Olá Visitante! Junte-se a nós! ou Entre para inserir uma História Militar.
[ Anuncie Já | Fórum | Blogs | Bate-Papo | Ajuda | Proposta ]
 
Página PrincipalPortal Militar Escute hinos e canções militares na Rádio do PortalHinos Fórum do Portal MilitarFórum Blogs Hospedados no PortalBlogs Converse no chat com militaresBate-Papo Videos do YoutubeVideo ArtigosArtigos AgendaAgenda Hotel de TrânsitoHotel Deixe um mensagem para todos do portal.!Fonoclama EntrarEntrar! Junte-se a nós!Junte-se a nós!
  Ir para Página Principal do Portal Militar
 
   
 
[ Todos as Histórias | Todos os Colaboradores | Os últimos 20 Colaboradores ativos ]

[ Dúvidas | Política de Publicação | Busca avançada ]

Usuários Colaboradores podem enviar Histórias Militares ou relacionadas, além de poder comentar as Histórias enviadas por outros usuários!
© Todos os direitos reservados aos seus autores. Esta material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização de seus autores. As opiniões expressas ou insinuadas nesta revista pertencem aos seus respectivos autores e não representam, necessariamente, as do Portal Militar.com.br ou de quaisquer outros órgãos ou departamentos do governo brasileiro.
 

 
Posse do Acadêmico Gen Domingos Ventura Pinto Junior no 1o BPE em 23 ago 2002
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-03-2006 @ 10:12 pm
 

 
ORAÇÃO DE RECEPÇÃO DO NOVO ACADÊMICO

Por Professor Flávio Camargo

Correspondente da Academia em Riverside Califórnia nos EUA

 Gostaria de iniciar a nossa oração de recepção ao novo acadêmico com algumas linhas de reconhecimento dirigidas a ele durante a campanha da Itália: 

“Louvo o Capitão Ventura pela apreciável capacidade de comando, inteligência, bravura e espírito de sacrifício demonstrados na ação de Fornovo, qualidades que o tornam um elemento valioso para a vitória do 6° Regimento de Infantaria, e que redundou na rendição da 149a Divisão de Infantaria Alemã, da Divisão Itália e da 90a Divisão Panzer”.

Esta citação faz parte do último elogio individual do Capitão Ventura, feito por seu comandante ainda nos campos de batalha da Itália e nos dá uma clara visão do soldado-cidadão em que se tornou.

Sua atuação na Força Expedicionária Brasileira também foi reconhecida através de várias condecorações, entre elas a Medalha da Cruz de Combate de 2 a Classe e a sua inclusão na Ordem do Mérito Militar, no posto de Capitão. Sempre modesto, costuma dizer no seu jeito simples:

            “Não fui herói de coisa nenhuma! ”. Entendemos o seu senso de dever, mas com o devido respeito, nós discordamos. Antes de sua participação na 2ª Guerra Mundial, o Capitão Ventura já era um veterano de combate pois, ainda na Escola do Realengo  havia lutado contra os revoltosos comunistas, que em 1935 tentaram sublevar Escola de Aviação Militar, e seu pelotão foi o responsável pela prisão dos líderes da revolta.

Atuou durante 13 meses na Força Expedicionária Brasileira e, quando retornava, foi chamado na sala de armas do navio transporte Gen Mann, onde recebeu um encargo que iria transformar a sua vida e ditar o seu destino.

Em  presença de vários oficiais, o  General Zenóbio da Costa colocou em seu braço esquerdo o primeiro braçal da Polícia do Exército em tempo de paz. Este gesto deu início, simbolicamente, ao processo de estruturação e de consolidação da Polícia do Exército Brasileiro, conduzido posteriormente pelo Marechal Euclydes Zenóbio da Costa e pelo seu ajudante-de-ordens, major Ventura.

A história e a missão da Polícia do Exército Brasileiro se confundem com a vida e o sonho do Marechal Zenóbio. Entretanto, o criador da PE deixou-nos um fiel seguidor que deu continuidade ao trabalho de divulgação e de consolidação da Polícia do Exército.

Este senhor, que na vitalidade dos seus 88 anos e no peito coberto de condecorações, representa um exemplo de soldado, de admiração e de respeito ao seu comandante-amigo General Zenóbio, a sua Polícia do Exército e acima de tudo, de amor à Pátria.

