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Participação das Forças Armadas (3 de 4)
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-04-2006 @ 02:32 pm
 

 

continuação... Leia a parte 2/4

PARTE 3/4

Aeronáutica brasileira 

            Foi criada, em 20 de janeiro de 1941, tendo como componente militar as Forças Aéreas Nacionais, resultado da incorporação, por imperativos de economia e eficiência, decorrente de centralização das aviações do Exército e Naval que começaram a ter desenvolvimento após a Primeira Guerra Mundial. Ela passou a denominar-se Força Aérea Brasileira, ou FAB, em 22 de maio de 1941, como braço militar do Ministério da Aeronáutica, criado quatro meses antes e cujo primeiro titular, e durante toda a guerra, foi o gaúcho Dr. Joaquim Pedro de Salgado Filho. A FAB foi colhida pela entrada do Brasil na guerra com um ano e meio de existência e em situação difícil, não dispondo de infra-estrutura aérea, aviões e pessoal adestrado para a proteção de comboios e guerra anti-submarino, a não ser em limitada escala os Vultee Vingança da base aérea de Santa Cruz e os Focke Wulf do Galeão que, em vôo de instrução, levavam uma bomba de profundidade e uma metralhadora 30. Estes e mais os Martim Wought Corsair e outros haviam contribuído para a formação de bons pilotos, muitos dos quais se adestraram em vôos de longa duração no benemérito Correio Aéreo, criando em 1931 pelo futuro marechal-do-ar Eduardo Gomes e atual patrono da FAB. Organização que se constituiu, além de poderoso instrumento de integração nacional, em excelente escola de pilotos, fora dos limites do Campo dos Afonsos – o ninho das águias brasileiras.  Para superar estes obstáculos  a FAB desenvolveu, com auxílio americano, atividade febril e incansável e particularmente no Nordeste, no âmbito da 2ª Zona Aérea, com Quartel-General no Recife e jurisdição sobre o Nordeste, onde se situavam as bases aéreas do Recife, Salvador, Natal e Fortaleza, à época centro de gravidade do esforço da FAB e ao comando do brigadeiro Eduardo Gomes.  Segunda Zona Aérea que teve destacado papel na defesa do Saliente Nordestino contra uma possível invasão naquela região das Américas e depois da entrada do Brasil na guerra, integrando a Força Naval do Atlântico e 4ª Esquadra  Americana, que integrou como Força Tarefa  49, junto com as primeira e terceira zonas aéreas, respectivamente, com sedes em Belém e Rio de Janeiro na proteção do tráfego marítimo e guerra anti-submarino ao longo do litoral desde Florianópolis até o Oiapoc, com ênfase no litoral do Saliente Nordestino. A base criada de Fernando de Noronha serviu ao esforço aéreo aliado no combate, na Cintura do Atlântico-Sul, a barcos do Eixo, corsários ou furadores de bloqueio, estes transportando matérias-primas para o esforço de guerra do Eixo. Em razão de término de contrato, a Missão Militar Francesa de aviação foi substituída de 1940-41 por uma Missão Militar Americana que ministrou, no Campo dos Afonsos, cursos de atualização em vôo por instrumentos, radiocomunicação e o uso do avião North American 44. Ainda antes da entrada do Brasil na guerra foi organizado em Fortaleza o Agrupamento de Aviões de Adaptação, constituído de 20 aviões (12 caças Curtiss P-36, seis bombardeios Douglas B-18 e seis bombardeios NA-B-25) e destinado a adaptar em aviões americanos mais modernos o pessoal da FAB. Em junho os 12 caças Curtiss P-36 foram enviados para o Recife para participarem da defesa do Saliente Nordestino de uma possível invasão do Eixo. Ainda no Exército, a sua aviação havia adquirido de 1937-40, 143 aviões que transferiu à FAB. Eram de instrução 79 (20 Muniz M-7 brasileiros, 15 Avro e 44 Stearman A 75 L e A 76-36). Eram de combate 30 North American e 10 Vultee II GB2. Um destes realizou vôo sem escalas de Fortaleza a Porto Alegre. Depois viriam já na fase da FAB os Curtiss P-36, os Douglas B-18, os NA-B-25, os Hudson, os Catalina, os Ventura. Com a entrada do Brasil na guerra a FAB apoiou com suas bases de Vitória, Caravelas, Salvador, Maceió, Natal, Fortaleza, São Luís, Igaparé-Açu, Belém, Amapá e Ilha Oceânica de Fernando de Noronha operações da Força Tarefa 44, constituída basicamente pela Ala Aérea da 4ª Esquadra Americana. Exerceu papel relevante no adestramento dos pilotos do Brasil, em modernos aviões de patrulha para a guerra anti-submarino e cobertura aérea de comboios a USBATU (United States-Brasil Air Training Unit), unidade de treinamento organizada pelos americanos na base aérea de Parnamirim-Natal a eles cedida pelo Brasil. Ela instruiu em 3 turmas, 36 oficiais aviadores e 54 sargentos que constituíram unidades de patrulha da 2ª Zona Aérea. O curso durava seis semanas seguido de estágio em aviões americanos. Estas equipes integraram no Recife o 1º Grupo de Bombardeio Médio equipado com 14 aviões PV-I Ventura recebidos, em 30 de março de 1944, e que ali substituiu esquadrão americano. No Recife estagiaram equipes do 4º Grupo de Fortaleza que foi equipado com aviões Lockheed Hudson que logo substituíram os americanos. O 3º Grupo de Salvador, após instruído pelo grupo do Recife, foi também equipado com os modernos PV-2 Ventura e logo substituiu os americanos. Em 12 de dezembro de 1944, a base aérea do Galeão recebeu 15 Catalinas PBY, dos quais o Aará afundou o submarino U-199. A FAB ficou assim em condições de substituir a aviação naval da Esquadra Americana e dar cobertura aérea ao tráfego marítimo e a executar a guerra anti-submarino em conjunto com a Marinha de Guerra do Brasil, no litoral, do Oiapoc a Florianópolis. A atuação da FAB na Campanha do Atlântico Sul foi assim definida pelo comandante da Força do Atlântico Sul e 4ª Esquadra americana, vice-alte. William Monroe que substituíra o vice-alte. Jonas Haward Ingram, agora comandante-em-chefe da Esquadra do Atlântico.  

