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A agonia de um valioso museu militar gaúcho
Inserido por: ClaudioBento
Em: 06-29-2006 @ 05:56 pm
 

 

O Capitão Aroldo Medina sócio acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil ,onde ocupa, por indicação do Comando da Brigada Militar do Rio Grande do Sul , a cadeira que tem por patrono ,em vida ,o Coronel Hélio Moro Mariante ,o maior historiador daquela Policia Militar ,escreveu Medina  em em 1 set 2000 no Boletim 035/2.000 do Museu da Brigada Militar ,preocupado com seu destino em razão de ordem de transferência do mesmo para o Centro de Porto Alegre pelo sr Coronel Carlos Alberto dos Santos ,Sub comandante Geral da Brigada Militar .E decorrido um ano o referido museu se encontra ainda desmontado e parte de seu precioso acervo mofado, atingido por  cupins ,como a preciosa coleção da Revista do Globo editada de 1927-1967 .O Capitão Medina e autor do precioso livro Museus do Rio Grande do Sul ,uma grande contribuição da Brigada Militar ,à preservação da História ,Tradições e Valores do Rio Grande do Sul guardados em verdadeiros relicários comunitários .Mas veja-se o que escreveu o nosso acadêmico com o qual se solidarizou reportagem de Zero Hora de Porto  Alegre de 26 junho 2001: O Alfa e o Ômega do Museu da Brigada Militar BM=Brigada Militar RS

Preocupa-nos, intensamente, a idéia fixa e o assédio incompreensível, congelados na insistência em transferir a sede do Museu da Brigada Militar, da Linha de Tiro onde foi instalado há 15 anos, para o prédio do QG da BM. Se persistirmos nessa idéia de base experimental empírica, haveremos de entrar para a história da Brigada Militar, como os oficiais precursores do princípio do fim, pela segunda vez, grifo, da existência do Museu da Brigada Militar.

Todos nós indignamo-nos, por exemplo, quando surgem propostas adjetivas que mexem na estabilidade dos servidores públicos. Gritamos alto, vituperamos, cuspimos palavrões contra todos aqueles que ousam desrespeitar cláusulas institucionais pétreas ou ignorar direitos adquiridos. Se estabilidade para nós é tão importante, por que então não respeitá-la naqueles que também a conquistaram? Dito isto, por que insistir em acabar, de uma hora para outra, com a estabilidade do Museu da Brigada Militar, instalado no prédio da Linha de Tiro da Brigada Militar em 1987, não antes de vagar por três outros endereços, desde que foi novamente criado na véspera das comemorações do sesquicentenário da BM, em 1985. Instalação esta determinada, justamente, por ser este o prédio mais antigo de nossa respeitável .

Corporação que bate no peito com orgulho para dizer que venera sua história e a memória de seus antepassados. Aspecto este que nos leva a afirmar que temos, no mínimo, um dever a cumprir e uma memória a respeitar. Temos o dever de respeitar a obra e a memória de quem teve visão de futuro para instalar o Museu da Brigada Militar no único prédio da Brigada, tombado como patrimônio histórico do Estado. Prédio que ao ser inaugurado em 1910, registrou em seus anais históricos, palavras proféticas do coronel Cypriano da Costa Ferreira, comandante geral da Brigada Militar que disse ao receber o fuzil mauser número 4.605, modelo 1908, utilizado na inauguração da Linha de Tiro, das mãos do presidente do Estado, doutor Carlos Barbosa Gonçalves: “Este fuzil ainda fará parte do museu da Linha de Tiro”.

Como explicar este fato histórico, de alguém afirmar um acontecimento, 77 anos antes de se tornar realidade? Coincidência ou destino? Acrescente-se ainda, a este fenômeno, a informação de quem instalou o Museu da Brigada na Linha de Tiro, desconhecia este aspecto histórico. Vamos ignorar isto? Vamos abrir, simplesmente, mão deste honroso desígnio histórico.

Ouço risadas e mais risadas daqueles que não enxergam isto. Debocham de si mesmos. Quantas instituições e povos dariam seus maiores tesouros pecuniários para ter uma história semelhante aquela que possuímos e que não sabemos dar e enxergar o seu devido valor. Pobres que somos. É hora de acordar, de invocar o espírito de nossos antepassados. Cypriano ergue a lápide do teu túmulo, sai da tua cova escura e vem lutar a tua eterna batalha. Convoca contigo Massot e Aparício Borges. Vêm-nos assombrar, entra nos nossos sonhos e grita alto em nossos ouvidos, para acordarmos, amarmos e venerarmos o patrimônio histórico e cultural construído por vós e legado a todos nós, teus herdeiros.

