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História Militar Terrestre crítica do Brasil
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-04-2006 @ 01:46 pm
 

 

HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE CRITICA DO BRASIL E A SUA IMPORTÂNCIA PARA A PROFISSÃO SOLDADO E PARA O EXÉRCITO COMO FORÇA OPERACIONAL

A História Militar Critica é a História que interessa ao profissional militar em geral, em todos os escalões, com instrumento precioso de aprendizagem da Arte e Ciência  Militar, com apoio em experiências vividas, especialmente no campo de batalha, por profissionais militares. 

Em síntese, a História Militar Crítica  é a História do Soldado, e em particular a do chefe em todos os escalões, bem como do pensador e do planejador  militar com vistas ao desenvolvimento progressivo de uma Doutrina Militar, ou de adaptação de uma Doutrina Militar importada às realidades operacionais de determinado pais.

E isto foi o que fez o Duque de Caxias, ao adaptar, em 1862, a Doutrina do Exército de Portugal, grandemente influenciada pela Doutrina do Exército da Inglaterra, às realidades operacionais do Brasil e da Região do Rio Prata que ele vivenciara, inicialmente no comando da Policia  Militar da Corte, quando protegeu o Poder Central durante o agitado período Regência, e depois nas pacificações  do Maranhão, de  São Paulo, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e na Guerra contra Oribe e Rosas 1851/52 de onde ele trouxe e adotou, como Ministro da Guerra, as estruturas subordinadas ao Ajudante General do Exército, encarregado da parte operacional da força e a do Quartel Mestre General, encarregado da parte Logística da força. Estruturas  que existiram até a criação do Estado- Maior do Exército.

E foi com a doutrina militar que Caxias adaptou em 1862 às realidades operacionais brasileiras que as Forças Terrestres do Brasil enfrentaram a Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai, sem que se registrasse queixas de que a mesma não tenha correspondido então.

A História Militar Crítica lamentavelmente, via de regra, tem sido  confundida entre nós, com a História Militar Descritiva que consiste numa reconstituição de um fato histórico com o máximo de detalhes possíveis. Exemplos:  um combate, uma batalha, uma manobra etc  sem se entrar no mérito e evidenciar  lições de Arte e Ciência Militar neles contidas etc.

E isto é tarefa para historiadores com cursos em faculdades e não para soldados. A estes cabe pragmaticamente transformar  reconstituições históricas em lições de Arte e Ciência Militar, a luz de fundamentos de crítica da profissão Soldado, tais como Princípios de Guerra, Manobra e Elementos, Fatores da Decisão Militar, Elementos do fator Militar  Princípios de Liderança, Campos da Doutrina Militar(Organização, Equipamento, Instrução, Motivação e Emprego da força)  e muitos outros que abordamos em nosso manual Como estudar, pesquisar a História do Exército Brasileiro. Brasília - EME/ AHIMTB/ EGGCF, 2000 - 2 º ed.

Em princípio todo o oficial de Estado- Maior deve ser um historiador militar critico pragmático, capaz de retirar e absorver lições de Arte e Ciência Militar de reconstituições históricas feitas por historiadores profissionais formados em faculdades e que possuem técnica para tal.

Para Oficiais de Estado- Maior fazer reconstituições históricas profissionalmente teria que possuir curso de História em Faculdade, salvo raras exceções. E dentro de sua carreira de cerca de 30 anos desviar sua atenção pôr 5 anos para uma Faculdade de História ou cursos de História Descritiva, as custas da força seria um desperdício. A não ser na inatividade.

Recordemos o que grandes cabos de Guerra mundiais mencionaram valorizando a História Militar Critica..

Jomini: 

              “ O estudo da História Militar acompanhada de critica sadia, é na realidade, a verdadeira escola da Guerra.” 

