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CRUZAUM - Cartilha nº 12
Inserido por: Itauna
Em: 05-22-2014 @ 12:20 am
 

 

 

MINISTÉRIO CRISTÃO

CRUZAUM

 

Cartilha nº 12

 

A OPERAÇÃO DE GUERRA E A POVOAÇÃO DO BRASIL

 

Evidentemente, as descobertas históricas da humanidade sob o pretexto da implantação de um regime novo de natureza democrática,  estuda-se sempre pelo plano estratégico psicossociall das operações das guerras. “... A paz é, segundo o entendimento materialista de Lênin, a continuação da guerra”; seguia-o Maquiavel que achava ser a guerra. “... uma continuação da política, por outros meios”. Outro materialista, Morgenthau afirmava que “... a paz e a guerra formam um contínuo e não são domínios separados”, para logo acrescentar que a sede pelo poder imagina ser qualquer coisa ou vantagem (grifo nosso) que estabeleça e mantenha O CONTROLE ILÍCITO DO CRIMINOSO DE GUERRA SOBRE O DIZIMADO: camufla, portanto, as relações diplomáticas ou não diplomáticas que sirvam a uma tal finalidade, desde o clássico extermínio até às mais sutis ligações psicológicas”.

Esse poder terrorista veio sendo exercido desde o período da colonização no Brasil para manter o controle de território sobre território, de nação sobre nação. Vê-se o entendimento, aqui agora, aos macrogrupos invasores, da mesma espécie de fenômenos observados nos microgrupos primitivos dizimados: as permanentes batalhas sangrentas de interesses, de culturas, ideológicos e econômicos. E quase ninguém quer abordar sobre esta ocorrência da descoberta histórica do Brasil. É bem certo que o Direito e os foros internacionais – e mais que tudo, os mais elevados níveis de cultura – desejará prestar inestimável ajuda para a resolução objetiva, pacífica e racional desde que reivindique as autoridades constituídas do país lesado.

Mas é preciso o chefe soberano os representantes do povo brasileiro, não descuidar sobre os clássicos, para estar-se na história oficial mais recente:

Na primeira década do século XVIII, o macrogrupo judaico atacou, ao mesmo tempo, os possuidores da riqueza brasileira no país, a fim de se apoderar dela, no Sul e no Norte. Atacou os paulistas, donos das minas de ouro, e os pernambucanos, donos dos engenhos de açúcar. Emboados em Minas Gerais, mascates de Recife, esses inimigos dos verdadeiros brasileiros eram mais do que judeus portugueses disfarçados, na maioria proveniente do Minho. A voz geral denomina-os forasteiros e os historiadores, todos, sabedores que suas produções jamais chegariam ao alcance dos alunos devido o impedimento das editoras subalternas ao sistema financeiro internacional, eles calam em relação à questão dos invasores judaicos, ROTULAM-NOS COMO EUROPEUS. Só assim conseguem ingressar nos currículos do ensino público e compor da listagem dos livros da preferência criteriosa dos alunos brasileiros. Por isso, então, jamais souberam a verdade sobre a descoberta da expedição de Cabral no Brasil.

Evidentemente, esses israelitas, ou cristãos-novos ou marranos se ocultam sob a vestimenta de católicos, por conveniência, e usam velhos nomes portugueses, à semelhança do judeu Abraão Fiuckelstein, que se orna com o antigo nome russo de Máximo Letvinof, ou como o escritor judeu Isaíah Ben-Dasar. Também desfiguram os nomes judaicos; por exemplo: Misael se mudava em Miguel, Hisneque em Henriques, Fungeca em Fonseca, Jacob em Diogo, Barrosch em Barros. Mas os processos de que lançam mão, as artimanhas de que usaram e a força oculta de que dispuseram os revelam à distância. Tanto emboabas como mascates eram mero aventureiros, mercadores enriquecidos sem escrúpulo, açambarcadores de gêneros, gente corrompida e corruptora. (livro do profeta Oséias, cap. IV)

“O assalto à riqueza brasileira, escreve o respeitável Mario Sáa na obra “A Invasão dos Judeus”, página 70, é a primeira de uma série de condições, de todos os assaltos; daí descendem naturalmente os outros: assalto ao Estado, assalto à Cultura, assalto à Religião, assalto à vida mental”. Já vimos na GUERRA DOS EMBOABAS os aliados do judaísmo procedeu ao assalto à riqueza, a fim de preparar e executar os outros; veremos o desenrolar de idêntica operação de guerra no plano estratégico dos mascates. Esta é a réplica daquela.

O que ocorreu em Pernambuco reproduziu ponto por ponto, exatamente, o que aconteceu também nas Minas Gerais. Uma operação de guerra é a cópia autêntica da outra. Tem-se a impressão de que nesse cenário do TEATRO DE OPERAÇÃO DE GUERRA estão evidenciados os mesmos criminosos de guerra e as atrocidades cruentas.

