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CRUZAUM - Cartilha nº 13
Inserido por: Itauna
Em: 05-22-2014 @ 12:55 am
 

 

 

MINISTÉRIO CRISTÃO

CRUZAUM

CRUZADA DOS MILITARES FIEIS UMBAN

 

  Cartilha nº 13   O BRASIL DE ONTEM E DE HOJE       Aqueles que não querem lembrar-se do passado, estão destinados a repeti-lo compulsoriamente. Assegurando que aqueles que não conhecem a realidade do Brasil de ontem aceitam o impedimento imposto por agentes secretos inescrupulosos de melhor conhecer, melhor compreensão e, verdadeiramente, interpretar o Brasil presente. E tanto maior é a necessidade de obtermos esse conhecimento em profundidade, quanto mais esclarecedor dos fatos, mais estarrecedor em mais dilatado, assim no tempo como no espaço é o passado. Isto posto, de uma forma redacional mais transparente, preliminarmente, considerado que há, entre este escritor e todos os realmente brasileiros que amam o Brasil acima de tudo, um acordam comum, por unanimidade de adesões, os habitantes do território nacional: manifestam o ato público de provimento ao recurso interposto constitucionalmente pela Soberania unida do Governo Brasileiro, garantia plena aos brasileiros nativistas residentes no país a inviabilidade do direito à liberdade, à segurança para todos, à propriedade no território nacional, e bem assim aos estrangeiros os quais decidiram, mediante escolha individual, optar por uma nacionalidade única, isto é, o Brasil acima de tudo, na forma da lei, sendo livre a manifestação do pensamento, e sendo vedado o anonimato. O passado do povo brasileiro, de acordo com as narrativas que possuímos aqui agora, é realmente dramático, passível de uma ação judicial investigatória das autoridades dos poderes constituídos, quer no terreno de natureza social, político ou religioso desde a descoberta histórica. Começou com um judeu e natural da Polônia, chamado inicialmente Gaspar das Índias. Esse aventureiro veio em seu barco procedente  da ilha de Anchediva, próximo a cidade do Goa, no território indiano, a 25 de setembro de 1498. A armada de Vasco da Gama ancorava diante daquela costa baixa emoldurada de palmeiras. O sentinela da expedição “São Gabriel” acusou ter avistado um barco à longa distância, e aproximava-se, remando sobre a água azul-esverdeada. Trata-se de um parau que vinha da cidade de Goa. Encostou a nau. O aventureiro galgou o postaló e saltou adentrando no convés. Trajava-se no estilo indiano: “mundaço” à cabeça, terçado à cinta, brincos nas orelhas. Queria falar ao almirante a quem abraçou, como é costume do povo hindu, com expansões. Saudando-o em “salamalecaes”, disse em péssimo italiano que era cristão; viera muito criança para aquela terra do mouro Sabayo, um ancião da ilha e da cidade de Goa. Enquanto imaginava convencer com seus argumentos falaciosos, seus olhos, miúdos, como os de um camundongo; espreitavam todo o navio do comandante Vasco da Gama, e detendo-se, sobretudo, na potente artilharia, como a computar-lhe a quantidade de peças bélicas e a força de cada uma. Vasco da Gama sorria irônico diante da sua barba. De repente: Mestre! Um “português” pardo e seminu, de farta bigodeira, braços peludos e atléticos, ergueu a cabeça descoberta dentre os marujos que ao anoitecer desenrolavam os cabos de cânhamo. E o almirante então deu-lhes a seguinte ordem: - detenham-no e amarre esse espião ao mastro e meta-lhe o cala-brote! Num abrir e fechar dos olhos, o levantino estava completamente nu da cintura para cima, amarrado ao mastro grande; e uma chibata de cabo alcatroado contava-lhe nas costas e no peito que se tingiam de sangue. Eu digo a verdade! uivava o espião na sua algaravia. Os açoites pararam, o almirante aproximou-se e o homem confessou a verdade: “não sou cristão nem levantisco; sou judeu e natural da Polônia. Os azares de sua vida aventureira e errante haviam-no trazido ao território indiano”. O SABAYO MANDARA-O COMO ESPIÃO, mas queria alcançar Portugal e servir aos portugueses. A armada do Sabayo era grande e poderosa, bem tripulada de “rumens”, o que quer dizer os soldados muçulmanos da Índia, ou sejam, mercenários levantinos ou turcos (cf. Alberto O. de Castro, “A cinza dos myrtos”, página 193. Dalgado, “Glossário, Luso-Asiático, tomo II, páginas 264 e seguintes.) Aquela armada era bem provida de canhões venezianos. No dia 26 de setembro de 1498, a frota dos Lusíadas fazia-se de vela rumo a Portugal e levava a bordo o astuto e inescrupuloso espião judeu-polaco, “por possuir larga experiência e conhecedor das coisas do território indiano. Tempo depois, foi batizado e recebeu o nome Gaspar da Gama, mas conhecido vulgarmente por Gaspar das Índias. Este judeu polaco, muitas vezes, conversava com El rei Dom Manuel, que folgava em lhe ouvir, ao falar sobre as riquezas da Índia, e lhe fez muitas dádivas e mercês. Isto posto, preliminarmente, considerado que houve, entre o espião judeu polonês e o El rei Dom Manuel, “o aventureiro” de Portugal, uma barganha política, em promover oficialmente a descoberta histórica das terras da povoação dos indígenas. A Vasco da Gama e outros almirantes portugueses, por meio das bajulações, Gaspar das Índias prestava-lhes inestimáveis serviços de espionagem. (Vide a obra intitulada “Os judeus do Brasil” ed. J. Leite & Cia., Ano de 1923, página 24-25. Outra documentação do restante do mesmo capítulo histórico se encontra no livro de Gaspar Corrêa, “Lendas da Índia”, tomo  I.  Entre  as  mercês,  segundo  Damião  de  Góis, “Crônica  d´El  Rei  D. Manuel”, página 32. Fê-lo cavalheiro de sua casa, deu-lhe tenças, ordenados e ofícios). Diante desta exposição incontestável, eis aí descreve-se a razão pela qual não se pretendeu a oficialização da anterior descoberta deste território dos indígenas pelos espanhóis da expedição do outro navegante Vicente Yanez Pinzon, que esteve no território brasileiro anos antes da expedição de Pedro Álvares Cabral. Então, por isso, é uma falsificação comprovada, o registro oficial da descoberta histórica, primeiramente, por portugueses da esquadra de Cabral, quando estiveram neste território indígena. Então, somente agora, a nação brasileira lembra-se dos relatos conforme lhe foram passado duma forma falsificada inteiramente. Aqueles que não conhecem as ocorrências, as que não lhes quiseram fazer publicamente ficaram privados de melhor compreender e interpretar verdadeiramente o Brasil hoje, o Brasil presente. Dois anos depois dessa trama, vestida de luto, como era de praxe nessa ocasião, quando as artilharias seguiam em busca de terras desconhecidas, mas habitadas dos seus nativos naturais, a corte do El rei Dom Manuel assistia do eivado da torre de Belém a partida dos navios de Pedro Álvares Cabral. O judeu