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INFANTARIA PURA - Duque de Caxias
Inserido por: Itauna
Em: 05-15-2014 @ 09:44 pm
 

 

 

 MINISTÉRIO DA DEFESA

G U Es

57º BATALHÃO DE INFANTARIA MOTORIZADO (Es)

(GRAREI)

Grêmio Recreativo Amigos do REI

 

"INFANTARIA PURA"

 

RESGATE HISTÓRICO DO REI

 

 

INSTALAÇÕES DO BATALHÃO, DENOMINAÇÃO E HISTORIA

 

ALAMEDA DUQUE DE CAXIAS, empresta o nome de LUIZ ALVES DE LIMA E SILVA que nasceu no ano de 1803 no Rio de Janeiro, de família de soldados cresceu ao redor do ambiente da caserna, já em 1820 com 17 anos cursa a Real Academia Militar, e em 1822 já tenente é nomeado ajudante do “BATALHÃO DO IMPERADOR”, que fazia face à resistência que lutava contra a Independência na Bahia, lá ocorreu seu batismo de fogo.

 

Síntese da atuação de CAXIAS :

 

A)    CAMPANHAS INTERNAS

1)    Guerra da Independência (1823) – batismo de fogo.

2)    Balaiada (1840) – pacificação do Maranhão.

3)    Revolução Liberal (1842) – pacificação da província de São Paulo e Minas Gerais.

4)    Revolução Farroupilha (1842/1845) – pacificação do R. G. do Sul.

 

B)    CAMPANHAS EXTERNAS

1)    Campanha Cisplatina (1825/1828) – culminou com a Independência do Uruguai.

2)    Campanha contra ORIBE E ROSAS  (1851/1852) – luta contra o Caudilhismo.

Campanha da Tríplice Aliança (1866/1869) comandou as tropas aliadas reunindo Brasil, Argentina e Uruguai contra as forças paraguaias de Solano Lopez .

Por todos seus feitos e vitórias foi proclamado “O PACIFICADOR”. dentre os aspectos enfocados há de se destacar a figura de soldado que com suas virtudes militares e humanas o consagraram e o imortalizaram. Compreendeu melhor que ninguém no seu tempo, combinou Lei e perdão como forma para a pacificação, como soldado nunca vencido, também foi um grande estadista, preocupado com a integração nacional e nossa soberania, sendo o maior artífice em sua época, o patrono do Exército do BRASIL.

 

DUQUE DE CAXIAS

Soldado e pacificador,  guerreiro obstinado e homem de Estado exemplar que o Exército consagrou como Patrono.

Em meio século de assinalados serviços - coincidindo com um período crítico para a afirmação da nossa nacionalidade, Caxias interpretou com invulgar lucidez a realidade de sua época e vislumbrou um futuro grandioso para o Brasil.

Lutou pela consolidação da independência, pacificou províncias conflagradas e conduziu as armas nacionais à vitória nos conflitos da Bacia do Prata.

Tão importantes quanto a eficácia de suas ações militares foram a firmeza com que enfrentou os desafios e a generosidade dispensada aos adversários vencidos nos campos de batalha. Restabeleceu o império da ordem, preservou as instituições, recompôs a coesão nacional e salvou a unidade da Pátria.

Daí ter passado à História com o cognome de " O Pacificador".

 Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, nasceu em 25 agosto de 1803, na fazenda de São Paulo, no Taquaru, Vila de Porto da Estrela, na Capitania do Rio de Janeiro quando o Brasil era Vice Reino de Portugal. Hoje, é o local do Parque Histórico Duque de Caxias, no município de Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro.

 Em 1818, aos quinze anos de idade, matriculou-se na Academia Real Militar, de onde regressou, promovido a Tenente, em 1821, para servir no 1º Batalhão de Fuzileiros, unidade de elite do Exército do Rei.

 Coube ao Tenente Luís Alves de Lima e Silva receber, na Capela Imperial, a 10 de novembro de 1822, das mãos do Imperador D. Pedro I, a bandeira do Império recém-criada.

 No dia 3 de junho de 1823, o jovem militar tem seu batismo de fogo, quando o Batalhão do Imperador foi destacado para a Bahia, onde pacificaria movimento contra a independência comandado pelo General Madeira de Melo. No retorno dessa campanha, recebeu o título que mais prezou durante a sua vida - o de Veterano da Independência.                                               

 Em 1825 iniciou-se a campanha da Cisplatina e o então Capitão Luís Alves desloca-se para os pampas, junto com o Batalhão do Imperador. Sua bravura e competência como comandante e líder o fazem merecedor de várias condecorações e comandos sucessivos, retornando da campanha no posto de Major.

Em 1837, já promovido a Tenente Coronel, Caxias é escolhido "por seu descortino administrativo e elevado espírito disciplinador" para pacificar a Província do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada.

Em 2 de dezembro de 1839 é promovido a Coronel e, por Carta Imperial, nomeado Presidente da Província do Maranhão e Comandante Geral das forças em operações, para que as providências civis e militares emanassem de uma única autoridade.

Em 1841, Caxias é promovido a Brigadeiro e, em seguida, eleito unanimemente, deputado à Assembléia Legislativa pela Província do Maranhão e, já em março de 1842, é investido no cargo de Comandante das Armas da Corte.