     Frederico o Grande: 

                “Eu estudo toda a espécie de História Militar desde César até Carlos XII. E a estudo com todas as minhas forças... “ 

        E ao condenar a História Militar Descritiva que estava sendo ensinada ao seu filho, ao repreender o professor para que ensinasse História Militar Critica a seu filho. 

          “Não ensine História a meu filho como se ensina um papagaio o fazendo  decorar e a repetir como um papagaio. Ao contrário, faça-o raciocinar e tirar lições e conclusões objetivas” ,

    Napoleão: 

                  “ O conhecimento superior da Arte da Guerra só se adquire pela história das guerras e das batalhas dos grandes Capitães . Façam a guerra como Alexandre Aníbal, César, Gustavo Adolfo, Turenne, Frederico o Grande, Eugênio. Leiam e releiam criticamente a História de suas campanhas e guiem-se por elas. Eis o único meio de se fazer um grande General e aprender os segredos da Arte da Guerra.”

     Molke , o Velho:

                   “ A História Militar por dominar inteiramente a conduta pratica da Guerra é uma fonte inesgotável de lições de Arte Militar.” 

    Ferdinand Foch:

                      Para sustentar em tempo de paz, o cérebro ( comando ) de um Exército para prepará-lo para a eventualidade indesejável de uma Guerra, não existe livro mais fecundo em lições e meditações de que o livro da História Militar.” 

     General Patton:

                      “A leitura objetiva ( isto é critica ) da História Militar é condição de êxito para militar. Deve este ler criticamente biografias, autobiografias de chefes militares . Quem assim proceder concluíra que a guerra é simples.” 

E esta a idéia do que consiste História Militar Critica que em geral entre nós e confundida e ministrada como História Descritiva  inconseqüente para o desenvolvimento do instruendo ou o do leitor em Arte e Ciência Militar ou, para a profissão soldado, em razão do seu desprestígio como balela pelas gerações anteriores ao ano de 1950, as quais via de regra foi-lhes  ministrada História Militar Descritiva ao invés de História Militar Crítica.

Toda a instrução e ensino militares sintetizam ensinamentos resultantes da pesquisa e estudo critico da História Militar, levado a efeito por chefes, planejadores, pensadores e historiadores militares críticos na História Militar da Humanidade ou, na de um pais considerado. 

O  conteúdo da instrução militar é fruto, em grande parte, da experiência adquirida no campo de batalha. Em última análise, obtida  na História Militar Critica. 

Portanto o laboratório mais completo da Doutrina Militar é o Campo de Batalha.

Recordemos como chefes militares brasileiros  contemporâneos se manifestaram em relação a importância da História

Gen Ex  Aurélio de Lira Tavares no Instituto Histórico e Geográfico em 12 dez 1966, como sócio da casa e um ano antes de ser o 1º Ministro do Exército do Brasil, pois antes esta função era denominada Ministro da Guerra.

“ Há um sentido mais nobre e mais alto no estimular os esforços dos que se dedicam ao estudo e pesquisa da História, guiados pela consciência  do seu verdadeiro e grande papel na formação do espírito da coletividade...E é assim que entendem os povos zelosos de seus destinos... A História Militar Crítica é sem dúvida, o complemento obrigatório da preparação profissional do chefe e condutor de homens, destinado a guiá-los para a vitória, no comando de operações militares...A História Militar tem que ser elemento fundamental  da Cultura do Chefe Militar. Foi assim que sempre a entendi ! E foi por isso que me habituei a estudá-la e nunca deixei de estudá-la do primeiro ao último posto da hierarquia militar.”

O Gen Ex Emílio Médici como Presidente da Republica em 1970 no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, (IHGB) em certa altura de seu discurso de posse como Presidente de Honra e que viabilizou com empréstimo  federal as novas instalações da Casa hoje de justiça obra com o nome de seu construtor Pedro Calmon, falou:

“ Aqui também podemos afirmar que não se governa sem historiadores .E, nós os brasileiros podemos dizê- lo melhor do que ninguém. Pois pacificamente  nenhum pais cresceu mais do que o nosso  pela pesquisa e análise  de nossos historiadores.”

