicos romanos da Corporação agiam, segundo as orientações do comandante, e de comum entrosamento da representação imperial da Arquiepiscopal.

A perseguição policial se fazia sob o pretexto de que o Culto dos Ancestrais de Umbanda era baseado em prática de bruxaria e “macumba”, estava sintonizado com os atos subversivos e dava cobertura a grupos comunistas. Pura infâmia dos policiais dessa ocasião! Enquanto isso, iam em busca de propina.

No período do governo presidencial de Washington Luis Pereira de S. (1926-1930) foi também muito conflitante e,  mais uma vez, aqueles fiéis umbandistas da velha guarda, o movimento de Umbanda nos diversos pontos onde estiveram instalados, sofreram maiores retaliações perseguidos como sempre.

O político Washington Luis era Secretário de Justiça e Segurança Pública de São Paulo, cargo que ocupou até 1912; deu apoio à campanha civilista liderada por Rui Barbosa; promotor público da comarca do município de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro; “governar é abrir estradas”, esse era o lema do seu governo da época presidencial arbitrária; usava para o trabalho pesado a mão de obra pobres negros, para esse tipo de política de expansão rodoviária, e os trabalhadores, devido os seus antecedentes criminais mas injustos, nunca desfrutavam do justo salário. Isso esteve acontecendo neste Estado do Rio de Janeiro.

Constituía uma ameaça à crença religiosa de origem brasileira, a expansão crescente do Movimento de Entronização dos fiéis umbandistas, no Brasil. Obviamente, coincidia com a arrancada política de Getúlio Dornelles Vargas, em 1930. O regime autoritário desse político se consolidaria no ano de 1937, com a criação inusitada do Estado Novo, de características fascistas. Tanto assim que, os médiuns dirigentes das primeiras Tendas templárias de Umbanda, tendo tomado a defesa de igualdade e dos direitos constitucionais da organização, cederam a pressão e exigência, e puseram em suas paredes no âmbito da organização a foto do chefe de governo e ditador Getúlio Vargas. Era alternativa estratégica, que livraria de certa maneira de outros piores prejuízos para a Umbanda.

De qualquer modo e meios, Getúlio Vargas buscava apoio em setores populares – que haviam sido mantidos à margem no período da Velha República. Inaugurou um tipo de política que ficou conhecido como populismo. Todo o povo brasileiro teve que conviver com uma série de revoltas ocorridas durante a ditadura Vargas.

Em 1934, uma legislação específica enquadrava o Culto dos Ancestrais índios e negros, os diversos cultos de nações africanas dos afro-descendentes, os espírita e outros credos, sob o pretexto do uso de bebida alcoólica, drogas, jogos de azar e prostituição de usuários, na SEÇÃO DE COSTUMES DO DEPARTAMENTO POLICIAL DE TÓXICOS E MISTIFICAÇÕES DO RIO DE JANEIRO. Isso é, no mínimo, um achincalhe ao povo e com a crença social, ou religiosa ou cultural do país. Mas Deus não se deixa escarnecer!!!

Essa legislação vigiu desde 1934 a 1964. Por causa dessa nefanda lei, os fiéis espiritualistas eram submetidos a prática de extorsão, cobrança de propina por parte de péssimos policiais dos diversos cargos hierárquicos.

Daquela política repressiva do ditador Vargas resultou a necessária união não apenas dos adeptos da religião mas principalmente de todas as instituições religiosas conscientes do compromisso assumido perante o Senhor das Sete Encruzilhadas e com Oxalá. Ordenou-se uma Federação Umbandista coordenadora das atividades de caráter administrativo, em defesa da igualdade e dos direitos constitucionais dos integrantes de Umbanda, no território brasileiro.

A edição matutina do dia 8 de novembro de 1932, do Diário de Notícias, da antiga Capital federal, publicou:

“A larga difusão do Espiritismo no Brasil é um dos fenômenos mais interessantes do reflorescimento da fé. O homem sente, cada vez mais, a necessidade do amparo divino, e vai para onde o arrastam seus impulsos conforme sua cultura e a sua educação, ou para onde os conduzem as sugestões do seu medo. E o que se observa em nosso país ocorre, igualmente nos Estados Unidos e na Europa atacada, nestes tempos, de uma curiosidade delirante pela magia.