Em maio de 1842 iniciava-se um levante na Província de São Paulo, suscitado pelo Partido Liberal. D. Pedro II, resolve chamar Caxias para pacificar a região. Assim, o Brigadeiro Lima e Silva é nomeado Comandante-chefe das forças em operações da Província de São Paulo e, ainda a Província das Minas Gerais, no ano de 1842. Já no início do mês de setembro a revolta estava abafada e as Províncias pacificadas.

No dia 30 de julho de 1842, "pelos relevantes serviços prestados nas Províncias de São Paulo e Minas" , é promovido ao posto de Marechal-de-Campo graduado, quando não contava sequer quarenta anos de idade.

Ainda graçava no sul a revolta dos farrapos. Mais de dez Presidentes de Província e Generais se haviam sucedido desde o início da luta, sempre sem êxito. Mister de sua capacidade administrativa, técnico-militar e pacificadora, o Governo Imperial nomeou-o, em 1842, Comandante-chefe do Exército em operações e Presidente da Província do Rio Grande do Sul.

Mesmo com carta branca para agir contra os revoltosos, marcou sua presença pela simplicidade, humanidade e altruísmo com que conduzia suas ações, por essas e outras razões,  em 1º de março de 1845 é assinada a paz de Ponche Verde, dando fim à revolta farroupilha.

É pois com justa razão que o proclamam não só Conselheiro da Paz, senão também - o Pacificador do Brasil - epíteto perpetuado em venera nobilitante.

Em 1845 Caxias é efetivado no posto de Marechal-de-Campo e é elevado a Conde. Em 1847 assume efetivamente a cadeira de Senador pela Província do Rio Grande do Sul.

Em junho de 1851 foi nomeado Presidente da Província e Comandante-chefe do Exército do Sul, ainda não organizado. Essa era a sua principal missão: preparar o Império para uma luta nas fronteiras dos pampas gaúchos.

Assim, em 5 de setembro de 1851 Caxias adentra o Uruguai, batendo as tropas de Manoel Oribe, diminuindo as tensões que existiam naquela parte da fronteira.

Em 1852, é promovido ao posto de Tenente-general e recebe a elevação ao título Marquês de Caxias. E em 1855 é investido do cargo de Ministro da Guerra.  Em 1865 inicia-se a Guerra da Tríplice Aliança, reunindo Brasil, Argentina e Uruguai contra as forças paraguaias de Solano Lopez.

Em 1866, Caxias é nomeado Comandante-chefe das Forças do Império em operações contra o Paraguai, mesma época em que é efetivado Marechal-do-Exército. Cabe destacar que, comprovando o seu elevado descortínio de chefe militar, Caxias utiliza, pela primeira vez no continente americano, a aeroestação (balão) em operações militares, para fazer a vigilância e obter informações sobre a área de operações,  sua liderança atinge a plenitude no seu esforço para concitar seus homens à luta na travessia da ponte sobre o arroio Itororó - "Sigam-me os que forem brasileiros".

Caxias só deu por finda sua gloriosa jornada ao ser tomada a cidade de Assunção, capital do Paraguai, a 1º de janeiro de 1869.

Em 1869, Caxias tem seu título nobiliárquico elevado a Duque, mercê de seus relevantes serviços prestados na guerra contra o Paraguai. Eis aí um fato inédito pois Caxias foi o único Duque brasileiro.

Biografia do Duque de Caxias
Patrono do Exército

 

Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, nasceu em 25 agosto de 1803, na fazenda de São Paulo, no Taquaru, Vila de Porto da Estrela, na Capitania do Rio de Janeiro quando o Brasil era Vice Reino de Portugal.
Filho do Marechal-de-Campo Francisco de Lima e Silva e de D. Mariana Cândida de Oliveira Belo. 
Em 22 de 1808, época em que a Família Real Portuguesa transfere-se para o Brasil, Luis Alves é titulado Cadete de 1ª Classe, aos 5 anos de idade.

 

Pouco se sabe da infância de Caxias. Sabe-se que seu pai, desde capitão, em 1811, residia na rua das Violas, atual rua Teófilo Otoni. Foi o cenário principal da infância de Caxias. Sabe-se que estudou no convento São Joaquim, onde hoje se localiza o Colégio D.Pedro II.

Em 1818, aos quinze anos de idade, matriculou-se na Academia Real Militar, de onde egressou, promovido a Tenente, em 1821, para servir no 1º Batalhão de Fuzileiros, unidade de elite do Exército do Rei.

Em outubro de 1822, no Campo de Sant'Ana, a Imperial Guarda de Honra e o Batalhão do Imperador, integrado por  militares, tipos atléticos e oficiais de valor excepcional.Coube ao Tenente Luis Alves de Lima e Silva receber, na Capela Imperial, a 10 de novembro de 1822, das mãos do Imperador D.Pedro I, a bandeira do Império recém-criada.

No dia 3 de junho de 1823, o jovem militar tem seu batismo de fogo, quando o Batalhão do Imperador foi destacado para a Bahia, onde pacificaria movimento contra a independência comandando pelo General Madeira de Melo. No retorno dessa campanha, recebeu o título que mais prezou durante a sua vida - o de Veterano da Independência.

Em 1825 iniciou-se a campanha da Cisplatina e o então Capitão Luis Alves desloca-se para os pampas, junto com o Batalhão do Imperador. Sua bravura e competência como comandante e líder o fazem merecedor de várias condecorações e comandos sucessivos, retornando da campanha no posto de Major.

