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O Abolicionismo em Canguçu
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-04-2006 @ 01:59 pm
 

 

Ao final da Guerra do Paraguai, a Loja Maçônica Fé, integrada na Campanha do Paraguai, só por militares, solicitou com veemência, ao Visconde do Rio Branco, maçom de grande influência nos destinos do Império, providência para a extinção da Escravidão ao lá visitar o Paraguai. Ao chegar ao Brasil ele lutou e conseguiu a edição da Lei do Ventre Livre.

Este espírito libertador foi trazido para Canguçu pelos canguçuenses que combateram no Paraguai, ao comando do Ten Cel Honorário do Exército  Theóphilo  de Souza Matos, hoje patrono de cadeira na ACANDHIS e que era vereador ,ao partir para guerra comandando o Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional de Canguçu.

E em Canguçu eles foram homenageados pela Maçonaria e comunidade, em cerimônia concorrida de libertação de duas meninas escravas, no local que  passou a ser conhecido como Cerro da Liberdade, mais tarde arrasado para fornecer aterros ao Super  Porto de Rio Grande.

Falou no ato como orador o professor Antônio Joaquim Bento o pelotense e primeiro professor régio de Canguçu e avô do professor Adail Bento Costa, em cerimônia coordenada pelo abolicionista e maçom Enéas Gonzaga Moreira.

As crônicas sociais nos jornais de Pelotas, vez por outra registravam em Canguçu casamentos em famílias importantes que em comemoração as bodas, os pais dos noivos libertavam alguns escravos.

Vale lembrar que o Marechal Deodoro da Fonseca era maçon iniciado na Loja Rocha Negra em São Gabriel. Personagem que como presidente do Clube Militar dirigiu em 1888, carta ao Governo, informando que o Exército não era Capitão de Mato e que doravante esta instituição se recusaria a perseguir e capturar escravos.

Isto forçou a Princesa Izabel a assinar a Lei Áurea, logo em seguida em 13 de maio de 1888.. Por isto, na época, a Princesa foi chamada de Redentora e o Exército Imperial de Redentor, inclusive por Rui Barbosa em artigo sobre o Exército e a Abolição onde o adjetivava de  Espada Redentora.

Na Revolução Farroupilha, de inspiração maçônica e cujo 20 de setembro de 1835 foi decidido em Porto Alegre numa Loja Maçônica, onde nela atuou o Major José Mariano de Matos, distinto oficial carioca, afro - descendente que mais tarde capturado em Piratini, por Chico Pedro ou Moringue, e que reteve por largo período preso em Canguçu, em cadeia que mandou construir como “Casa de Hóspedes para os imperiais”. Cadeia que conheci e que só foi demolida  no início da década de 40, para dar lugar a uma mais moderna que não mais existe .

Foi ele um dos lutadores para que os negros e descendentes escravos que se incorporaram ao Exército Farrapo, passassem a ser livres. Em 1864 ele foi Ministro da Guerra do Império.

Foi ele que na elaboração da Constituição da República, em Alegrete, em 1842 propôs que na Constituição constasse a Abolição da Escravatura no Rio Grande do Sul.

E a liberdade aos escravos que lutaram pela Revolução Farroupilha e muitos ao comando do ilustre canguçuense e patrono de cadeira da ACANDHIS, Cel Joaquim Teixeira Nunes, tiveram asseguradas as suas liberdades pelo hoje Duque de Caxias, patrono do Exército e da minha Academia de História Militar Terrestre do Brasil.

Em 23 de abril de 1883, casaram na igreja matriz de Canguçu Felisberto Piegas e Tulia Luz. E na casa do noivo o professor Antônio Joaquim Bento “com a inteligência de que é dotado” falou sobre o significado do casamento e declarou que estava autorizado pela mãe do noivo a declarar livre seu escravo Luiz e pelo pai da noiva as suas escravas Feliciana e Carlota e mais o escravo Felipe, por cotização entre os convidados do casamento.

Em 28 de setembro de 1884, na Câmara Municipal de Canguçu foi organizado o Clube Emancipado de Escravos de Canguçu presidido pôr Bernardo Pinto Ribeiro, irmão do canguçuense General Hipólito Pinto Ribeiro( patrono de cadeira na ACANDHIS)  e tendo por tesoureiro Enéas Gonzaga Moreira e como gerentes Amélia Moreira e Theóphilo  Barbosa Matos e como oradora, Túlia Luz. E na praça principal foram lidas 14 cartas de alforrias, sem ônus, conforme assinalou o Correio Mercantil de Pelotas de 16 de outubro de 1884.

Em 2 de maio de 1884, João Paulo Prestes (patrono de cadeira na ACANDHIS) e Henrique do Estreito alforriaram os seus escravos.

Em 2 de abril de 1888, Canguçu que era o 2º município em número de escravos, os declarou todos livres, 40 dias antes da Lei Áurea.

 


Última alteração em 07-04-2006 @ 01:59 pm

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