polonês Gaspar da Gama embarcara na nau do capitão-mor como língua e conselheiro do comandante, hoje dizemos intérprete e técnico, em coisas e negócios das Índias. Seus olhos vivos, como os de rato fugido dos guetos da Polônia, avistaram o território brasileiro no primeiro dia de seu nascer do Sol. Ao lado do capitão-mor Pedro Álvares Cabral “de que não se apartava”, avistou o vulto azulado do Monte Pascoal, contemplou a terra imensa virgem e dadivosa, A INDIADA NUA E EMPLUMADA DE COCARES. Participou da primeira missa celebrada pelo frei Henrique de Coimbra e ouviu a leitura da carta histórica de Pero Vaz de Caminha. A seguir, prosseguindo toda a viagem ao lado de Cabral, estiveram em Moçambique, Calecut, Cochim, Melinde, Cananor; Gaspar da Gama tornou às Índias em 1502 e 1505 com o seu padrinho, Vasco da Gama. Na última dessas expedições, o judeu polonês é visto, e com nova identificação e novo nome Gaspar de Almeida, “por amor de vice-rei, de quem era estimado”, assegura o panegirista dos judeus, Solidônio Leite Filho, op. cit. página 27. Embora batizado por Vasco da Gama, o judeu polaco assumia ali, como de costume em má hora instituído por El rei Dom Manuel e que bagunçou, na judiaria, os codinomes das nobrezas lusa notáveis. Mas, quando a estrela do navegador Vasco da Gama se foi empanando ante a glória do nobre Dom Francisco de Almeida, o poderoso Vice-rei do Ultramar, o judeu polonês desprezou o nome de Gama e adotou o de Almeida, sem cerimonial... Ao tempo do mandato político de Dom Francisco de Almeida, o então  agora Gaspar de Almeida casou-se com uma judia, “bem letrada na tradição das leis judaicas”. OBSERVADOS BEM ATENTAMENTE COMO OS GAMA, OS CABRAL E OS ALMEIDAS, NÃO SERIAM ILAQUEADOS NA SUA BOA FÉ JUDAICA DE NAVEGANTES RUDES E RADICAIS BATALHADORES PELA LÁBIA E A SOLÉRCIA IGUALMENTE DO JUDEU POLONÊS! Foi essa mulher judia quem fez com que os muitos judeus das sinagogas hindus comprassem as bíblias hebraicas vendidas a Francisco Pinheiro, decerto cristão-novo, trazidas para o território descoberto. Os fatos históricos dão prova como os judeus, secretamente, sempre influenciaram em todas as decisões desde os grandes navegadores (cf. Solidônio Leite Filho, op. cit., página 25), manobras estratégicas nos bastidores da governação inicialmente das Índias. É verdade, a vinda do judeu Gaspar ao território brasileiro está iniludivelmente comprovada pelas instruções documentadas dadas ao capitão-mor Pedro Álvares Cabral, no início do segundo trimestre do ano de 1500.   A REFORMA RELIGIOSA   O começo da reforma religiosa – O século XVI ficou registrado o surgimento de novas igrejas, dispostas em acabar com a hegemonia política e religiosa da ICAR e vieram causando abalos a autoridade papal do Vaticano. A esse processo de fragmentação predita pelo profeta Daniel, capítulo II, versículo 44 e 45, no Antigo Testamento do conteúdo bíblico, denominou-se Reforma e às novas seitas protestantes, chamadas hoje “evangélicas”. A reação inquisidora do Santo Ofício a essas novas construções dos homens chamou-se Contra-Reforma. A Reforma religiosa é então um movimento de massa popular de adequação aos novos tempos, ao desenvolvimento do sistema capitalista internacional; representa no campo de atividades religiosas o que foi o Renascimento no mundo cultural: um ajustamento de novos ideais e valores às transformações socioeconômicos dos grupos étnicos da miscigenação entre tais etnias. Por exemplo, a Reforma protestante, cujo o espírito de individuação reconhecidamente chamamos judaísmo, iniciou-se na Alemanha – porção celular do Sacro Império Romano-Germânico -, região essencialmente feudal, com um incipiente comércio mesclado de judeus europeus no litoral norte. A liderança do movimento inicial na Alemanha coube ao monge agostiniano Martinho Lutero (1483-1546), que defendia a teoria da predestinação, da fatalidade ou da salvação, negando os jejuns apregoados pela ICAR, as indulgências e outras práticas religiosas então em uso. A Suíça, região de próspero comércio livre, independente desde 1499 do Sacro Império, iniciou a Reforma protestante com Ulrich Zwinglio (1489-1531), seguidor de Lutero e Erasmo de Rotterdam. As pregações de Zwinglio resultaram numa violenta guerra civil (1529-1531) entre reformistas e católicos, durante a qual o reformador suíço morreu. Anos depois, chegava à Suíça o francês João Calvino (1509-1564), que da edição e publicação da obra intitulada “A Religião-Cristã” de cunho também protestante. No prólogo Calvino suplica ao rei Francisco I proteção aos protestantes perseguidos no território francês (huguenotes). Havendo conquistado Genebra rapidamente com suas pregações, Calvino adquiriu junto a classe da nobreza total controle da multidão religiosa, política e moralista dentre os cidadãos daquela cidade com a instalação de uma rígida censura aos costumes da população, mediante as medidas ordenadas do clero e pelo consistório. O francês protestante transformou Genebra na Roma dos protestantes, e fundiu o movimento político e o religioso sob o controle do Consistório. Com poderes “ilimitados”, esse Consistório vigia os costumes da sociedade humana atual, cerceando-a a assistir aos cultos da igreja e a participar da comunhão (isto é, os serviços de descarrego). Suas decisões eram implacáveis e denominavam-se ordenações eclesiásticas. Muito mais que o luteranismo, o calvinismo expandiu-se por vários países, especialmente por aqueles em franco progresso comercial como o Brasil atual. Na Inglaterra, são denominados PURITANOS; na França, HUGUENOTES; no Brasil atual, EVANGÉLICOS. Vários outros povos assumiram o calvinismo como a igreja internacionalmente predominante, como a Holanda e a Dinamarca. Mas a nação umbandista pode desarticulá-los! O líder da revolução protestante na Inglaterra era o rei Henrique VIII (1509-1547), o próprio rei assumiu por isso o movimento dos puritanistas em característica eminentemente política.   