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O Guararapes Ano 2004 Jul a Set (2 de 3)
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-04-2006 @ 01:07 pm
 

 

Leia a parte 1/3

PARTE 2/3

Muito significativo foi a FEB antes de partir para a Itália, ter ido buscar inspiração nos Montes Guararapes. Ao retornar ao Brasil foi lá depositar os louros da vitória, proferindo seu comandante Mascarenhas de Morais, palavras antológicas  hoje lá inscritas em bronze no interior do Parque Histórico Nacional dos Guararapes que tivemos o privilégio cívico de coordenar sua implantação em 1971, e escrever sobre as memoráveis batalhas que ali tivemos  lugar, à luz, inclusive, de preciso levantamento topográfico dos Montes Guararapes antes realizado pelo INCRA sobre nossa orientação.

EMPREGO

Durante o período em tela o Exército atuou na Segurança Interna na Revolução de São Paulo de 1932. Dela tirou precisas lições sobre a necessidade de dispor de uma industria bélica sob seu controle para o apoiar e mais espalhada pelo território nacional do que concentrada em São Paulo. Ali o parque industrial revelou notável capacidade de mobilizar-se belicamente em apoio à Revolução, como já havia feito na Guerra Civil 1893/95 combinada com a Revolta na Armada e, então, em apoio ao governo federal..

         Enfrentou em muito boas condições os levantes comunistas ocorridos em novembro de 1935 em Natal, Recife e Rio de Janeiro (Praia Vermelha e Campo dos Afonsos).

         Na Segurança Externa, pela primeira vez na História do Brasil o Exército lutou em Teatro Europeu representado pela FEB ao comando do Marechal Mascarenhas de Morais.

        Neste contexto, a Defesa Territorial do Brasil sofreu rigoroso teste com a articulação de tropas do  Exército para defender o imenso litoral do Brasil, notadamente no Saliente Nordestino, Baía de Guanabara e no estratégico arquipélago de Fernando de Noronha.

Em todas as oportunidades mencionadas ficou evidente a validade do esforço notável  despedindo durante o governo  de Getúlio Vargas 1930-45, para o desenvolvimento da Doutrina do Exército.   

O final do período citado mostrou o grande salto operacional do Exército desde a Revolução Federalista de 1893-95 e Guerra de Canudos em 1897,  até o meio século após, quando se fez representar na Itália através da FEB.

Num extremo um Exército que por influência negativa  de um positivismo mal interpretado na Escola Militar da Praia Vermelha, revelou,  na prática, operacionalidade inferior aos revolucionários gaúchos de Gumersindo Saraiva e aos sertanejos de Antônio Conselheiro. Isto conseqüência de um pacifismo utópico e romântico responsável por tantas vitimas inocentes nas Campinas rio- grandenses, nos cercos da Lapa no Paraná e de Bagé no  Rio Grande do Sul  e nos sertões da Bahia.

        No outro extremo mostrou um Exército que depois de 50 anos de um trabalho sério e ingente, além de suportar e absorver, ainda na Itália, o impacto da mudança da doutrina francesa para a americana, fez muito boa figura no Velho Mundo lutando contra ou em aliança com frações dos melhores exércitos do mundo presentes na Europa Ocidental. E mais, consagrou-se eternamente pelas vitórias de Monte Castelo, Montese e outras.

Não há como negar que a visão de estadista do presidente Vargas se estendeu às Forças Armadas. No Exército ele encontrou o apoio patriótico e inteligente e muito objetivo dos ministros da Guerra generais José Fernando Leite de Castro (1930-32), Augusto Inácio de Espírito Santo Cardoso (1932-34), Pedro Aurélio de Góes Monteiro, (1934-35) e de Eurico Gaspar Dutra, (1936-45) que cobriu o período de maiores realizações de seu governo coincidente com a 2ª Guerra Mundial, de caráter total.

Havia de parte do Presidente Vargas a consciência estratégica de que nenhuma nação sustenta sua condição de grande nação ou potência econômica se não o for grande nação, potência ou grande potência do ponto de vista militar. Isto independente da tradição brasileira de repúdio à guerra de conquista, “qualité maitresse” de nossa política exterior traçada pelo Visconde do Rio Branco, pai do Barão do Rio Branco. Este, grande estimulador da República Velha do fortalecimento das nossas Forças Armadas, para que o Brasil pudesse desempenhar com prestigio e segurança seu papel no convívio das nações.