Mas, em nenhuma região o Espiritismo alcança a ascendência que o caracteriza em nossa Capital. É preciso, pois, encará-lo com a seriedade que a sua difusão exige.

No intuito de esclarecer o povo e as próprias autoridades sobre o culto e as práticas amplamente realizados nesta cidade, O DIÁRIO DE NOTÍCIAS CONVIDOU UM ESPECIALISTA NESSES ESTUDOS, O SENHOR LEAL DE SOUZA, PARA EXPLANÁ-LOS, NO SENTIDO EXPLICATIVO EM SUAS COLUNAS.

Esses critérios, se assim podemos chamar, só podem ser aprofundados por quem os conhecem. CONVIDAMOS O SENHOR LEAL DE SOUZA POR SER ELE UM ESPÍRITO TÃO SERENO E IMPARCIAL QUE EXERCENDO ATÉ SETEMBRO DO ANO PRÓXIMO FINDO O CARGO DE REDATOR-CHEFE DE “A NOITE”, NUNCA SE VALEU DAQUELE VESPERTINO PARA PROPAGAR A SUA DOUTRINA E SEMPRE APOIOU COM ENTUSIASMO AS INICIATIVAS CATÓLICAS.

O senhor Leal de Souza já era conhecido pelos seus livros quando realizou o seu famoso inquérito sobre o Espiritismo. “No Mundo dos Espíritos”, lançado com grande êxito pela imparcialidade e discrição com que descrevia as cerimônias e fenômenos então quase desconhecidos de quem não freqüentava os Centros.

DEPOIS DE CONVERTIDO AO ESPIRITISMO, O SENHOR LEAL DE SOUZA FEZ DURANTE SEIS ANOS, COM O AUXÍLIO DE CINCO MÉDICOS, EXPERIÊNCIAS DE CARÁTER CIENTÍFICO SOBRE ESSAS PRÁTICAS, E PRINCIPALMENTE SOBRE OS TRABALHOS DOS CHAMADOS CABOCLOS E PRETOS.

O senhor Leal de Souza, nos seus artigos sobre “O Espiritismo e As Sete Linhas de Umbanda” não vai fazer propaganda, porém, elucidação, mostrando-nos as diferenciações do Espiritismo no Rio de Janeiro, as causas e os efeitos que atribui as suas práticas, dizendo-nos o que e como é praticada a feitiçaria, tratando não só dos aspectos científicos como do uso do defumador, da água, da cachaça, dos pontos, em suma, da magia negra e branca.

Esperamos que as autoridades incumbidas da fiscalização do Espiritismo e muitas vezes desaparelhadas de recursos para diferenciar o joio e o trigo, e o povo, sempre ávido de sensações e conhecimentos, compreendam, em sua elevação, os intuitos do Diário de Notícias.

Na próxima quinta-feira, iniciaremos a publicação dos artigos do senhor Leal de Souza, sobre o Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda”.

No ano seguinte (1933), após a série de artigos divulgados em jornais, principalmente no Diário de Notícias, Leal de Souza decidiu e providenciou a publicação de mais um livro intitulado “O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, contendo 118 páginas, nas oficinas gráficas do Liceu de Artes e Ofícios, sita à avenida Rio Branco nº 174, cidade do Rio de Janeiro.

Extraímos desta obra histórica e decidimos reproduzir os trechos dos capítulos I, XIII, XX e XXIII, com o objetivo e firme propósito de melhor esclarecimento a todo o público leitor.

O Capítulo I – Esclarece, num sentido de que as religiões em expansão, que se caracterizam pelas manifestações dos espíritos desencarnados, não podem atacar ou destruir algum outro credo religioso (é bom lembrar a influência da Igreja Católica sobre as massas populares, naquela época) e sim, mostrar a imortalidade da alma e revigorar a Fé em Deus. (ESTA É UMA EXPLICAÇÃO INICIAL DESTE AUTOR). Então agora consideremos o que Leal de Souza escreveu nesse primeiro capítulo:

“O Espiritismo não é clava para demolir, é uma torre em construção, e, quanto mais se levanta, tanto mais alargam os horizontes e a visão de seus operários, inclinando-os à tolerância, pela melhor compreensão dos fenômenos da vida.