“Os sinceros agradecimentos à Força Aérea Brasileira por sua cooperação com a Força Naval Americana contra o inimigo. Os vôos freqüentes prolongados e perigosos feitos pela FAB exigiram perícia de vôo, e máxima cooperação e coragem excepcional. Não há dúvidas que as operações da FAB foram da maior importância e um dos fatores decisivos na eliminação do inimigo no Atlântico Sul.” 

            Foi figura exponencial e providencial o comandante da 2ª Zona Aérea,  o brigadeiro Eduardo Gomes, futuro  ministro da Aeronáutica por duas vezes, além de consagrado como seu nume tutelar e, mais do que isto, patrono da Força Aérea Brasileira, após sê-lo por uns tempos do CAN, no qual foi substituído pelo ten. - brig. Nelson Freire Lavenére-Wanderley, pioneiro do 1º vôo do CAN, combatente no TO do Mediterrâneo nesta guerra, futuro ministro da Aeronáutica e chefe do EMFA e historiador da FAB. Lutaram no TO do Mediterrâneo as seguintes unidades da FAB: o 1º Grupo de Caça (Senta Pua!) e a 1ª Esquadrilha de Observação e Ligação (1ª ELO).  

Grupo de Aviação de Caça 1º (Senta Pua!) 

            Representou a FAB no TO do Mediterrâneo, integrando a Força Aérea Aliada do Mediterrâneo e, diretamente, o 350º Regimento de Caça Aliado, junto com mais três grupos de caça dos EUA. O 350º integrava a 62ª Brigada de Caça subordinada ao XXII Comando Aerotático, que apoiava o V Exército dos EUA que a FEB integrava. O 1º Grupo de Caça foi equipado com os modernos caças Thunderbolt P-47 e teve a comandá-lo o ten. -cel. Nero Moura, mais tarde ministro da Aeronáutica e futuro patrono da Aviação de Caça da FAB. O grupo brasileiro cumpriu missões de combate em território italiano e alemão, a partir dos campos de pouso de Tarquínia e depois Pisa. Segundo relatório do 350º Regimento de Caça, o 1º Grupo de Caça, de 6-19 de abril de 1945 realizou 5% dos vôos executados pelo XXII Comando Aerotático. Dos  resultados obtidos foram oficialmente atribuídos  aos pilotos brasileiros: 15% dos veículos inimigos destruídos; 28% das pontes destruídas; 36% dos depósitos de combustíveis: e, 85% dos de munição danificados. Em missão os caças brasileiros enfrentaram forte resistência inimiga de parte da defesa antiaérea e da aviação de caça, voando à média e baixa altura, ficando à mercê do fogo antiaéreo de canhões antiaéreos de 20 e 40 mm, segundo o historiador da FAB, Lavenére-Wanderley, então oficial de ligação brasileiro junto ao XXII Comando Aerotático e que cumpriu 13 missões de combate com os bravos do Senta a Pua! Nos quatro primeiros meses de 1945, o 1º Grupo realizou 1.728 saídas, sendo atingido 103 vezes pela artilharia antiaérea e, mesmo assim, na maioria das vezes, os robustos Thunderbolt um tank voador com 7 t. de ferro, combustível e munição trouxeram seus pilotos de volta à base. Dos 48 pilotos do grupo que combateram, houve 22 baixas (cinco morreram abatidos pela artilharia antiaérea, 8 foram abatidos da mesma forma, mas conseguiram saltar de pára-quedas sobre território inimigo, três pereceram em acidentes e seis foram afastados por imperativos médicos). O elevado número de baixas reflete o risco a que estavam submetidos quando em operações. O grupo se adestrou em Orlando-EUA, Aqua Dulce no Panamá e Soffolk-New York, onde tomou conhecimento e intimidade com o mais  moderno caça da USAF, onde tomou conhecimento e intimidade com o mais moderno caça da USAF, o Thunderbolt P-47. Dali o grupo foi transportado para Livorno. Ao incorporar-se ao 350º Regimento de Caça recebeu o nome código Jambock (chicote) que veio somar-se ao Senta a Pua! grito de guerra simbolizando, segundo Austregésilo de Athaide, “lançar-se sobre o inimigo com decisão, golpe de vista e vontade de aniquilá-lo”. Pua, a arma do galo de rainha para atingir o oponente, esporte muito difundido no Brasil. O símbolo do grupo passou a ser o avestruz, animal que come  de tudo, situação que viveu e ironizou o grupo em seu treinamento em Aqua Dulce no Panamá. O comandante da Força Aérea dos EUA ao visitá-lo transmitiu a seguinte impressão a seu comandante:  

“Tive a melhor impressão quando visitei vossa unidade (ten. -cel. Nero Moura). O modo pelo qual o senhor e seus homens integraram neste Teatro do Mediterrâneo deve servir de orgulho para vós e para os brasileiros. Podeis com razão sentir-vos orgulhosos com os sucessos obtidos e com os que continuareis a obter, levando a guerra ao seio do inimigo. O recorde de vosso grupo é acima do normal e a cooperação com as outras unidades engajadas refletem maior mérito sobre vós. Foi com prazer e orgulho todo pessoal que visitei vosso grupo.

            O Senta a Pua! realizou o seu maior feito, em 22 de abril de 1945, assim traduzido em relatório do oficial de informações do 350º Regimento de Caça:  

Por este pronto trabalho de coordenação o  1º Grupo de Caça Brasileiro, no dia 22 de abril de 1945, contribuiu com sua ação material e diretamente para que a cabeça-de-ponte aliada sobre o rio Pó fosse estabelecida no dia 23 e na derrota do Exército Alemão no vale do rio Pó.  