A 6 de janeiro de 1833, no Rio de Janeiro, o Major Luis Alves casava-se com a senhorita Ana Luisa de Loreto Carneiro Viana que contava, na época, com dezesseis anos de idade.

Em 1837, já promovido a Tenente Coronel, Caxias é escolhido "por seus descortino administrativo e elevado espírito disciplinador" para pacificar a Província do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada.

Em 2 de dezembro de 1839 é promovido a Coronel e, por Carta Imperial, nomeado Presidente da Província do Maranhão e Comandante Geral das forças em operações, para que as providências civis e militares emanassem de uma única autoridade.

Em agosto de 1840, mercê de seus magníficos feitos em pleno campo de batalha, Caxias foi nomeado Vereador de Suas Altezas Imperiais.

 Em 18 de julho de 1841, em atenção aos serviços prestados na pacificação do Maranhão, foi-lhe conferido o título nobiliárquico de Barão de Caxias. Por quê Caxias? "Caxias simbolizava a revolução subjugada. Essa princesa do Itapicuru havia sido mais que outra algema afligida dos horrores de uma guerra de bandidos; tomada e retomada pelas forças imperiais, e dos rebeldes várias vezes, foi quase ali que a insurreição começou, ali que se encarniçou tremenda; ali que o Coronel Luis Alves de Lima e Silva entrou, expedindo a última intimação aos sediciosos para eu depusessem as armas; ali que libertou a Província da horda de assassinos. O título de Caxias significava portanto: - disciplina, administração, vitória, justiça, igualdade e glória", explica o seu biógrafo Padre Joaquim Pinto de Campos

Em 1841, Caxias é promovido a Brigadeiro e, em seguida, eleito unanimemente, deputado à Assembléia Legislativa pela Província do Maranhão e, já em março de 1842, é investido no cargo de Comandante das Armas da Corte. D. Pedro II, com receio que esse movimento, alastrando-se, viesse fundir-se com a Revolta Farroupilha que se desenvolvia no sul do Império, resolve chamar Caxias para pacificar a região. Assim, o Brigadeiro Lima e Silva é nomeado Comandante-chefe das forças em operações da Província de São Paulo e, ainda, Vice-Presidente dessa Província. Cumprida a missão em pouco mais de um mês, o Governo, temendo que a Província de Minas Gerais se envolvesse na revolta, nomeiam Caxias como Comandante do Exército pacificador naquela região, ainda no ano de 1842. Já no início do mês de setembro a revolta estava abafada e a Província pacificada.

No dia 30 de julho de 1842, "pelos relevantes serviços prestados nas Províncias de São Paulo e Minas" , é promovido ao posto de Marechal-de-Campo graduado. Ainda graçava no sul a Revolta dos Farrapos. Mister de sua capacidade administrativa, técnico-militar e pacificadora, o Governo Imperial nomeou-o, em 1842, Comandante-chefe do Exército em operações e Presidente da Província do Rio Grande do Sul. Logo ao chegar a Porto Alegre fez apelo aos sentimentos patrióticos dos insurretos através de um manifesto cívico. A certo passo dizia: "Lembrai-vos que a poucos passos de vós está o inimigo de todos nós - o inimigo de nossa raça e de tradição. Não pode tardar que nos meçamos com os soldados de Oribes e Rosas; guardemos para então as nossas espadas e o nosso sangue. Abracemo-nos para marcharmos, não peito a peito, mas ombro a ombro, em defesa da Pátria, que é a nossa mãe comum". Mesmo com carta branca para agir contra os revoltosos, marcou sua presença pela simplicidade, humanidade e altruísmo com que conduzia suas ações. Assim ocorreu quando da captura de dez chefes rebeldes aprisionados no combate de Santa Luzia onde, sem arrogância, com urbanidade e nobreza, dirigiu-se a eles dizendo: "Meus senhores, isso são conseqüências do movimento, mas podem contar comigo para quanto estiver em meu alcance, exceto para soltá-los". Se no honroso campo da luta, a firmeza de seus lances militares lhe granjeava o rosário de triunfos que viria despertar nos rebeldes a idéia de pacificação, paralelamente, seu descortino administrativo, seus atos de bravura, de magnanimidade e de respeito à vida humana, conquistaram a estima e o reconhecimento dos adversários. Por essas razões é que os chefes revolucionários passaram a entender-se com o Marechal Barão e Caxias, em busca da ambicionada paz.

E em 1º de março de 1845 é assinada a paz de Ponche Verde, dando fim à revolta farroupilha. É pois com justa razão que o proclamam não só Conselheiro da Paz, senão também - o Pacificador do Brasil - epíteto perpetuado em venera nobilitante. Em 1845, Caxias é efetivado no posto de Marechal-de-Campo e é elevado a Conde.

Em 1847 assume efetivamente a cadeira de Senador pela Província do Rio Grande do Sul. A aproximação das chamas de uma nova guerra na fronteira sul do Império acabaram por exigir a presença de Caxias, novamente, no Rio Grande do Sul e em junho de 1851 foi nomeado Presidente da Província e Comandante-chefe do Exército do Sul, ainda não organizado. Essa era a sua principal missão: preparar o Império para uma luta nas fronteiras dos pampas gaúchos. Assim, em 5 de setembro de 1851 Caxias adentra o Uruguai, batendo as tropas de Manoel Oribe, diminuindo as tensões que existiam naquela parte da fronteira.