Como nos ensina o seu codificador (Allan Kardec), o Espiritismo não veio destruir a religião, porém, consolidá-la a revigorar a fé, trazendo-lhes novas e mais positivas demonstrações da imortalidade da alma e da existência de Deus.

As religiões, sabem-no todos, SÃO CAMINHOS DIVERSOS E ÀS VEZES DIVERGENTES, CONDUZINDO AO MESMO DESTINO TERMINAL. O indivíduo, está sob a assistência de Deus, pois mesmo as regras que aos seus contrários pareçam absurdas ou degradantes, como a confissão, no catolicismo, ou a benção solicitada aos pais de terreiros, no Espiritismo de Linha (Umbanda), revelam um grau de humildade significativo de radiosa elevação espiritual.

Seria negar a Deus os atributos humanos da inteligência e justiça ao admitirmos que o Criador fosse capaz de desprezar ou punir as suas criaturas, porque não amam do mesmo modo, orando com as mesmas palavras, segundo os mesmos ritos.

DEUS NÃO TEM PARTIDO, e atende a todos os seus filhos, de onde quer que o chamem com amor e fé, parte a prece do coração de um Cardeal, ajoelhado na glória suntuosa de um altar, ou sai a oração do peito de um sertanejo, caído no silêncio pesado da selva. Os homens é que escolhem, pela sua cultura, ou pelas tendências de cada alma, em seu núcleo de evolução, a maneira mais propícia de cultuar e servir a Divindade.

Com estas idéias, é claro que não venho provocar polêmicas, e seria desconhecer os intuitos do Diário de Notícias, ou aventurar-me à propaganda agressiva dos meus princípios. Pretendo, nestes artigos, esclarecer, quanto o permitam meus conhecimentos, práticas amplamente celebradas nesta Capital, estabelecendo diferenciações, para orientação popular, e mostrando a importância de coisas, que parecendo burlescas, são com freqüência, sérias e até graves.

É pois que trarei também, e principalmente, do Espiritismo de Linha, na fórmula da Linha Branca de Umbanda: - “SALVE A QUEM TEM FÉ; SALVE A QUEM NÃO TEM FÉ”.

O capítulo XIII – A Macumba se distingue e caracteriza pelo uso instrumental de batuques, tambores e alguns outros instrumentos originários da África. (1)

Essa música bizarra em sua irregularidade soturna, não representa um acessório de barulho inútil, pois exerce positiva influência nos trabalhos, acelerando, com suas vibrações os lances fluídicos. (2)

 

 

 


 

(1)   Neste caso particular, Leal de Souza fez referência o que é sabido e praticado no recinto de Candomblé por candomblecistas, sob a ordenação de um babalorixá, o responsável do culto afro-descendentes.

(2)   Por ordem do Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas, os fiéis umbandistas conhecem as regras e regulações a serem seguidas e, dentre certas normas para a seqüência dos trabalhos específicos de Umbanda, não se usa nenhum instrumento de repercussão, denominado macumba ou atabaques, durante todo o desenvolvimento de cântico, no Culto da Ancestralidade. Sabemos, com base na observação do Senhor das Sete Encruzilhadas, o som instrumental é para estimular a porção anímica emocionalmente; só tem ressonância no agente físico, sem a conexão direta com o ente subjetivo – o auxiliar invisível.

 

As reuniões não comportam limitações de hora, prolongando-se, na maioria das situações, até o alvorecer. São dirigidas sempre por um Espírito, invariavelmente obedecido sem ter diversificações, por que está habituado a punir os recalcitrantes com implacável rigor.

É, de ordinário, o Espírito de algum africano, porém também há de caboclos. Os métodos, seja qual for a entidade dirigente são os mesmos, porque o caboclo aprendeu com o africano.