“A guerra é um conflito internacional permanente, que subordina todas as forças de poder do Estado e cujo objetivo soberano é a vitória em todas as nações”. (Lênin)

A operação de guerra desoladora dos mascates “que infelicitou tantos pernambucanos”, o historiador Fernandes Gama denomina: “movimento sedicioso dos europeus portugueses”. (cf. José Bernardo Fernandes Gama, “Memórias históricas da província de Pernambuco, Ano de 1848, tip. Faria, Recife, tomo IV, páginas 54 e 55) Ora, nesse tempo, “os portugueses dividiam-se política e nitidamente em duas facções: cristãos-novos de um lado e cristãos-velhos do outro. Sem dúvida, toda a gente de cá e de lá o sabia; o próprio marquês de Pombal o confirmou no decreto-lei que abolia as distinções, assegurando que NA FAMÍLIA PORTUGUESA NÃO EXISTIA MAIOR DIVERGÊNCIA DO QUE AQUELA. Nem era possível havê-la: os hebreus judaizantes ou católicos apostólicos romanos, olvidados ou agarrados às tradições, tinham entre si uma enorme coesão (isto é, aquela cooperação que lhes deu a vitória na guerra dos emboabas, como denuncia Pedro Calmon); desta maneira, em Portugal, não havia oportunidade para mais apartações sociais ou políticas: cristãos-novos de um lado, cristãos-velhos do outro. O livro “Sentinela contra Judeus”, edição de 1732, capítulo IX, em referência à conhecida coesão entre cristãos-novos, define um vocábulo: “porque entre os marranos ou marrões (que em Portugal quer dizer porcos), quando se queixa algum deles todos os demais acudem a seu grunhido, e como assim são os judeus, que ao lamento de um acudem todos, por isso lhes deram título e nome de marranos”. (cf. Mário Sáa, op. cit. páginas 110-111).

Investiguemos a história para saber se, com efeito, eram cristãos-novos, isto é, judeus, ou cristãos-velhos, os tais europeus portugueses que acenderam essa operação de guerra judaica delituosa. Pernambuco fora restaurado do DOMÍNIO JUDEU-HERÉTICO DOS HOLANDESES pelo próprio esforço de seus filhos da terra pernambucana, que se cobriram de glória numa batalha sangrenta, heroicamente. Seus homens de prol, sua nobreza rural, que defenderam e retomaram a terra ao invasor criminoso  de guerra, arando e fecundando, e entendiam manter seus foros e privilégio. Havia portugueses limpos, honrados e bem educados, garante o escritor notável Fernandes Gama, aqueles que compreendiam isso e tratavam fraternalmente os pernambucanos. Mas – acrescenta – “o turbilhão de aventureiros auri-sedentos que, todos os anos, aportavam a Pernambuco, que “viviam de vender pelas ruas e freguesias do interior, arvorados em mascates”, tornam-se capitalistas e se julgam superiores à nobreza pernambucana e do país. (Vide o trabalho de Fernando Gama, “op. cit. tomo IV, página 57) Eis ai se descreve a diferença entre o português natural, decente, cristão-velho, bom relacionamento com os pernambucanos, e aqueles judeus portugueses aventureiros, inescrupulosos, cristãos-novos, exploradores e inimigos do território e da população brasileira nativista.

Essa cainça avançada com tanta ferocidade sobre as posições e distinções com a conhecida avidez judaica pelas honrarias e pelo mando, avidez de quem longamente foi privado desses gozos. Chegavam até a  arranjar hábitos do Senhor Jesus e comendas, “com juramentos falsos, justificando-se parentes (sem o serem) daqueles brasileiros da região pernambucana, que, por questões de pobreza, lhes cederam seus serviços, sem receber nada em troca. Então os capitalistas não contentes ainda com isso, “tentaram abater e aniquilar a classe da nobreza do Brasil, nessa época, unicamente para eles, segundo as denúncias relatadas por Azevedo Marques, “A sós e sem partilha”, esclarecendo que os emboabas queriam as minas dos paulistas; só eles, os mascates, queriam gozar das isenções, fortuna e honras adquiridas com O SANGUE DO BRASIL. (Vide a obra “op. cit. tomo IV página 58, autoria de Fernandes Gama).

No quadro pintado por Fernandes Gama documentado no op. cit. tomo IV, páginas 57 e 58, já conferido pelo historiador Gustavo Barroso, a ação nefasta desses invasores forasteiros de Penambuco, tão vorazes igualmente os da Holanda e bem mais perigosos pelo fato de se infiltrarem com avenças de paz. Nenhum outro viu melhor nem  melhor reproduziu como essa pintura o quadro judaico da mascatearia, conjurada para empobrecer a nobreza rural pernambucana, “fosse por que meios ilícitos fossem”. Todo o comércio da região residia em poder desses forasteiros ou mascates, que supriam os senhores de engenho, adiantando-lhes dinheiro ou vendendo-lhes a prazo mercadorias. Eram, além disso, os intermediários, os comissários de todas as vendas da produção de açúcar. No final das safras, cada senhor de engenho ficava devedor de considerável soma ao mascate que o tinha suprido; e então o inflexível credor instantaneamente o arrochava, exigindo-lhe a escolher, ou pagar-lhe no ano seguinte O DUPLO DÉBITO DO QUE O DEVIA, ou entregar-lhe o açúcar a 400 réis cada arroba, açúcar este que o credor remetia aos seus correspondentes europeus, à razão de 1$400. Surgiram então os atravessadores estrangeiros dessa transação ilícita. Qualquer desses dois negócios arruinaria infalivelmente o miserável agricultor; mas, tendo os mascates monopolizado toda a compra dos açúcares, ou remédio não tinham os tristes pernambucanos que se sujeitarem para sempre à vontade do opressor das várias cidades européias! Verdadeiramente, era sempre judeu o opressor europeu.