No período em tela o ideal do Exercito através do ministro da Guerra general Dutra era de “um exército disciplinado e poderoso, não para atacar os povos livres em razão do repudio no Brasil à guerra de conquista. Mas um exército superiormente aguerrido, em acordo com a nossa grandeza e defensor da soberania de um Brasil eterno, vindo de um passado de glórias”

Já o Estado- Maior do Exército através de seu chefe, general Aurélio de Góes Monteiro, justificava esse ideal sob o argumento de que “ a neutralidade e o pacifismo não subsistem sem força que os assegurem, Pois, na ordem internacional a melhor prova de sensatez e inteligência é amparar as boas intenções com as melhores armas ou na falta delas, com as de um forte aliado”.

No ultimo caso foi a sábia solução de Portugal de aliar-se à Inglaterra por largo período.

Sobre a atuação da FEB na Itália e dos benefícios resultantes para o Exército no após guerra, abordamos na obra A participação das Forças Armadas e da Marinha Mercante do Brasil na 2ª Guerra Mundial publicada em Porto Alegre por iniciativa da Associação de Veteranos da FEB, seção de Porto Alegre, dirigida pelo Veterano José Conrado de Souza e acadêmico emérito da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e que prefacia o citado trabalho, participação também por ele divulgada no Museu Militar do Comando Militar do Sul.

Costumo mencionar e agora repito de que a Força Expedicionária Brasileira que foi mandada a Itália pelo Presidente Getúlio Vargas, fez excelente figura, ao lutar contra ou aliada a frações dos melhores exércitos presentes na Europa na 2a Guerra Mundial. E deu a sua colaboração para preservar a Liberdade e a Democracia Mundial ameaçada pelo nazi facismo.

Fontes de consulta

BENTO, Cláudio Moreira. Como estudar e pesquisar a História do Exército Brasileiro Brasília: EME/ EGGCF, 1979 e 1999 2ed.

(_____)As Manobras de Saicâ .in: História da 3ª Região Militar 1989/1953. Porto Alegre: Pallotti,1995.p.324/346 fotos

(_____).Reflexos do suicídio do Presidente Vargas no CMS. in: Comando Militar do Sul –4 décadas de História 1953/1995.Porto Alegre:Pallotti,1995.p.83/84.

ESTADO- MAIOR DO EXÉRCITO . Historia do Exército Brasileiro – Perfil Militar de um Povo. Rio de Janeiro: Sergraf, IBGE, 1972, 3v.

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Dicionário Histórico- Biográfico Brasileiro 1930-1983. Rio de Janeiro: Forense, 1983.v.4.p.3436/3505.

MINISTÉRIO DO EXÉRCITO. Anais do Exército Brasileiro – Rio de Janeiro: BIBLIEx, 1938-40. 3v

(____­­). Relatório dos Ministros da Guerra – 1930-45 (Coleção BIBLIEx)      

                 Notas ao texto

1 - Abordamos em Comando Militar do Sul; Porto Alegre 1993-1995. Porto Alegre: CMS, 1995, os reflexos da morte do Presidente  Getúlio Vargas no Rio Grande e salientamos . "Ali no Catete  encerrou-se uma vida  das mais expressivas do processo histórico brasileiro".

O pai de Getulio Vargas  fizera a Campanha do Paraguai, de Cabo a Tenente Coronel. E na Revolução Federalista 1893-95 lutou em defesa do Governo Federal, sendo promovido a Coronel e a General Honorário do Exército pelo Marechal Floriano, por quem Getúlio nutria admiração.Em 1898, aos 18 anos Getúlio decidiu ser  Oficial do Exército . Ingressou como soldado do 6º Batalhão de Infantaria em São Borja  onde atingiu ao graduação de 2º Sargento. Dali foi freqüentar em 1899, 1900 e 1901 a Escola Preparatória e Tática do Rio Pardo. Foi dali desligado em 1901, por haver se envolvido em incidente disciplinar em protesto contra a atitude de um oficial que exorbitou sua autoridade contra um aluno.

 Foi desligado junto com outros colegas e mandado servir no 25º Batalhão de Infantaria   que  aquartelava na Praça do Portão, em Porto Alegre.

Em 1903 participou de expedição com o 25 º Batalhão de Caçadores, até Corumbá - Mato Grosso, dentro de um contexto de disputa do Acre pelo Brasil e Bolívia. Questão solucionada pelo Barão do Rio Branco com a compra do Acre da Bolívia.