            Por tudo, passados 40 anos, o presidente Ronald Reagan incluiu o  1º Grupo de Caça em citação presidencial de unidade, por extraordinário heroísmo, distinção que fala alto por si só. O Senta a Pua! recebeu na Itália 50 aviões sendo 25 com o grupo e 25 em reserva. Durante sete meses de guerra consumiu 20 por terem sido avariados ou abatidos e trouxe 20 para o Brasil. O Grupo na Itália executou 445 missões, com 2.550 saídas, 6.144 horas de vôo, lançamento de 4.442 bombas, 1.180.200 tiros de metralhadora . 50, disparados; 850 foguetes lançados e 4.058.651 litros de gasolina consumidos. Atingiu 11 aviões; 105 locomotivas; 1.990 veículos automóveis, 1.085 vagões e carro-tanques; 21 carros blindados; 76 pontes ferroviárias e rodoviárias; 100 posições de artilharia; 46 depósitos de munição e combustível; cinco refinarias; 72 embarcações, incluindo um navio; quatro postos de comando etc... Enfim destruiu ou danificou 4.467 alvos militares, dos quais 2.511 destruídos. Foi recordista em missões de guerra cumpridas  o então ten. – av. da reserva Alberto Martins Torres que já havia na campanha do Atlântico cumprido 64 campanhas de patrulhamento, fazendo depois carreira como advogado, sendo historiador da saga dos aviadores do Brasil que lutaram no Atlântico e Mediterrâneo na obra Patas Chocas, Avestruzes e outros bichos de pena (Uma carta-caderno). Ocupou o terceiro lugar com 94 missões de guerra cumpridas, nas quais teve seu avião atingido sete vezes pela artilharia antiaérea, além de um pouso de emergência em Fortil-Itália, base de poloneses na RAF, o 1º ten. - av. Ruy Barbosa Moreira Lima que narra a saga dos avestruzes do  1º Grupo de Caça e mais os da 1ª ELO na Itália no livro Senta a Pua! (Rio, Bibliex, 1980). As experiências colhidas pelos jamboks, avestruzes do  1º Grupo de Caça, tiveram grande projeção no desenvolvimento desta especialidade na FAB. Eles formaram escola e a lembrança de seus nomes e de seus feitos está presente e viva nas bases aéreas de Santa Cruz, Anápolis, Canoas, Santa Maria, Natal e Fortaleza. O Senta a Pua! (Ist Brazilian Figher Group) foi apoiado por seis enfermeiras da Escola Ana Nery, do Rio e 1 dos EUA e por médicos, como Lutero Vargas, filho do presidente do Brasil à época, e depois um de seus biógrafos e por quatro militares dos EUA que se integraram no espírito do grupo, inclusive o sgt. Joseph Britto, pai da atriz Sandra Bréa, e o maj. da USAF, oficial de ligação, John Buyers, hoje radicado no Recife. Até hoje, sob a liderança de seu comandante na Itália, o Senta a Pua! reúne-se em 6 de outubro e saúdam, com palmas, seguida da palavra Adelfi, os mortos, ou um vivo, como deferência muito especial. Foi tradição trazida da Itália de saudar com um Adelfi um companheiro desaparecido e que começou com uma brincadeira derivada da imitação da singular propaganda do cigarro Adelfi.  

Esquadrilha de ligação e reconhecimento (1ª ELO) 

            Esta esquadrilha combateu no Teatro do Mediterrâneo, na Campanha da Itália e sob controle operacional da FAB, integrando sua Artilharia Divisionária, para a qual fez observações, reconhecimentos aéreos e regulagens de tiro. Foi comandada pelo maj. - av. João Fabrício Belloc. Foi equipada com 10 aviões Piper Cub 4HL de turismo, os conhecidos Teco-Tecos, adaptados, mas sujeitos a paradas temporárias ou totais junto às linhas inimigas, no inverno rigoroso por falta de aquecedor do cone do difusor do carburador, ou serem atingidos por granadas inimigas com espoleta eletrônica VT. A 1ª ELO voou 684 horas em missões de guerra, tendo executado 400 regulações de tiro para a artilharia brasileira e para a dos americanos e ingleses. Ela operou nas seguintes pistas de pouso em seqüência: San Rossore (hipódromo), San  Giógio  (Pistóia),  Suviana, Porreta Terme (pista de chapas de aço), Montéchio, Piacenza, Portalbera e Bergamo. O lema da Esquadrilha foi – “Olho nele!” (ou no inimigo). Ela participou ativamente das principais ações da FEB: Monte Castelo, Belvedere, Della Torrácica, Montese, etc... Ela se constituiu no olho comprido da artilharia brasileira. O correspondente de guerra brasileiro Rubem Braga, após realizar vôo de reconhecimento com a 1ª ELO, escreveu: 