A guerra psicológica, nestes casos, ao invés de dizimar o inimigo nativista do Brasil, dominar os mares ou controlar os espaços aéreos, preferiam, inicialmente, o seduzir, o persuadir, o obter a concordância do inimigo – o que, afinal, representa a finalidade mesma de uma qualquer operação de guerra. “... A ação direta está intimamente ligada aos problemas da influência de uma mente sobre outra mente, fator da máxima importância na história descoberta desta nação”.

Toda guerra é uma operação de força para compelir o inimigo a aceitar compulsoriamente a vontade alheia e isto inclui dois elementos de execução: o ato de força e a ação psicológica.

Esses tubarões dos negócios do açúcar originário do Brasil, “que só do comércio cuidavam”, reza o documentário, resolveram intrometer-se nos negócios públicos do país. Tendo tomado de assalto a riqueza particular, queriam assaltar a riqueza pública.

Vejam os leitores a reprodução exata disso que aí denuncia um autor autêntico e fundamentado como Herman:

“A riqueza móvel da Península Hispânica residia toda nas suas mãos; os bens de raiz pouco a pouco passaram para as mesmas mãos pela usura e compra das propriedades da nobreza envidada. Desde o lugar de secretário de Estado e de ministro das Finanças, todas as outras funções públicas que se relacionam com rendimentos tributáveis, impostos, ou negócios de dinheiro ESTÃO NA POSSE DE QUASE TODOS OS AUDITORES OU FISCAIS ORIGINÁRIOS DA DESCENDÊNCIA JUDAICA, ATÉ POR HAVER HERANÇA DOS ANTEPASSADOS. (“Die Historiche Weltstellung der Iudem”, Ano de 1882, páginas 24 e seguintes) Repetiam-se, assim, os artigos atos delituosos como aconteceu na Espanha medieval, desse mesmo modo, aconteceu também no governo imperial de Portugal desde os primórdios do reino, denuncia o escritor Mário Sáa; precisamente a mesma coisa veio repetir-se no território brasileiro invadido por esses forasteiros, sobretudo em Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Salvador e outros Estados, nos anos que já anunciavam o advento do pombalismo e a prática de corrupção ativa. É sabido que o marquês de Pombal, era o amigo indiscutível dos pedreiros-livres e dos judeus. O empobrecimento dos nobres pernambucanos nativistas, senhores de engenho, era de tal modo visível, motivado pela usura judaica, que os próprios mascates lhes puseram uma alcunha depreciativa e simbolizadora de sua triste decadência: pés-rapados. (cf. Varnhagem, “História Geral do Brasil”, 3a edição integral, Cia. Melhoramentos de São Paulo, tomo III, página).

Desde esse tempo, o governador da capitania de Pernambuco, Sebastião de Castro Caldas, “homem despótico, imoral e sem  orientação religiosa”, privava com os capitalistas e onzeneiros judeus, que o cumulavam de presentes e lhe corrompiam com volumosas propinas nas arrematações dos contratos reais, os quais eram principalmente os de fornecimento e cobrança de dízimos, cisas e outros impostos. Desde o tempo dos romanos que os israelitas se haviam especializado nesses negócios ilícitos, com os quais escorchavam as populações e levantavam fortunas colossais.

Em França, ao tempo da guerra dos mascates, por exemplo, o judeu Cerfber monopolizara os fornecimentos dos exércitos de Luis XIV e uma récua de judeus sem escrúpulos se apoderara da ferme ou arrematação dos tributos e fintas. Tiveram fama terrível esses fermeres-genéraux!  Conta-se que em Ferney, na casa de Voltaire, uma noite, anos mais tarde, os visitantes contavam histórias de ladrões e roubalheiras. Instado para que também contasse a sua, Voltaire pronunciou somente estas palavras: “Era uma vez um arrematante de impostos...”