Os médiuns que ajudam o aparelho receptor do guia da reunião às vezes, temem receber as Entidades auxiliares. Aquele ordena-lhes que fiquem de joelhos, dá-lhe um copo de vinho, porém com mais freqüência, puxa-lhes, com uma palmatória de cinco buracos dois alentados bolos.

Depois da incorporação, manda queimar-lhes pólvora nas palmas das mãos, que se torna incombustível quando o Espírito toma posse integral do organismo do médium.

Conhecendo essa prova e seus resultados quando a incorporação é incompleta, apassivam-se os aparelhos humanos, entregando-se por inteiro àqueles que devem utilizá-los.

Os trabalhos, que, segundo os objetivos, participam da magia, ora impressionam pela singularidade, ora assustam pela violência, (3) surpreendam pela beleza. OBRIGAM A MEDITAÇÃO, FORÇAM AO ESTUDO, E FOI ESTUDANDO-OS QUE CHEGUEI À OUTRA MARGEM DO ESPIRITISMO”.

O capítulo XX – “O protetor, na Linha Branca, é sempre humilde, e, com sua linguagem atravessada, ou incorreta, causa uma impressão penosa de ignorância, mas freqüentemente, pelos deveres de sua missão, surpreendem seus consulentes, revelando conhecimentos muito elevados.

Exemplo: Uma ocasião, numa pequena reunião de cinco pessoas, um protetor Caboclo descarregava os maus fluidos de uma senhora, enquanto, também incorporado, um Preto-Velho, Pai Antonio, fumava um cachimbo, observando a descarga:

– Cuidado, Caboclo, avisou o preto-velho. O coração dessa filha não está batendo de acordo com o pulso.

Como é que Pai Antonio viu isso? Deixe verificar, pediu um médico presente à sessão.

E, depois da verificação, confirmou o aviso do preto-velho, que o surpreendeu de novo, emitindo um termo técnico da medicina, e explicando que O FENÔMENO NÃO PROVINHA, COMO ACREDITAVA O CLÍNICO, DE CAUSAS FISIOLÓGICAS, PORÉM DE AÇÃO FLUÍDICA, tanto que, terminada a descarga, se restabeleceria a circulação normal no organismo da senhora. E assim aconteceu.

O doutor, então quis conversar sobre sua ciência com o Espírito humilde do preto-velho, e, antes de meia hora, confessava, com um sorriso, e sem despeito, que o “negro” abordara assuntos que ele ainda não tivera oportunidade de versar”.

 


 

(3)   Caso típico ocorrera com o cego de nascença e Jesus. (João, capítulo IX, versículo 6.)

O Capítulo XXIII – “Se alguma vez tenho estado em contato consciente com algum Espírito de Luz é, sem dúvida, esse que se apresenta sob o aspecto agreste, e sob o nome “bárbaro” de Caboclo das Sete Encruzilhadas.”

Sentindo-o ao nosso lado, pelo bem estar espiritual que nos envolve e sensibiliza, pressentimos a grandeza infinita de Deus, e, guiados pela sua proteção, recebemos e suportamos os sofrimentos com uma serenidade quase ingênua, comparável ao enlevo das crianças nas estampas sacras, contemplando, da beira do abismo, sob as asas de um anjo, as estrelas no céu.

O Caboclo das Sete Encruzilhadas pertence à falange de Ogum, e sob a irradiação da Virgem Maria, desempenha UMA MISSÃO ORDENADA POR JESUS CRISTO. O seu “ponto emblemático” representa uma flecha atravessando um coração, de baixo para cima; - a flecha significa direção, o coração o sentimento, e o conjunto orientação dos sentimentos para o alto, para Deus.

Estava esse Espírito no espaço, no ponto de intersecção de “sete caminhos”, chorava sem saber o rumo que tomava, QUANDO LHE APARECEU, NA SUA INEFÁVEL DOÇURA, O PRÓPRIO JESUS, E MOSTRANDO-LHE numa região do planeta, AS TRAGÉDIAS DA DOR E OS DRAMAS DA PAIXÃO HUMANA, indicou-lhe o caminho a seguir, como missionário do consolo e da redenção. E em lembrança desse incomparável minuto de sua eternidade, e para se colocar no nível dos trabalhadores mais humildes, O MENSAGEIRO DE CRISTO TOMOU O SEU NOME DOS CAMINHOS QUE O DESORIENTAVAM, E FICOU SENDO O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS.