“Obscuro e quase esquecido do noticiário dos jornais e rádios do mundo, longe dos feitos sensacionais e das proezas dramáticas, o pobre Teco-Teco (alusão ao piper Cub da ELO), na sua vida modesta e rotineira, é ele também um instrumento de morte dos nazistas, uma preciosa máquina trabalhando todo o dia na construção da Vitória”.  

            Nenhum avião da 1ª ELO foi perdido, conforme escreveu por equívoco mais tarde em seu livro Missões Silenciosas o gen. Vernon Walters que como capitão representou o gen. Mark Clark junto ao comandante da FEB durante a Campanha da Itália, conforme observou o ex-integrante da ELO e historiador brasileiro, o atual cel. Elber de Melo Henriques. Escreveu aquela autoridade que assistiu à 1ª ELO ser destruída no solo pelo inimigo, o que foi um equívoco daquela ilustre autoridade amiga do Brasil, mas que feriu fundo os brios dos heróis daquela esquadrilha. Era uma retificação que aqui se impunha. Integraram a ELO 13 pilotos da FAB e 11 observadores de Artilharia do Exército que prolongaram os olhos dos artilheiros. Ela contou  com o apoio de 18 praças da FAB e de 10 do Exército. A FEB, através de sua AD, extinguiu a 1ª ELO, em 14 de junho de 1945, depois do término da guerra. O Gen. Cordeiro de Farias, comandante da AD, batizou o avião capitânia de Quero-Quero, lembrando o pássaro existente no Rio Grande, chamado: - “a Sentinela dos Pampas, em razão de ser guerrilheiro alado que dá o alarma no intruso ou denuncia o homem escondido, pássaro que tem a consciência de seu direito  e a ilusão de sua força baseada nas duplas puas róseas de suas asas... “O Quero-quero é astuto como o nosso vaqueano gaúcho”.

            A ação corajosa e de vigilância dos Quero-Queros da Elo comparada com os aviões foi muito feliz. Historiadores brasileiros da campanha da Itália lamentam o abandono da experiência da ELO e julgam ser desperdício de pilotos da FAB uma atividade destas, que poderia ser realizada por pilotos do Exército e também observadores aéreos. Foi assim que o marechal Eduardo Gomes iniciou sua carreira de piloto. Primeiro foi observador de artilharia.  