A CONTRA-REFORMA  E A REFORMA DO CATOLICISMO   A expansão do protestantismo em toda a Europa colocou a ICAR em crise, fazendo surgir, não apenas em Portugal, a necessidade de conter a expansão reformista. Esse movimento católico recebeu o nome de Contra-Reforma, que inclui a Reforma Católica. Embora já tentassem luteranos e calvinistas há muito moralizar o clero e a igreja por inteiro, o impulso para isso só houve com a iniciativa da expansão do protestantismo no mundo, e a reação do Santo Ofício ao protestantismo foi proporcional aos delitos dos europeus originários das várias descendências a saber: judaica, alemanha, francesa, holandesa, polonesa, portuguesa e outras, inclusive nos métodos. “O tribunal do Santo Ofício em Portugal e, por conseqüência, no Brasil colonial, processou acima de 40 mil invasores ou não, queimou mais de 1.800 seres humanos vivos nas fogueiras, além de condenar a vários castigos mais de 29 mil pessoas indiciadas, entre as quais 300 brasileiros. Na Espanha, foram penitenciados muito mais de 340 mil seres vivos. Tão ou mais graves e vis foram as técnicas de tortura aplicadas pela nefanda Inquisição, como queimar as plantas dos pés do interrogado, estraçalhar os músculos e carnes de todo o corpo humano de alguém ou aplicar um ferro em brasa em sua boca. A variedade e sofisticação das peças de tortura criadas para a Inquisição demonstram a importância dada ao suplício como forma de redenção dos condenados. Comumente um médico compulsoriamente acompanha as cirurgias dos inquisidores para indicar o grau de hediondez que o torturado poderia ainda suportar. O Santo Ofício da Inquisição, que queimou Giordano Bruno e perseguiu Galileu, denomina-se hoje Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. Essa Congregação tem causado como hereges, advertido e punido numerosos teólogos contemporâneos”. (Transcrito baseado no texto de NOVINSKY, Anita. A Inquisição. São Paulo, Brasiliense, 1982, página 82).   O NINHO DO CONTRABANDO DA PIRATARIA   No meridiano de Tordesilhas houve um recuo extenso para o Oeste da América graças à ousadia audaciosa sem par dos bandeirantes. Como tocava na Laguna, naturalmente, no extremo meridional do território brasileiro ocorreu, por conseqüência, uma batalha tenaz que durou séculos afora e permitiu a flutuação das fronteiras até que as circunstâncias históricas trouxeram sua fixação definitiva. A Oeste do meridiano se estende a enormidade dos sertões do Brasil que iam esbarrar na muralha dos Andes, onde ficava  O VICE-REINADO DE ESPANHA DOS PERUANOS, enriquecido de muita prata. (cf. Carlos Corrêa Luna, “Ensaios da História Colonial – D. Baltasar de Aranda”. Buenos Aires, Ano de 1914, página 109; Antonio de Ulloa, “Notícias Americanas”, Madrid, Ano de 1792, página 225.) Ao Sul da Laguna se alonga o Pampa com seus gados alçados, aberto ao corso dos predadores infiltrados junto aos rebanhos, cuja cobiça era despertada pela aventura pastoril e que logo se transformavam em criadores dos rebanhos do Brasil. O predador de gado fixou-se ao solo como estancieiro. (Pedro Calmon, “História da Civilização Brasileira”, página 72). A rota do poente fora procurada antes do meio dia. Desde 1550 se falava nos incipientes núcleos de população do Brasil, nos famosos peruleiros ou homens que faziam a nação peruana. ERAM, EM GRANDE MAIORIA, JUDEUS AVENTUREIROS QUE SUBTRAÍAM A PRATA DAQUELAS MINAS DO POTOSI, a qual, após ser fundida e lavrada na metrópole e devidamente contrastada, passava a chamar-se “prata do Porto”. A quantidade de prata contrabandeada nessas viagens clandestinas foi colossal. Em 1622, só Antonio Castanho Taques trouxe 40 arrobas, isto é, 600 quilos de prata! (cf. Pedro Taques, “Nobiliarquia Paulistana”, ed. Taunay, página 245.) Até as moedas espanholas eram trazidas por esses aventureiros e corriam, recunhadas, no Brasil, dando um lucro formidável pela diferença de valor. Deviam ser muito grandes os ganhos para os cristãos-novos se arriscarem a freqüentar o vice-reinado, porque a Inquisição da capital de Lima era por demais rigorosa com os marranos judeus de Portugal, (cf. Argeu Guimarães, “Os judeus portugueses e brasileiros na América espanhola” in “Journal de la Societé des Americanistes”, XVIII, página 302), que penetravam no país à cata de metais preciosos indo até no México, (cf. João Lúcio de Azevedo, “História dos cristãos-novos portugueses”, página 439), desafiando  as investigações do Santo Ofício, as delações e a fogueira, com aquela “teimosia de mosca do judeu”, a que Mario Sáa descreve, “A invasão dos judeus”, páginas 60-61.) Do Peru, os judeus se espalharam pela audiência de Charcas, a província de Tucaman e o estuário do Prata, desaguadouro natural das riquezas do Potosi (cf. op. cit., página 109, autoria de Carlos Correa Luna. Em 1700, segundo Izaque Izeckson, op. cit. encontram-se 6 mil judeus na região do Prata.) Em 1754, já residiam em Buenos Aires de 5 mil a 6 mil judeus portugueses, (cf. Mario Sáa, “A invasão dos judeus”, página 50), dando pleno curso à sua jeiteira para as melhores transações no território alheio, que “pode não revelar inteligência alguma, mas apenas a índole gananciosa”. A inquisição de Lima/Peru começou a funcionar no ano de 1579 e, já em 1581, conduziu ao auto da fé cega dois religiosos lusos judaizantes, os freires Álvaro Rodrigues e Antonio Osório. Daí em diante, o número de cristãos-novos marranos portugueses que figuram nos mesmos autos, para abjurações leves ou veementes, para serem relaxados, açoitados ou queimados por heresia, falsos testemunhos, latrocínio, bigamia e até por oficiarem missa sem o poderem, mostra a força da corrente peruleira encaminhada em busca da prata. A Companhia de Jesus fundada em 1534, sob a liderança de Iguácio de Loyola, era uma organização que se assemelhava à de um exército imbatível, como o exército de Jeová dos judeus. Deviam cega obediência a seus superiores, representados nas pessoas do Papa e do patriarca Abrãao. As bases práticas de seus atos encontram-se nos manuscritos de Loyola e o sumo-sacerdote Esdras (cf. Livro de Esdras, capítulo VII, versículos 12 ao 28), respectivamente os exercícios espirituais. “A massa sempre pede o pão de cada dia e distrações. Não se pode esperar conquistar hoje essa massa. O que é necessário é selecionar cada um dos escolhidos, no âmbito geral de uma nova casta de líderes dirigentes, de homens e mulheres conscientes do Senhor Justo... que não se deixem guiar pelos interesses monetários”. A existência de verdadeiro líder, do teórico, do organizador e do orientador é o mais raro fenômeno deste país para o mundo. Quando isso se dá em um Homem, trata-se de um gênio de bondade por inteiro. É tão somente os aspectos de manifestação do Espírito para a prática de misericórdia, e nunca genocídio. Em 1595, além da condenação a vários castigos mais de 29 mil estrangeiros, entre os quais centenas de brasileiros, os judeus judaizantes João Fernandes das Heras, Francisco Rodrigues, João Nunes e Pedro Contreiras; em 1605, chegou o momento de Gregório Dias, Diogo Lopes de Vargas e Duarte Henrique. Ao narrar esses e outros fatos históricos ocorridos na América do Sul, o admirável escritor peruano Ricardo Palma chega a exclamar: “Mala suerte tenion los portugueses com la Inquision de Lima!” (cf. “Anales de la Inquicion de Lima, pág. 24, ano 1897, 3ª ed. de Madrid). Em 1625, Diogo de Andrade, João da Cunha Noronha e Manuel Nunes de Almeida. Esse tal Diogo de Andrade era o que hoje se compreende um