Este senhor, nosso novo acadêmico, o General-de-Divisão, Domingos Ventura Pinto Júnior, Ex-combatente da FEB, Ex-Comandante da PE, teve toda a sua vida dedicada a Polícia do Exército e a divulgação dos feitos dos Ex-combatentes da FEB na Itália.

Incansável na sua jornada, o Gen Ventura se desloca pelo país inteiro para levar o conhecimento sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e de como surgiu neste conflito, a Polícia do Exército Brasileiro. Sempre gosta de frizar que o Brasil foi a única Nação Sul Americana a participar ativamente nos campos de batalha da Europa.

Para esse fim, tendo em vista o desconhecimento por parte considerável da população sobre o envolvimento do Brasil neste conflito e a ausência deste tema nos escolas do país, a Associação dos Ex-Combatentes vem promovendo, desde 1993, solenidades cívicas e com cerimonial próprio, a condecoração com a Medalha da Vitória.

A medalha vem acompanhada de um histórico, justificando os motivos que concorreram para a condecoração. A presença dos familiares e amigos dos agraciados tem permitido uma maior divulgação do desempenho dos brasileiros junto aos aliados nos campos de batalha da Itália.

Nestas ocasiões esta sempre está presente o espírito do Mal Zenóbio, através de seu fiel amigo Gen Ventura, formalmente como Vice-Presidente da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil-Seção Rio de Janeiro, e informalmente como o primeiro Policial do Exército brasileiro, em tempo de paz.

Para facilitar o seu trabalho de divulgação, iniciou sua carreira literária muito cedo, através de suas observações e anotações. Entretanto, somente em 1988, juntamente com o Gen Plínio Monteiro, publicou seu primeiro livro intitulado História da Polícia do Exército-PE, onde abordou a criação do embrião da Polícia do Exército Brasileiro, o Batalhão Marechal Zenóbio da Costa.

Em 1993, por ocasião da celebração do centenário de nascimento do Mal Zenóbio, produziu para a Academia Militar das Agulhas Negras uma monografia intitulada “Vida militar do Marechal Zenóbio da Costa”.

Em 1999, publicou o seu segundo livro em parceria com o Cel Murilo Toscano intitulado General Zenóbio da Costa e sua atuação, onde aborda a participação do Gen Zenóbio na revolução constitucionalista de São Paulo em 1932 , na 2ª Guerra Mundial e na Polícia do Exército, na guerra e no pós-guerra.

Não se dando por satisfeito, organizou recentemente o livro intitulado “A Polícia do Exército Brasileiro”, com o objetivo de resgatar um pouco mais a história da PE, e  de divulgar e de integrar os Batalhões e frações de PE espalhados pelo país e de caracterizar a recente participação de Pelotões da PE na missão de paz das Nações Unidas no Timor Leste.

Apesar de pequeno, o conjunto de sua obra literária é de grande valor histórico militar terrestre e de reconhecido significado para as futuras gerações. Não obstante, se considerarmos o envolvimento do Gen Ventura na revolução de 35, na 2ª Guerra Mundial e na Contra Revolução Democrática  de 64, quando era comandante do 1º BPE no Rio de Janeiro, veremos que se trata de uma testemunha viva da nossa história.

E por sua obra notável  decidiu a Academia de História Militar Terrestre do Brasil como ato de justiça na voz da História  eleger o Gen Ventura  para ocupar a sua cadeira Mal João Batista Mascarenhas de Morais, um patrono e soldado que dispensa apresentações e sobre o qual o novo acadêmico discorrerá.   

Em nome do Colégio Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, saúdo este jovem e promissor acadêmico e guerreiro incansável da preservação e da divulgação da memória histórica da FEB e lhe dou as boas vindas para este novo desafio na sua vida de militar-cidadão brasileiro.

Aproveito a oportunidade para parabenizar seus familiares e desejar ao Gen Ventura e a todos os acadêmicos uma boa luta em defesa da divulgação dos valores morais, culturais e históricos que moldaram e definiram a nossa nação.