Submarinos afundados no Brasil  

            Até 1942 os submarinos do Eixo fizeram o que quiseram além de cobrir suas vítimas de escárnio, inclusive no litoral brasileiro. No primeiro semestre de 1943 ocorreu uma blitz contra os submarinos do Eixo atuando no litoral do Brasil. Os submarinos foram aos poucos sendo superados em suas técnicas e táticas de ataque pela eficiência crescente das dos aliados em guerra anti-submarino. A medida que a tonelagem dos cargueiros torpedeados foi diminuindo foi aumentado a de submarinos afundados. Em maio de 1943 a Força do Atlântico Sul e 4ª Esquadra Americana recebeu substancial reforço de aviões Ventura e Liberators e bombas de profundidade para explodirem em diversas profundidades. Foram afundados particularmente no litoral do Brasil, de 4 de janeiro – 4 de agosto de 1943, pela Força Naval do Nordeste e 4ª Esquadra Americana à qual subordinavam-se forças navais e aéreas brasileiras especializadas em guerra anti-submarino e proteção de comboios, 15 submarinos do Eixo, dos quais 14 alemães e um italiano, além de mais um alemão, o U-161, não confirmado. Foi um total expressivo, se comparado com os 16 afundados entre as Guianas-Antilhas-Estados Unidos-Canadá. Eles operavam com apoio em submarinos supridores de 1.600 t., chamados vacas-leiteiras (milchkune) que em número de 12 atuavam no largo dos Açores, apoiando cerca de 400 submarinos alemães – os U-Boats, que eram por sua vez apoiados em bases no litoral da França. Foram afundados na costa do Brasil os: U-164, afundado, em 4 de janeiro de 1943, por aviões dos EUA a nordeste de Fortaleza; o U-507, afundado por um Catalina dos EUA na foz do Paraíba, sem deixar sobreviventes, tendo sido o causador da maior tragédia da Marinha Mercante Brasileira nesta guerra e mesmo do Brasil, os trágicos e traiçoeiros torpedeamentos dos navios brasileiros, antes de ato de Declaração de Guerra, ou seja, dos mercantes Baependi, Araranaguá, Aníbal Benévolo, Itagiba e Arará que mataram 607 brasileiros, numa proporção  de 60% das perdas fatais da Marinha Mercante Brasileira em toda a guerra, fato que determinou a entrada do Brasil na guerra e sua participação do esforço bélico aliado; Archimede, submarino italiano afundado em 15 de abril de 1943, por aviões dos EUA, na altura do Atol das Rocas; U-128, afundado em 17 de março de 1943, no litoral de Alagoas, por aviões e um contratorpedeiro dos EUA, após tentar atravessar comboio escoltado pela Marinha Brasileira; U-590, afundado em 9 de julho de 1943, no litoral do Amapá, por aviões dos EUA, tendo sido o torpedeador do mercante Pelotaslóide; U-513, afundado em 19 de julho de 1943, no litoral de Santa Catarina, por um avião dos EUA, salvando-se seu famoso comandante; U-662, afundado em 21 de julho de 1943, no Amapá, por uma Catalina dos EUA; U-598, afundado no Cabo São Roque, em 23 de julho de 1943, por aviões dos EUA sem ter chegado a operar, sendo atingido por bombas Fido, usadas pela primeira vez; U-591, afundado em 30 de julho de 1943, ao largo do Recife, por um avião Veja Ventura dos EUA baseado em Natal; U-199, afundado em 27 de setembro de 1943, por um Catalina da Força Aérea Brasileira, o Arará PBY-4, em frente ao