indivíduo perigoso; já tinha sido detido e punido pelos inquisidores da cidade do México por vários delitos que cometera; SEU VERDADEIRO NOME ERA DAVID E DIZIA-SE DESCENDENTE DE ABRAÃO. Dessa vez, foi queimado como estrangeiro relapso. (Op. cit. págs. 113-114). Em 1639, continuando o imenso território brasileiro habitado dos indígenas sob o regime do parlamento imperial de Portugal ligado à Espanha, descreve o cronista Pelliza y Tovar que as autoridades espanholas se apoderaram de uma vastíssima correspondência cifrada, e destinada a todos os judeus portugueses, pela qual descobriram que AS SINAGOGAS DA AMÉRICA DO SUL ESTREITAVAM ÍNTIMAS CONEXÕES COM AS DA HOLANDA. (Vide as obras de Dom Fernando de Montesinos, “El castigo de los portugueses”; Ricardo Palma, op. cit. páginas 34 e seguintes.) O fito dessa correspondência e ligação era A DESTRUIÇÃO EMINENTEMENTE POLÍTICA DO IMPÉRIO COLONIAL LUSO CASTELHANO PELA CONQUISTA E DESAGREGAÇÃO, sendo os agentes secretos e diretos do plano elaborado dos países marítimos protestantes: Holanda e Inglaterra – os puritanos. Os Kahals forneceriam subsídios e fomentariam as traições e espionagens. Este plano estratégico psicossocial  judaico haverá para sempre e a intencionalidade visará a destruição eminente política do reinado dos estadistas unidos, desde a Contra-Reforma e a Reforma do catolicismo, até atingirem os de nacionalidade islâmica. Trata-se de um sonho presente! Naturalmente, a Inquisição dessa época teve de proceder com o maior rigor contra os aliados do judaísmo em todo o Ocidente, irradiando-se pela América Espanhola, seguindo o caminho dos peruleiros, contrabandistas de prata. As redes inquisitoriais colheram nessa grande conspiração de caráter internacional avultado número de cristãos-novos e judeus lusos: João Rodrigues da Silva, Diogo Lopes da Fonseca, João Azevedo, Luiz de Lima, Rodrigo Vaz Pereira, Sebastião Duarte, Tomás Quaresma, Domingos Montesid, Simão Osário, Francisco Vasques, Luiz Valência, Pedro Farias, Rodrigo de Ávila “O Moço”, Manuel Gonçalves, Antonio Cordeiro, Antonio Brasileiro da Costa, Amaro Diniz, Bartolomeu Leão, Henrique Nunes de Espinhosa, Henrique Lourenço, Francisco Mendes, Francisco Luiz Árias, Francisco Montesinos, Francisco Fernandes, Fernando Espinhosa, Fernando Esteves, Jerônimo Azevedo, Gaspar Fernandes Coutinho, Jorge Silva, Gaspar Nunes Duarte, Luiz Veiga, Manuel da Rosa, Manuel Álvares, Melquíades dos Reis, Manuel Matos, Mateus Henriques, Pascoal Dias, Mateus da Cruz, Pascoal Nunes, Paulo Rodrigues e Tomás de Lima. A enumeração destes 40 réus é fastidiosa, mas serve para mostrar, além da importância da trama sinagogal descoberta nas cartas em chave dirigidas aos judeus portugueses, que a legislação manuelina, permitindo aos conversos o uso dos nomes dos cristãos-velhos lusitanos, fez com que a rafaméia judaica se embiocasse neles, a fim de passar desapercebida. Além desses 40 nomes, figuravam ainda listado um tal João da Costa, judeu que, conforme acusa o processo, já nascera no Brasil. O cirurgião Francisco Maldonado da Silva, filho de judeus-portugueses, nascido em Tucuman, que o escritor Ricardo Palma classifica “o mais notável judeu que houve no Peru”. (Op. cit. página 39); era o orientador que liderava a todos, sendo considerado pelo alcunha do Capitão Grande, verdadeiro oráculo da religiosidade hebréia; Manuel Batista Peres, velho negocista e contrabandista, possuidor de várias minas de prata do território alheio, cuja fortuna era, nessa ocasião, calculada em meio milhão de pesos; esse contrabandista morava em Lima no famoso Paço até hoje conhecido pelo nome de “Casa de Pilatos”, e que podia, com comparável coerência, ser chamado o Imperador dos Peruleiros. De resto, perseguidos que foram pela impiedosa Inquisição Limenha, os judeus portugueses descambaram para o Rio da Prata e daí seu afluxo a Tucuman, centro daquela vida interiorana, e a Bueno Aires, núcleo da vida exterior. Vimos qual terá sido sua invasão pelo avultado contingente deles que, já no meado do século XVIII, existia nesse território argentino. Na linguagem colonial platina se conservou a memória dos castelhanos de antigo tronco racial, diferentemente do tronco racial dos lusitanos; os castelhanos descendem dos conquistadores germânicos da Península, chamados GODOS, em contraposição aos CRIOULOS, que eram nascidos na terra, e aos MARRANOS, que eram quem ficamos agora conhecendo. (cf. Padre Luiz Gonçalves dos Santos, “Memória do Reino do Brasil” Imprensa Régia, Lisboa, Ano de 1825, tomo I, página XXXV, in nota: “Espanhóis, franceses e ingleses tratam os filhos dos europeus, porém, nascidos na América, de crioulos; somente os portugueses é que souberam aplicar devidamente o nome de crioulo, que no idioma Latim se diz verna (isto é, escravo nascido na casa de seu “senhor” ou nela criado desde pequeno”.) Nessa designação poreja a diferença étnica do descendente ariano, camita e semita judeu e o árabe, que o a burguesia, ainda hoje, põe em foco. O problema é muito mais antigo e mais profundo do que acham os ignorantes e os mal-avisados homens dos poderes constituídos. Os bandeirantes paulistas também haviam continuado a buscar o Oeste do Brasil em novas e audazes estradas pelos sertões. Lançaram-se ainda com destino ao Norte, fundando as primeiras fazendas de gado do Estado do Piauí e os primeiros estabelecimentos agrícolas do Estado do Maranhão. Na segunda década do século XVIII, Bartolomeu Bueno, o Anhanguera, encontrou as minas de ouro do Estado de Goiás, enquanto coube a Pascoal Moreira Cabral as de Cuiabá, cujas riquezas, “arruinando o Estado Nação, iam pejar os cofres estrangeiros”. (cf. General Abreu de Lima, “História do Brasil”, página 155.) Depois do Oeste e do Norte, os bandeirantes paulistas rumaram para o Sul, onde, no fundo dos vastíssimos Pampas verdes, as reduções jesuíticas erguiam faustosas igrejas e colégios de pedra. Para lá chegar, era necessário transpor os campos de Vacaria, onde percorriam os indígenas cavaleiros preando gados bravios. Era ali o caminho dos conventos de que fala Cristovam Pereira, por onde já se arriscara o paulista Manuel Mendes, em contato com os índios e os castelhanos. Os jesuítas, chamados “soldados de Cristo” procuravam ganhar terras, estendendo-se para a região Norte, pelo interior; os paulistas descambavam pela região Sul, avançando ao seu encontro e também tomando o caminho do litoral. O núcleo de Laguna, fundação dos Brito Peixoto, tornou-se um foco de irradiação bandeirante; a feira de gado de Sorocaba, outro. O choque entre bandeirantes e padres repercutiria, depois, nas órbitas oficiais dos representantes do império dominante, traria guerras psicológicas, até mesmo a ação de genocídio