Em dezembro de 1903 depois de 5 anos no Exército o 2º Sargento de Infantaria Getúlio Dorneles Vargas deu baixa para edicar-se ao Direito. O General João Cezar Sampaio é o autor do importante livro muito raro O Coronel Sampaio e os apontamentos do Dr Wenceslau Escobar. Porto Alegre: Liv.Globo,1920. Assunto importante que tratamos em História da 3a RM 1889-1953.Porto Alegre:3a RM ,1995.p.159/179.

2 - Éramos cadetes do 3 º ano da Arma Engenharia e integramos, por sorteio,  a que nos candidatamos, a fazer  parte da Guarda de Honra enviada pela Academia Militar  das Agulhas Negras para velar o Presidente Getúlio Vargas no Palácio do Cadete.

Depois de uma longa e desconfortável viagem noturna, em duas viaturas  QT( Qualquer Terreno) de 1 1/2 tonelada, com grande dificuldade conseguiu-se abrir caminho entre a enorme massa popular em torno do Palácio do Cadete e atingir o seu portão de entrada. Lá fomos recebidos pelo Chefe da Casa Militar, o General Agnaldo Caiado de Castro, herói da FEB que comandara o Regimento Sampaio.

Ele comunicou que a família do Presidente havia dispensado a Guarda de Honra. Sem termos família no Rio, ao contrário da maioria que na Guarda de Honra vislumbrou uma possibilidade de visitar a família, eu e o cadete Álvaro Escobar, também gaúcho e muito consternados com a tragédia , preferimos permanecer no Catete e testemunhar os fatos ali ocorridos na noite de 24/25 de agosto de 1954, com o apoio de conhecidos aspirantes a oficial que integravam o Batalhão da Guarda Presidencial.

Ao amanhecer pegamos uma carona com um capitão que de Jeep retornava a seu quartel nos deixando no inicio do  Meier. Era  alta madrugada e levamos muito tempo a localizar a casa de um colega, onde acordamos toda a sua família que nos acolheu como foi possível .E muito exaustos  dormimos  sentados em cadeiras, pois as  camas estavam todas ocupadas. Ao amanhecer  retomamos a Resende. Em  caminho o cadete Escobar compôs expressiva poesia alusiva a morte do Presidente e a escreveu num pedaço de papel embrulho, a qual conservei por longo tempo, até extraviar-se. 

3 - A idéia de uma nova Academia Militar foi promessa da Revolução de 30. Em 12 out 1931, Dia da Padroeira do Brasil, Getúlio Vargas visitou Resende com o Ministro da Guerra, confirmando a idéia de ali construir a Academia em Resende.

Em 16 de julho, ao visitar Resende, na Estação Ferroviária, QG das forças que combatiam a Revolução de 32 no Vale do Paraíba, Getúlio Vargas prometeu a oficiais presentes que lançaria em seu governo a pedra fundamental da atual AMAN, Mas foi mais longe e a construiu e a inaugurou.

Em 25 jun 1938, o Presidente Getúlio Vargas lançou a Pedra Fundamental da AMAN, no aniversário de morte do Marechal Floriano Peixoto, ocorrida na fazenda Paraíso, próximo da divisa Barra Mansa - Resende.

Em 20  março de 1944, o Presidente Getúlio Vargas inaugurou a AMAN, então como Escola Militar de Resende, a qual quando do seu retorno a Presidência passou a ser denominada Escola Militar das Agulhas Negras. Dados estes constantes de nosso livro História Militar de Resende 1799/2001. Resende: AHIMTB, 2001.( Comemorativo dos 200 anos do município de Resende).

4 - O Coronel Mário Travassos foi um destacado geopolítico brasileiro que acompanhou em 1931, como capitão secretário, o Coronel José Pessoa a Resende para a escolha do local da AMAN e o biografamos em Os 60 anos da AMAN em Resende. Resende: AHIMTB,2004

5 - Resgatamos as Manobras de Saicã  em 1940, as maiores que se tem notícia guardadas as devidas proporções no tempo e no espaço e  com fotos da época e sendo presidida pelo Presidente Getúlio Vargas que nelas aparece de capacete Ramenzoni, moda naquela época no Rio Grande, na campanha.

6 - Os exércitos das grandes nações potências e grandes potências estudam criticamente a História Militar em especial a de seus pais. Isto é, não se limitam a  estudar descritivamente sem conseqüência para o desenvolvimento profissional de seus quadros. Ao contrário,  com base em reconstituições históricas feitas por historiadores profissionais eles as analisam criticamente a luz dos fundamentos de critica escolhidos: Princípios de Guerra, Manobra e seus elementos, Princípios de Liderança, Elementos do Fator Militar, Fatores da Decisão etc. Deste estudo eles colhem ensinamentos do que fazer e do que não fazer numa circunstância de uma guerra, onde vence quem erra menos e acerta mais.