Felicidades a todos e muito obrigado a Academia de História Militar Terrestre do Brasil pela distinção a nos concedida de representar e traduzir o seu pensamento nesta saudação ao seu mais novo acadêmico

ELOGIO DO ACADÊMICO GENERAL VENTURA A SEU PATRONO

Pelo Acadêmico Gen. Div. Ref. DOMINGOS VENTURA PINTO JÚNIOR

Excelentíssimos Senhores,

O presidente da notável Academia de História Militar Terrestre do Brasil, o Coronel de Engenharia e Estado Maior CLAUDIO MOREIRA BENTO, responsável pela minha indicação para tornar-me mais um de seus membros, é um profundo conhecedor da história militar do nosso Exército, desde a sua formação histórica. Escreveu em 1971 o livro “As Batalhas dos Guararapes, Análise e Descrição Militar”, além de artigo que resume os dois confrontos, o primeiro em 19 de abril de 1648, que alicerçou a Pátria Brasileira e plantou a semente do nosso Exército, e o segundo em 19 de fevereiro de 1649, em que o comandante batavo foi novamente humilhado e derrotado, pondo fim à presença holandesa no Brasil.

Durante a troca de prisioneiros e mortos dessa última batalha, o representante do novo Exército Patriota, o Capitão ANTONIO DIAS CARDOSO da 1ª Batalha, então Major ouviu do oficial holandês representante de seu derrotado Exército a seguinte frase:

–        “No próximo confronto com o seu Exército, obteremos a vitória, combatendo dispersos, como vocês combateram.”

No que retrucou o Major Dias Cardoso:

– MELHOR PARA NÓS, POIS CADA SOLDADO NOSSO É, NO CAMPO DE BATALHA UM CAPITÃO, ENQUANTO QUE CADA UM DOS VOSSOS EXIGIRÁ UM CAPITÃO A SEU LADO PARA COMBATER.

Dias Cardoso estabeleceu assim a diferença entre o Soldado Patriota, encaminhado à luta por motivos patrióticos e o mercenário engajado por dinheiro, ou por outros interesses.

Esse episódio está descrito no livro de autoria do Coronel Cláudio Moreira Bento. “As Batalhas dos Guararapes, Análise e Descrição Militar, em 1971”.

Esta vitória também definiu o destino do Nordeste brasileiro, conforme disse Gilberto Freire:

– “Nos Guararapes definiu-se a sangue o destino do Brasil, o de ser um só e não dois ou três hostis entre si.”

No dizer do Coronel Bento, e com ele estamos solidários, lamentavelmente não foi dada a devida importância a este evento decisivo para o futuro do Brasil, que, caso tivesse seu exército derrotado, outro destino teria. Maior ênfase foi dada ao período de 25 anos do domínio holandês.

São detalhes que despertam a curiosidade intelectual apenas de pesquisadores da história, como o meu amigo e colega Coronel Bento.

Essa primeira referência faço a esse exemplar soldado e historiador Coronel Bento, que me proporcionou a felicidade de integrar este seleto grupo e que aceitei com grande orgulho e emoção, convicto de que procurarei honrar a cadeira do meu chefe, orientador e amigo, Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, tendo ao meu lado historiadores militares extraordinários, como os Generais Carlos de Meira Mattos e Joaquim Vitorino Portela Ferreira Alves, meus colegas da turma de 1935 da Escola Militar de Realengo, o meu caro Tenente do 1º Batalhão de Polícia do Exército, ARIVALDO FONTES, hoje Coronel Professor, Presidente da Fundação Osório, e o notável General Jonas de Moraes Correia Neto, o soldado exemplar do Exército Brasileiro, o General PITALUGA, Ex-Combatente Comandante do Esquadrão Tenente Amaro, no Teatro de Operações da Itália, o General Tácito Teófilo Gaspar de Oliveira, o Ex-Combatente José Conrado de Souza, o Coronel Elber de Mello Henriques, Ex-Comandante do Regimento Tiradentes, do Coronel Ex-Combatente Amerino Raposo Filho, o General Engenheiro Militar José Carlos Amarante, o Engenheiro Militar Christovão de Ávila Pires e tantos outros companheiros que formam a elite de membros da Academia de História Militar Terrestre do Brasil. 

Lisonjeia-me, sobremaneira, ter todos os acadêmicos aqui presentes como colegas. No momento, passam-me pela mente, como um filme, cenas de históricos acontecimentos de um dos mais relevantes feitos da Força Expedicionária Brasileira — a que presenciei – a rendição da 148ª Divisão Panzer ALEMÃ e a DIVISÃO MONTE ROSA ITALIANA, aquela comandada pelo General Fretter Pico e esta pelo General MARIO CARLLONI, além de outras frações de Divisões e Unidades Militares Alemãs,  num total de 16.000 combatentes, com todo o seu material bélico e equipamentos militares e civis.