Para terem, sozinhos, sem partilhas e com  segurança, essas arrematações, seria preciso que se realizassem na cidade de Recife e não em Olinda, capital da capitania. Nesta vila antiga e tradicional, as famílias nobres, os critãos-velhos, dominavam de modo incontestável. Ciosos de seus foros, os fidalgos olindenses, pela provisão verificada a 8 de março de 1705 havia conseguido impedir que do Senado da Câmara participassem mercadores de “loja aberta”. No Recife, povoação nova, composta da maior porção de judeus, mentalidade do herético e judaico domínio holandês, eram os cristãos-novos formadores talvez da maioria das idéias e poderiam constituir o Senado da Câmara a seu talante. Erigido o Recife em Vila, a arrematação judaica dos contratos seria logo para ali transferida e isso era o que sobretudo importava para essa época. Composto o Senado da Câmara de mascates ou de criaturas suas, e sendo mascates os arrematadores, OS JUDEUS SERIAM JUÍZES ALI E PARTES DELES AO MESMO TEMPO EM ESPLÊNDIDAS NEGOCIATAS. Demais, aos inspetores de preço dos gêneros alimentícios (isto é, aos almotacéis), nos municípios antigos e os que aderiram, competia-lhes taxar ou tabelar todo o comércio, como se verifica nos dias atuais, o custo dos alimentos diversos. Senhores da Câmara, o almotacé seria indicado pelos judeus e, magistrado obediente e seus fiscais secretos, é quem taxaria, a preço acessível os gêneros que os matutos agricultores iam levar aos consumidores nas feiras e a preço um pouco mais elevado os das vendas dos cristãos-novos (cf. Fernandes Gama, op. cit. tomo IV, página 60) O plano era mascatal, como diria Videant, o panfletário dessa época.

Desde a ocasião dos holandeses, registra Varnhagen, Olinda havia decaído, à medida que levanta o Recife, crescendo muito em população. (cf. Varnhagen, op. cit. tomo III, página 393.) Maurício de Nassau dera um curto prestígio e impulso à capital da “Nova Holanda” com as obras que ali, na capitania de Pernambuco, fez e com o movimento cultural que gerou no Brasil. A própria posição do povoado pernambucano, que gozava de ancoradouro abrigado e seguro, o número de fortalezas que o defendiam, tudo isso contribuía para essa predominância crescente. A mudança da capital tornara-se questão de vida e morte para a mascatearia judaica. Despejaram ouro originário do Brasil às mancheias, mobiliaram todos os empenhos possíveis e usaram à sua vontade o governante Sebastião de Castro Caldas até conseguirem a execução do seu intento.

O Recife foi erigido em vila, com direito ao pelourinho simbólico. A gente toda de Olinda sapateou, encravada, e não era para menos, enquanto os judeus se tornavam cada vez mais “insuportáveis” e levavam a ousadia (ou seja, a insolentia jodoeroum a que o bispo Algobard se referia em plena Idade Média...) a ponto de quererem excluir todos os nobres, os pé-rapados, da administração direta do governo. (cf. Fernandes Gama, op. cit. tomo IV, página 59).

Naturalmente, os ânimos dos pernambucanos nativistas começaram a fermentar e não se faria esperar a reação nativista – o Brasil acima de tudo. Apressou-a a repartição dos termos das vilas de Recife e Olinda, demarcados na condição territorial que antes pertencera unicamente à última.

O governador Sebastião de Castro Caldas começou a influir para que, nessa divisão territorial, Olinda fosse grandemente prejudicada (Vide a obra de Felipe Lopes Neto, “Guerra Civil ou Sedições de Pernambuco” in “Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil”. Imp. Nac. Rio, Ano de 1894, tomo XVI, página 8) Pouco a pouco os ódios foram se exacerbando até que se formaram dois partidos: Partido dos Mascates, tendo à frente o governador, e o Partido dos Pés-rapados, a cujo lado, se pusera o ouvidor José Inácio de Arouche.

Então, o governador Sebastião de Castro Caldas irritou-se com os partidários de oposição e começou a vexar os povos para favorecer aos forasteiros. Mandou agarrar por qualquer pretexto e meter na cadeia homens das mais nobres famílias de Pernambuco: Barbalhos e Cavalcantis. Outros nobres fugiram para evitar os desacatos e retaliações dos mascates.

Foi quando o braço da vingança se estendeu da sombra e o governador se viu ferido a tiro, de surpresa, na rua da Água-verde, sem que fosse possível identificar os autores do atentado. (Felipe Lopes Neto, o. cit. página 9.) Mas as suspeitas começaram a valer como provas e as grades das prisões se fecharam sobre homens conceituados e dignos como o capitão-mor Lourenço Cavalcanti Uchoa e o capitão André Dias de Figueiredo. Valendo-se da raiva e do medo do governador, a audácia dos mascates levou-os a acusar o próprio ouvidor, que correu a refugiar-se na Paraíba.

O governador Caldas e os judeus mascatais tinham, contudo, íntimo pavor de um motim popular que vingasse tantas violências e afrontas perante a opinião pública. Resolveram desarmar o povo (isto mesmo, promover uma campanha de desarmamento da sociedade), como hoje se fecham as organizações não governamentais, e as ligas fascistas infiltradas antes de dar os golpes oposicionistas. Reconhece o escritor Fernandes Gama que TIRAR TODAS AS ARMAS DAQUELE BRIOSO POVO NORDESTINO EQUIVALE A ENTREGÁ-LO AO DOMÍNIO DO SISTEMA INTERNACIONAL. (Felipe Lopes Neto, “op. cit. tomo IV, página 64, Ano de 1894). Isto está acontecendo hoje, no território brasileiro. O movimento “Viva Rio” se surpreenderá, ao tomar conhecimento dessa participação da sociedade brasileira, não de agora!