Rio de Janeiro, submarino que antes havia abatido um avião PBM-3 Mariner dos EUA, sendo o primeiro submarino de 1.200 t. a ser afundado e o U-604 afundado em 4 de agosto de 1943, ao norte da ilha da Trindade, por autodestruição, sendo da classe abastecedor ou vaca-leiteira dos demais, por transportar suprimentos de torpedos, combustíveis, remédios, alimentos e peças de reposição destinados a eles. Fora avariado por um avião dos EUA, a 100 milhas de Maceió, que depois foi abatido pelo U-185 que protegia o U-640, alvo de segundo ataque. O U-161 foi atacado, em 27 de setembro de 1943, a leste de Salvador, por um avião dos EUA, dando a impressão de haver sido destruído. O U-185, que salvara a tripulação do U-640 antes ele autodestruir-se, foi afundado por aviões dos EUA. O comandante do U-604, muito ferido e imobilizado na enfermaria do U-185, matou, a pedido, um marinheiro em idêntica situação e depois matou-se com um tiro antes que o mar fizesse. O U-604 foi o único submarino supridor ou vaca-leiteira que operou no litoral do Brasil. Os submarinos supridores eram muito vulneráveis na hora do abastecimento da matilha  de submarinos, pois os encontros que combinavam eram captados pelos rádios aliados que haviam capturado o Código de Comunicações da Marinha Alemã. Com a destruição da maioria dos supridores ou vacas-leiteiras e neutralização das bases de submarinos alemães na costa da França e mesmo eficiência da guerra anti-submarino no litoral do Brasil, eles foram obrigados a deixá-los. Se a guerra tivesse se prolongado é possível que submarinos alemães tipo XXI, com 19.000 milhas de raio de ação tivessem operado no litoral do Brasil, sem necessidade de reabastecimento, causando maiores prejuízos ao Brasil. A guerra anti-submarino no Brasil contou com o concurso da Marinha e Aeronáutica na proteção do tráfico marítimo e do Exército na vigilância do litoral, com o concurso eficiente de pescadores, negando aos submarinos pontos de apoio e refúgios na costa do Brasil. Destacou-se na guerra anti-submarino o Centro de Operações Conjunto do Rio de Janeiro que integrou elementos da Marinha de Guerra e Mercante do Brasil e da de Guerra dos EUA e das aviações naval dos EUA (4ª Esquadra Americana) e Força Aérea Brasileira, para onde fluíam as informações sobre a navegação no Atlântico Sul, como a localização de submarinos. O Centro planejava a proteção de comboios e varreduras. Sua área era um arco com extremos em Florianópolis-SC e Caravelas-BA. Cobriam esta área aviões baseados no Rio de Janeiro. Os U-Boats eram de 500, 740, 1.200 e 1.600 t. Os últimos, os vacas-leiteiras, possuíam baterias antiaéreas para combate com aviões. Dos 1.000 submarinos ou U-Boats fabricados pela Alemanha estima-se que 781 foram afundados. É assunto com um certo grau de imprecisão. Outras fontes confirmam o afundamento do U-161 por um avião Mariner baseado em Salvador. Ele era comandando pelo cap. Albrech Achilles, considerado o menor homem da Marinha alemã e talvez o seu melhor submarista. Era franzino, raquítico, mas bravo e competente, pois fazia de um submarino em suas mãos uma espada que esgrimia com perfeição. Sua carreira fora uma legenda, até sucumbir próximo a Alagoas. A base aérea inglesa de Ascensão sediou o 1º Grupo Misto do Exército dos EUA e mais tarde uma esquadrilha de aviões Liberators destacada de Natal.  