Cito este fato por constatar aqui presente um herói febiano e também meu amigo e ex-companheiro da antiga Escola Militar do Realengo, General de Divisão Carlos de Meira Mattos, então Capitão Comandante de uma Companhia de Fuzileiros do Regimento que venceu a dura Batalha de Montese, que durou quatro dias de intensos combates.

Sua presença neste evento representa expressiva honra para mim, para o Regimento Tiradentes, minha Unidade de origem e sua, nos Campos de Batalha da Itália, e, para esta Unidade Ex-Combatente que é o 1º Batalhão de Policia do Exército, Batalhão Marechal Zenóbio da Costa, que atuou corretamente na proteção e guarda dos prisioneiros e do material apreendido.

Do patrono da minha cadeira, o Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes não há palavras que já não tenham sido ditas para descrever suas virtudes. Mesmo antes da 2ª Guerra Mundial, em que Sua Excelência comandou a Tropa Brasileira da F.E.B. que tantas vitórias alcançou, contando sempre com o brilhantismo de seus comandantes da Infantaria – General Zenóbio da Costa – da Artilharia – General Cordeiro de Faria e da Logística – General Olímpio Falconieri da Cunha – assim como dos comandantes subordinados dos mais diversos escalões, já era ele um símbolo do Exército Brasileiro, comparado aos grandes vultos militares de nossa história. Isso devido às suas qualidades de verdadeiro soldado, cumpridor de ordens, exigente no cumprimento dos deveres, estrategista dos mais sensatos e inteligentes, protetor de seus subordinados, aos quais procurava conhecer profundamente. Grande Chefe que no IV Corpo de Exército e V Exército americanos era respeitado e ouvido com atenção sobre as operações militares.

Como meu comandante em 1935, na Escola Militar do Realengo, o Coronel João Baptista Mascarenhas de Moraes, em estado de vigília desde as 2 horas da madrugada do dia 27 de novembro de 1935 em sua casa na antiga Estrada Rio-São Paulo, próxima à Escola de seu comando, foi procurado nessa madrugada por dois oficiais da Escola de Aviação Militar do Campo dos Afonsos, para comunicar-lhe que alguns oficiais e sargentos daquela Unidade militar haviam iniciado um motim de caráter comunista. Imediatamente, o Comandante, Coronel Mascarenhas, deslocou-se com os dois oficiais para Escola Militar, onde se comunicou com o comando da Vila Militar, enviando para lá, os dois oficiais. Na sua Escola, os cadetes e militares que lá se encontravam em regime de prontidão mantiveram suas rotinas, uns dormindo e outros de serviço, por enquanto alheios ao que se passava. Era a Intentona Comunista, iniciada no Nordeste, continuando no Rio de Janeiro mas não logrou êxito, dado o espírito de disciplina e patriótico do Soldado Brasileiro.

O Comandante reforçou a guarda da Escola, não perturbou o sono dos cadetes e dos demais, mandou os responsáveis pelo depósito das armas e das munições (Arrecadação) a aprestarem-se nas providências de entrega do armamento e munição aos Pelotões de Cadetes que se deslocariam  para a interdição da Ponte Piraquara e  defesa da própria Escola Militar. Planejou a defesa inicial com os seus oficiais moradores nas proximidades, convocando os demais pelo telefone. Mandou acordar os cassineiros e preparar o café dos cadetes.  Às 3h30 da madrugada, determinou tocar alvorada, passando ordens ao oficial de dia para ir aos alojamentos verificar os preparativos dos cadetes e encaminhá-los ao rancho para o desjejum. Em seguida, atenderiam ao toque de reunião no 1º pátio, com o uniforme de instrução para receberem as ordens, e, partirem para os seus locais de cumprimento das missões que lhes seriam dadas.

Deslocamo-nos para a porta da ARRECADAÇÃO e lá encontramos o Cadete Meira Mattos, que nos esperava. O Comandante chamou-me para dentro da Arrecadação e disse-me com um fuzil na mão:

– Cadete, pegue esta arma com dois pentes de munição e acompanhe este sargento, pois o mesmo vai levá-lo até o pelotão de cadetes do 2º ano de Infantaria, o qual o Senhor deverá assumir o comando até a chegada do Tenente Brilhante para guarnecer a Ponte do Piraquara, na Estrada Rio-São Paulo, bem ali atrás da Fábrica de Cartuchos, para onde o senhor vai agora. Sua missão será impedir que qualquer veículo se dirija pela ponte até Bangu. O Tenente BRILHANTE dentro em pouco o procurará para assumir o comando e o senhor passará a ser o adjunto do Pelotão.