Cansados de insolências e insultos, os pernambucanos nativistas sublevaram-se a 5 de novembro de 1710. O capitão-mor Pedro Ribeiro não se quis sujeitar a prisão que lhe era imposta pelo parcial governador e aprisionou o capitão João da Mota, encarregado de prendê-lo. (cf. Varnhagen, “op. cit. tomo III, página 396).

Cerca de aproximadamente dois mil homens bateram a Infantaria de linha do governo e a fizeram recuar para o Recife. Os terços de auxiliares e ordenações, milícia territorial brasileira, na sua maioria fraternizaram com os seus patrícios em armas. (Varnhagen, op. cit. tomo III, página 396). Os defensores dos mascates se tornavam importantes para deter o avanço dos rebeldes, que tomaram de assalto a vila. O governador Caldas fugiu por mar para a Bahia, levando em sua companhia os principais cabeças dos forasteiros, entre os quais, certamente o pior deles, o perigoso Simão Ribeiro Ribas. De posse do Recife, com a nobreza comum aos cristãos-velhos, os pernambucanos não praticaram a menor violência contra seus adversários, limitando-se a arrancar as insígnias de cargos e postos aos judeus que as ostentavam com alarde e empáfia. (Fernandes Gama, op. cit. página 68) O sargento-mor Bernardo Vieira de Melo propôs que se Pernambuco se declarasse em república “semelhante à de Veneza”; mas a idéia não foi aceita. (Rio Branco, “Efemerides Brasileira” Imprensa Nacional, Ano de 1918, Rio de Janeiro, página 14).

Entre os documentos de Sebastião de Castro Caldas, encontrados em uma secretaria, havia uma carta-régia provendo sobre vacância de algum cargo ou até mesmo da governância. Vinha nomeado nela em primeiro lugar o nome do “mestre-de-campo” João de Freitas Cunha (já falecido) e, em segundo lugar, o bispo Dom Manuel Alvarez da Costa. Para demonstrar categoricamente que não estava em rebeldia contra o Poder da realeza e sim contra a tropa de mascates, o Kahal judaico, conluiado com o injusto e cruel Sebastião de Castro Caldas, a massa populacional pernambucana concorreu em apoio e promoveu a posse do bispo Dom Manuel Alvares da Costa no dia 18 de novembro de 1710. O bispo restabeleceu a ordem e publicou o perdão aos infratores, em nome de El Rei, indultando todos quantos tinham participado da justa rebelião. (cf. Felipe Lopes Neto, op. cit. página 14).

Os mascates judeus não deram por vencidos. Eles não largariam sem mais aquela cobiçada presa. Consertaram a desforra, prevenindo-se cuidadosamente! Dos que foram para a Bahia, com seu testa-de-ferro um governador, Joaquim de Almeida, seguiu para Paraíba, em missão de natureza judaica, enquanto os outros ficaram planejando táticas estratégicas de guerra psicológica. Urdiram uma CONSPIRAÇÃO NITIDAMENTE JUDAICA pelo que denuncia Fernandes Gama: “Apenas chegaram aos seus consumados destinos, estes conspiradores COMEÇARAM SOB O TÍTULO DE ESPECULAÇÃO MERCANTIL, a comprar a qualquer preço mantimentos, principalmente farinha, servindo-se nestas compras de seus agentes especuladores, no interior; e posto, que os comprassem por maior quantia, nem assim mesmo levavam prejuízo, porque as fazendas (isto é, terras) que negociavam em troca eram também arroladas nessas transações por valores escorchantes; assim se foram preparando os conspiradores, iniciadores da grilagem em todo o território brasileiro, não apenas em Pernambuco”. (Felipe Lopes Neto, op. cit. tomo IV, página 69) A operação delituosa parece estar decalcada nos escritos nefandos dos Protocolos dos Sábios de Sião.

Caso típico de açambarcamento judaico para perturbar a ordem e irritar o povo de um território nacional, a fim de provocar distribuído e conduzi-lo onde e da maneira que pretenda consumar. Segundo o escritor Mario Sáa, , “foram sempre os cristãos-novos os únicos açambarcadores de funções e coisas, que têm havido em Portugal”. (Op. cit. 76. “Embora encareças o pão e uma medida de trigo custe uma moeda, tudo é boa condição para a revolução”, Henri Barbusse (judeu), “Jesus” in fine, 58-59.) Segundo João Lúcio de Azevedo, as matanças ou pogroms de judeus em Lisboa, foram precedidas de enormes carestias da vida que os açambarcamentos causavam e que faziam o povo estourar de raiva.

O atravessamento de gêneros de primeira necessidade humana por parte dessa gente da mascatecaria, para criar a ação psicológica por meio da força imposta, fomentar revoltas e empobrecer os brasileiros nativistas (índios, negros e mestiços), seus inimigos, se encontra documentado por historiadores autênticos. (cf. Felipe Lopes Neto, op. cit. página 15). É mais uma fonte fidedigna para denunciar os “europeus” originários da comunidade judaica dos emboabas (1707-1709) e mascates (1710-1711).