Em 1852, é promovido ao posto ede Tnente-general e recebe a elevação ao título Marquês de Caxias. Em 1853, uma Carta Imperial lhe confere a Carta de Conselho, dando-lhe o direito de tomar parte direta na elevada administração do Estado e em 1855, é investido do cargo de Ministro da Guerra. Em 1857, por moléstia do Marquês de Paraná, assume a Presidência do Conselho de Ministros do Império, cargo que voltaria a ocupar, em 1861, acumulativamente com o de Ministro da Guerra.

Em 1862, foi graduado Marechal-do-Exército, assumindo novamente a função de Senador no ano de 1863. Em 1865 inicia-se a Guerra da Tríplice Aliança, reunindo Brasil, Argentina e Uruguai contra as forças paraguaias de Solano Lopez.

Em 1866, Caxias é nomeado Comandante-chefe das Forças do Império em operações contra o Paraguai, mesma época em que é efetivado Marechal-do-Exército. Cabe destacar que, comprovando o seu elevado descortínio de chefe militar, Caxias utiliza, pela primeira vez no continente americano, a aeroestação (balão) em operações militares, para fazer a vigilância e obter informações sobre a área de operações. O tino militar de Caxias atinge seu ápice nas batalhas dessa campanha. Sua determinação ao Marechal Alexandre Gomes Argolo Ferrão para que fosse construída a famosa estrada do Grão-chaco, permitindo que as forças brasileiras executassem a célebre marcha de flanco através do chaco paraguaio imortalizou seu nome na literatura militar. Da mesma forma, sua liderança atinge a plenitude no seu esforço para concitar seus homens à luta na travessia da ponte sobre o arroio Itororó - "Sigam-me os que forem brasileiros". Caxias só deu por finda sua gloriosa jornada ao ser tomada a cidade de Assunção, capital do Paraguai, a 1º de janeiro de 1869.

Em 1869, Caxias tem seu título nobiliárquico elevado a Duque, mercê de seus relevantes serviços prestados na guerra contra o Paraguai. Eis aí um fato inédito pois Caxias foi o único Duque brasileiro.

Em 1875, pela terceira vez, é nomeado Ministro da Guerra e Presidente do Conselho de Ministros. Caxias ainda participaria de fatos marcantes da história do Brasil, como a "Questão Religiosa", o afastamento de D. Pedro II e a Regência da Princesa Isabel. Já com idade avançada, Caxias resolve retirar-se para sua terra natal, a Província do Rio de Janeiro, na Fazenda Santa Mônica, na estação ferroviária do "Desengano".

No dia 7 de maio de 1880, às 20 horas e 30 minutos, fechava os olhos para sempre aquele bravo militar e cidadão, que vivera no seio do Exército para glória do próprio Exército. No dia seguinte, chegava, em trem especial, na Estação do Campo de Sant'Ana, o seu corpo, vestido com o seu mais modesto uniforme de Marechal-de-Exército, trazendo ao peito apenas duas das suas numerosas coondecoraçõoes, as únicas de bronze: a do Mérito Militar e a Geral da Campanha do Paraguai, tudo consoante suas derradeiras vontades expressas. Outros desejos testamentários são respeitados: enterro sem pompa; dispensa de honras militares; o féretro conduzido por seis soldados da guarnição da Corte, dos mais antigos e de bom comportamento, aos quais deveria ser dada a quantia de trinta cruzeiros (cujos nomes foram imortalizados em pedestal de seu busto em passadiço do Conjunto Principal antigo da Academia Militar das Agulhas Negras); o enterro custeado pela Irmandade da Cruz dos Militares; seu corpo não embalsamado. Quantas vezes o caixão foi transportado, suas alças foram seguras por seis praças de pré do 1º e do 10º Batalhão de Infantaria. No ato do enterramento, o grande literato Visconde de Taunay, então Major do Exército, proferiu alocução assim concluída: "Carregaram o seu féretro seis soldados rasos; mas, senhores, esses soldados que circundam a gloriosa cova e a voz que se levanta para falar em nome deles, são o corpo e o espírito de todo o Exército Brasileiro. Representam o preito derradeiro de um reconhecimento inextinguível que nós militares, de norte a sul deste vasto Império, vimos render ao nosso velho Marechal, que nos guiou como General, como protetor, quase como pai durante 40 anos; soldados e orador, humildes todos em sua esfera, muito pequenos pela valia própria, mas grandes pela elevada homenagem e pela sinceridade da dor".

Em 25 de agosto de 1923 ,a data de seu aniversario natalício passou a ser considerada como o Dia do Soldado do Exército Brasileiro, instituição que o forjou e de cujo seio emergiu como um dos maiores brasileiros de todos os tempos. Ele prestou ao Brasil mais de 60 anos de excepcionais e relevantes serviços como político e administrador público de contingência e, inigualados, como soldado de vocação e de tradição familiar, a serviço da unidade, da paz social, da integridade e da soberania do Brasil Império. Em mais uma justa homenagem ao maior dos soldados do Brasil, desde 1931 os Cadetes do Exército da Academia Militar das Agulhas Negras, portam como arma privativa, o Espadim de Caxias, cópia fiel, em escala, do glorioso e invicto sabre de campanha de Caxias que desde 1925 é guardado como relíquia pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a que o Duque de Caxias integrou como sócio Honorário a partir de 11 de maio 1847.