Tem sido difícil implantar esta mentalidade entre nós, impondo-se a História Descritiva  ao invés da Critica que ajuda o Exército a progredir e a crescer e a produzir pensadores militares capazes de formularem doutrinas e as transmitirem através de regulamentos.

A História Militar crítica a luz de fundamentos de Arte e de Ciência Militar reflete-se nos comentários ao final de manobras e exercícios militares, denominados genericamente de  Critica. Não com o sentido de "marretar", mas sim o de fixar na mente dos participantes os erros e acertos praticados durante as manobras e os incorporar em sua cultura .profissional 

O estudo critico da História Militar tem este sentido ao se analisar a luz da Arte e Ciência Militar erros e acertos a serem incorporados na cultura com clareza, para seu uso  no momento de uma decisão, na confusão de um combate.

7 - A construção de Brasília pelo Presidente Juscelino Kubischek  esta muito e dever a ação do Marechal José Pessoa, como presidente em 1955/56, da Comissão de Localização da Nova Capital e por havei conseguido junto ao governo de Goiás a oportuna desapropriação da área onde hoje se ergue a Capital Federal. O Marechal José Pessoa estudou como aluno da Escola de Guerra em Porto Alegre no Casarão da Várzea. 

8- Sobre Caxias fruto de cerca de 20 anos de pesquisas produzimos Caxias e a Unidade Nacional. Porto Alegre: Metropole,2003, editado com recursos obtidos de membros da Academia de História Militar Terrestre do Brasil de que o Duque de Caxias é patrono e comemorativo do seu bicentenário em 2003.  Nele integramos diversas informações não constantes das obras de seus principais biógrafos além de aprofundarmos em diversos pontos de sua vida que eram desconhecidos, os incluindo em sua Cronologia que ampliamos bastante

- A MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE DA AHIMTB PORTARIA –DE CRIAÇÃO,REGULAMENTO,O GRÂO MESTRE e o 1 º  COMENDADOR, E AGRACIADOS EM 25 AGOSTO 2004 NOS GRAUS DE COMENDADOR,OFICIAL E CAVALEIRO

Portaria AHIMTB Nº 001 de 25 de agosto de 2003

O Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), no uso de suas atribuições legais, com base na Ata de fundação da Academia, datada de 1º de março de 1996, no aniversário do término da Guerra do Paraguai e do início do Ensino Militar na Academia Militar das Agulhas Negras, resolve:

Art. 1º Criar, em 25 de agosto de 2003, nos 200 anos do nascimento do seu patrono, o Duque de Caxias, a MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE da AHIMTB, com o objetivo de agraciar civis, militares nacionais e estrangeiros e entidades que apoiam a AHIMTB nas suas atividades meio e fim, no reconhecimento do seu patrono - Duque de Caxias- e na contribuição para a o progressivo desenvolvimento da História Militar Terrestre do Brasil;

Art. 2º A MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE da AHIMTB deverá possuir os graus de Comendador, Oficial e Cavalheiro e características conforme disposto no Regulamento de Condecorações da AHIMTB;

Art. 3º A indicação para a MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE da AHIMTB deverá ser feita e efetivada pela Diretoria Executiva da AHIMTB a partir de propostas elaboradas por seus acadêmicos, contendo justificativa documentada que comprove o proposto no primeiro artigo desta portaria e avaliada com base no Regulamento de Condecorações da AHIMTB, por Comissão Permanente designada pela presidência;

Art. 4º Esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.

                              Ass: Cláudio Moreira Bento Presidente da AHIMTB

CONDECORAÇÃO DA AHIMTB

A Academia de História Militar Terrestre do Brasil(AHIMTB), foi   fundada há 7 anos em Resende, A Cidade dos Cadetes, em 1o março 1996. Tem por fim desenvolver a História das Forças Terrestres do Brasil :Exército , Fuzileiros Navais , Infantaria da Aeronáutica ,Policias e Bombeiros quando Forças Auxiliares, Guarda Nacional,  Voluntários da Pátria e  de outras forças que as antecederam desde o Descobrimento .

