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O Guararapes - Ano 2005 Jul a Set Nº 46 (2 de 2)
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-04-2006 @ 01:26 pm
 

 

Leia a Parte 1/2

PARTE 2/2

História da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada. Porto Alegre: Metropole,

          A abordagem  das causas da Revolução Farroupilha por Érico Veríssimo são as mais notáveis que eu já li e muito conhecidas pelos que a estudam, mas não abordou , a causa militar, em razão de ela até o presente não haver sido interpretada  e abordada pela  historiografia gaúcha e a nacional , a qual estamos  abordando em Escolas do Exército em Rio Pardo 1856/1911, em retrospecto militar de Rio Pardo. Causa militar que a seguir  interpreto.

               Com a Abdicação de D. Pedro I forças  políticas que assumiram os destinos do Brasil, provocaram um enfraquecimento do poder militar do Brasil , sob o argumento  disfarçado de que as Forças Armadas não podiam ficar nas capitais e sim na defesa das fronteiras e do litoral, O caso mais gritante foi a dispensa , por 

estrangeiro, do tenente Emílio Mallet, atual patrono da Artilharia, então consagrado herói em Passo do Rosário e que havia cursado a Escola Militar do Brasil .

         No Rio Grande do Sul foi atingida radicalmente a estrutura do Exército ao ser ordenado que o Batalhão de Artilharia, ao comando do  Major José Mariano de Mattos fosse aquartelar em Rio Pardo. José Mariano era carioca formado pela Escola Militar. Na República Rio Grandense para cuja adoção ele influiu decisivamente, depois da vitória  de Seival, em 10 set 1836, pela citada Brigada Liberal de Antônio Neto, ele foi ministro da Guerra e da Marinha, vice presidente da República e presidente da Republica interino, além de autor do brasão que figura na bandeira da República Rio- Grandense que foi adotado para o Rio Grande do Sul pelos constituintes de 1891. Assunto que abordamos em nosso livro  Símbolos do Rio Grande do Sul...Recife:UFRPE,1971.   Próximo do final da Revolução ele foi preso em Piratini  por Chico Pedro ou Moringue, e mais tarde Barão de Jacui e mantido preso em Canguçu a sua base de operações, em cadeia que mandara construir como “ quarto de hóspedes para os farrapos” como ironicamente divulgava.   Finda a Revolução José Mariano de Matos  foi o Ajudante General de Caxias na guerra contra Oribe e Rosas em 1851-52 e ao retornar ao Rio retomou sua carreira, sendo Ministro da Guerra em 1865. 

È considerado um dos 3 afro-  descendentes a governar o Rio Grande do Sul, ao lado de Carlos dos Santos e Alceu Colares.

          O Major João Manuel Lima e Silva  tio do Duque de Caxias, por  irmão de seu pai o Brigadeiro Lima e Silva, possuía o curso da Escola Militar e comandava a unidade de Infantaria do Exército em Porto Alegre que  foi transferida com ele para São Borja . E ao para lá  se deslocar, estacionou em Rio Pardo, por falta de condução para seguir para seu destino. .Ele foi um dos que opinaria pela proclamação da República Rio- Grandense pela qual foi eleito o primeiro general farroupilha. Comandou o Exército Farrapo em Pelotas, com vistas a reconquista da cidade de Rio Grande, até sofrer ferimento no maxilar, deformador de seu rosto, sendo obrigado a ir tratar-se no Uruguai. Terminou sendo assassinado em São Borja de onde foi exumado e sepultado com toda a pompa e circunstância em Caçapava , onde mais tarde seu túmulo foi profanado por imperiais e seus ossos espalhados pelos campos.   Esta introdução serve para se entender a ação dos dois e de seus comandados em Rio Pardo com vistas a Revolução vitimas de uma politica de erradicação do Exército e da Marinha que era assim definida e que foi implementada depois da Abdicação.