Com vagarosa tenacidade, levaram seis meses açambarcando os víveres, despendendo com esse fito o dinheiro “com mão roubadoura” e passando os gêneros escondidos dentro de caixas de açúcar, a fim de evitar qualquer suspeita. Mostram-se dessa maneira, premeditados, pervertidos e criteriosos. Foi adotado, mais uma vez, o esquema do propinoduto, subornado, também, infamantemente todos quantos funcionam se curvando ao ouro dos açambarcadores, TRAINDO A CAUSA PRIMORDIAL DOS FIÉIS NATIVISTAS. O capitão João da Mata subornado por 6 mil cruzados; o negro Domingos Ribeiro Carneiro (mestre-de-campo do terço de Henriques. (1)) por mil réis; o governador dos índios naturais, Dom Sebastião Pinheiro Camarão, um dos descendentes da heróica guerra travada contra os holandeses (2), subornado por 3 mil cruzados; o capitão-mor do Cabo, pelo ato de perdão do que devia aos usuários; Atanásio Gomes e mais alguns fuões de Goiânia, por 14 mil cruzados; o capitão-mor da Paraíba, João da Maia (sobrenome comum entre os judeus portugueses), por alguns milhares de cruzados. (cf. Fernandes Gama, que repudiava esse João da Maia da Gama por usar este último sobrenome sem direito à ele, e repelia qualquer parentesco com o vilão; Op. cit. tomo IV, página 70; Felipe Lopes Neto, op. cit. pág. 16).

(1)  Em nossas milícias nas jurisdições territoriais, até o Ano de 1831, se mantinha guardada a tradição inigualavelmente dos heróis negros comandados de Henrique Dias, nos terços e regimentos de Henriques. Houve Henrique e, depois caçadores-Henriques em Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. Cf. G Barroso e J. Wasth Rodrigues, “Uniformes do Exército”, ed. of. Ferroud, Paris, Ano de 1922.

 

(2)  D. Sebastião era filho de D. Diogo Pinheiro Camarão, primo e sucessor do grande Camarão. Cf. Rodolfo Garcia, nota 19 a página 398 do tomo III, 3a ed. da “História Geral do Brasil”, do historiador Varnhagen.

 

A reconquista de Pernambuco pelos mascates estava preparada para quando rompesse a frota que anualmente vinha de Portugal.

Os infames forasteiros temiam a valentia pernambucana e queriam todas as seguranças. A fim de preparar os ânimos para o que ia acontecer, de acordo com antiga operação de guerra judaica contra os povos estrangeiros, como relata o Antigo Testamento e, nesse século, já aplicado com êxito pelos emboabas com a proposta do pretenso genocídio de seus comparsas, espalharam a boataria de pretenderem os reais nativistas do país impedir a tomada de posse do novo governador, caso não trouxesse confirmação pública do indulto concedido pelo bispo. Para isso, - diziam que se apoderariam de quartéis e fortalezas, entregando a capitania aos corsários do reinado da França, com quem o parlamento de Portugal se encontrava em batalha sangrenta. (cf. Fernandes Gama, op. loc. cit. O mesmo disseram os Vianenses de Bequimão.) O fim disto tudo era provocar indignação à tropa armada e à população nativista, ou sejam, a pessoas fiéis à coroa do império português.

Como a frota tardou apresentar-se e temia que fosse descoberta a conjura, decidiram os sabotadores dar o golpe surpreendente assegurando-se pela traição do bispo-governador. Não fazem por menos, indo além de criticar as autoridades, as instituições da administração direta do governo brasileiro. Ora, isto não poderia ter acontecido! E as críticas não vieram da parte dos brasileiros nativistas. Diante desta exposição irrefutável, o escritor  brasileiro nativista deve exercer a melhor pesquisa investigatória, com base na fonte primordial inesgotável, o Ser Supremo, e trazer à realidade a verdadeira história geral do Brasil a todos os fiéis brasileiros.

Os cúmplices convidaram o bispo-governador para uma visita ao Forte do Mar, onde posteriormente seria aprisionado; mas, como as ondas se encapelassem no dia marcado, Dom Manuel desistiu do embarque, escapando por felicidade à cilada.

Urgia, porém, uma Resolução e, a 18 de junho de 1711, os conjurados arruaceiros saíram em passeata pelas ruas nas diversas jurisdições territoriais, à frente de soldados amotinados, gritando cinicamente: - VIVA EL REI DOM JOÃO V ! MORRAM OS TRAIDORES! com o fito de fazer crer à massa popular que os pernambucanos nativistas queriam atraiçoar o governo oficial. (cf. Fernandes Gama, op. cit., página 71) O bispo e o ouvidor Arouche tentaram apaziguá-los, prendendo até o sargento-mor do terço da jurisdição de Palmares, Bernardo Vieira de Melo, homem prestigioso, não só para salvá-lo de suas garras como para “tirar qualquer pretexto” de sublevação.