O Decreto do Governo Federal de 13 de março de 1962 imortalizou o nome do invicto Duque de Caxias como o Patrono do Exército Brasileiro. Atualmente, os restos mortais do Duque de Caxias, de sua esposa e de seu filho, repousam no Panteon a Caxias, construído em frente ao Palácio Duque de Caxias, na cidade do Rio de Janeiro.


Cronologia do Duque de Caxias

Brasil vice reino de Portugal 
Nascimento
A família Real transfere-se para o Brasil
- Titulado Cadete de 1a classe (aos 5 anos)

Brasil Reino Unido a Portugal e Algarve 1815

- Juramento a bandeira no atual Regimento Sampaio- Cursando a Escola Militar no Largo do São Francisco

- Matriculado- Alferes

- Tenente (aos 17 anos) 

- Desliga-se da Academia e vai servir no atual Regimento Sampaio

25 ago 1803

22 mai 1808

25 ago 1817

1818 -1821

04 mai 1818

12 out 1818

04 nov 1820

dez 1821

 

Brasil Independente  - Reinado D. Pedro I

- Guerra da Independência

- Ajudante do Batalhão do Imperador (atual Batalhão Presidencial)

- Batismo de Fogo na Guerra da Independência na Bahia

- Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro

- Capitão (aos 21 anos)  22 jan 1824

- Guerra Cisplatina (destacado em Montevidéu)

- Medalha de ouro da Independência na Bahia

- Comendador da Ordem de São Bento e Aviz

- Major do 2º RI de 2ª Linha em Montevidéu

- Comandante do Batalhão do Imperador

- Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa

- Integra o Batalhão do Imperador na Abdicação de D. Pedro I

(1822-1824)

1822

28 mar 1823

17 jan 1824

22 jan 1824

(1825-1828)

02 jul 1825

02 out 1827

02 dez 1828

mar 1829

18 out 1829

07 abr 1831

 lutas Internas 1831-1845 em que Caxias teve destacada atuação que o consagraria como o Pacificador

 

Período Regencial 1831 - 24 de Julho 1840 - Maioridade D.Pedro II

 

- Deixa o Batalhão do Imperador que foi dissolvido (Sub comandante do "Batalhão Sagrado" - Batalhão de Oficiais Soldados)

abr 1831

- Ingressa no corpode Voluntários da Pátria, para manter a lei e a ordem na Côrte e instrutor
de Infantaria da Guarda Nacional da Côrte

1831

- Caxias como subcomandante do Batalhão Sagrado e apoio de 180 Guardas Municipais Permanentes que estava organizando participou com destaque do domínio da revolta do Corpo de Artilharia da Marinha, aquartelado na ilha das Cobra

out 1831

- reprimiu com êxito no Campo de Santana revolta liderada pelo major Miguel Frias que ali
tentou proclamar a República

03 abr 1832

- Caxias sub comandante dos Permanentes

07 jun 1832

- Caxias nomeado comandante do Corpo de Guardas Municipais Permanente da Corte, depois de sub comandá-lo desde 07 jun 1832

- Casamento aos 30 anos no posto de major com a senhorita Ana Luisa de Loreto Carneiro Viana, com 16 anos, filha de família aristrocrática. Foram residir em Palacete no local da atual Mesbla da Tijuca

18 out 1832

06 jan 1833

- Nascimento da 1ª filha de Caxias -Luisa (Baronesa Santa Mônica)

05 dez 1833

- Tenente Coronel - Comando Polícia Militar do Rio de Janeiro (hoje)

12 set 1837

- Nascimento da 2a filha de Caxias - na (Viscondesa do Uruguai)

04 jun 1836

- Desloca-se até Vassouras como comandante da atual PMRJ para observar a revolta liderada pelo escravo Manoel Congo, face a possibilidade de ela envolver escravos da Fábrica de Pólvora da Estrela, a única do Império

1838

- Caxias viaja ao Rio Grande do Sul como ajudante de Ordens do Ministro da Guerra e como comandante da atual PMRJ. Lá conhece o capitão Osório prestes a deixar o Exército por desgostos dele e outros com o comandante das Armas do Rio Grande. Contorna o problema

03 mar/3 mai 39

- Coronel

02 dez 1839

- Nomeado Presidente da Provínca do Maranhão e Comandante Geral de suas forças em Operações contra a Revolda da Balaiada 

12 dez 1839

 Reinado de D. Pedro II

- Declara extinta a rebelião e restaurada a paz maranhenses

19 jan 1841

- Demitido, a pedido, do Governo do Maranhão

02 abr 1841

- Titulado Barão de Caxias, por haver na cidade maranhense de Caxias pacificado a Balaiada e ela ser o maior símbolo da vitória

18 jul 1841

- Promovido a Brigadeiro (atual general de Brigada)

18 jul 1841

- Revolução Liberal de São Paulo

mai 1842

- Comandante-em-Chefe das Forças da Província de São Paulo

17 mai 1842

- Vice presidente da Província de São Paulo

18 mai 1842

- Obtém em Campinas a vitória de Venda Grande

07 jun 1842

- Entrada de Caxias em Sorocaba, foco da revolução liberal

20 jun 1842

- Comandante do Exército Pacificador em Minas Gerais 

18 jul 1842

- Nomeado Ajudante de Campo de sua Majestade o Imperador

23 jul 1842

- Marcha de Caxias Rio-Ouro Preto em 12 dias

27 jul-8 ago 1842

- Caxias se apossa de Sabará

11 ago 1842

- Caxias obtem vitória decisiva em Santa Luzia

20 ago 1842

- Marechal de Campo graduado (atual general de Divisão)