“ Forças numerosas e permanentes são uma ameaça: À Liberdade. À Democracia. À Prosperidade econômica. À Paz .”   .      Revoltados com ações sutis contra o Exército visando o seu enfraquecimento ou erradicação,  passaram a conspirar uma revolução. Vale lembrar que os coronéis Bento Gonçalves da Silva e Bento Manoel Ribeiro eram oficiais de Estado- Maior do Exército e que em data recente haviam comandado unidades de Cavalaria do Exército, respectivamente em Jaguarão e Alegrete .                                                                                        Continua na página 11

 

Continuação do GUARARAPES n° 45             jul/set  2005                                     Página 11

E que elas com a de Bagé haviam sido enfraquecidas  radicalmente pelo Governo, por reduzirem seus efetivos de cerca de 800 homens para cerca de 100. E os dois Bentos estavam revoltados com esta situação .A Bento Gonçalves cabia na época o comando da Guarda Nacional do Rio Grande do Sul, integrada por estancieiros, fazendeiros e charqueadores e mais pessoas que conseguissem mobilizar e que estavam revoltados com o aumento imposto sobre a légua de campo e com impostos escorchantes sobre o charque gaúcho, beneficiando o charque dos uruguaios e argentinos, inimigos de ontem, o que Érico Verissimo muito bem abordou em O Continente..

          A Guarnição do Exército do Rio Grande do Sul era a mais forte do Império. E estes desgostos somados aos de militares do Exército e da Guarda Nacional, serviram de combustível para o 20 de setembro de 1835, decidido numa reunião maçônica em Porto Alegre no dia anterior, em que estavam presentes entre outros líderes Bento Gonçalves e José Mariano de Matos. Desgostos que contribuíram para a proclamação da República Rio Grandense  em 11 de setembro de 1836, no Campo do Meneses, aproveitando o êxito da vitória farrapa de Seival, no dia anterior . O  Coronel Joaquim Pedro herói farroupilha esquecido pela História, era veterano no Exército das lutas para expulsar Napoleão da Península Ibérica e foi quem  organizou o Corpo de Lanceiros Negros Farroupilha, e o estudamos em O Exército Farrapo e os seus chefes ,v1,p.168/170. História é verdade e justiça !

          Em Rio Pardo os majores do Exército José Mariano e João Manuel fundaram, em 7 de abril de 1835, no 4º aniversário da Abdicação de D. Pedro I,  a Sociedade Defensora ,agitando as questões aqui abordadas, terminando 17 dias mais tarde, em 24 de abril de 1835, ocorrendo o assassinato do juiz  Casemiro de Vasconcelos Cirne, as 9 da manhã. Juiz  que processava acusados de promoverem agitação política em Rio Pardo. O major José Mariano foi acusado de envolvimento, não provado, na morte do juiz e foi enviado preso para Porto Alegre onde era deputado provincial..

 Esta participação do Exército na Revolução Farroupilha até então não abordada pela historiografia a conclui em nosso citado livro O Exército farrapo e seus chefes elaborado depois de detida pesquisa em fontes primárias na coleção  Anais do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul.

   Érico Veríssimo recorreu a personagem D. Picucha Fagundes” que depois da Revolução Farroupilha não falou mais de Carlos Magno e seus 12 cavalheiros. E que esqueceu Rolando por Bento Gonçalves, Oliveira por Antônio Neto, Reinaldo por Davi Canabarro, João Manoel Lima e Silva por Florisbaldo. “ . E esqueceu D. Picucha dos generais farrapos  João Antônio da Silveira e de Bento Manoel Ribeiro, este filho de Sorocaba- SP . E este foi alvo de uma injustiça política popular traduzida por esta poesia  que atravessou os tempos.

 “Pode um altivo humilhar-se            Pode um teimoso ceder     Pode um pobre enriquecer

           Pode um pagão batizar-se

           Pode um mouro ser cristão

    Pode um arrependido salvar-se

           Tudo pode ter perdão

           Só Bento Manoel, não.

Condenação agravada pelo linchamento moral do personagem real pela minissérie da TV Globo, A Casa das Sete Mulheres.

          Em realidade, Bento Manoel foi um grande soldado e conforme D. Picucha( Erico Verissimo)  “ele era valente, ligeiro e alarife...” O próprio veterano e memorialista farrapo Manoel Alves da Silva Caldeira que o conheceu e foi seu comandado na vitória de Rio Pardo    assim traçou o seu perfil militar .                                                                                                                Continua na página 12

   Continuação do GUARARAPES n° 45             jul/set  2005                                Página12

“Bento Manoel era um militar de muito boa tática de guerra. E possuía muito conhecimento dos habitantes da campanha da Província e também era de muito prestígio. Quando a legalidade estava caída, ele com sua presença dava-lhe vida e quando a causa da República, precisava a alento ele lhe dava.”

          Quem nos alertou para a grande injustiça com a sua memória foi o grande brasileiro Osvaldo Aranha, cujo depoimento a respeito reproduzimos no nosso já citado livro O Exército farrapo e os seus chefes. v. 1, p. 124.