E creio que ali lhe veio a lembrança o grande historiador civil e militar o Barão de Rio Branco, que havia presidido o IHGB, onde foi admitido como sócio muito jovem.

Por mais de 35 anos  o Exército confiou o ensino de História Militar na AMAN a oficiais instrutores com o Curso de Estado- Maior e mais capacitados a orientar o estudo critico da História Militar, por noções específicas lá adquiridas..

Em 1978/80 participamos de equipe na AMAN que com apoio financeiro do Estado- Maior do Exército preparou e foi editada pela AMAN, e expressivamente enriquecidas com novos assuntos, as obras História da Doutrina Militar e História Militar do Brasil 2 v. texto e mapas.

De nossa parte publicamos ainda com apoio do EME, o manual Como estudar e pesquisar a História do Exército Brasileiro, já em 2ª edição e distribuído pelo EME as ECEME. EsAO,  AMAN e a Academia de História Militar Terrestre do Brasil

Eles foram a síntese de trabalhos de várias equipes de oficias de  Estado- Maior instrutores de História Militar 1950/1978 onde se destacaram por seus conhecimentos inovadores de História Militar Crítica os hoje General Álvaro Cardoso e Coronel  Francisco Ruas Santos.

Ao visitamos a Biblioteca da AMAN concluímos que aqueles dois primeiros livros citados continuam sendo distribuídos aos cadetes e onde eles podem aprender e praticar História Militar Critica, em razão dos citados livros abrigarem o processo de ensino para tal fim.

Em nosso tempo de cadete ainda predominava a História Militar Descritiva, com apoio em obras do General Cordolino de Azevedo que  por cerca de 26 anos, 1923-49, fora instrutor de História Militar no Realengo e depois na AMAN. E o General Cordolino escreveu em setembro de 1949 , ao deixar a cadeira de Historia, depondo sobre as grandes dificuldades que enfrentara e que merecem reflexão madura:

“ Durante 26 anos fiquei a frente da Cadeira de História Militar ...No decorrer desse largo período foram várias as extensões dos programas. Estes sempre modificados. Ora por regulamentos que determinavam os assuntos e a maneira de transmiti-los. Ora por determinações expressas de autoridades a que estava subordinado. Dai as profundas modificações na extensão e na natureza, as vezes inopinadas, sem tempo para coordená-las e transmiti-las com proveito. No tocante a História Militar do Brasil chegou-se a este extremo. Seu estudo compreendeu as vezes o início de nossa vide colonial as lutas contra as invasões estrangeiras, todas as nossas campanhas com os povos vizinhos, até 1º Março de 1870, em Cerro Corá. Vezes houve que de todo o nosso glorioso passado militar só se deveria estudar uma única campanha por ano letivo. Quanto a História Militar Geral seu estudo foi alvo de profundas modificações. Desde a Maratona até nossos dias, em alguns programas. Em outros, em dose mínima, o estudo de algumas companhas notáveis. Aconteceram que houve vezes em que se estudaram assuntos que em nada nos podiam interessar. Disto ficou alguma coisa de minha longa permanência na cadeira de História Militar. Daí os meus 2 livros agora publicados..”

Estes livros valiosos e objetivos em seu tempo foram reeditados pelo BIBLIEx, mas que não refletem História Militar Crítica e só podem servir como fontes de consulta.

 A nós parece que melhor teria sido a reedição do dois livros de História Militar crítica editados pela AMAN em 1978 e fruto de 28 anos de pesquisas de História Critica realizadas por oficiais instrutores com o Curso de Estado- Maior. Mas estão eles gastos pelos 24 anos de uso e creio orgulhosos  os que os elaborarem de missão bem cumprida, a qual  se estendeu até a EsAO e ECEME, especialmente o original História da Doutrina Militar.