e viria até os dias atuais com o litígio das Missões, em um dos pontos nevrálgicos da política atual do continente. Os dois avanços determinaram para sempre um acúmulo de enormes ocorrências históricas, por uma imposição do regime financeiro internacionalmente que, ainda hoje, vigora. No meio dos avanços aqueles judeus refugiados do Peru vieram infiltrar-se com o único fito de ganhar ainda mais dinheiro facilmente. Mas por que o governo imperial obedeceria a imposição financeira internacional? Porque para chegarem os indivíduos religiosos ou não a ser governo, desfrutar de imunidade, fizeram acordos de interesses pessoais, receberam valores fabulosos de agentes secretos do sistema internacional. Integram-se a esse conflito social os novos grupos emergentes (burguesia) com as principais Reformas, ao conflito político entre as realezas e a igreja predominante, em aliança desde o Cisma do Ocidente (1378-1417), na desmoralização da autoridade papal e os métodos do Tribunal do Santo Ofício. Segundo as notícias úteis à coroa imperial Portuguesa e suas conquistas”, toda a superfície territorial  do Brasil Colônia, compreendido entre o Rio Grande e o Paraguai chamou-se, nas últimas décadas do século XVII, “País dos paulistas”. (Contas dos Anais da Biblioteca Nacional”, doc. nº 1.981) Aqueles judeus vindos refugiados da cidade peruana, haviam penetrado no “País paulista” desde 1614. (cf. Escragnolle Taunay, “Na Era das bandeiras”, página 91.) De 1620 a 1640, as bandeiras ferozes rodopiaram pelas jurisdições do Guaíra, de Xeres e de Vila Rica, dentro do próprio Paraguai, causando a ruína de 22 missões guaranis. (Vide a obra de Alfred de Brossard, “Considerations sur les Républiques de la Plata”, Guillaumin, Paris, Ano de 1850, página 34). No subconsciente dos conquistadores piratininganos, palpitava o sentido da necessidade de pôr uma barreira natural de permeio às possessões das coroas imperiais rivais: grande serra ou grande rio. Daí o anseio de alcançar a cordilheira do Maracaju e o Apa, por dentro, o estuário do Prata, por fora. A posse do Rio Grande, reconhece um jovem sociólogo de talento, é uma outra questão de vida ou morte para a conquista lusa. (cf. Jorge Salis Goulart, “A formação do Rio Grande do Sul”, Livraria do Globo, Porto Alegre, 2a ed., Ano de 1935, página 161.) Essa necessidade expressa o pedido da Câmara da Laguna para a vinda de casais açorianos, a fim de ser povoado mais essa porção do território. Vieram primeiramente 160, entre agricultores e católicos, gente sedentária, trabalhadora e profílica que vai permitir a existência de UMA BASE POVOADA NA CONSTANTE FLUTUAÇÃO DAS FRONTEIRAS, BRASILE PARAGUAI, A QUAL ACABA SENDO A LINHA DO RIO PARDO, eixo de sustentamento da possessão do Rio Grande. Eis aí se descreve, ainda hoje, a comercialização clandestina entre as caravanas de brasileiros, naquele território paraguaio, até as transações dos veículos roubados cá e negociados com aquela gente ilegalmente. Ainda a mesma necessidade  levava os judeus portugueses à fundação de um estabelecimento comercial à margem esquerda do Prata, um tanto esquecida dos espanhóis, a fim de assegurar futuramente sua posse no território alheio. Esse marco estendido para o extremo Sul batizaram de Colônia do Sacramento, destinada ao controle da embocadura do Prata e a concorrer com Buenos Aires, fundada por Garay na margem fronteira. (cf. Alfred de Brossard, op. cit., páginas 34-35). A importância daquela foz era muito grande. Servia de entrada para todo o comércio das possessões espanholas meridionais e centrais, e de escoadouro para os seus produtos. Ali se poderia erguer um magnífico empório, no futuro. Se a coroa imperial portuguesa houvesse cuidado de povoar com certa rapidez as terra dos indígenas naturais compreendidas entre a linha riograndense e a margem oriental platina, o Brasil hoje se debruçaria sobre as águas turvas do grande rio. Os estudantes realmente brasileiros devem exigir da administração direta do Ministério da Educação do país o estudo profundamente as obras históricas de nossos vizinhos espanhóis, ler todos os seus documentos alusivos a descoberta do território brasileiro (1500 a 1889). APRENDERÃO A CONHECER MELHOR A VERDADEIRA HISTÓRIA GERAL DO BRASIL e a amá-lo de verdade. (cf. Gustavo Barroso, “O Brasil em face do Prata”, 2ª ed., Biblioteca do Exército, Ano de 1952, páginas 92 e seguintes). Fundada a Colônia do Sacramento no ano de 1680, notamos uma faina desusada no sentido de se abrirem estradas desde a região Norte para o Sul do país. Entretanto, estabelecido o presídio do Rio Grande, em 1737, o caminho marítimo toma uma predominância enorme sobre o terrestre. (cf. Jorge Salis Goulart, op. cit. página 161 in nota.) Foi isso, sem dúvida, o que mais contribuiu para que, com o tempo, perdesse o Brasil toda a região em que OS INDIVÍDUOS POVOADORES AMEDESCENDENTE E AFRODESCENDENTE NÃO PENETRARAM EM MAIOR QUANTIDADE. Todavia, não era possível deixar de compartilhar a insuspeita opinião de Bermejo, de que o luso-brasileiro “foi sempre uma sentinela vigilante, que esperou sua hora com paciência e cautela”. (cf. Antonio Bermejo de la rica, “La Colonia del Sacramento”, Madrid, Ano de 1920). Em 1676, o Papa Inocência XI criou o bispado do Rio de Janeiro, construído gratuitamente pelas mãos dos heróis negros de matrizes africanas, e lhe deu jurisdição até o Prata. (cf. Fernando Nobre, “As fronteiras do Sul”, São Paulo, Ano de 1922.) Dois anos depois, o governador do Rio de Janeiro, Dom Manuel Lobo, recebeu instruções de El rei para fundar um estuário platino. Passaram mais dois anos e, em 1680, eram lançados os alicerces do ousado baluarte que “deu origem a tantas guerras e mortes dos amedescendentes e afrodescendentes, os quais foram mortos por criminosos de guerra infiltrados no território alheio, a tantas intrigas, a tantas transações ilícitas feitas e desfeitas, a tantos gastos supérfluos, e a tantos cuidados, como denuncia o historiador Varnhagen. O baluarte fora destinado a “palestra das armas”, assegurou um cronista coberto de razões. (cf. Simão Pereira de Sá, “Nova Colônia do Sacramento”, Lisboa, Ano de 1737). A fundação da Colônia despertou os zelos do governador de Buenos Aires, Dom José de Garro, que pediu reforços ao vice-rei do Peru e mandou sitiá-la por Dom Antonio de Vera Mojica, o qual a atacou depois de renhida batalha. (cf. Francisco Bauzá, “História de la dominación espanhola en el Uruguay”.) A metrópole, porém, não quis assumir a responsabilidade do feito e mandou restituir a praça aos “portugueses” em 1683. Nesse ínterim, Dom Manuel Lobo, governador do Rio de Janeiro morrera prisioneiro em Buenos Aires. Um dos seus principais companheiros políticos, Jorge Soares de Macedo, fora seqüestrado para Lima, onde ainda esteve em 1628. (Vide os “Anais da Biblioteca Nacional”, doc. nº 1.485.) Eis ai se descreve uma prova evidente que as RELAÇÕES EXTERIORES EMINENTEMENTE INTERNACIONAIS ENTRE O PRATA E O PERU ERA SEGUIDAMENTE ESTREITAS. De Lima vinham as ordenações e esquemas táticos de auxílio para o genocídio inevitável; para aquela cidade peruana enviavam os agentes do Santo Ofício apenas os prisioneiros de marca notória. Foi este o prólogo de uma hedionda tragédia eminentemente política, nascida desse pomo de discórdia, plantado no limite que, aliada a Suprema Providência, a Natureza como que traçara para o Brasil atual e para os grupos fenótipos que tornaram à vida na existência terrestre.   