                Em síntese, Bento Manoel liderou no campo militar a derrubada do Presidente e do Comandante das Armas. Afastados os dois como objetivos da Revolução, ele permaneceu como o novo Comandante das Armas e foi para tal convidado a permanecer neste cargo pelo novo presidente da Província. E cessou para ele a motivação revolucionária, na qual outros chefes persistiram. No exercício das funções novas foi obrigado a combater os farrapos, até que chegou um novo e desastrado Presidente de Província, sem inteligência emocional, diríamos hoje,  e que entrou em choque com ele e quis prendê-lo, o que ele fez primeiro, sendo obrigado a se tornar  um fora da lei imperial. Quando combatia o Império e havia levado à vitória a causa farroupilha, a burocracia da República em Piratini, a revelia de  Bento Gonçalves, o desconsiderou  através do jornal O Povo, promovendo a tenente coronel um oficial baiano com o qual ele se desentendera seriamente. E muito magoado não lhe restou outra alternativa que a de  cair fora, em que pese os grandes esforços de Bento Gonçalves. E com ele fora, a causa militar farroupilha entrou  em declínio. E mal com o Império e com a República não lhe restou outra alternativa do que combater ao lado do Império ao receber convite para tal.

Quem o havia defendido antes de Osvaldo Aranha fora o grande escritor rio- grandense Alfredo Ferreira Rodrigues em seu Almanaque Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul (1889/1917).

    D. Picucha recorda o Manifesto de Bento Gonçalves neste trecho o que bem traduzia o espírito do gaúcho contra as elites do Sudeste detentoras do poder:

          “Éramos o braço direito e também a parte mais vulnerável do Império. Agressor ou agredido, o governo nos fazia sempre marchar a frente. Disparávamos o primeiro tiro de canhão e éramos os últimos a recebê-lo. Longe do perigo dormiam em profunda paz as outras Províncias, enquanto nossas mulheres, nossos filhos e nossos bens prezas do inimigo, ou nos eram arrebatados, ou mortos, e muitas vezes trucidados, cruelmente.”

          Este sentimento dominava os integrantes da Guarnição do Exército no Rio Grande do Sul e a sua Guarda Nacional.

          D. Picucha lembra que os republicanos deram alforria para todos os negros que combateram pela causa revolucionária e baixou decreto dizendo que sempre que imperial surrasse um negro farrapo, eles tirariam a sorte entre os prisioneiros e passariam um oficial imperial pelas armas .

          No romance Érico Veríssimo não põe em dúvida a honestidade de Canabarro e Caxias no tocante aos lanceiros negros em Porongos, e conclui que  a pacificação da Revolução Farroupilha por Caxias foi  honrosa.

Ao finalizarmos nosso livro História da 3ª Região Militar 1808-1889 e Antecedentes. Porto Alegre: 3ª RM/IHTRGS, 1994, v. 1 colocamos esta observação no final.

“ A moldura da História da 3ª Região Militar completar-se-á com a obra:

     VERÍSSIMO, Érico. O Tempo e o Vento. Porto Alegre: Liv. Globo, 1961, 3. v.

          Obra esta que com muita verossimilhança resgata a vida do Rio Grande do Sul em vários aspectos e ajuda a consolidar os conhecimentos abordados no presente trabalho.” 

                                                                                                                         Continua na página 13

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-ESPADA CAXIAS, UM LIVRO DE INTERESSE PROFISSIONAL MILITAR

FORJAZ, Cláudio Ricardo Hehl. Espada Caxias

                                     Petrópolis: Sermograf, 2005

O livro em epígrafe, Espada Caxias do Major Cláudio Ricardo Hehl, traduz um  simbolismo  da vida e obra do Duque de Caxias,  como a espada defensora  da Independência, da Soberania  e da Integridade do Brasil em nossas lutas externas no século XIX e, também, como a espada pacificadora de irmãos brasileiros em nossas lutas fratricidas na Regência, com vistas a preservação da Unidade Nacional seriamente  ameaçada depois da Abdicação de D. Pedro II.  

Trata-se de um ensaio militar crítico ,global e original, da vida e obra do patrono do Exército, com apoio na ampla bibliografia que consolidamos em nosso Caxias e a Unidade Nacional, e desenvolvido à luz dos fundamentos da Arte Militar que abordamos em nosso livro Como estudar e pesquisar a História do Exército  Brasileiro, editado com apoio do EME e já em duas edições. Trabalhos estes que o autor registrou na longa lista bibliográfica em que apoiou seu original ensaio, ao lado de  trabalhos notáveis do primeiro grande biográfico de Caxias, o Dr. Eugênio Vilhena de Morais, hoje de justiça consagrado patrono de cadeira da Academia de História Militar Terrestre do Brasil( AHIMTB)  que tem o Duque de Caxias como o seu patrono e a sua espada invicta como símbolo em seu brasão..