Hoje o  ensino de História passa por uma fase de Modernização como todo o ensino no Exército, do qual desconhecemos detalhes e de como se desempenham no ensino de História Militar Crítica instrutores tenentes formados em faculdades de História, substituindo  a tradição  de 1950-80, cerca de 30 anos  de oficiais instrutores com Curso de  Estado- Maior.

E, no inicio da fase  de oficias instrutores de História Militar na AMAN, com Curso de Estado- Maior, não se pode  deixar de mencionar o vibrante e criativo Major Otávio Costa, cujas aulas eram muito esperadas e criativas, chegando ao ponto de, durante as suas aulas vibrantes de patriotismo, colocar ventiladores em locais discretos para fazer a bandeira nacional trapejar como se estivesse sendo soprada pelo vento. Ele ficou na lembrança de seus alunos que o recordam com carinho decorridos 50 anos.

No tocante ao estudo de Geografia Militar houve ao longo dos anos, salvo melhor juízo,  um desvio  do objetivo inicial com o qual o Coronel José Pessoa havia introduzido o assunto na Escola Militar do Realengo, com base no que constatara na Escola Militar da França que freqüentara em Saint Cyr, depois de haver combatido na 1ª Guerra Mundial no Exército da França, no comando de . um pelotão de soldados turcos incorporados num Regimento de Cavalaria francês.

Geografia Militar, também tratada de Geobélica com o sentido de Geografia do Soldado, por estudar as repercussões do fator da decisão militar, o Terreno, nas operações militares, com a profundidade compatível  com o escalão operacional considerado. Foi encarregado de ministrar o assunto o Tenente Coronel Francisco de Paula Cidade, grande estudioso que participara da Revista Militar criada na 3ª Região Militar em 1910 e depois como Jovem Turco da fundação da Revista A Defesa Nacional.

Ele elaborou excelente e original estudo Notas de Geografia Militar Sul Americana em 1934, na Escola Militar do Realengo com apoio de seu comandante o Cel José Pessoa e  foi reeditada pela BIBLIEx em 1942, depois de ele atuar como instrutor do assunto  na ECEME até de lá sair para comandar a unidade de Infantaria em Corumbá, durante a Guerra do Chaco Paraguai x Bolívia.

Em 1966 a BIBLIEx publicou o seu valioso, original e pioneiro ensaio  O Rio Grande do Sul –Explicação da História pela Geografia, in: Dois ensaios de História

E de lá para cá a Geografia Militar tomou outro caracter mais de Geografia Militar Econômica, visando o concurso para a ECEME, do que de Geografia Militar ou de Geografia do Soldado enfocada quanto ao fator da Decisão Militar- o Terreno (Observação, Cobertas e Abrigos, Campos de Tiro. Obstáculos. Vias de Acesso e Acidentes Capitais)conforme o escalão.

Creio que disto só restou o processo de Levantamento Estratégico de Áreas decorrente da aplicação no caso do Discurso do Método de Descartes, do qual também se origina o processo e não método de Estudo de Situação Militar. Discurso do Método de Descartes, que origina incontáveis  processos de solução de problemas específicos  e não Métodos, conforme aprendemos em Curso de Organização e Métodos no DASP em 1970.

Por oportuno outra idéia entre alguns colegas na ECEME em 1967/69 era de que a Doutrina Militar era algo rígido e imutável, mas depois, pesquisando o assunto entre pensadores militares mundiais chegamos a conclusão  que uma Doutrina Militar de permanente só tem dois fatores, o homem e sua contínua mudança.

O citado livro do General Paula Cidade, Notas de Geografia Militar Sul Americana ao que consta, tiveram  melhor aproveitamento nos exércitos sul americanos, pelo preciosos ensinamentos que ministravam, do que no nosso onde ele  não  teve, ao que parece, quem o substituísse e desse prosseguimento a este assunto relevante trazido da França pelo Cel José Pessoa e por ele introduzido na Escola Militar do Realengo.