E procura desenvolver a História das Forças Terrestres Brasileiras em duas dimensões prioritárias e pragmáticas, além de outras conhecidas relacionadas com o fortalecimento do Civismo

1a-a clássica como instrumento de aprendizagem da Arte Militar com vistas ao melhor desempenho constitucional das Forças Terrestres, com apoio em suas experiências passadas e como instrumento auxiliar crítico e construtivo do progressivo desenvolvimento de doutrina militar terrestre genuína brasileira, conforme  com ela sonhou um dia o seu patrono O Duque de Caxias e como convém a uma grande nação, potência e grande potência mundial .E aqui vale lembrar que o Brasil, no passado, desenvolveu em plena guerra duas doutrinas genuínas vitoriosas, a Guerra Brasílica para preservar  a sua unidade ameaçada no Nordeste por duas invasões holandesas de 1625-1654 e no Sul a Guerra à Gaúcha, para preservar a sua integridade no Sul quando o atual Rio Grande do Sul sofreu  invasões espanholas em 1763 e 1774 e teve cerca de ¾ de seu território dominado por Espanha. Doutrinas estas baseadas na Guerra de Guerrilha, a estratégia do fraco contra o forte e então exemplarmente aplicadas.

A .2a- denominada como a nova dimensão da História, com vistas a isolar os mecanismos geradores de confrontos bélicos externos e internos para que colocados à disposição das lideranças civis do pais ,da OEA e da ONU, estas evitem futuros confrontos bélicos com todo o seu rosário de graves conseqüências para a Sociedade  Brasileira. 

     Para o desenvolvimento dessas atividades e para ressaltar a importância da História Militar Terrestre do Brasil  no nosso contexto tornou-se necessário, entre outras providências , a criação de  duas condecorações da AHIMTB .A primeira  de caráter meritório com o objetivo de reconhecer e de incentivar os esforços relacionados à História Militar Terrestre Brasileira. Para atender esta necessidade, a presidência designou uma comissão presidida pelo acadêmico emérito Cel Jardro de Alcântara Avellar, integrada pelos acadêmicos Sub Ten Alvino Melquides Brugalli, Professor Flávio Camargo e  Marcelo Peixoto da Silva que foram responsáveis pela proposição e análise do mérito de três propostas distintas e estudos para as confeccionar e as adquirir. 

  Com base no parecer desta comissão, a AHIMTB, criou em 25 de agosto de 2003, nos 200 anos do nascimento do seu patrono, o Duque de Caxias, a MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE da AHIMTB, com o objetivo de agraciar civis, militares nacionais e estrangeiros e entidades que apoiam a AHIMTB nas suas atividades fim e meio e, a MEDALHA DUQUE DE CAXIAS, com o objetivo de agraciar militares e civis, nacionais e estrangeiros ,por suas atividades notáveis relacionadas como a pesquisa, preservação, culto e divulgação  da História Militar Terrestre do Brasil, conforme disposto no regulamento a seguir.

REGULAMENTO DE CONDECORAÇÕES DA AHIMTB

I - MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE da AHIMTB

Por definição, Histórico é relativo a história; digno de figurar na história.

 a) Destina-se a condecorar militares e  civis, nacionais e estrangeiros e  pessoas  jurídicas que se distinguiram por mérito notável no apoio das atividades meio e fim da AHIMTB, no reconhecimento do seu patrono - Duque de Caxias - e na contribuição para a o progressivo desenvolvimento da História Militar Terrestre do Brasil.

b) A MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE da AHIMTB possui os graus de Comendador , Oficial e Cavalheiro. O grau de Comendador será conferido a Presidentes (executivo e de honra) da AHIMTB, autoridades e entidades civis e militares que se distinguiram pelo apoio a as atividades meio e fim da AHIMTB. O grau de Oficial será concedido a historiadores militares de reconhecida contribuição literária para a História Militar Terrestre do Brasil. O grau de Cavalheiro será conferido aos acadêmicos e a integrantes ativos da AHIMTB que tenham contribuído para a consolidação da mesma, ou a demais cidadãos que se distinguiram pelo apoio a AHIMTB, a critério da Diretoria Executiva.