O Duque de Caxias por circunstâncias várias teve extraviada em grande parte a sua correspondência pessoal  e oficial, reveladora de seu pensamento militar, ao contrário do General Osório, cujo pensamento militar recuperamos em parte, em artigo na Revista A Defesa Nacional nº 684, 1979, alusiva ao centenário de sua morte, apoiados  em sua correspondência bem preservada por ele e hoje no acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 O ensaio interpretação do Major Cláudio  Forjaz, sobre o pensamento militar de Duque de Caxias, é o primeiro de amplio espectro . Até agora só existiam ensaios pontuais sobre o pensamento militar de Duque de Caxias, como o notável do acadêmico emérito da AHIMTB, Cel Amerino Raposo Filho Caxias e a nossa doutrina militar, que o autor registrou na sua bibliografia  e que o incorporamos no citado Caxias e a Unidade Nacional.

Em resumo, o ensaio Espada Caxias é um notável trabalho de História Militar Terrestre Crítica do Brasil, forma  que temos insistido seja praticada por profissionais militares ,em artigos nossos   nos sites da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, no Caserna, do site Agulhas Negras e na Revista da SASDE . Enfim História Militar Crítica que o Duque de Caxias creio haver sido o pioneiro entre nós ao analisar à luz da sua Arte Militar e a pedido do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro do qual era membro ,a Batalha do Passo do Rosário .Estudo notável que reproduzimos em nosso livro, 2002- Os 175 anos da Batalha do Passo do Rosário.Porto Alegre: AHIMTB/Metrópole,

Enfim História Militar Terrestre Crítica, a História do Soldado, aquela que analisada à luz de fundamentos de crítica da Arte Militar  lhe ensina a Arte da Guerra .E foi o que em seu ensaio pioneiro o Major Forjaz fez muito bem como historiador militar crítico, tarefa  que cabe ao planejador, pensador e ao chefe militar, com apoio em reconstituições históricas feitas por profissionais neste ramo, tarefa não recomendada, em princípio, a um profissional militar

E esta idéia de História Militar Crítica figura no Prefácio do comandante do EsAO, Gen Bda Sérgio Costa de Castro ao escrever "O estudo de História de um pais e imprescindível para amalgamar a nacionalidade desta nação e para seu Exército para verificar erros e acertos do passado, para

Continuação página 14

 

Continuação do GUARARAPES n° 45             jul/set  2005                                     Página 14

seguindo os passos dados, e corrigidos os equívocos, buscar  o futuro sem medo de errar".

Esta de parabéns a EsAO e o Major Cláudio Forjaz com o lançamento deste útil livro para o profissional da Arte e Ciência Militar Terrestre e no momento histórico em que na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais foi introduzido o estudo de História Militar que até então ali era uma lacuna  e por nós  muito sentida, quando ali estudamos em 1984, no segundo semestre.

E a Academia de História Militar Terrestre do Brasil  e seu presidente sentem-se satisfeitos por haverem colaborado com o Major Forjaz e com o Núcleo de Pesquisa e Estudos de História Militar do EsAO, conforme o autor assinalou em Agradecimento. Livro Espada Caxias , cuja bela forma foi assegurada pelo competente revisor e por longo tempo redator de A Defesa Nacional. o Coronel Virgílio da Veiga.( Apreciação por Cel Cláudio Moreira Bento, Presidente da AHIMTB)

DIVERSOS

Novos acadêmicos: Foram eleitos novos acadêmicos e aceitaram integrar a AHIMTB o Gen Ex Luiz Gonzaga Schroeder Lessa e o Cel Ernesto Caruso. O General Lessa ocupará a cadeira nº17 Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, como o seu 3º ocupante e vaga por elevação a acadêmico Emérito do General Hélio Ibiapina Lima. O Cel Ernesto Caruso inaugurará a cadeira n º 2 Capitão Alfredo Pretexto Maciel, o notável biografo de generais brasileiros.