Disse ainda:

– VAI E SE GARANTA, POIS SERÁ AGORA UM DEFENSOR DA PÁTRIA. Cuidado, meu cadete!

Fiquei tranqüilo e orgulhoso, assumi o Comando do Pelotão, armei-o, municiei-o e determinei passo vivo para cobrir a distância até o objetivo e cautela para atravessarmos lugares sombrios do percurso.  Chegamos ao destino sem que houvesse qualquer incidente. Às 5 horas da manhã, passei o comando do Pelotão ao Tenente Petrônio Brilhante de Albuquerque, que nos deu missões mais precisas e setores a defender.

Belo trabalho do grande Chefe, Coronel Mascarenhas de Moraes, pois os seus cadetes aprisionaram, uma hora após, vários revoltosos que queriam atravessar a Ponte do Piraquara e os conduziram para a Escola Militar.  Constatou-se mais tarde que dentre os presos encontrava-se o Tenente Aviador IVAN GOMES RIBEIRO, um dos líderes da revolta na Escola de Aviação, nosso ex-companheiro da turma de aspirantes de 1934, acusado de ser um dos assassinos do seu companheiro de alojamento, Tenente Bragança, que estava sem sono e que na oportunidade lia um jornal.

Mesmo na minha imaturidade militar como cadete, impressionou-me no Comandante Coronel Mascarenhas de Moraes o seu sentimento do dever e ação de comando demonstrados naqueles críticos momentos, fato que o fez merecedor de reconhecido destaque na vitória dos legalistas sobre os revoltosos comunistas de 1935.

Esta é uma faceta, em detalhes, e por muitos desconhecida, da exuberante existência de nosso eterno Comandante. Muito me envaidece ter sido seu contemporâneo e participado como humilde coadjuvante e subordinado de seu heróico comando na Itália. Agora, a honra também de tê-lo como Patrono na Academia de História Militar Terrestre do Brasil.

Desejo, nesta oportunidade parabenizar o meu companheiro da Força Expedicionária Brasileira, Coronel GERMANO SEIDL VIDAL, membro desta notável Academia, que foi elevado à categoria de Acadêmico Emérito, e que por esta razão deixou-me a herança de sua cadeira, cujo patrono é o Marechal Mascarenhas de Moraes, cadeira essa que muito prezarei e honrarei, como foi pelo meu antecessor prezada e honrada, como excepcional militar que tantos serviços prestou na 2ª Guerra Mundial, no Teatro de Operações da Itália, e, como historiador autêntico escreveu o famoso livro “A GUERRA PROSCRITA”.

Da mesma forma parabenizo o primeiro ocupante da cadeira Mascarenhas de Moraes, General Carlos de Meira Mattos, sobre quem fiz acima as referencias de que é merecedor.

Encerro minhas palavras com emoção e grande regozijo por Deus permitir-me viver momento tão grandioso como este. Minha alma transborda de alegria, pois no ocaso de minha existência, recebo dos senhores o tônico revitalizante da alma e do corpo de poder dar início a mais uma fase de vida, aos oitenta e oito anos de idade. Mais ainda, a presença de todos os meus familiares, amigos, chefes e companheiros nesta cerimônia cívica, é também um incentivo para o meu trabalho. Obrigado a todos.

Ao meu eterno comandante, chefe, amigo e agora patrono, Marechal Mascarenhas de Moraes, MINHA SAUDAÇÃO MILITAR e o compromisso de que, ao receber mais esta missão, entendo que seja de Sua Excelência, como outras que já  recebera na antiga Escola Militar do Realengo e no Vale do Pó, na Itália,  saberei cumpri-la honrando os desígnios da insigne Academia que ora me integro.

E quando chegar o dia em que nos reencontrarmos, perfilar-me-ei, prestarei continência e exclamarei:

– MISSÃO CUMPRIDA MEU COMANDANTE. ÀS SUAS ORDENS!!

Muito obrigado.

 


Última alteração em 07-03-2006 @ 10:12 pm

[ Envie esta História para um amigo! ]

 
Comentar
Comentar
Veja mais
Veja mais
Perfil do usuário colaborador
Perfil do usuário colaborador
Envie uma Mensagem Privada
Envie uma Mensagem Privada