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Palavras finais do presidente da Academia
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-04-2006 @ 02:12 pm
 

 

PALAVRAS FINAIS DO PRESIDENTE DA ACADEMIA NO 3o GA AAé  EM 26 DE MARÇO DE 2003 NO ANO DO 7o ANIVERSÁRIO DA AHIMTB

Palavras finais do Presidente da Academia no 3o GA AAé  em 26 de março de 2003 no ano do 7o aniversario da AHIMTB

Hoje, decorridos  7 anos de fundada em Resende, A Cidade dos Cadetes, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) realizou esta  sessão na caserna do 3 o Grupo de Artilharia Antiaérea  Grupo Conde de Caxias 

Sessão  memorável onde desfilaram as histórias sintéticas da nossa Academia, do novo acadêmico hoje empossado e historiador do Grupo Conde de Caxias Alvino Melquides Brugalli que sintetizou a vida e obra de seu patrono na cadeira especial n o 10 ,Cel Arcy da Rocha Nobrega de que é biógrafo e que como nós dirigiu o a Arquivo do Exército.

Foi sintetizado pelo acadêmico e nosso delgado no Rio Grande do Sul e 3 o vice presidente da Academia o Cel Luís Ernani Caminha Giorgis   o patrono da nossa Delegacia aqui em Caxias do Sul o nosso querido e falecido amigo, General Morivalde Calvet Fagundes, autor do mais completo livro sobre a Revolução Farroupilha e sobre o mesmo tema como maçonólogo de expressão internacional As forças secretas da Revolução.

 Conjunto precioso de conhecimentos que reforçaram nos presentes  a consciência da identidade e perspectiva nacionais l  demostram a validade desta sentença:

“Construir é fazer História. Só resiste ao tempo a construção que tenha substância e valor .Mais do que apenas construir com cimento ,ferro e blocos , é preciso construir com alma, para que o tempo  se encarregue de confirmar a obra ,para que ela supere o tempo .

E nesta sessão nos 7 anos de resistência cultural da Academia de História Militar Terrestre do Brasil  ela  hoje sintetizou  o que tem realizado efetivamente para ajudar o Exército a conquistar seu Objetivo Atual n o 1 

Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a memória histórica, as tradições e os valores morais, culturais e históricos do Exército.

Objetivo a nosso ver providencial e oportuno se bem entendido, prestigiado e implementado, com vistas a  anular no seio do Exército a estratégia comunista denominada Grancismo que aos poucos e sutilmente envolve e confunde a Sociedade Brasileira .

E hoje nossa Academia tem a consciência de haver avançado muito neste particular o que o comprova os seus arquivos, trabalhos realizados por seu membros espalhados por todo o Brasil, inclusive no Timor Leste, Estados Unidos e Portugal e a divulgação de seus trabalhos em seu site e no site Militar tendo como seus web designer dois oficias da Marinha especialistas em Informática e seus membros colaboradores eméritos.

É tudo isto nos  dá hoje uma agradável sensação de vitória ao lembramos que a História Cultural do Exército já registrou a criação do Instituto Histórico Duque de Caxias que não ultrapassou a sua sessão de criação e desapareceu..

Caso a Academia de História Militar Terrestre do Brasil tivesse hoje que encerrar suas atividades por falta de apoio financeiro ,vontade cultural de seus membros e apoio moral das instituições em cujo proveito julga que trabalha, ela deixaria um precioso acervo documental e bibliográfico sobre suas realizações e em especial na Internet . 

Acervo onde se destacam a documentação de posses, diversos números de seu modesto Informativo O Guararapes, valioso arquivo biográfico ,a História do Exército na Região Sul já com 8 volumes editados e 2 encaminhados e os compêndios de Lutas Internas e Externas para a ECEME e mais o de História Militar Terrestre da Amazônia pronto para ser editado .E grande parte de seu acervo em CDs

Mas instituições como nossa Academia de despesas certas e rendas incertas se assemelham a um aniversário de crianças cheios de balões que aos pouco vão estourando ou murchando Ë comum a falta de recursos , a incompreensão de parte de alguns raros companheiros  que julgam não ser o trabalho da Academia de importância e que não a prestigiam e até não a visitam  parecendo considerar a nossa História Militar como um casaco velho sem serventia e para ser jogado no lixo Ou que ao se olhar para traz ,para o passado   corre-se o perigo de  acontecer como em Sodoma e Gomorra o  virar-se estátua de sal .

Outros  por não terem tomado contato com a História Militar Crítica quando estudantes e sim com a História Militar Descritiva que não os levava a lugar nenhum e que foi assim definida por Frederico o Grande, ao assistir uma péssima aula de um professor de História Militar de seu filho:

 Então falou indignado:

“ Não ensine História Militar a meu filho como se ensina a um papagaio, fazendo ele decorar datas, nomes e trechos .Faça meu filho raciocinar e tirar conclusões e lições do que lhe ensina .