30 jul 1842

- Comandante-em-Chefe do Exército em Operações contra os Farrapos na Província do Rio Grande do Sul, há 7 anos em revolta

24 set 1842

- Presidente da Província do Rio Grande do Sul, cumulativamente

28 set 1842

- Consolida a Paz da Família Brasileira em Ponche Verde

01 mar 1845

- Marechal de Campo efetivo em

25 mar 1845

- Conde de Caxias em

02 abr 1845

- Passa a Presidência da Província do Rio Grande do Sul em pa

03 mar 1846

- Chegada ao Rio com a glória de Pacificador de 4 províncias

23 mar 1846

- Reassumiu o Comando das Armas da Côrte(atual 1ª RM)

13 out 1846

  Guerra externa contra Oribe e Rosas 1851-1852

- Presidente da Província do Rio Grande do Sul (2a vez)

15 jun 1851

Comandante-em-Chefe do Exército do Sul a organizar

16 jun 1851

- Ida a Pelotas para ordenar concentração em Orqueta

09 jul 1851

Termina a organização do Exército em Operações em Santana

28 jul 1851

- Inicia a invasão do Uruguai por Santana em

05 set 1851

- Batalha de Monte Caseros dos Aliados contra Rosas

02 fev 1852

- Tenente General (atual general de Exército) por 10 anos

03 mar 1852

  

- Marechal de Exército Efetivo (último posto, com 63 anos)

13 jan 1866

- Desastre de Curupaiti, notícia aterradora na Côrte que determinou a entrega da condução da
guerra a Caxias

22 set 1866

- Comandante-em-Chefe das Forças do Império do Brasil em Operações contra o Paraguai

18 nov 1866-18 jan 1869

- Comandante Geral das Forças da Tríplice Aliança em Operações

10 fev 1867

- Primeira ascenção dos balões cativos dos irmãos norte-americanos Allen

24 jun 1867

- Sócio Honorário Instituto Politécnico Brasileiro

17 mai 1868

- Grã Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro

10 jul 1868

- Rendição de Humaitá a Caxias - Objetivo Militar da Guerra

5 ago 1868

- Abertura da Estrada pelo Chaco

nov 1868

 

- Caxias atravessa o Chaco e desembarca em Santo Antônio

05 dez 1868

- Caxias lidera pessoalmente vitória Ponte de Itororó

09 dez 1868

- Batalha de Avai(Osório é ferido a bala no queixo)

11 dez 1868

- O Marechal Solano Lopes busca proteção na Cordilheira

30 dez 1868

 Fim da dezembrada

- Caxias ocupa Assunção - objetivo político da guerra

05 jan 1869

- Grã Cruz da ordem de D. Pedro I

30 jan 1869

- Muito doente e entendendo haver vencido a guerra no campo estratégico, retira-se para o Rio,
onde chegou e foi recebido só pela esposa

16 fev 1869

- Medalha do Mérito Militar

20 fev 1869

- Duque de Caxias por relevantes serviços na Guerra do Paraguai 

(Foi o único brasileiro nato a receber o título de Duque)

23 mar 1869

- Responde cumprimentos da Câmara de Campanha - MG, enviados a ele e ao Exército pelo
desempenho na Guerra do Paraguai

"..O Exército Brasileiro que eu tanto me orgulho de haver comandado e dirigido em combates na Guerra contra o Paraguai, muito merece da pátria por seu valor, por sua intrepidez e abnegação, e eu me regozijo ao ser tão bem apreciado seu heróico comportamento, tanto mais que eu fui testemunha de seus valorosos feitos e compartilhei de seus extraordinários sofrimentos." "Como militar eu cumpri o meu dever servindo ao meu soberano e minha pátria. E apesar de minha avançada idade e de alquebra do pelas fadigas de uma rude campanha, estarei sempre pronto para obedecer ao chamado do Governo Imperial, quando o país carecer de meus serviços militares e civis, até onde chegarem as minhas forças.... Ass: Duque de Caxias."

10 abr 1869

- FIM DA GUERRA DO PARAGUAI 

1º mar 1870

- Grã-Cruz Efetivo da Imperial Ordem da Rosa

28 ago 1870

- Efetivo da Sociedade de Veteranos da Independência na Bahia

01 out 1870

- Conselheiro Extraordinário logo a seguir Efetivo de Estado

12 out 1870

- Provedor da Irmandade Santa Cruz dos Militares no Rio

1871-1872

- Medalha da Guerra do Paraguai 3 listras

  final 1872

- Falecimento de sua esposa e Duquesa de Caxias

23 mar 1874

- Testamento do Duque de Caxias

23 abr 1874

- Falecimento do Duque de caxias

07 mai 1880

 Principais disposições testamentárias

- Não ser embalsamado e dispensar honras militares e do Império.
- Ser sepultado pela Santa Cruz dos Militares e sem convites.
- Ser levado ao túmulo por 6 soldados de bom comportamento dos mais antigos da guarnição da Corte.
- Deixar todas as suas armas ,inclusive sua espada de comando e o seu cavalo com os melhores arreios ,ao futuro Visconde da Penha mal João de Souza Fonseca Costa, seu fiel ajudante-de-Ordens na Guerra contra Oribe e Rosas e seu chefe de Estado-Maior na Guerra do Paraguai, como prova distinta do apreço em que sempre tive a sua fidelidade e co-participação em campanhas.
- À sua afilhada Ana a quantia de 2 contos de réis.
- Ao seu criado ( índio, filho de criação) Luis Alves, 400 mil réis e toda a roupa de seu uso.
- E 30.000 réis para cada soldado que transportar seu caixão.
- O seu relógio com corrente de ouro ao seu fiel oficial de Gabinete capitão Salustiano Barros de Alburquerque.

