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Posse do Acadêmico Gen Ventura e comemoração do 199 aniversário
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-03-2006 @ 10:17 pm
 

 
POSSE COMO ACADÊMICO DO GEN VENTURA E COMEMORAÇÃO DO 199  ANIVERSÁRIO DE CAXIAS NO 1O BATALHÃO DE POLÍCIA DO EXÉRCITO 23 ago 2002    Hoje em sessão memorável neste 1o Batalhão de Polícia do Exército comemoramos o 199 o (centésimo nonagésimo nono) aniversario do Duque de Caxias patrono do Exército e de nossa Academia de História Militar Terrestre do Brasil ao evocar o significado de sua vida e obra tendo como porta voz oficial deste Batalhão.

Empossamos como o 3 o ocupante da  cadeira Marechal João Batista Mascarenhas de Morais , o acadêmico e historiador da Policia do Exército ,General Domingos Ventura Pinto Junior  que é um policial do Exército pioneiro e biógrafo do patrono deste Batalhão e seu amigo em vida o Marechal Zenóbio da Costa.

O novo acadêmico elogiou seu patrono de cadeira com aspectos originais bem como os acadêmicos eméritos que sucede, os historiadores e heróicos veteranos da FEB Gen Carlos de Meira Matos e Cel Germano Seidl Vidal .

O Gen Ventura foi recepcionado em nome da Academia pelo professor agrônomo Flavo Camargo co-autor do livro que ambos lançarão hoje  e um muito dinâmico e solidário sócio correspondente da Academia nos Estados Unidos onde faz estagio em universidade da Califórnia, o qual em parceria com esta presidência trabalha nos originais da obra 2002 –Os 175 anos da Batalha do Passo do Rosário , a maior batalha campal travada no Brasil .

Por impossibilidade de estar aqui presente interpretará  a sua oração o acadêmico júnior Luís Felipe Resende de Ávila Pires, que é  filho de nosso delegado aqui  no Rio o Eng. Cristóvão de Ávila Pires Júnior e que juntos dividem a cadeira General Francisco de Paula e Azevedo Pondé .E ambos descendentes diretos do ilustre Barão da Torre ,herói da libertação da Bahia e que recebeu a honra de ser o primeiro  titular do Império Brasil. Contamos com a participação na condução do cerimonial do acadêmico júnior  Henrique de Vasconcelos Cruz ,que divide a cadeira Mal Leitão Estevão de Carvalho com o acadêmico General de Divisão Paulo César de Castro. Cadeira que teve com seu primeiro ocupante o acadêmico emérito e vice presidente da nossa Academia de História, o Coronel Arivaldo Silveira Fontes e antigo  oficial  do acadêmico General Ventura neste histórico batalhão.

Hoje por oportuno  , e a  propósito da  difícil e talvez sem precedentes crítica conjuntura de recursos por que passa nosso Exército e brilhantemente ,abordada em artigos que reproduzimos em nosso Informativo Guararapes 34 que distribuiremos a mesa e por nosso patrono de cadeira em nossa Academia Cel Jarbas Passarinho e nosso acadêmico emérito General Carlos de Meira Mattos ,  faremos algumas  considerações históricas sobre o processo sutil  que o Exército tem sido  submetido desde a Abdicação de D.Pedro I, conforme aborda o insuspeito  Edmundo de Campos Coelho em O Exercito em busca da Identidade na Sociedade Brasileira .Rio de Janeiro:Forense .1978).

E sobre o esforço do Exército para consolidar a Democracia que ele ajudou a salvar com a Contra Revolução de 1964 é eloqüente e diríamos relevante  a obra  Militares e a política na Nova Republica organizada por Celso Castro e Maria Celina de Araujo da Fundação Getúlio Vargas .

Em 7 de abril de 1831,  o Exército ,depois de apoiar as forças políticas que forçaram a Abdicação, como alternativa para salvar a Monarquia ,por instrumento na época de garantia da  Unidade Nacional, ele passou a ser  alvo do maior esforço erradicador . Fato  que motivaria a maior guarnição do Exército, a da Província do Rio Grande do Sul a promover, em aliança com charqueadores e fazendeiros gaúchos sufocados por escorchantes impostos sobre o charque e légua de campo ,a promoverem a Revolução Farroupilha e um ano depois proclamarem a República Rio Grandense 1836-45 .Fato que abordamos em detalhes em O Exército Farrapo e seus chefes Rio de Janeiro:BIBLIEx,1992.2v) .

E para dominá-la bem como as outras revoluções do período de caos que se seguiu a Abdicação,  foi necessário ressuscitar  o Exército , o qual  sob a liderança do Duque de Caxias, atual patrono do Exército e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil o qual segundo visão de Barbosa Lima Sobrinho deveria ser consagrado o  patrono do Instituto Jurídico da Anistia por pacifica - las , o que fez com grandeza e patriotismo ,evitando que o Brasil se transformasse numa colcha de pequenas repúblicas hostis entre si .