Mas os chefes militares vendidos guarneceram logo os fortes com os oficiais e soldados “europeus”, suspenderam o bispo das funções políticas, custodiando-o em companhia do ouvidor, e nomearam “um governo intenso e monstruoso”, verdadeiro soviete, composto do negro mestre-de-campo e do capitão Mota, que se pôs a expedir ordens. Depois, forçaram o bispo prisioneiro a assinar cartas, que eram destinadas para o interior, dizendo que tudo se estava passando com sua anuência, de modo a evitar o revide da gente da terra. (Fernandes Gama, op. loc. cit., páginas 72-73.) Afinal, proclamaram novamente governador a Sebastião de Castro Caldas, ainda refugiado na Bahia, e declararam o Recife cidade-capital de Pernambuco. A artilharia armada abocada para qualquer tuba nas ruas impedia qualquer reação dos inconformados. O pronunciamento de posse custou aos judeus 70 mil cruzados. (Vide a obra de Varnhagen, “História do Brasil”, tomo IV, página 123). Assim o poder paralelo negocia sempre junto aos políticos do país. Este critério especulativo faz parte do sistema político financeiro internacional. Dele participam os da reforma partidária.

Todavia, a 21 de junho, o bispo conseguiu fugir num escaler para Olinda, e avisou aos integrantes dos engenhos e do sertão pernambucano do que em verdade acontecia na política brasileira. Os capitães-mores mobilizaram seus terços de auxiliares e ordenanças marchando contra o Recife a vingar o agravo. O bispo organizou os comandos militares, à semelhança daquele cerco em Jericó, citado no conteúdo bíblico, e sitiou a comunidade dos judeus. O Senado da Câmara de Olinda intimou os mascates à rendição. Repetiu-se, embora em menor escala operacional, a batalha travada contra o domínio judaico-flamengo.

Essa operação de guerra no Estado de Pernambuco desenrolou-se em meio as tantas falsificações, traições, reveses, vitórias e genocídio. O grande Camarão sublevou os indígenas (devotados ao seu Deus único Tupan) e João da Maia levantou os paraibanos em favor dos que lhes pagavam pelo trabalho escravo.

“Confusão e revolta movimenta toda a gente nativista; os homens, chefes de família, inquietos e arruinados”. A falsa fé dos mascates seguidores do judaísmo espalhou desconfianças dos nativistas por toda a parte, mesmo dentro do recinto restrito das comunidades, onde se instalou motins de tropas armadas. As sortidas dos sitiados e as medidas defensivas dos indígenas e do lado à Paraíba obrigaram à convocação do Clero e dos proprietários de fazendas e engenhos, que se apresentaram com os índios e negros escravizados e acostados em armas. Após a derrota do Cabo, o grande Camarão foi aprisionado em um confronto sangrento, entre Garapu e São José. Logo depois, logrou fugir.

Felizmente, o governador-geral do Brasil, Dom Lourenço de Almada prendeu, na Bahia, Sebastião de Castro Caldas, quando se preparava para vir a Pernambuco, remetendo-o para Lisboa. Essa operação de guerra judaica, como todas as que se tinham travado em nosso território brasileiro, exceto a peleja durante a expulsão dos franceses e a destruição de Palmares, resultara da ironia odiosa que pôde inventar a maledicência humana. É preciso dizer mais alguma palavra para caracterizá-la?

Enfim, em determinada ocasião avistaram-se em alto-mar as 13 velas numa frota procedente de Portugal! Trazia para o Brasil novo governador, senhor Félix José Machado de Mendonça Eça e Castro de Vasconcelos. Seria uma esperança de político justo. Por uma jangada, recebeu fora da barra, longa carta redigida pelo bispo, expondo tudo que estava acontecendo no território brasileiro. Também o recém-chegado recebeu a visita do enviado dos forasteiros, João da Mota. Este fingindo-se cioso do prestígio político da autoridade, e, querendo tomar realmente as rédeas do Poder, sem oposição dos pernambucanos em armas, mandou que as fortalezas fossem entregues ao bispo, de quem cobiçava receber “regularmente” o governo. Os mascates submeteram-se. Então desembarcou e foi empossado do cargo na Sé de Olinda. Mandou recolher a artilharia e desmanchar as trincheiras: porém NÃO IMPÔS NENHUM CASTIGO AOS INIMIGOS DOS BRASILEIROS, NEM MESMO QUANDO TENTAVAM OS PROVOCADORES JUDAICOS NOVO TUMULTO EM NOVEMBRO DE 1711.

No dia 18 de novembro, foi erigido o pelourinho, símbolo municipal de Recife, com grandes festas e regozijos por parte dos mascates. Os chefes das forças militares vendidos, mediante as propinas dos cruzados em vigor, como Camarão e outros, voltaram sem ser incomodados e viram-se recebidos sob ovações e flores. O governador que trazia esperança e paz, apesar de seus nomes ilustres e numerosos, não resistiu a promessa do ouro alheio garantido pelos israelitas. familiarizou-se logo com os mercadores, concedeu-lhes privança em sua casa e aquele que mais lhe pagava o seguia do lado do novo governador. (cf. Fernandes Gama, “op. cit. tomo IV, página 177.) Vinham com ele, outros dois flagelos para os “tristes pernambucanos”: o ouvidor João Marques Bacalhau, “nome de cristão-novo”, e o juiz de outra comarca Paulo Carvalho, foram os que puseram “a justiça em almoeda”, declarando-se inteiramente  pelos mascates”. Estes peitaram mais em seu favor grandes trunfos e empenhos em Lisboa, tal qual os emboabas, por mediação de um êmulo do apóstata frei Francisco de Menezes, frei Jacomé, franciscano intrigante, que satisfazia aos judeus pelo que com ele despendiam “para à larga viver escandalosamente fora do seu convento”. (Fernandes Gama, op. cit. tomo IV, página 179).