A DECADÊNCIA DA RAÇA PRIMEVA   Os estudantes brasileiros passam a compreender melhor os diversos fatores históricos e a Causalidade que concorreram para a decadência e, por conseqüência, a extinção das raças dos povos tribais genótipos de origem do tronco tupi primitivo, daquela ERA PRÉ-HISTÓRICA OU PRÉ-CABRALINA: causas de moralidade do ponto de vista do período colonialista, cósmicas (cataclismos), biológicas, etc, etc, etc. Porém, aquelas civilizações – toda a documentação investigada, todos os códigos, todo o ensino avançado daquela mais antiga tradição da descendência origina Ameríndia o atestam sua autenticidade – eram adiantadíssimas, sob todos os aspectos de manifestação. Foi, portanto, uma povoação desta América do Sul, os tupinambás, os tupi-guarays – já em sua derradeira fase cíclica de acentuada decadência da raça dos indígenas, mas ainda com os evidentes vestígios transmissíveis ao Sangue do Brasil atual de uma avançada miscigenação-, que se enraizaram no solo brasileiro, e anteriormente a descoberta histórica do reinado dos estadistas estrangeiros. As suas concepções incipientes, os seus sinais hieráticos, o seu idioma sagrado polissilábico, sua mítica, enfim, sua Teogonia, eram de inigualável pureza íntima e de muito mais elevação culturalmente espiritual. E a prova insofismável disso se encontra a sua linguagem – o Nheengatu, o idioma sagrado polissilábico, ainda hoje, falado por alguns poucos índios existentes dentro da floresta Amazônica, conforme o repórter da rede Globo Mário Lozecan foi encontrá-los, em nosso tempo, nesta década de 90. Trata-se de uma linguagem-raiz, polida, trabalhada através dos milênios. Dela derivam os vários idiomas considerados antiqüíssimos: o grego; egípcio, o pérsico, o hebraico, o latino, etc. Verificava-se, então, embasado naquele idioma sagrado uno, e, por dentro de sua Teogonia primeva toda pureza de suas concepções alusivas a Providência Divina, em tudo localizado na vivência planetária; indubitavelmente a povoação originária do tronco tupi é, sobretudo, uma civilização monoteísta. Em princípio, reverenciavam o Espírito, acreditavam na sua predominância ímpar, na alma imortal, e no Todo-atrativo Tupan, chamado o Pai Supremo de todos os demais espíritos localizados dentro dos corpos físicos, habitados no mar e sobre a terra. Em verdade, Espírito é Deus (cf. Evangelho segundo João, capítulo IV, versículo 24.) “Toda pregação pecaminosa e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia assacada ao Espírito não é perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o filho do homem ser-lhe-á perdoado; mas se alguém proferir alguma palavra contra o Espírito, não lhe é isso perdoado, nem nesta existência terrestre nem na existência no mundo celeste”. (cf. Evangelho de Mateus, capítulo XII: 31-32). Todos os protestantes passaram a ter medo pelo delito praticado! Isto posto, preliminarmente, se descreve a intencionalidade com que muitos líderes religiosos das varias seitas sectárias espalhadas internacionalmente, estão cometendo a pior ação delituosa em nome do Espírito Santo, que não sabem quem ele é. “Ninguém jamais viu a Deus”. (cf. João, capítulo I, 18). Significa dizer que ninguém jamais viu o Espírito; o Cristo Unigênito, que está localizado no seio do Pai, é quem o deu a conhecer. Nesse sentido, “eu verei a Deus e o contemplarei com a visão da alma imortal”. (Jó, capítulo XIX, 26). Evidentemente, a linguagem sagrada e eufórica, a qual tinha relação com certos fenômenos naturais era originária do idioma primevo “Abanheenga”, ABA, que quer dizer Pai; NHEEN, quer dizer língua; GA, quer dizer alma. Era, pois, a língua sagrada de enunciação Tupan. TU equivale dizer ruído, estrondo; PAN, que significa o som expressivo da Providência, o trovão da Divindade, o ruído estrondoso feito por Aquele que trabalha sem cessar. Tupan é, portanto, o Controlador Todo-atrativo, o Manipulador Supremo (isto é, Aquele que manipula as Leis imutáveis da Natureza, bem assim coloca em plena atividade os oito elementos da natureza: fogo, água, terra, ar, éter; eu psicológico, mente e inteligência. A civilização da indiada considerava-o, sem nenhuma dúvida, O DIVINO CONSTRUTOR OU CRIADO INCOGNOSCÍVEL. Foi e é odiado por todos os protestantes! Mas a povoação indígena primitiva  venerava a Trindade Sagrada através da manifestação das divindades, sendo: Guaracy, o deus do Sol; Yaci, deus da Lua; Rudah, o deus que preside o Amor, os três como a tríplice manifestação do Espírito de justiça e misericórdia. Esse fenômeno tríplice, segundo o conceito teogônico da mais antiga tradição do tronco tupi, deu nascimento a primeira humanidade deste território, chamado Brasil na atualidade. Porém, não foi somente aí que tais espíritos, ou sejam, as almas imortais ficariam habitadas. Com o decorrer dos milênios, ocorreram migrações para outras plagas, a priori para as Américas continentais, para as posteriores Ásia, a Mesopotâmia e para as matrizes africanas primitivas. A civilização ameríndia da América baseava-se na tradição teogônica Tuyabaé-Cuaá-a. Sabedoria intemporal dos mais antigos “Payé”, o que quer dizer o Pajé ou sacerdote da povoação dos indígenas. Era devotada ao Culto de Muyrakitan ou Murayrakitan, vocábulo oriundo da língua  matriz Abanheenga, e que equivale dizer que SOMENTE O DEUS TUPAN É QUEM DISPÕE DE PODER ATRAVÉS DO CULTO DOS ANCESTRAIS TUPINAMBÁS E TUPI-GUARANIS. Murayrakitan – decompõe-se assim: MURA, que quer dizer mar, água; YARA, que significa a Senhora, ninfa ou deusa do mar; KITAN, que significa a flor ou pétalas de rosa. Portanto, podemos interpretar corretamente assim: A DEUSA QUE FLORIU DAS ÁGUAS DO OCEANO, SENHORA NASCIDA DO MAR, NINFA DO BRASIL ATUAL. Os índios naturais veneravam respeitosamente esta ninfa dos nativos caboclos, a quem dedicavam o culto de Murayrakitan, que era velado aos homens. É verdade, quanto mais selvagem for a povoação tribal ameríndia e mais aliada próxima da Natureza, melhor ela a compreende e