Foi no período difícil para o Brasil de 1831/71 de lutas internas e externas , que ingleses pressionaram Roraima terminando por conquistar a região do Pirara e, junto com franceses tentaram induzir os revoltosos cabanos a desligarem a Amazônia do Império do Brasil , ocasião em que o Amapá , foi ocupado mais uma vez por  franceses. E no  Sul, os ditadores Oribe e Rosas tentando que os farrapos se desligassem o Rio Grande do Sul do Império .E sem esquecermos  os Estados Unidos que durante a Guerra contra Oribe e Rosas e a do Paraguai  pressionaram fortemente o Império para a abertura do Amazonas à livre navegação .Enfim foram desafios vencidos com galhardia e nos quais o Exército e suas lideranças tiveram marcante papel.

Terminada a Guerra do Paraguai o Exército foi alvo de violenta política de erradicação e em cujo contexto surgiu o bacharelismo militar  pelo Regulamento de Ensino do Exército de 1874 .

E por 31 anos o ensino no Exército foi um grave equivoco , ao criar  a figura do bacharel em Ciências Físicas e Matemáticas divorciado da finalidade fim a  Defesa Militar do Brasil .Situação  que perdurou ate o Regulamento de 1905 ,ponto de inflexão do bacharelismo militar para o profissionalismo militar que até hoje se sustenta, deixando no entanto entulhos do bacharelismo somente removidos pelo regulamento de ensino de 1944 implementado na estão Escola Militar de Resende.

E sob  o reinado do  bacharelismo militar iniciado em 1874 ocorreram a Guerra Civil 1893/95 em ligação com a Revolta de 1/5 na Armada e mais tarde a Guerra de Canudos em 1897 , nas quais o Exército ,por conta do processo de erradicação combinado com a influência do bacharelismo e do positivismo agnóstico revelou por vezes operacionalidade inferior aos revoltosos e muito aquém da que apresentara na Guerra do Paraguai  E nesta guerra com base  na Doutrina Militar adotada por Caxias em 1862, ao adaptar ,com apoio nas experiências militares que vivenciara no comando de  4 campanhas internas e 1 externa  às realidades operacionais do Brasil, a Doutrina do Exército de Portugal de forte influência inglesa .E isto foi facilitado por seu status de senador e Presidente do Conselho de Ministros .

E este jogo equivocado iniciado em 1874 começou a ser virado ainda em 1898 pelo Ministro da Guerra Marechal João Nepomuceno Medeiros Mallet que criou o Estado –Maior do Exército e a Fabrica de Pólvora sem Fumaça  em Piquete -SP Paulo. Chefe  e que na aguda falta de recursos financeiros utilizou largamente os cérebros dos integrantes do Exército no sentido da elaboração de planos e de um Corpo de Doutrina a ser implementado tão logo os recursos fossem mais favoráveis .

E de 1898 a 1945 teve lugar a Reforma Militar fruto de um hercúleo,  persistente e sofrido esforço de profissionais militares  do Exército traduzido pela elevação dos baixos padrões de operacionalidade revelados em Canudos ,por conta do bacharelismo militar ,aos da Força Expedicionária Brasileira , na Itália . Ali a FEB  fez boa figura ,e de igual para igual ,ao lutar contra ou em aliança ,em Defesa da Democracia e da Liberdade Mundial, com parcelas dos melhores exércitos do mundo ali presentes.

E para isto foi impositivo uma trabalhosa e difícil escalada para conquista de um grau elevado de capacidade operacional  do Exército:  Criação da Escola de Guerra em Porto Alegre 1906;Manobras no Curato de Santa Cruz 1905 ;Criação  dos Tiros de Guerra 1906;Rearmamento do Exército em 1908 e criação de Brigadas Estratégicas ;Estágios de oficiais no Exército da Prússia 1910/12;criação da Liga de Defesa Nacional e da Revista A Defesa Nacional ;adoção do Serviço Militar Obrigatório em 1916 e extinção da Guarda Nacional 1918 ;envio de oficiais para lutarem ao lados dos aliados na 1a Guerra Mundial para atualizarem o Exército nas novidades  bélicas surgidas; Missão Indígena na Escola Militar do Realengo 1919-21 com oficiais selecionados em concurso ; contrato de Missão Militar Francesa 1920-39 para nossa nascente Força Aérea e para Exército  e tudo com limitados recursos e  interferindo  neste esforço, as revoluções de 1922,1924 , combate a Coluna Miguel Costa Prestes 1924/26 e revoluções de 1930 e 1932 . E todos estes desafios foram respondidos com galhardia e espírito militar .Enfrentaram os militares daquela geração e  venceram as dificuldades” sem jogarem a toalha no chão “, não permitindo com criatividade, que faz lembrar os vencedores da 1a Batalha dos Guararapes, que  formaram a caminho da batalha , movidos por amor  a pátria Brasil que despertava e compensaram a vantagem material do inimigo,  com as forças morais que os animavam e assim traduzida num diálogo na troca de prisioneiros entre o Major Antônio  Dias Cardoso que focalizamos em nosso livro As batalhas dos Guararapes análise e descrição militar .Recife:UFPE,1971 e um Oficial holandês .O holandês .”Na próxima batalha nó venceremos pois lutaremos dispersos como vocês lutaram ? Dias Cardoso .”Será melhor para nós ,pois cada soldado nosso é no campo de batalha um capitão  e cada soldado de vocês exige um capitão para obrigá-lo  a combater !”