E há vinte e três anos, (1908-1931), baixando em uma casa pobre de um bairro paupérrimo, INICIOU A SUA CRUZADA, VENCENDO, NA ORDEM MATERIAL, OBSTÁCULOS QUE SE RENOVAM QUANDO VENCIDOS E DERRUBADOS, e dos quais o maior é a qualidade das pedras com que deve construir o novo templo.

Entre a humildade e a doçura extremas, a sua piedade se derrama sobre quantos o procuram, e não poucas vezes, escorrendo pela face do médium, as suas lágrimas expressam a sua tristeza, diante dessas provações inevitáveis a que as criaturas não podem fugir.

A sua sabedoria se avizinha da Onisciência. O SEU PROFUNDÍSSIMO CONHECIMENTO DA BÍBLIA E DAS OBRAS CULTURAIS DOS DOUTORES DA IGREJA AUTORIZAM A SUPOSIÇÃO DE QUE ELE, EM ALGUMA ENCARNAÇÃO, TENHA SIDO SACERDOTE, PORÉM A MEDICINA NÃO LHE É MAIS ESTRANHA DO QUE A TEOLOGIA.

Acidentalmente, o seu saber se revela. Uma ocasião, para justificar uma falta, por esquecimento, de um de seus auxiliares humanos, explicou, minucioso, o processo de renovação das células cerebrais, descreveu os instrumentos que servem para observá-las e contou numerosos casos de ferimentos que as atingiram, e como foram tratados na Grande Guerra deflagrada em 1914. Também para fazer os seus compreenderem o mecanismo, se assim posso expressar-me, dos sentimentos, explicou a teoria das vibrações e a dos fluidos, e numa ascensão gradativa, na mais singela das linguagens ensinou a homens de cultura desigual as transcendentes Leis da Astronomia.

De outra feita, respondendo a consulta de um espírita que é capitalista em São Paulo e representa interesses europeus, PRODUZIU UM ESTUDO ADMIRÁVEL DA SITUAÇÃO FINANCEIRA CRIADA PARA A FRANÇA, PELA QUEBRA DO PADRÃO OURO NA INGLATERRA.

A LINGUAGEM DO SENHOR CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS VARIA, DE ACORDO COM A MENTALIDADE DE SEUS AUDITÓRIOS. Ora chã, ora simples, sem um atavio, ora fulgurante da alta eloqüência, nunca desce tanto, que se abastarde, nem se eleva demais, que se torne inacessível.

A sua paciência de mestre é como sua tolerância de chefe, (4) ilimitada. Leva anos a repetir, em todos os tons, através de parábolas, por meio de narrativas, o mesmo conselho, a mesma lição, até que o discípulo, depois de tê-la compreendido, comece a praticá-la.

A primeira vez em que os espíritas videntes o vislumbraram, no início de sua missão, o Caboclo das Sete Encruzilhadas se apresentou como um homem-espírito de meia idade, a pele brônzea vestindo uma túnica branca, atravessada por uma faixa branca onde brilhava, em letras de luz, a palavra “Cáritas”. Depois de muito tempo, só se mostrava como caboclo, tanga de plumas e mais atributos dos Pagés silvícolas. Passou, mais tarde, a ser visível na alvura de sua túnica primitiva mas há anos acreditamos que só em algumas circunstâncias se reveste da forma corpórea, pois os videntes não o vêem, e quando a nossa sensibilidade e os outros guias assinalam a sua presença, fulge no ar uma vibração azul e uma claridade dessa cor paira no ambiente.”