Sob a égide dos três flagelos – governador, ouvidor e juiz, fez uma devassa, que concluiu como era de se imaginar que concluísse: DECLARAVAM TER SIDO JUSTO O PROCEDIMENTO DOS MASCATES, pelo que fez jus ao prêmio e não castigo. Os nativistas começaram a ser vilmente perseguidos pelos inimigos do Brasil. Os inimigos, pelo ódio nutrido da miscigenação dos três grupos étnicos: mameluco, mulato e o cafuzo, além de outras circunstâncias decorrentes de vários fatores históricos, jamais lhe perdoam nem mesmo lhe perdoarão a tamanha superfície deste território na América do Sul e a grandeza a população unida e coesa no meio da fragmentação dos vice-reinados espanhóis do Peru, sobretudo.

André Dias de Figueiredo, Bernardo Vieira de Melo e outros foram humilhados e presos. Alguns fugiram, amedrontados daqueles magistrados do judiciário parcialíssimo. A intrigalhada judaica cindiu Pernambuco em “parcialidades rivais”. À solta, campearam abusos, traições, falsificações, delações e crimes. (cf. Oséias, capítulo IV, versículos 1 a 4).

Diante desta exposição, ousou o terrorismo judaico no território brasileiro. A própria frota retornou ao reino, enviando abundante documentação forjada contra os pernambucanos nativistas; mas, por castigo justo, naufragou nas costas de Gafiza e os espanhóis despojaram de tudo os mascates judeus que nela iam intrigar em Lisboa!

A “confusão geral” provocada por esses sucessos durou até o ano de 1714. Encadearam-se ininterruptamente devassas e prisões. O bispo foi afastado para os sertões do São Francisco. Houve  muitas deportações, inclusive para Angola. Bernardo Vieira de Melo, levado a ferros, em 1713, para Lisboa, lá morreu nos calabouços da torre de São João. (cf. Varnhagen, ed. integral, tomo IV, página 405. Borges dos Reis, “História do Brasil”, Bahia, ano de 1915, páginas 155-156).

Os pernambucanos, vencedores leais pelas armas, foram vencidos deslealmente pela insídia judaica e pela corrupção ativa do ouro conseguido pelos judeus. Os hebreus radicais, que haviam explorado o empório do açúcar e o tráfico negreiro, que tinham entregue traiçoeiramente a jurisdição territorial pernambucana aos piratas flamengos, iam desfrutar ainda suas riquezas, como almejavam, “a sós e sem partilha”. Como temos observado e continuaremos a observar, essa desapropriação ilícita, segundo a denúncia relatada por João Lúcio de Azevedo. (cf. “História dos cristãos-novos portugueses”, página 33), não se realiza de um momento para outro e sem encarniçada luta. Começa pelas restrições legais, pelas coligações inusitadas, pela força do poder monetário e vão “em derradeira instância à violência contra pessoas e propriedades”. Verificamos todas essas fases na guerra judaica dos mascates.

Por causa dela, mau grado a heróica restauração do século XVII, feita com lágrima e sangue do Brasil dos nativistas, Pernambuco, coberto de glórias recaía, novamente, desta vez no século XVIII, nas garras do Kahal! O povo ia gemer no ecúleo das extorsões. Tornou-se muito pior do que na anterior época mais despótica do domínio holandês. (cf. Varnhagen, op. cit. ed. primitiva, tomo II, página 181.) El rei ordenava através do Conselho Ultramarino NOVA DEVASSA PELOS FEITOS POSTERIORES AO MOTIM CONTRA O NOVO GOVERNO FÉLIX E SEUS COMPARSAS MASCATES. Pois para esse confirmara já a anistia dada pelo bispo; as súplicas das vítimas penetrando na corte, apesar das “intrigas dos mascates”, cujo corifeu em Lisboa era cristão-novo Desembargador Cristovam Reimão. (cf. Borges dos Reis, op. cit. página 155).

A Câmara de Olinda festejou, nessa ocasião, naturalmente, com gargalhadas a resolução de El rei. A comunidade dos mascates aproveitou-se disto para, falsificando os relatos de acordo com as normas da sinagoga, dizer que era uma afronta aos moradores do Recife! (cf. Varnhagen op. cit. ed. primitiva, tomo II, página 132). A afronta dos vadios e pés-rapados (senhores de engenho) aos esforçados, honrados e ativos comerciantes da praça pernambucana...

 

(A próxima cartilha nº 13 enfocará sobre o ninho do contrabando da pirataria).

 

"AQUI HABITA A LUZ"

 

"NA SENDA DO SABER ENCONTRARÁS A VERDADE"

 

 


Última alteração em 05-22-2014 @ 12:24 am

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