E constatar a garra dos quadros do Exército no período 1898/1945  é obra de simples raciocínio e verificação da nossa História Militar  , lamentavelmente ignorada pelos não integrantes das FFAA.

História Militar do Brasil que segmentos das elites políticas ao que parece, e da Mídia e do Magistério ,salvo melhor juízo ,fazem questão de ignorar , mas de palpitar soluções sem conhecimento de causa e sem ouvir os por que dever imposto pela Constituição cuidam muito bem desta parte .

Assunto que lideranças políticas , Mídia e Magistério das grandes potências, potências e grandes nações participam conhecem e debatem , conscientes do que disse certa feita o um famoso ministro de e França  mais ou menos assim : “A Defesa Nacional é assunto muito sério para ser deixado por conta só dos militares .Nelas, em suas faculdades de História ,estuda-se criticamente a História Militar do pais em detalhes .No Brasil ao contrário , o assunto é desconhecido nas nossas faculdades e a Mídia em geral discrimina o assunto e os que sobre ele escrevem ou se dedicam a pesquisa-la a procura de lições que elas sugerem . E do apoio das editoras em geral a obras de cunho histórico militar nem pensar .Quem já assistiu um programa de TV que aborde assuntos capítulos de História Militar do Brasil que tem o orgulho de não assinalar em sua História nem uma derrota. E também orgulho por possuir  a consciência que as dimensões continentais do Brasil  são devidas em grande parte a vigilância dos militares portugueses e depois brasileiros .

E todo este suicida preconceito contra o Exército, não de parte do povo onde sua credibilidade e altíssima mas  de parte de alguns segmentos bem definidos de elites políticas, da Mídia e do Magistério teve seu início ,ao que parece, na revolta contra o Exército que apoiou D.Pedro I na outorga da Constituição de 1824 ,cuja substituição em 1889 pelo Exército ,foi incoerentemente lamentada pêlos seguidores dos que protestaram contra sua outorga pois agora  a achavam excelente .

Nas lutas fratricidas da Regência Caxias atual patrono do Exército as pacificou e lutou pela Anistia sincera ,pedindo maldição para os que recordassem antigas divergências. Enfim colocar uma pedra sobre o passado. Mas em que pese a Contra Revolução Democrática estar prestes a completar 40 anos a Anistia decorrente para os que tentaram se apossar do Governo pela luta armada nas cidades e no campo e para os que os combateram tem sido na prática uma rua de mão única, dominada pêlos primeiros que receberam indenizações etc  e continuam a fustigar a Grande Barreira que foi o Exercito a seu ,Jornal do Grupo Inconfidência Revista do Clube Militar.

E isto nos leva a pensar Como é difícil ser Caxias, como mencionou nosso Presidente de Honra General Gleuber Viera em Ordem do Dia alusiva ao Dia do Soldado.

Então só resta a esperança que este quadro injusto contra o Exército no caso que ocorra com o tempo a sua reversão e baseada no pensamento de um filósofo que ao ser suplicado por afirmar que a terra era redonda e se movia e afirmou para seus algozes:

A verdade é filha dos tempos e não da autoridade !

A Academia de Historia Militar Terrestre do Brasil e sua delegacia Mal João Batista de Matos agradecem ao seu ilustre comandante do 10 BPE e nosso brilhante aluno de História Militar na AMAN   e  a sua equipe a acolhida em  suas instalações para a  realização desta sessão memorável de comemoração de mais um aniversário do Duque de Caxias ,que em realidade foi um grande policial militar como sub comandante do Batalhão Sagrado e depois por longo tempo comandante organizador da atual Policia Militar do Rio de Janeiro que garantiu a segurança do Governo Central na Regência e de onde partiu para sua missão pacificadora.

E mais a posse como acadêmico do Gen Ventura a mais profunda raiz histórica da atual estrutura de Policia do Exército ,ex comandante assinalado deste Batalhão que possui um pátio com o seu nome e que imortaliza sua obra e ,principalmente  hoje como o principal historiador da Policia do Exército , assunto sobre o qual lançará  mais um livro e tudo aqui em sua querida casa o 1 o  Batalhão de Policia do Exército- Batalhão Marechal Zenóbio da Costa .Agradecemos a todos que nos honraram com suas presença.

 


Última alteração em 07-03-2006 @ 10:17 pm

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