Outro conhecimento que nos parece mereceria  ser desenvolvido no DEP no setor de Pesquisa,  seria a Geo História Militar Terrestre,  ou seja  a Geografia da História Militar Terrestre do Brasil, do que nos deu preciosas indicações o professor Floriano de Paula em seu estudo pioneiro na Universidade Federal de Minas Gerais, na sua preciosa obra Geografia da História. Belo Horizonte: Imprensa da UFMG,1972, que mereceu do Major José Fernando Maia Pedrosa, então instrutor de História Militar na ECEME, nas orelhas ou abas da obra este comentário:

      “ Que o  mestre professor Floriano de Paula sugeria em seu livro, a grande responsabilidade das gerações futuras, diante da incontestável importância do Brasil, na conturbada cena internacional, onde a ambição e os expansionismos de inspiração ideológica, ou não, ai estão de olho no nosso crescimento.”

             De lá para cá se passaram 32 anos e ao escrevermos para a ECEME,  Amazônia Brasileira- Conquista. Consolidação. Manutenção – História Militar Terrestre da Amazônia.1616- 2003.  Porto Alegre :AHIMTB, 2003, constatamos através de diversas fontes as enormes pressões internacionais denunciadas exercidas sobre a Amazônia pela ambição internacional. Constatar isto é fruto de simples verificação e raciocínio!

             E neste caso me cabe lamentar a equivocada edição pela BIBLIEx por indicação de seu Conselho Editorial do livro de Jean Soublin, História da Amazônia, contendo diversas e graves deformações de nossa História, das quais cabe citar a falsa insinuação do Exército Brasileiro  haver praticado um genocídio de índios Waimiris em 1974, se não bastasse o grande equivoco de já haver publicado, o livro Cerne da Discórdia e se antes não houvesse  a BIBLIEx proporcionado o lançamento no Forte de Copacabana do livro A Noite das grandes fogueiras, de Gilberto Meireles. É difícil de se entender estas iniciativas que devem ter uma explicação de razão de Estado do Escalão Superior ao qual a BIBLIEx é subordinada.

 E por se falar em História Militar Crítica vale lembrar o trabalho conjunto do Cel Francisco Ruas Santos e do Major José Fernando Maia Pedrosa na obra:

ESCOLA DE ESTADO- MAIOR DO EXÈRCITO. Marechal Castelo Branco seu pensamento militar. Rio de Janeiro: Secretaria Geral do Exército, 1968.

              Existem outros estudos de História Militar Terrestre Crítica entre eles nos vem a mente dos pensadores militares Cel João Batista Magalhães e do Cel Amerino Raposo Filho onde do último destaco A Manobra na Guerra que nos foi de grande utilidade como aluno da ECEME originário de uma arma de apoio e mais Caxias e os problemas militares brasileiros. Rio de Janeiro: Secretaria Geral do Exército, 1969, onde em seu capítulo VI aborda o relevante assunto : “ Caxias o inspirador de nossa doutrina militar”.

             História Militar Crítica que desenvolvemos em nosso livro As batalhas dos Guararapes. descrição e análise militar. Recife: Universidade Federal de Pernambuco,1971.2,v e ora reeditada pela Academia de História Militar Terrestre do Brasil em comemoração ao 10 º Aniversário da criação do Dia do Exército.

           Obra que elaboramos com apoio em conhecimentos de Arte Militar adquiridos em Curso da Escola de Comando e Estado- Maior do Exército 1967/69, aplicados a fontes históricas que lá encontramos sobre o tema.

            E creio que militarmente foi muito enriquecedor da História Crítica Militar Terrestre do Brasil  e até reveladora de um grande e valoroso soldado esquecido, o Sargento Maior Antônio Dias Cardoso, hoje nome de uma rua de bairro da AMAN e  de uma das turmas dela egressas, além de patrono das Forças Especiais do nosso Exército.