Óh! Guerreiros do passado da Brigada Militar, ajudem-nos a afugentar o mal da ignorância e da insensatez que por vezes, teima em percorrer o nosso meio presente, semeando discórdia e desunião destruidoras de nossas colunas. Ajudai-nos a afastar de nós o cálice tinto de incompreensões e de iniqüidades.

Cypriano, ajuda-nos a lembrar que o Museu da Brigada Militar também é teu, em outra dimensão de vida, ao lado de outros próceres brigadianos que tem seus pertences pessoais, objetos e documentos guardados há 15 anos e em paz, no prédio que foi ungido com a vocação de ser museu, desde que foi inaugurado. Afastai de nós, idéias que turvam nossa visão.

Nos dai forças para servir ao povo riograndense com idealismo e destemor, em vez de servirmos a interesses pessoais menores. Inspirai-nos à leitura de nossa história, para amá-la e respeitá-la. Ajuda-nos a evitar atalhos e ações improvisadas. Mostra-nos caminho seguro.

Cypriano, desperta-nos ânimo para conhecer as páginas que relatam o martírio de sete anos do jovem tenente Mariante, idealizador do Museu da Brigada Militar, iniciado em 1947, quando propôs a criação de nosso museu, instalando-o no QG da BM, em 1955 e, tendo que assistir sua desativação em 1957, apenas dois anos depois, por “absoluta falta de pessoal e descaso com seu acervo”, segundo registros históricos da época. Ajuda-nos a conhecer e compreender que museu nenhum, em país que respeita sua história, “levanta de onde está e vai até onde tem mais gente caminhando”; uma, porque as pessoas que não têm o hábito de visitar museus, vão continuar não tendo, por maior que sejam suas portas de entrada; outra, porque quem costuma ir à museus, tem o hábito de ir até onde eles estão, independente do lugar onde estejam, até mesmo no deserto, como é o caso de vários museus norte-americanos, localizados nos lugares mais inóspitos e inimagináveis possíveis.

Ajuda-nos a enxergar que numa cidade como Porto Alegre, não têm só o “Corredor Cultural da Rua dos Andradas”, onde, recentemente, lemos numa reportagem publicada pelo jornal Zero Hora, sob o título: "Casa de Cultura Não Decolou" que, a despeito da Casa de Cultura Mário Quintana, estar neste corredor, ser o que é e ter a importância e a divulgação que tem, está falida na freqüência de público que planejava ter.

Faz-nos ver que o Museu da Brigada Militar onde está, é vizinho do Museu mais avançado do RS: o Museu de Ciência e Tecnologia da PUC-RS que tem expressiva freqüência de público, mesmo cobrando um justo ingresso de R$ 10,00 (dez reais), por pessoa. O Museu da Brigada Militar onde está, é também vizinho do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Estado, maior museu do Estado em espécimes botânicos.

Faz-nos compreender que o atual prédio do Museu da Brigada Militar, por ser o mais antigo da Corporação, é também o mais velho e o mais carente de reparos urgentes em toda a sua estrutura que já apresenta fissuras e possui, inclusive, paredes externas “ocas” pela infiltração de água e a ação de outras intempéries, sem esquecer de mencionar que o prédio da Linha de Tiro possui uma rede elétrica ultrapassada que oferece risco de incêndio permanente. Prédio este que só terá capacidade de mobilizar, com a brevidade que este caso requer, um capital de aproximadamente R$ 100.000,00 (cem mil reais), valor necessário para uma completa restauração, através da Lei de Incentivo à Cultura, se continuar abrigando de forma legítima, um museu.

Peço ao teu espírito também que nos faça ver que o Museu da Brigada Militar já adquiriu e solidificou no imaginário de seus freqüentadores, a imagem do próprio prédio que lhe deu personalidade e forma definida. Refresca a memória de todos nós que o Museu da Brigada Militar deu ao prédio da Linha de Tiro, em novembro de 1990, projeção internacional, ao colocar num carimbo postal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, a estampa da fachada do prédio da Linha de Tiro, levada a todas as partes do globo terrestre através de toda correspondência postada nas agências dos Correios, em Porto Alegre, na referida data. Não permitis assim que o Museu perca o seu legítimo corpo, nem permitis que o prédio perca a sua legítima alma.

Apascentai, especialmente, o coração de Rube, Luis Henrique e Érico, afastando destes homens o pecado da cobiça por espaço que guarda a memória de teus e de nossos honrados antepassados. Iluminai, igualmente, com a luz da sabedoria e da razão, aqueles que conduzem em instâncias mais altas, nossos destinos, para que sejam justos em suas decisões administrativas. Inspira, estes, a boa causa de apoiar a idéia de criação, no QG, do Memorial Brigada Militar, sem que o Museu perca o seu espaço na Linha de Tiro da BM.