c) A medalha apresenta ao fundo os louros do mérito em cor verde circundado pelo metal de fundo, sobreposto de raios metálicos na parte intermediária e tendo ao centro a insígnia da AHIMTB em círculo indicando a unidade da Academia. As cores azul e branca predominantes na estrela, são as cores presentes na insígnia da AHIMTB e as cores azul e vermelho da fita indicam as cores presentes no Brasão do Patrono da AHIMTB, o Duque de Caxias. A fita de cor azul celeste mede 35 mm e as listas dourada e vermelha de 4 mm, espaçadas pela mesma dimensão. Os graus serão diferenciados pelo metal presente em maior quantidade, sendo dourada, prateada e cobreada para os graus de Comendador, Oficial e Cavalheiro, respectivamente;

d) A indicação para a MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR  TERRESTRE DA AHIMTB será efetivada por iniciativa da Diretoria Executiva da AHIMTB a partir de propostas recebidas , onde deverá constar a justificativa documentada que comprove o proposto no primeiro item desta proposta (a); 

e) A solenidade de entrega ocorrerá por ocasião das comemorações do nascimento do Patrono da AHIMTB, o Duque de Caxias em 25 de agosto ou em datas significativas para a História Militar Terrestre Brasileira, nas histórias do Corpo de Fuzileiros Navais da Infantaria da Aeronáutica e das Polícias e Bombeiros Militares.

f) A condecoração será acompanhada de um diploma, sendo ambos numerados, e registrados em livro próprio no qual  constará as razões e justificativa para a concessão ao agraciado da condecoração. A Secretaria Executiva da AHIMTB será responsável pelo arquivamento da relação dos agraciados em livro específico para tal, incluindo além do nome, a justificativa da concessão, as características do grau conferido e o endereço do agraciado. 

II -       MEDALHA DUQUE DE CAXIAS 

O Duque de Caxias foi consagrado patrono do Exército Brasileiro, instituição que o forjou e de cujo seio emergiu como um dos maiores brasileiros de todos os tempos. Ele prestou ao Brasil mais de 60 anos de excepcionais e relevantes serviços, como político e administrador público de contingência e, inigualados, como soldado de vocação e de tradição familiar, a serviço da Independência, da Unidade, da Paz Social, da Integridade e da Soberania do Brasil,  Como patrono da AHIMTB e no bicentenário de seu aniversário, a AHIMTB resolveu criar uma medalha com o seu nome em sua homenagem.

a)        A MEDALHA DUQUE DE CAXIAS destina-se a premiar militares e civis, nacionais e estrangeiros que se destacaram no desenvolvimento da pesquisa, preservação, culto e  divulgação e da História, das Tradições e dos valores morais, culturais e históricos das Forças Terrestres do Brasil. destacando-se: 

                a1) Aluno do Curso de Formação de Oficiais da AMAN, primeiro colocado na Cadeira de História Militar; 

                a2) Aluno do Curso da ECEME, Melhor monografia de História Militar, escolhida por banca e critérios definidos pela AHIMTB;

                a3) Professores e Instrutores de História Militar das escolas militares do Brasil, escolhidos a critério da Direção da AHIMTB;

                a4) Militares das Forças Armadas e historiadores militares civis, nacionais e estrangeiros   que contribuíram para a difusão da História Militar Terrestre do Brasil;

                     a5) Alunos dos cursos da ESA e EsAO sempre que for o caso, relacionados com trabalhos de História Militar Terrestre 

b)         A MEDALHA DUQUE DE CAXIAS apresenta no anverso (Anexo - d) a efígie 

c)do Duque de Caxias e o seu nome ao pé de um escudo do tipo português, que deverá ser de cobre. O reverso da medalha contém o escudo da AHIMTB (Anexo - e), com o mapa do Brasil sobreposto por um livro e o espadim do Duque de Caxias. A fita de cor vermelha mede 35 mm e as listas dourada e azul de 4 mm, espaçadas pela mesma dimensão. O dourado representa o mérito alcançado e as cores azul e vermelha indicam as cores presentes no Brasão do Patrono da AHIMTB, o Duque de Caxias;

d) A indicação para o recebimento da MEDALHA DUQUE DE CAXIAS será feita e efetivada pela Diretoria Executiva da AHIMTB a partir de sua iniciativa , bem como de propostas que receber , onde deverá constar a justificativa documentada que comprovem que o proposto no item a e b desta proposta, com exceção do item a1 e a2;

e) A condecoração será acompanhada de um diploma, sendo ambos numerados, onde constará a justificativa para a concessão da MEDALHA DUQUE DE CAXIAS. A Secretaria Executiva da AHIMTB ser, responsável pelo arquivamento da relação dos agraciados em livro específico para tal, incluindo além do nome, a justificativa da concessão, as características do grau conferido e o endereço do agraciado.

Resende, 25 de agosto de 2003.Cel Cláudio Moreira Bento Acadêmico Emérito e Presidente  da AHIMTB

Leia a continuação (Parte 3/3)

 


Última alteração em 07-04-2006 @ 01:07 pm

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