será melhor compreendida, pela simples razão que a ambas estão estreitamente próximas da língua matriz da gênese humana, e com a simplicidade ímpar. A língua matriz que o “homo sapien” conheceu foi a língua muda. Não podemos imaginar outra sem admitir nela a infusão do verbo Divino, isto é, a Providência, a Palavra de Deus. Portanto, aceitando-se a existência de similar infusão em todas as outras ciências experimentais, o próprio fato demonstra a sua falácia. Neste sentido, a Providência Divina dá apenas os princípios de todas as coisas criadas, competindo ao homem desenvolvê-los. Evidentemente, o homem é um grão ou uma semente da Providência Divina que se desenvolve culturalmente pela ação e reação dos seus órgãos dos sentidos. Tudo nele é inato, tudo. O que o homem percebe da atração exterior não passa das suas idéias imaginárias, não sendo tais idéias propriamente ditadas. Trata-se de alguma idéia plantada, que dá pensamentos, assim como uma roseira dá rosas. Uma e outra têm necessidade de reação. Portanto, embora, ao nascer, o homem tenha recebido uma centelha do Verbo Divino, ele não traz consigo para a existência terrestre uma língua inteiramente formada. O homem contém em si o princípio da palavra sonora em potencial, mas não em processo de realização. Para emitir algum som ou ruído, é preciso que ele possua sentido de expressar, que tenha desejado intensamente, pois trata-se de uma das mais difíceis operações linguísticas do seu entendimento. Enquanto vive isolado e é puramente instintivo, o homem não fala, não sente sequer a necessidade da palavra. Mergulhado num mutismo absoluto, ele se satisfaz com isso. Diante desta exposição incontestável, tudo o que incomoda a sua audição é o ruído sonoro, a palavra, Aumbhandan; o homem não distingue os sons ou palavras como tais, mas com perturbações que não provocam nele, inicialmente, atração ou temor, conforme despertem a idéia imaginativa de prazer ou de dor, análogas a todos as suas outras sensações. Portanto, prosseguindo nesta comparação das idéias, que é muito justa. Uma árvore, por exemplo, a macieira, quando ainda nova, não produz fruto algum, nem o cultivador lhe pede nenhum, porque sabe que sua importância e utilidade maiores exigem uma elaboração mais longa e tornam sua espécie menos precoce. Mas chegado o tempo da colheita, o cultivador a faz, e cada estação que a renova deve aumentar-lhe a quantidade, se a bondade da árvore responde à bondade da cultura. Ora, o que a cultura é para a árvore, a civilização é para o homem. Sem a cultura, qualquer uma planta abandonada a uma natureza enfraquecida só produzirá flores simples e sem beleza ou frutos leitosos ou resinosos, insípidos ou azedos e, freqüentemente, venenosos. Sem a civilização, o homem, entregue a uma natureza madrasta, severa para com ele por não reconhecê-lo como seu filho, só desenvolverá faculdades cruéis, mostrando apenas o caráter ou Destino de um ser vivo deslocado, sofredor e, quando atacado, feroz, ávido e infeliz. Deste modo, tudo no selvagem depende da civilização, mas nunca o genocídio. É, portanto, sobre seu estado social que se apóia a edificação da sua grandeza. Neste sentido, se o homem não é, antes de tudo, senão um poder embrionário que a civilização deve desenvolver, de onde lhe advirão os princípios dessa cultura indispensável? Respondemos que virão dos dois outros poderes: Providência e Destino aos quais ele deve e pode se manter aliado e dos quais deverá se tornar o TERCEIRO PODER DO UNIVERSO, conforme a tradição primeva do Sistema Aumbhandan ou conforme a codificação sistêmica Tuyabaé-Cuaá dos mais velhos Payé da povoação ameríndia. A Providência é a porção soberana e inteligente da Natureza – a Natureza naturante. O objetivo da Providência é a perfeição da alma em todos os seres vivos da gênese humana, e  esta perfeição incontestável ela obtém do Deus Todo-atrativo. O homem é a porção embrionária do verbo Divino que a Providência semeia na fatalidade do Destino para converter essa fatalidade e dominá-la através da vontade desse ser vivente meridiano. Tu És Aquilo!!! O Destino é a porção inferior e instintiva da Natureza – a Natureza naturada. Damos à sua ação propriamente dita o nome de fatalidade e a forma instintiva pela qual ela se manifesta chamamos necessidade. É esta fatalidade que está diretamente sintonizada com a Causalidade, isto é, ligada a causa e efeito Kármico. Os reinos da natureza elemental, mineral, vegetal e animal são o domínio do Destino, isto é, tudo ali acontece de um modo fatal e inevitável, segundo as leis imutáveis previamente determinadas. O Destino não causa o princípio de nada, mas apodera-se dele, desde que lhe seja dado, para dominar-lhe as conseqüências. É pela simples necessidade dessas conseqüências que o Destino influencia o porvir do homem ou do país e se faz sentir no presente, porque tudo o que possui como propriedade sua está registrada no passado. É JUSTAMENTE POR ISSO QUE CHAMOU-SE OUTRA VEZ À EXISTÊNCIA NO BRASIL ATUAL O SISTEMA AUMBHANDAN ATRAVÉS DO ORGANISMO DE ENTRONIZAÇÃO EMINENTEMENTE SOCIAL, POLÍTICO E RELIGIOSO, A SABER: CRUZADA DOS MILITARES FIÉIS UMBANDISTAS DO BRASIL ACIMA DE TUDO. Muitas almas viventes remanescentes da raça vermelha, outrora, que enfraqueciam obscuramente nos cumes das mais elevadas montanhas da América do Sul sobrevivem à horrível catástrofe que os antigira, ocorrida no Planalto Central Brasileiro, em pleno “Baratzil”, quer dizer o território ameríndio da América. Os Amedescendes, os quais tinham sofrido a partir das ocorrências históricas do Brasil atual, se expandiam outrora em todo o hemisfério ocidental da América. É notável encontrar-se na América do Sul termos etnográficos ou geográficos com o prefixo “Kar” ou “Car”. O oceano que banha ao Norte as plagas sul-americanas tem o nome de Karaíba ou Caraíba, e suas ilhas eram habitadas ao tempo de Cristovão Colombo pela povoação tribal dos caraíbas. Na atualidade, eles ainda povoam com os “caras” a república de Honduras. A cidade mais antiga de Venezuela, sua capital, ainda hoje, tem o nome Caracas e prefixação geográfica “Car”. Isso porquê? Segundo o escritor Candido Costa, “As duas Américas”, antes da expedição de Cabral, diversas outras expedições  estiveram para além de Gibraltar. Os Fenícios aventuraram-se em sua navegação pelo oceano Atlântico, do mesmo modo que os Cartagineses. As viagens comerciais dos cárias conduziram à colonização das Antilhas e do litoral setentrional da América do Sul. As narrações do professor L. Scwennhagen e do historiador Varnhagen revivem este assunto. Recomendamos sobretudo aos leitores que investiguem a obra “Antiguidade da navegação do Oceano”, vol. IV, o artigo dos Anais da cidade de