Protegei os amigos da história, defendei os defensores do Museu da Brigada Militar, pedindo por eles, em teu nome, a toda Corte Celestial dos espíritos mais iluminados, para que afastem deles os espíritos errantes por luz. Intercedei junto ao Senhor para que ouça nossa prece, pedindo graças aos discípulos que guardam a história dos homens de bem e que lutam os bons combates. Uní-vos todos no mesmo ideal de respeito as boas obras. Ajuda-nos a colher mais e novos discípulos defensores de nossa história e de nossa pátria, do Rio Grande e do Brasil. Nos dai forças para defender o patrimônio histórico e cultural de nossa Brigada Militar. Fazei crescer os amigos de nosso museu que hoje já congrega em uma associação fraterna de oficiais, praças e amigos da BM, mais de duzentas pessoas, em apenas quatro meses de existência. Não permitis que sejamos egoístas e pensemos somente em nós, fazei-nos lembrar sempre de todos os museus do Brasil que guardam o melhor eu de cada um de nós. Daí força as suas associações de todos os museus. Anima todos a darem as mãos num abraço fraterno ao redor de suas causas.

Cypriano, por fim, convoca com o consentimento do Senhor dos Mundos, todos teus guerreiros do mundo espiritual, e recomendai-os a dar guarda em cada um de nós, para que sejamos fortes e não percamos nossa consciência, rumo e dever de manter nossa identidade, de reverenciar a tua memória e de outros brigadianos que gravaram seus nomes em nossa história, por seu idealismo nobre. Clamo-te para que, por derradeiro não permitas que o Museu da Brigada Militar saia de onde está, não completando, sequer, sua maioridade. Daí a ele vida longa onde está, permitindo-lhe que tenha neste lugar a longevidade de Matusalém. Ajuda-nos derramando o fluido do teu sangue sobre nós, para que este venha a inflamar nossas veias. Daí a nós a tua coragem para lutarmos como homens de moral impoluta e caráter robusto, contra todo aventureiro que quiser dizimar nossos feitos históricos e nossas glórias brigadianas, autênticas muralhas do Rio Grande do Sul e de todo seu povo.

Divagas demais escritor. Perdes o rumo do teu pensamento. Em mundo de matéria e miséria, por que falas em espírito e ideais que jazem mortos? Acaso achas que alguém vai te escutar? Acho que perdes o teu tempo, falando aqueles que não querem mais te ouvir. Desconheço-te diabo medonho. Sai de perto de mim, pois, falo com brigadianos, homens que ainda lutam com fé e enaltecem o sol da manhã. Ainda tenho ouvidos sim, na milícia que é florão do Brasil. Ainda tenho ouvidos numa Força Gaúcha que brilha no clarão de uma bandeira sem par e que, avante, ainda enfrenta o inimigo, com os baluartes da grande história da Brigada Militar que todos, temos o dever de honrar e defender.

Capitão Aroldo Medina

Diretor do Museu da Brigada Militar

Porto Alegre, RS, 03 de agosto de 2.000” 

Nota da AHIMTB;O Gen Div Cypriano da Costa Ferreira que o Capitão Medina evoca foi um grande soldado Foi o 1 o Inspetor de Regiões ,a raiz histórica do Comando Militar do Sul .Comandou a 3a Região Militar durante a Revolução de 1922. . a Revolução Federalista ,como capitão ,organizou e comandou  o 2 o Batalhão da Brigada Militar com o qual venceu o combate de Trairas ,usando a formação em Quadrado de sua Infantaria, contra a Cavalaria federalista ,um dos maiores feitos táticos desta guerra civil .Foi comandante assinalado da Brigada Militar por 7 anos de 1908/1915 .Foi um soldado completo e foi o criador da Linha de Tiro da Brigada Militar. força que modernizou .Era natural de Santana do Livramento .De igual forma que ele muitos oficiais do Exército comandaram a Brigada Militar e a instruíram e assim integram o patrimônio histórico e cultural da Brigada Militar conforme contatamos em seu Museu ,já que é dificil hoje constatar-se esta contribuição em razão do lamentável incêndio que lambeu os arquivos da Brigada Militar .Será lamentável que os cupins e mais a indiferença ,esta o peso morto da História , terminem por consumir o que restou da gloriosa memória histórica ,tradições e valores morais, culturais e históricos da Brigada Militar Gaúcha .Votos de que alguém atalhe esta destruição previsível e não permita que este crime cultural se consuma e que enxerguem na obra Museus do Rio Grande do Sul ,uma assinalada contribuição da Brigada Militar à preservação, à divulgação e sobretudo a integração do patrimônio histórico gaúcho .Tarefa de que muito a Academia de História Militar Terrestre do Brasil que possui em seu quadro social os 4 mais expressivos historiadores da Brigada Militar como patronos de cadeiras e acadêmicos .

(x) Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e do Instituto de História e Tradições  do Rio Grande do Sul 

 


Última alteração em 06-29-2006 @ 05:56 pm

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