 República

- Instituída a festa de Caxias e Dia do Soldado do Exército

25 ago 1923

- Primeira entrega de espadins aos cadetes,cópia fiel, em escala, de sua invicta espada de 6 campanhas

16 dez 1932

- Traslado de sua estátua eqüestre do Largo do Machado, dos seus restos mortais e da esposa, para o Panteon na Praça Duque de Caxias, defronte ao atual Palácio Duque de Caxias, sitio histórico onde serviu por muitos anos ao Exército e ao Braisl

30 ago 1949

- Patrono da Academia de História Militar Terrestre do Brasil 

01 mar 1996

 Caxias - O Cidadão
Títulos e Condecorações

 Títulos Nobiliárquicos

Barão em 1841.

Visconde, em 1843.

Conde, em 1845.

Marquês, em 1852.

Duque, em 23 de março de 1869. Único brasileiro a receber o título.

Títulos Agremiativos

Membro Honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Presidente de Honra do Institut D'Afrique.

Sócio Honorário do Instituto Politécnico do Brasileiro.

Sócio Efetivo da Sociedade dos veteranos da Independência da Bahia.

Sócio Honorário do Instituto Literário Luisense.

Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro.

Medalha de Ouro da Independência.

Comendador da Ordem de São Bento de Aviz.

Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa.

Grã-Cruz da Ordem de São Bento de Aviz.

Medalha de Ouro da Campanha do Uruguai.

Grã-Cruz efetivo da Imperial Ordem da Rosa.

Medalha de Ouro Comemorativa da Rendição de Uruguaiana.

Grã-Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro.

Grã-Cruz da Imperial Ordem de D. Pedro I.

Medalha do Mérito Militar.

Medalha Comemorativa do término da Guerra do Paraguai

Condecorações

 

MARECHAL LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA
Duque de Caxias - Patrono do Exército Brasileiro

1. INTRODUÇÃO:

A nação brasileira comemora este ano o bicentenário de nascimento de um de seus maiores vultos históricos: o Duque de Caxias.

Estamos diante, portanto, do momento adequado para relembrar os feitos do chefe militar vitorioso, do guerreiro obstinado e do homem de Estado exemplar que o Exército consagrou como Patrono.

Em meio século de assinalados serviços - coincidindo com um período crítico para a afirmação da nossa nacionalidade -, Caxias interpretou com invulgar lucidez a realidade de sua época e vislumbrou um futuro grandioso para o Brasil.

Lutou pela consolidação da independência, pacificou províncias conflagradas e conduziu as armas nacionais à vitória nos conflitos da Bacia do Prata.

Tão importantes quanto a eficácia de suas ações militares foram a firmeza com que enfrentou os desafios e a generosidade dispensada aos adversários vencidos nos campos de batalha. Restabeleceu o império da ordem, preservou as instituições, recompôs a coesão nacional e salvou a unidade da Pátria. Daí ter passado à História com o cognome de " O Pacificador".

 

 2. ANTECEDENTES HISTÓRICOS:

No período que precede a vinda da família real ao Brasil, a América Espanhola poderia ser considerada um bloco homogêneo e invulnerável às idéias revolucionárias que se espalhavam pela América do Norte. Entretanto, alguns óbices, entre eles os preconceitos de raça e de classes, determinaram profundas mudanças em sua conformação.

Com o surgimento de Simón Bolívar, natural da Venezuela, colônia onde era mais intensa a discórdia entre a nobreza crioula e os delegados da Coroa, o Império começou a ser fragmentado.

No Brasil, o período compreendido entre 1750 e 1801 foi marcado pela consolidação do sistema colonial. No campo militar, destacam-se as iniciativas da Coroa no sentido de fortalecer as forças terrestres em território brasileiro.

Experientes chefes militares portugueses foram enviados e, em 1792, a Real Academia de Artilharia Fortificação e Desenho havia sido criada, por ordem do príncipe D. João, destinada a formar, no Brasil, oficiais de Infantaria, Cavalaria, Artilharia e Engenheiros.

Em 1801, havia sido travada a guerra que culminou com a recuperação dos territórios distribuídos a Portugal pelo Tratado de Madrid, no Rio Grande, como os Sete Povos, e no Sul de Mato Grosso.

 3. O BRASIL NA ERA DE CAXIAS:

No ano em que nasceu Caxias (1803), Napoleão, um dos maiores generais de todos os tempos, estava no auge de suas campanhas sendo, no ano seguinte, coroado Imperador da França.

Ao chegar ao Brasil, em 1808, D. João encontrou a colônia em processo de desintegração político-administrativa. O governo do Vice-Rei não exercia autoridade sobre os capitães-generais e as idéias emancipacionistas estavam já amadurecidas.

Preocupado, ainda, com a possibilidade de que a guerra napoleônica se propagasse para a América e visando fortalecer a política externa para preservar os domínios territoriais, especialmente na Guiana Francesa e Estuário do Prata, D. João reorganiza e fortalece os meios militares.