Pará, Ano de 1905 e a “Antiga História do Brasil”, do professor L. Scwennhagen. O historiador E. O. de Thoron assegura ter descoberto provas evidentes da permanência dos cárias no longínquo Equador. Pôde constatar que uma dinastia Cária dominou outrora em Quito; que os cárias povoavam o litoral norte da América do Sul, sendo posteriormente assimilados pelas tribos autóctones equatorianas. Quem era esse Car? Um homem de estado notável, que celebrou alianças com vários países da Ásia Menor e Tratados de Comercialização. A mais célebre dessas foi a “união cariana” com a Fenícia e outros povos tribais contra o inimigo comum... A ação civilizadora de Car consistia na difusão de métodos aperfeiçoados de cultura, comércio etc. Diodoro considerava o governo imperial de Car como a verdadeira Idade de Ouro há história da Sociedade humana. Os cárias sob o impulso desse mago caldeu fizeram numerosas invenções e descobertas e seus navios sulcavam todos os mares então conhecidos, até nas costas brasileiras. O culto aos ancentrais instituído por esse governante não tinha nome específico, a não ser o termo primitivo “Pan”, as três iniciais sagradas que era a representação do Todo-poderoso do Universo. Coincidência ou não, tratava-se de homenagear o Deus Tupan! “Pan” manteve-se  no mundo inteiro até que decidiu o império de Roma suplantá-lo pelo culto ao Cristo da Galiléia antiga. Foi então que pronunciaram a memorável sentença: “O grande Pan (isto é, o Deus Tupan) morreu”. (cf. Alexandre Braghine, “O Enigma da Atlântida”, 3a ed., Irmãos Pongetti, Rio de Janeiro, Anod e 1963, página 152). O Deus Tupan ainda é, atualmente, reverenciado pela maior porção dos povos tribais dos países da América do Sul, não apenas no território brasileiro, pois jamais se poderia crer nessa pretensão hedionda do imperialismo de Roma destruir uma qualquer Divindade. Seu culto aos espíritos ancestrais de todos os milênios tem particular importância entre os fiéis aliados da Umbanda Integral, em todo território nacional, quiçá mundo inteiro. Atualmente, sustentam os brasileiros remanescentes Amedescendentes que o Deus Tupan, além da cultura teogênica Tuyabaé-Cuaá, deixou a todos os antepassados ensinamento alusivo a agricultura e o uso do fogo-princípio. O povo tribal do antigo império peruano representavam o Deus Tupan exatamente com as estátuas pétreas da Grécia antiga. Ao desembarcarem no território brasileiro os primeiros missionários do reino de Portugal, Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, conheceram por nome a índia Guaraciava, mãe dos dois filhos, Guarani e Tupinambá, o que demonstra claramente a união que existia entre os guaranis e tupis.   A OBSTINADA CONQUISTA DAS TERRAS E TODAS AS OUTRAS RIQUEZAS ALHEIAS   Durante o drama vivido pelos índios do Brasil séculos afora, estamos conhecendo só agora como foi infatigável a obstinação invasores estrangeiros sob o apoio do governo imperial de Lisboa, em conserva a conquista do território alheio. Aliás, fomos desde já, todos nós, os brasileiros nativistas, que a perdemos toda soberania de vez. Reconstruída e abaluartada em 1683, a Colônia prospera em benefício dos outros povos invasores e começa a inquietar ao governo de Buenos Aires. (cf. Fernando Capurro, “La CoLônia de Sacramento”, Montevidéu, Ano de 1928, página 19; Pedro Calmon, “História da Civilização Brasileira”, página 77.) Então, por isso, aquela assembléia dos cônegos pediu ao rei da Espanha a aplicação do castigo aos aliados de Portugal. O rei espanhol foi atendido e, em 1701, Felipe V, desejando obter as simpatias da corte lisboeta, cedeu os direitos que porventura tivesse sobre o território e a praça da Colônia. O mestre-de-campo, Dom Alonso Juan de Valdez Iclán, capitão-general das Províncias do Rio do Prata, quando nesse período a política mudou a obtenção de simpatias em guerra aberta, recebeu em 1703 ordem expressa para acometer a fortaleza lusitana. PASSA OS JUDEUS EXERCER DOMÍNIO E MANOBRA DOS PAÍSES PROTESTANTES, SOBRETUDO O REINADO DOS ESTADISTAS UNIDOS (R.E.U.) DA INGLATERRA CONTRA OS OUTROS POVOS DOS PAÍSES CATÓLICOS. Os aliados ao R.E.U. investigavam os súditos de Portugal e Espanha, (cf. Fernando Nobre, op. cit. página 29), ateando a guerra constante entre ambos, na Europa e nas Colônias, a pretexto da inobservância do Tratado de Metuhem, para o R.E.U. recolher os despojos. Nas Colônias transatlânticas que “buscavam estender-se uma a custa das outras”, O MODO COMO SEMPRE ROUBAM O BRASIL VERSUS PRATA, o holocausto se tornou mais impiedoso, depois que o “comércio se apoderou quase exclusivo e eminentemente da política do R.E.U., expandiu e engrandeceu materialmente todas as combinações”, (cf. Visconde de São Leopoldo, “Anais da Província de São Pedro”, 1.839); aumentaram as intrigas, conchavos, e corrupção ativa. Equivale dizer que são tais como eram os interesses comerciais judaicos no Brasil e nas demais Colônias, porque são esses, efetivamente, os estadistas que manobram a política no Ocidente, interviam na guerra, em torno do pomo de discórdia de Colônia. Saberemos oportunamente as razões. Não podendo resistir, por falta de munições e recursos, à investida inimiga, o governador da colônia Sebastião da Veiga Cabral, depois de “formidables y bravos combates”, (cf. Fernando Capurro, op. cit. página 25), viu-se obrigado a incendiar e a abandonar a praça. As armas espanholas conquistaram ruínas que a diplomacia espanhola iria perder em breve tempo. O Tratado de Utrecht, em 1715, teve por objetivo assegurar a restituição dos recursos e munições, de pleno direito, aos portugueses. Em 11 de novembro de 1716, de novo, sob os baluartes refeitos, tremulou ao vento a bandeira de Portugal. Outro período de prosperidade logo começou para aquela feitoria comercial e posto militar, em 1722, chegando sua gente a querer apoderar-se do sítio de Montevidéu, no ano de 1724. Em derredor da cidadela, desenvolvia-se a futura cidade, enriquecia pelo comércio e sobretudo pelo contrabando, (cf. Fernando Capurro, op. cit. páginas 27-28), aumentando mais sua população, em “viandeiros” do que em agricultores. (cf. Ferreira da Silva, “Terceira povoação da Colônia do Sacramento”, ed. de 1722.) Os “viandeiros” são os mesmos mercadores, mascates, forasteiros do gueto externo dos marranos, vistos em ação na Bahia, Minas Gerais, Recife e no Maranhão (onde foi executado o líder da rebelião maranhense, Manuel Beckman), enchendo-se de ouro “fosse como fosse”. O CONTRABANDO PRINCIPIARA NA COLÔNIA LOGO QUE CRESCERA A POPULAÇÃO COM OS JUDEUS REFUGIADOS DE LIMA-PERU, vindos de Tucuman e da outra banda do Prata, mantendo ligaçã
 


Última alteração em 05-22-2014 @ 12:55 am

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