Este é o espirito do ensino da História Militar Crítica foi introduzido na AMAN  na década de 60 e continuado com vigor pelos que o sucederam onde nos incluímos e também o Coronel Caminha . 

Por oportuno  vale lembrar aos presentes e especial aos aluno que retornarão à vida civil : 

O passado é uma enorme planície onde correm dois rios .Um reto e de margens bem definidas que é o rio da História .Esta fruto da razão e da análise isenta da fontes históricas autênticas ,fidedignas e integras, à luz de fundamentos de crítica escolhidos. 

O outro é um é cheio de curvas e meandros e de margens indefinidas e por vezes com perigosos alagamentos. Este. é o rio do Mito. E  este fruto das paixões humanas, das fantasias , da ignorância , das manipulações, das deformações ,dos preconceitos e da injustiça etc .E, infelizmente predominante entre nós  .Esta é uma importante lição para os jovens que nos assistem para que saibam exercer o seu espírito crítico para sempre distinguir a História do Mito .

Hoje o Brasil assiste a novela A Casa das sete mulheres onde foram cruelmente violentadas e satanizadas as imagens de dois grandes soldados brasileiros, os generais Bento Manoel Ribeiro e David Canabarro aos quais o Brasil muito esta a dever a preservação de sua Integridade, Soberania e Unidade no Rio Grande do Sul .

Na AMAN fui abordado por uma tenente e por um capitão de Saúde que me perguntaram como estavam minhas pesquisas de História .E a tenente foi logo falando ‘” Coronel Bento eu estou com um ódio daquele general Bento Manoel! E o capitão .Coronel Bento que cabra safado aquele tal de general Canabarro!

E creio que foi essa a idéia guardada pelos militares desavisados  da imagem manipulada daqueles dois heróis que abordei em meu livro O Exército  farrapo e seus chefes  editado em 1991 pala Biblioteca do Exército .Sobre isto me escreveu um historiador e tradicionalista santanense terra de Canabarro Velocino Silveira:

“Prezado amigo Presidente .Os detratores da História e os ante heróis sempre viverão minisculamente. As adaptações para TV não dá para comentar. O importante e tocar a boa tropa e os bois cornetas que fiquem para traz.”

A História Militar Terrestre do Brasil , tem sido tradicionalmente no mundo ,uma atividade nobre para soldados inativos e uma maneira de continuarem a contribuir para o progresso da instituição com a experiência que adquiriram .Aliás prática esquecida entre nós o que sugere análise profunda pela estreita ligação da História Militar com o desenvolvimento de uma Doutrina Militar .

 E neste objetivo vem se aplicando a nossa Academia num toque de reunir  soldados inativos e ativos e civis interessados em delegacias espalhadas pelo Brasil .

Dentre os objetivos  que a Academia persegue registre-se o de resgatar, preservar e divulgar as obras de historiadores militares terrestres e com elas, expressivamente, a História Militar Terrestre do Brasil ,indiscutivelmente o Laboratório da Tática , da Logística e da Estratégia terrestres brasileiras 

Aqui vale lembrar o Marechal Ferdinand Foch que saiu da cadeira de História Militar da Escola Superior de Guerra para comandar a vitória aliada  na 1a Guerra Mundial e sob cujo comando lutaram 24 oficias de nosso Exército e inclusive o então Ten de Cavalaria José Pessoa , patrono da Delegacia de Brasília e futuro idealizador da AMAN , o qual  como seu comandante dinamizou o ensino de História Militar e introduziu o de Geografia Militar, como a Geografia do Soldado ,a serviço do maior esclarecimento nos mais diversos escalões do fator da decisão militar - 0 TERRENO .Falou o marechal Foch:

“Para alimentar o cérebro (entenda-se Comando ) de um Exército na paz, para melhor prepará-lo para a indesejável eventualidade de uma guerra ,não existe livro mais fecundo em lições e meditações do que o livro História Militar.

Esperamos que a abordagem deste assunto, contribua  para solidificar nos militares   presentes as suas  identidades históricas

Isto  para que em melhores condições,  possam  vir a contribuir para a liderança das Forças Terrestres e da Sociedade brasileira no início do insondável 3 o Milênio .

E ,também, tentar despertar  vocações adormecidas de historiadores militares terrestres brasileiros , categoria que  se acha em fase de extinção ,por razões várias ,e em especial por invasões indébitas de sua função social por deformadores da História Militar com os mais variados e até inconfessáveis fins.