Entre as bases de Natal e Ascenção aviões da 4ª Esquadra Americana baseada no Recife fizeram vôos diários de barreiras, através do denominado Cinturão do Atlântico Sul (Saliente Nordestino-ilha de Ascenção-África) visando detectar submarinos do Eixo e principalmente navios furadores de bloqueio, transportando da Ásia, principalmente, matérias-primas estratégicas para o esforço de guerra nazista, com ênfase nos meses de dezembro de 1944 e janeiro de 1945. A cobertura aérea do cinturão foi complementada por quatro grupos-tarefas, com um cruzador e um destróier, ou dois destróieres, cada, patrulhando o Cinturão do Atlântico Sul, entre Recife e Ascenção. Aviões  Liberators baseados em Ascenção afundaram os potentes e modernos submarinos de 1.200 t. os U-848 t., U-849 e U-177, respectivamente, em 5 e 25 de novembro de 1943 e 6 de fevereiro de 1944 e nas posições (10º09S-18º00w), (06º30S-00º40W) e (10º 35S-23º 12W). O ataque ao U-848 foi sensacional. Recebeu 10 ataques de parte de seis aviões que lançaram 33 cargas de profundidade e 12 bombas de demolição. Seus sobreviventes foram inquiridos no Brasil. Na luta estratégica no Atlântico Sul, contra os navios rompedores de bloqueio na altura do Cinturão do Atlântico Sul, escaparam o Osorno e, temporariamente, o Alsterunfer afundado na Baía de Biscaia. Foram afundados nas imediações de Ascenção, que controlava pelo sul o Estreito Natal-Dakar, por navios da 4ª Esquadra Americana baseada no Recife, os furadores Essemberg (21 de novembro de 1942), Karin (10 de março de 1943 ao largo do Recife), Wesserland (31 de janeiro de 1944), Rio Grande (4 de janeiro de 1944, ao largo do Cabo São Roque) e o Burgenland (5 de janeiro de 1944, ao largo do Recife). O afundamento dos três últimos furadores, em ação coordenada por navios da 4ª Esquadra baseados no Recife e aviões baseados em Natal e Ascensão, se constituiu em duro golpe estratégico no Eixo. Todos eram de sete mil t. e vinham carregados de borracha e outros itens, desde o Japão e Índias Holandesas. Os náufragos do Burgenland foram socorridos pela corveta Camocim da Marinha do Brasil, que integrava a 4ª Esquadra, através da Força Naval do Nordeste. Tanto os submarinos de 1.200 t., como os rompedores de bloqueio ofereceram tenaz resistência antiaérea aos aviões, dos quais um foi abatido e outros avariados. De 21 de setembro de 1942 a 15 de abril de 1944, estiveram presos no Campo Provisório de Concentração de Pouso Alegre-MG, no quartel do 1º Grupo do 8º Regimento de Artilharia, 62 prisioneiros de guerra alemães, capturados do navio alemão rompedor de bloqueio. Annelise Essemberg, de 5.000 t., afundado em 21 de novembro de 1942 na posição (00-54N-22-34W), por auto-destruição, quando ia ser identificado por navios da 4ª Esquadra  Americana baseados no Recife. Fazia-se passar por norueguês, provinha do Japão. Sua tripulação aprisionada era de 62 homens dos quais 42 marinheiros mercantes e 20 de guerra, sendo  14 oficiais e 48 suboficiais e marinheiros, conforme revelamos em Ombro a Ombro de abril 1991.  