Palestra da AHIMTB no Clube Militar sobre os 60 anos  do Dia da Vitória: A convite da ANVFEB,  a Academia de História  Militar Terrestre do Brasil, na noite de 21 de junho de 2005 , através de seu presidente Cel Bento e dos acadêmicos coronéis Luiz Carlos Carneiro de Paula e Ernesto Caruso abordaram o tema para um auditório integrado por agraciados com a Medalha Marechal Mascarenhas de Morais. O texto esta disponível em artigos nos sites www.resenet.com.br/users/ahimtb e em Revista Eletrônica de História Militar Terrestre 2005, do site www.militar.com.br

           Revista da Academia Itatiaense de História: Será lançada breve com a participação do presidente da AHIMTB com diversas matérias e em especial a História Militar de Itatiaia       

         Pesquisa sobre Escolas do Exército do Rio Pardo:Atendendo a solicitação do comandante do Comando Militar do Sul, Gen Ex  Renato Cesar Tibau da Costa, atual Chefe do EME, a AHIMTB, em parceria com o Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS) resgataram (ou ressuscitaram) a História das Escolas do Exército em Rio Pardo da patina dos tempos que a cobria . Os trabalho em parceria dos coronéis Cláudio Moreira Bento e Luiz Ernani Caminha  Giorgis, dirigentes da AHIMTB e ITHRGS,  contou com a participação dos acadêmicos Dr Eduardo Cunha Muller, Dr Flávio Camargo e Cel Pedro Paulo Cantalice Estigarribia.

 Ampliação das instalações da AHIMTB na AMAN: O comandante da AMAN, Gen Bda Marco Antônio de Farias e 3º Presidente de Honra da AHIMTB, cedeu mais uma sala para a AHIMTB melhor acomodar e proteger o seu precioso acervo acumulado em 9 anos. Determinou e foram executado serviços de reparações gerais e pintura das instalações e, inclusive,  vedações no telhado para melhor proteger o acervo, pois  parte já fora atingido por infiltrações de chuvas. Agora suas instalações ficaram mais compatíveis com o objetivo atual nº1 do Exército de Pesquisa, preservação, culto e  divulgação da História , Tradições e Valores do Exército para cuja conquista  a AHIMTB  se orgulha de haver contribuído expressivamente.

Lançamentos da AHIMTB e IHTRGS: Estas duas entidades, em parceria, produziram e lançaram este ano os livros: Hipólito da Costa – o gaúcho fundador da Imprensa Brasileira, de autoria do Cel Presidente das duas citadas entidades e com o patrocínio da FHE-POUPEX e mais 

Continua na página 15

 

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reedição do livro O  Conde de Porto Alegre , com prefacio, notas e complementos dos coronéis Bento e Caminha dirigentes das duas entidades e patrocínio da 3ª Região Militar de que o Conde de Porto Alegre é ex-comandante ilustre.

O livro sobre Hipólito da Costa foi premiado há 32 anos, em concurso promovido pela Assembléia Legislativa d o RGS e Associação Rio Grandense de Imprensa.

Hipólito da Costa, nasceu numa fortaleza, e sobrinho de seu capelão, filho, pai, sogro e avô de militares. Seu trineto o Cel Av. Ref Fernando Hyppólito da Costa é sobrinho e afilhado do Marechal Humberto  Castelo Branco.

Uma carta estimulo para reflexão: A historiografia brasileira não mais registra novas vocações de historiadores civis e militares e os poucos que restam não tem como tiveram no passado, a procura da Midia ou dela apoio, quando solicitam para transmitirem à Sociedade Brasileira a história “como a mestra das mestras, a mestra da vida”. Tem surgido muitos trabalhos de origem universitária , mas de dificil acesso ao brasileiro comum, por não serem publicações disponíveis e sim na maioria das vezes teses com exemplar único de dificil ou dispendioso acesso, quando não desconhecidas a sua existência por quem apreciaria as ler . As instituições tradicionais institutos e academias de História no Brasil assistem a diminuição de seus quadros por morte, sem a contrapartida de renovação com novas vocações de historiadores e  mais do que isto, carência de recursos por ausência de subsidio governamental, para produzirem e divulgarem seus trabalhos. Além disso registre-se as agressões da Historiografia Brasileira por manipulações políticas ou ideológicas. E comum colocar-se teoricamente a História num patamar de enorme relevância social e cultural  mas o que não possui correspondência na prática governamental. E este é o desafio a Mídia em geral e aos governos e suas autoridades com responsabilidade social ou de Estado para desenvolver este estratégico ramo da cultura nacional ligado a consolidação da consciência da identidade e perspectiva histórica nacional nos seus desdobramentos variados. E a carta a seguir transcrita dá uma idéia do que foi acima assinalado.