             Estudo crítico que revelou que os generais dos invasores na Europa  tratavam a reação luso- brasileira original a base de guerrilhas de Guerra Brasílica.

            E assim esperamos que neste artigo consigamos convencer os militares da importância prática para um Exército e, não só em teoria como ela é exaltada , da História Militar Critica e da necessidade de que os que a ela se dedicam sejam ouvidos e não como aconteceu com o General Cordolino de Azevedo, como se pode concluir de seu disciplinado desafabo que esconde muita informaçâo e lições por detrás do que ele mencionou.

          E isto interessa o nosso Exército como sempre interessou e foi usada por exércitos de grande nações, potências e grandes potências , na procura de estabelecer regulamentada,uma doutrina militar o mais genuína possível, compatível com o destino de grandeza do Brasil que hoje luta por um assento no Conselho de Segurança da ONU.

          A nossa História Militar Crítica revelou que os grande problemas militares brasileiros foram enfrentados e solucionados por doutrinas originais desenvolvidas no calor da luta ,como o caso da Guerra Brasílica contra o invasor holandês de 1624/1654, a Guerra a Gaúcha contra o invasor espanhol no Rio Grande do Sul de 1763/1776 e sem deixarmos de mencionar as lições da Guerra do Mato desenvolvidas por quase um século no Quilombo dos Palmares, por seus defensores e atacantes  e vai por ai .Na Amazônia seguramente serão levantadas e desenvolvidas doutrinas militares originais para a sua defesa com apoio nas lutas que ali tiveram lugar . E doutrinas militares indígenas poderão ajudar na formulação da doutrina militar de Resistência que ali se esta se procurando implementar. 

          O historiador civil formado em Faculdades de História não possui as condições ideais de realizar História Militar Terrestre Crítica e sim fazer reconstituições de História Militar Descritiva para que o historiador militar crítico, com formação em Arte e Ciência Militar o faça ao nível dos cursos militares que possua e com mais profundidade os com cursos de Estado - Maior e CPAEx

           Em 1972 o Estado- Maior do Exército através de sua Comissão de História do Exército reuniu em Brasília professores de História e Bibliotecários convidados em todo o Brasil para lhes ministrar um Curso de Pesquisadores de História das Forças Terrestres Brasileiras. 

          Creio somente nós o aproveitamos pela vivência militar que eles não possuíam, ao contrário de nós que foi fácil adquirir noções de biblioteconomia que eles possuíam. Eles tinha dificuldades para saber o que era cantil, baioneta, bandoleira e vai por ai. E nenhum deles  deu retorno aos ensinamentos pretendidos.

            Na falta de um efetivo apoio editorial para historiadores militares brasileiros críticos em razão da BIBLIEx atuar como um Clube do Livro, cujo editorial penso seja  função dos interesses dos seus associados e não dos interesses dos profissionais do Exército, assinalo como fato relevante a colocação na Internet , para consultas, as monografias elaboradas por alunos da ECEME e do CPAEx. Eu mesmo as referenciei pioneiramente em nosso citado trabalho Amazônia Brasileira as que tratam de assuntos militares referentes aquela estratégica área onde nosso Exército se faz cada vez mais presente.

            E aqui concluo este artigo na esperança de que leitores interessados nos problemas do Exército o leiam e concluam o que pode dele ser deduzido e não abordado diretamente.

            E o concluo  evocando palavras dos Jovens Turcos que fundaram a Revista A Defesa Nacional há 91 anos expressas no Editorial do primeiro número da Revista, em 10 de outubro de 1913, e republicado pela História do Exército Brasileiro –Perfil Militar de um povo em 1972.v.2,p.805 e que em rodapé traz esta nota:”

            “O Exército de hoje muito deve à campanha reformista desenvolvida por esta revista.”