 Constatar é obra de simples verificação e raciocínio! A História por seu poder  de solidificar o patriotismo, o civismo , a auto estima de um povo e a identidade e perspectiva históricas do mesmo, vem sendo  atacada pela Mídia pelas estratégia do Silêncio alternada com a estratégia da Deformação, por duas forças poderosas convergentes :o Grancismo e  o Poder Econômico Mundial que domina o Mercado Mundial ,uma variante em nossos dias do Bezerro de Ouro da Bíblia .Constatar é obra de simples verificação e raciocínio 

 Cabe pois aos que nos ouvem e futuros lideres do Exército e civis ,saber distinguir como foi assinalado a História do Mito .Deste hoje tem sido vítimas preferidas as nossas Forças Armadas e Auxiliares de parte de agentes da  Mídia em especial . 

Mas as falsidades e deformações de nossa História  continuam produzindo seus efeitos como se verdadeiras, no seio da juventude que não teve contado com as Forças Armadas. Disto resulta uma desorientação de parcela desta juventude que se entrega a prática  de valores que  confrontam e mesmo agridem os enumerados pela Sociedade Brasileira na Carta Magna .Fato  diagnosticado por  alguns analistas como falta de Religião e de História e do que decorre a falta de identidade e de perspectiva históricas. E nisto vem a Academia se aplicando em esclarecer manipulações que distorcem e comprometem a verdadeira imagem das forças terrestres com calúnias , deformações  e manipulações que circulam com foros de pretensa História .Ou seja não se limita a AHMTB a indignação pura e simples .Parte como ONG para o debate defendendo a sua verdade!

Na peça de Júlio Cezar de Shakespeare ,Marco Antônio diz a certa altura a Brutus :“As boas obras que os homens praticam são sepultadas com os seus ossos. No entanto só o mal sobrevive .”

Outro papel da Academia tem sido o desenterrar junto dos ossos as obras dos historiadores militares terrestres brasileiros , civis e militares e com elas, por via de conseqüência ,o valioso patrimônio cultural militar terrestre brasileiro acumulado em quase 5 séculos de lutas e vigílias por várias gerações de militares de terra ,os quais foram ,em grande parte, responsáveis pelo delineamento, exploração, conquista , segurança e manutenção de um Brasil Continente que cabe as atuais e futuras gerações preservar e defender. E às gerações do 3 o Milênio caberão responder aos graves desafios reservados à soberania do Brasil na sua  Amazônia, E nesta defesa a Academia se engajou ao preparar para edição este ano da obra Amazônia Brasileira - A conquista, consolidação e manutenção –História Militar Terrestre da Amazônia 1616-2003 

E especial atenção tem dado  a Academia ao resgate e culto das memórias de soldados terrestres que no curso do processo histórico brasileiro deram suas vidas em holocausto a pátria brasileira ,os quais ,segundo Péricles ,que viveu em Atenas, cujo século V antes de Cristo levou o seu nome ,por haver se constituído no apogeu da civilização grega  e, com ela ,a da  Democracia que ele ajudou a construir como chefe de Estado e estratego pôr 14 anos :

“ Aquele que morre por sua pátria ,serve-a mais em um só dia que os outros em toda a vida .”

Agradecemos a presença de todos quantos prestigiaram com suas presenças este encontro de gerações de jovens alunos ,futuras lideranças do Exército e da sociedade Caxiense ,com historiadores civis e militares e soldados terrestres da Guarnição de Caxias do Sul .

Foi uma renovada  emoção    passar algumas horas neste Grupo Conde de Caxias e na cidade que leva o seu nome por haver sido o pacificador da Revolução Farroupilha.

Agradecimento a todos que prestigiaram esta histórica sessão. E em especial ao comandante do Grupo Conde de Caxias  e  a sua dedicada equipe ,e aos alunos que serviram de porta vozes e nos auxiliaram na condução desta seção .

Ao novo acadêmico e nosso Delegado em Caxias do Sul    Alvino Melquides Brugalli ,votos de muito sucesso no desenvolvimento de sua Delegacia ,recrutando novos membros efetivos e  comemorando condignamente o bicentenário aqui  em Caxias do Sul ,do Duque de Caxias, patrono do Exército, da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, da cidade e município de Caxias do Sul e deste 3o Grupo de Artilharia Antiaérea para o que a nossa Academia contribuirá breve com o livro Caxias e a Unidade Nacional para cuja edição viemos ao Rio Grande do Sul .Edição  com a firme’, valiosa  e indispensável contribuição dos acadêmicos aqui presentes Cel Luiz Ermani Caminha Giorgis e Dr Flavio Camargo ,que em breve assumirá a cadeira General Souza Docca ,tio e inspirado  do General Morivalde Calvet Fagundes patrono da nossa Delegacia aqui em Caxias do Sul .

Convido para encerrar a presente sessão o presidente de Honra da mesma General Decio Angelo Fonini .

 


Última alteração em 07-04-2006 @ 02:12 pm

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