A transferência da sede do governo português para o Rio de Janeiro trouxe, também, profundas mudanças políticas, econômicas e administrativas que estimularam o desenvolvimento da sociedade e da cultura brasileira, o que se constituiu em grande passo para a emancipação do País.

Entretanto, ocupando uma extensão de cerca de meio continente e ainda muito pouco povoado, o Brasil despertava o interesse de outras nações poderosas com tendências colonialistas.

Em 1821, D. João retornou à Portugal deixando como substituto o príncipe D. Pedro, que mais tarde proclamaria a Independência do Brasil. Porém, a Independência, obtida em 1822, representava uma enorme conquista, mas implicava em grandes responsabilidades, por ser o Brasil uma nação ainda muito jovem, desarmada e sem lastro econômico.

A abdicação de D. Pedro I, em 1831, gerou no Brasil um período de grande instabilidade, proporcionada por diversos movimentos insurrecionais que só chegaram ao fim catorze anos mais tarde, com a pacificação da Revolução Farroupilha, por Caxias. Os fortalecimentos da Guarda Nacional e das Polícias Militares, recém-criadas, motivaram a desmobilização parcial do Exército. Tal fato, aliado à falta de um comando nacional centralizado, contribuiu para o agravamento da situação, uma vez que a população se inflamava pelo ideal federativo e republicano.

Em 1842, disputas acirradas entre conservadores e liberais geraram instabilidade em algumas províncias, como em Minas Gerais e em São Paulo.

A série sucessiva de motins e rebeliões colocou em perigo a estrutura política e a unidade nacional. A ação de Caxias foi decisiva para alimentar o espírito e a unidade nacionais, uma vez que, ao mesmo tempo em que combatia movimentos de cunho separatista, agia sabiamente no sentido de pacificar e de anistiar os revoltosos.

 

4. QUEM FOI CAXIAS:

Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, nasceu a 25 de agosto de 1803, na fazenda de Taquaru, próxima à vila de Porto de Estrela, onde hoje é o Parque Histórico Duque de Caxias, no município de Duque de Caxias, Estado do Rio de Janeiro.

Seus ascendentes, todos militares e políticos, desempenharam funções de relevo na vida pública do país, fator este, provavelmente, de grande influência na trajetória de sua carreira.

Seu avô paterno, José Joaquim de Lima e Silva, nascido em Portugal, transferiu-se para o Brasil em 1783, como capitão do regimento de Bragança, no Rio de Janeiro, atingindo o posto de marechal-de-campo. Do casamento de José Joaquim com Joana Maria da Fonseca Costa, nasceram filhos que se destacaram na carreira militar, entre eles, Francisco de Lima e Silva, pai de Caxias.

Casado com Maria Cândida de Oliveira Belo, Francisco de Lima e Silva, pai de Caxias, desempenhou importantes funções. Comandou a expedição militar contra a Confederação do Equador (1824), assumiu a presidência de Pernambuco e exerceu o Comando de Armas, primeiro em São Paulo e depois na Corte. Foi, ainda, membro das duas regências trinas e eleito para uma cadeira vitalícia no senado do Império, como representante da província do Rio de Janeiro.

A carreira militar de Luís Alves de Lima e Silva iniciou-se aos cinco anos de idade, quando foi titulado Cadete de 1ª classe, no 1º Regimento de Infantaria de Linha do Rio de Janeiro, em cumprimento ao Aviso de 20 de novembro de 1808, época em que a Família Real Portuguesa transfere-se para o Brasil.

Cursou, com distinção, a Academia Real Militar durante o período de 1818 a 1821, tendo dedicado especial atenção à engenharia militar, cujo proveito se mostrou evidente nos campos de batalha.

Com a Proclamação da Independência do Brasil, D. Pedro organiza, pessoalmente, em outubro de 1822, no Campo de Sant'Ana, a Imperial Guarda de Honra e o Batalhão do Imperador, tropa de elite, integrada pelos melhores homens, cabendo ao Tenente Luís Alves de Lima e Silva receber, na Capela Imperial, das mãos do Imperador D. Pedro I, a bandeira do Império recém-criada.

Em 1823, o jovem tenente marchou para a Província da Bahia, como ajudante do Batalhão do Imperador, para expelir as tropas portuguesas, comandadas pelo General Madeira de Mello, que se opunham à Independência do Brasil.  Em sua primeira experiência de combate, deu mostras de sua bravura ao lançar-se, impetuosamente, com sua espada desembainhada, à testa de sua companhia, ao assalto de uma casa-forte guarnecida por caçadores portugueses. Tomados pelo exemplo daquele jovem oficial, seus comandados investiram com coragem e determinação, conquistando o objetivo. Sua conduta lhe valeu, como justa recompensa, o “Hábito do Cruzeiro”, conferido pelo Governo e considerado, na época, a mais alta distinção militar. Esta foi a condecoração de que mais se orgulhou Caxias, em toda a sua carreira.

Ao retornar para o Rio, Caxias é promovido ao posto de capitão, com apenas vinte anos de idade. Sua promoção precoce foi motivo de comentários, mas logo se espalharia a fama de suas virtudes militares e dos exemplos de abnegação. "O EXÉRCITO SO PODERÁ SER DESTRUIDO POR ELE MESMO"

 


Última alteração em 05-16-2014 @ 06:46 am

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