“ Prezado amigo presidente Cel Bento. Tudo que se refere a FEB, tocando ao seu comandante, o gabrielense, Marechal Mascarenhas de Moraes, absorve minha atenção e o devoro com os olhos e a mente, afim de encontrar alguma coisa que ainda não sabia. E sempre há.

Tanto na sua palestra no Clube Militar em 21 de junho de 2005 no Clube Militar, como no artigo da Revista SASDE 97 que nos enviou , o Autor soube com muita clareza, incluir detalhes importantes do que foi a Campanha da Itália e a bravura dos nossos pracinhas demostrada naquele campo de guerra moderna para época. Foi uma epopéia que deve ser  lembrada continuamente, mormente neste momento de obscuridade, quando um plano macabro, tacitamente identificado, esta em curso para embotar a memória dos nossos mais valorosos símbolos e descaracterizar a nossa história.

Nós, um resto que esta sobrando, temos de lutar com as poucas armas que dispomos, para salvar alguma coisa para as gerações futuras, que muito vão precisar de nós. Tudo passa. Esta fase também irá passar. E virá o período que melhor será compreendido as atualizadas palavras de Cristo :"Não só de pão vive homem".

Estou aqui trabalhando em duas obras: "Dom Félix de Azara, Terra e Céu, e "Vida e Morte de Sepé Tiaraju". Imagina só, com minha velha virada numa criança, sem poder contar com a ajuda pessoal de ninguém; ainda bem que Deus não me abandonou e esta sempre junto de min. É tudo. E o lema é: continuar sempre! Assim vamos indo. Avante!

Felicito e vibro de satisfação com a produção do amigo, e desejo que Deus lhe dê bastante saúde.Com disposição e inspiração para cumprir todas as metas que tem em seus planos. Um abraço saudoso do amigo de sempre. Osório Santana Figueiredo         Continua na página 16

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Em 19 de novembro de 1931, assumiu o comando da Escola Militar do Realengo o então Coronel José Cavalcante de Albuquerque. Oficial de escol, criou tradições, como os uniformes históricos dos cadetes, elo de ligação dos exércitos do Império e da República  do Brasil. Criados os uniformes, julgou o Coronel José Pessoa que devessem eles ser complementados por uma arma símbolo, privativa do cadete. Decidiu-se  que esta arma seria uma miniatura, cópia fiel da espada invicta,  o sabre usado em campanha por Caxias já general..

Porfiadas demarches foram, então, realizadas para concretizar a feliz idéia. Ignorávamos, até então, o paradeiro daquela relíquia histórica. Para isso recorreu-se em indagações a todos os lugares onde são destinados os troféus, sem ser encontrado. Afinal, com a preciosa colaboração do Dr. Max Fleius, fomos encontrá-la, entre outras armas gloriosas, nas coleções do IHGB. E, ainda com o auxílio do Dr. Max Fleiuss, secretário perpétuo daquela nobre e benemérita instituição, conseguimos a licença necessária para ser copiada a arma que é a nossa mais preciosa relíquia militar.Localizado o sabre  de campanha do Pacificador, o Projeto Espadim foi submetido à aprovação do Ministro da Guerra, General-de-Brigada José Fernandes Leite de Castro (1930-32).Desejaram,  aquele General e o Coronel José Pessoa, que Caxias, o Duque da Vitória, pairasse no seio dos cadetes do Brasil, de igual forma que Napoleão no seio dos cadetes de Saint Cyr, na França.

O Ministro Leite de Castro aprovou a proposta e concedeu o crédito correspondente para a confecção dos espadins. Os projetos e os recursos foram remetidos ao Chefe da Missão Militar Brasileira na Europa, Coronel José Duarte Pinto. Este, com desvelo e entusiasmo, cumpriu a missão, encomendando a confecção das peças à firma Solingen da Alemanha.Nos dias 15 e 16 de dezembro de 1932 teve lugar a primeira cerimônia de entrega de Espadins aos cadetes, desdobrada em duas fases. A primeira, de âmbito interno e a segunda, uma solenidade pública realizada no dia 16 de dezembro, na Praça Duque de Caxias, atual Largo do Machado, no Rio de Janeiro, defronte do Monumento do Patrono do Exército e que contou com a presença do Dr. Getúlio Vargas, Chefe do Governo Provisório do Brasil, e de várias autoridades.

 


Última alteração em 07-04-2006 @ 01:26 pm

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