Expandiu-se cada vez mais o Movimento de Entronização dos Fiéis Umbandistas. No Rio de Janeiro a 13 de outubro de 1924, mais uma casa templária se abria suas portas a todo o público; fundava-se a Tenda Espírita Mirim, sob a incumbência do Caboclo Mirim, administrada pelo médium dirigente Benjamim Gonçalves de Figueiredo; iniciou os trabalhos para a prática de caridade, na rua Sotero Reis nº 101, próximo a Praça das Bandeiras; mudou-se posteriormente sua sede, indo para a rua São Pedro. Dando prosseguimento, edificou a sede própria na avenida Marechal Rondon nº 597, bairro São Francisco Xavier. Dentre os fiéis umbandistas de expressão e colaboradores do serviço ativo, destacam-se o Comandante Cícero dos Santos, Olívio Novaes, o escritor Diamantino Coelho Fernandes e outros.

 

 

 


 

(4)   Não soubemos do Senhor Jesus Cristo que algum outro Caboclo ou Preto-Velho tenha tomado assento no trono Soberano da Umbanda típica do Brasil, senão a eterna chefia e responsabilidade ao Caboclo das Sete Encruzilhadas, desde a mais elevada dimensão sideral do Universo Astral. Dessa mesma ordem Suprema à forma de vida transcendental plasmado nesse mesmo Universo, é a que exerce predominância eterna no planeta. Portanto, nenhum outro ouse não obedecer o Mestre Maior.

Trinta e três anos de proclamada a Umbanda no Brasil (1908-1941) preparam-se as caravanas dos diversos Estados para o PRIMEIRO CONGRESSO NACIONAL DE ENTRONIZAÇÃO DA UMBANDA TÍPICA DO PAÍS.

O local de realização do primeiro Congresso de Entronização dos Umbandistas, foi na rua Conselheiro Agostinho nº 52, bairro Todos os Santos, cidade  do  Rio   de  Janeiro. E os caravaneiros, sabendo de enquadramento do Culto dos Ancestrais de Umbanda, segundo a legislação específica, cautelosos com qualquer medida repressiva da Seção de Costumes e Diversões do Departamento Policial de Tóxicos e Mistificação. O conteúdo dessa lei vigiu até 1964.

Da pauta do edital, os congressistas debateram de maneira decisória, dentre outros temas: a opção voluntária dos que já decidiram filiar-se espontaneamente a Religião Umbanda e, a partir dessa decisão consciente, se constituir mais um elo na corrente de sucessão umbandista para o serviço devocional cuja chefia soberanamente única é confiada ao Senhor das Sete Encruzilhadas, por consentimentos do Senhor Jesus Cristo; fica definitivamente acertado um pacto, propondo a “desafricanização” da consciência dos fiéis umbandistas, no ambiente da Religião Umbanda genuinamente brasileira, extinguindo desse modo a repressão dos poderes constituídos de natureza policial. Pois que, conforme ficaria garantido iguais direitos e deveres individuais e coletivos, na forma da Constituição republicana, a Umbanda típica do Brasil será, no mais breve prazo possível, reconhecida a Religião Nacional e definida como a manifestação do Espírito para a  prática de caridade ou atos ditosos. Obviamente, não estará o fiel umbandista alheio as lides de natureza política, em todo o território brasileiro.

Em virtude da iniciativa daquele Primeiro Congresso Nacional, os congressistas de Umbanda, tendo jurado enquanto professavam em oração, reconheciam A FEDERAÇÃO MATRIZ NACIONAL ÚNICA DOS FIÉIS UMBANDISTAS E CHEFIA SOBERANA DO SENHOR DAS SETE ENCRUZILHADAS. Partindo desta Federação Matriz, com sua sede própria situada na rua Conselheiro Agostinho nº 52, bairro Todos os Santos, Rio de Janeiro, outras Federações de Umbanda são as sua filiadas, e obedecendo a  mesma chefia soberana do Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Em 1942, os umbandistas Pai Jaú, Sebastião Costa e Tenente Vereda, que integraram a caravana dentre os congressistas, fundaram a LIGA ESPÍRITA SÃO JERÔNIMO.

Em 1950, iniciaram-se a penetração dos fiéis umbandistas no Estado do Rio Grande do Sul, através de Moab Caldas.