            E em certa altura do Editorial que traduziu o programa dos Jovens Turcos se lê:

             “Estamos profundamente convencidos que só se corrige o que se critica; e de que criticar é um dever; de que o progresso é obra dos dissidentes. Esta revista foi fundada, para exercer o direito que todos temos, de julgar as coisas que nos afetam , segundo o nosso modo de ver  e de darmos a nossa opinião a respeito....

             Em todas as coisas da vida e preciso não esquecer nunca a época em que elas foram feitas e o espírito que as ditou. Muito do que hoje nos parece deslocado e anacrônico, foi racional e aceitável a seu tempo, assim como o que hoje nos parece excelente será criticável amanhã.”

            È pois com este espírito que coloco o presente artigo a consideração dos leitores e pesquisadores interessados no melhor futuro do nosso Exército como instituição nacional permanente e força operacional. Leitores especialmente com responsabilidade de Estado pelos destinos do Exército, para prevenir que abrigue equívocos duradouros  de difícil de percepção, como ocorreu com o histórico equivoco do Exército dominado pelo bacharelismo de 1974/1905, em detrimento do profissionalismo militar, como o registrou entre outros o Jovem Turco Marechal Estevão Leitão de Carvalho em suas Memórias e o General Tasso Fragoso, na apresentação de seu clássico A Batalha do Passo do Rosário, o que valeu ser considerado pelo então Chefe do EME General de  Exército  Antônio Carlos da Silva Muricy ,como “ O pai da História Crítica do Exército.”

( x) O autor foi o coordenador em 1970/71 do projeto, construção e inauguração do Parque Histórico Nacional dos Guararapes. Foi  adjunto da Presidência da Comissão de História do Exército do Estado –Maior do Exército 1971/74, o qual lhe conferiu diploma de pesquisador de História das Forças Terrestres Brasileiras. Foi instrutor de História Militar na AMAN 1978/80, onde integrou Comissão que elaborou para a AMAN, como recursos do Estado- Maior do Exército, os livros didáticos até hoje ali em uso Historia Militar do Brasil e História da Doutrina Militar e, de sua autoria, com o apoio do Estado- Maior do Exército, Como estudar e pesquisar a História do Exército, Brasileiro, já ma 2ª edição, Dirigiu o Arquivo Histórico do Exército 1985/91, onde presidiu Comissão da qual resultou a criação do Museu do Exército no Forte de Copacabana. Fundou e preside desde 1996 a Academia de História Militar Terrestre do Brasil que entre seus trabalhos registre-se estar desenvolvendo o Projeto História do Exército na Região Sul, já com 9 livros publicados e, atendendo solicitação da ECEME elaborou os compêndios de Brasil guerras externas e Brasil Lutas Internas e mais, focalizando em separado, lutas internas e guerras externas na Amazônia, que traduziu na obra Amazônia Brasileira- Conquista. Consolidação. Manutenção- História Militar Terrestre da Amazônia 1616-2003.

            Com vistas a subsidiar dados sobre o Dia do Soldado e o Dia do Exército publicou as obras Caxias e a Unidade Nacional no bicentenário do Duque de Caxias e As Batalhas dos Guararapes –descrição e análise militar, no 10º aniversário da criação do Dia do Exército.            Sobre a História da AMAN, publicou  em 2001 História Militar de Resende 1744-2001, comemorativa dos 200 anos de Resende e Os 60 anos da AMAN em Resende, como o próprio titulo o define e mais Projeção da comunidade acadêmica em Resende e Médio Paraíba. Coordenou culturalmente como vice presidente do Instituto de Estudos Valepaibanos em 1996, o Simpósio que levantou integralmente a presença militar no Vale do Paraíba, paulista, mineiro e fluminiense. Simpósio  realizado em instalações da AMAN e da AEDB em Resende e  do CRI em Itatiaia  Dados que recordamos para confirmar a autoridade que julgamos  haver acumulado para tratar os assuntos abordados no  presente artigo.
 


Última alteração em 07-04-2006 @ 01:46 pm

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