Desde a metade da década de 1950, outras 6 (seis) filiadas associações federativas de Umbanda estavam instaladas no Estado do Rio de Janeiro. Também São Paulo instalava a filiada Federação Umbandista do Estado Paulista, sob a responsabilidade de Costa Moura, registra em cartório, no ano de 1953, com o objetivo primordial de, no mesmo exemplo dos fiéis umbandistas do Estado do Rio de Janeiro, fazer frente aos ataques e perseguições cruentas.

 

 

AS SITUAÇÕES DESENCONTRADAS, A SEPARATIVIDADE

E AS DESAVENÇAS HUMANAS OCORREM.

 

 

Da  mesma  maneira  como já   aconteciam  com  as  outras  agremiações sociais ou religiosas séculos afora, devido as questões humanamente mesquinhas, ou a sede pelo poder limitado, não poderíamos imaginar outra privilegiada nos arredores das diversidades, ante as muitas adversidades dos espiritualistas.

A Federação Matriz, fundada pelo médium do Caboclo das Sete Encruzilhadas, Zélio de Moraes, confirma a mesma ordenação sobre o padrão ímpar do Culto dos Ancestrais tendo uma doutrina própria. Dentre as regras e regulações estava estabelecida A SIMPLICIDADE DO RITUAL PRÓPRIO DE UMBANDA. Isto os Caboclos e Pretos-Velhos são capacitados e sabem o modo como ser feito; usar os médiuns só a vestidura branca, e de maneira uniformemente simples; não se utilizar, durante o desenvolvimento mediúnico, de qualquer instrumento sonoro nem os toques de atabaques. Nesse aspecto, justificam-se as atuações efetivas dos diversos Caboclos e Pretos-Velhos nas muitas agremiações espíritas simplesmente. Louvores, portanto, para os templos espíritas aliados a orientação soberana de Ramatis. Comprovadamente, uma vez que muitos encarnados desejam apenas valer-se de entidades astrais inferiores para ganhar dinheiro, tendo sustentado dos recursos obtidos graças a fachada de cargos exercidos em suas instituições, mesmo avisados das regras e regulações de Umbanda, já foram responsáveis pelas desavenças, separatividade, conflitos internos, em função de cada uma nova tenda ou terreiro desejar, mediante a determinação pessoal, explorar ritos próprios, sujeito à marginalização astral inferior, por culpa da vaidade pessoal de cada membro de sua equipe administrativa dessas agremiações, chamadas religiosas.

Sabemos até outros casos já acontecido. Por exemplo, na Baixada Fluminense, um dirigente tendo explorado o título de “umbandista” comprou a federação espiritualista de um outro dirigente que, segundo as alegações inconseqüentes, se encontram em péssimas condições financeiras; no bairro de Todos os Santos, outro dirigente da agremiação umbandista, em troca dos votos eleitorais   de   umbandistas seus filiados, embolsou de R$ 5.000,00 a R$ 10.000,00 do candidato político, sob o pretexto de dar continuidade a obra de reforma da sede; no bairro de Santa Cruz um outro dirigente, após o atendimento gratuito da entidade astral, passou a explorar o material de construção para acabamento da sua cada residencial.

Diante desta exposição à Luz da realidade consciente de Cristo, agiram do mesmo modo daqueles que, em outra ocasião, freqüentavam os recintos internos dos terreiros religiosos, e, hoje, já descambaram indo em busca das seitas protestantes, uniformizados de bispo ou pastor, desfrutam os salários da igreja protestante, enquanto alguns percebem o da função do “evangelismo” mais a remuneração como parlamentar. Esses tais não conhecem Deus; não compreendem quem é o Espírito nem procedem conforme a Lei imutável do Criador e Controlador de tudo. Acham-se os mais espertos!

Havendo conversado freqüentemente com o saudoso Vanzeloti dirigente do CONDU – Conselho Deliberativo da Umbanda (instalado na rua Sá Viana nº 69, bairro Grajaú, Rio de Janeiro), contava ele as divergências e oposição do líder Tancredo da Silva Pinto, defensor dos vários cultos originários de nações africanas, por adaptação aos dos afro-brasileiros feitas ao médium Zélio de Mora

 


Última alteração em 05-16-2014 @ 06:58 am

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