Correspondentes de Guerra do Brasil   

            Para acompanhar as forças brasileiras na Itália, enviaram correspondentes de guerra os seguintes jornais do Brasil: Diário Carioca enviou Rubem Braga; Correio da Manhã – Rui Brandão; Diários Associados – Joel Silveira e José Barros Leite; O Globo – Egídio Squeff; Agência Nacional – Tharsilo C. Nike e Horácio G. Sobrinho (repórteres) e Fernando S. S. da Fonseca e Adalberto Cunha (cinegrafistas); Jornal do Brasil – Alberto D. Abranches. Se credenciou junto à FEB o jornalista da BBC de Londres, Francis Hallowel, apelidado Chico da BBC que ao final da guerra radicou-se no brasil e escreveu livro sobre a guerra. Destacaram-se os correspondentes Rubem Braga e Joel Silveira que produziram após valiosos trabalhos sobre a FEB. Pleiteou ir como correspondente de guerra pelo Correio da Manhã o jornalista Carlos Lacerda, mais tarde governador do Rio de Janeiro, segundo declarou ao veterano e historiador da FEB Joaquim Xavier da Silveira, autor de A FEB por um soldado (Rio, Nova Fronteira, 1989). Os correspondentes estiveram agregados à FEB, em Pistóia. Eles produziram valiosa documentação sobre a FEB que em grande parte está reunida na ANVFEB (Associação de Veteranos da FEB) localizada na Rua das Marrecas, no Rio de Janeiro. Ela, junto com a documentação oficial recolhida e indexada pelo Arquivo Histórico do Exército, no Palácio Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e mais a vasta bibliografia e hemerografia produzida, indexada em Tesouros da FEB existente na citada associação e de autoria do historiador e veterano da FEB, cel. Ruas Santos, permitem recompor em detalhes a atuação militar do Brasil no TO do Mediterrâneo, bem como o perfil do combatente brasileiro, que lá combateu em defesa da democracia e da liberdade mundial, que foi ensaiado pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, em 1962, bem como o perfil de seus chefes. Os correspondentes de guerra Rubem Braga e Joel Silveira, por exemplo, deixaram assinalados em seus escritos a providencialidade do comandante escolhido para comandar a FEB e a sua grandeza como soldado. Em 12 de dezembro de 1944  a FEB, ainda bisonha, teve um insucesso no ataque a Monte Castelo, o que levou seu comandante a ser pressionado na histórica Conferência do Passo de Futa, QG do IV Corpo de Exército dos EUA, em que o gen. Crittenberger fez as seguintes e consecutivas perguntas ao gen. Mascarenhas; “Quais os motivos da derrota de hoje? A FEB tem ou não tem capacidade de combate?” Em conseqüência, com este e outros problemas, os brios de Mascarenhas levam-no a pensar em pedir renúncia do comando da FEB, no que foi convencido ao contrário pelo gen. Cordeiro de Farias. Sobre isto comentou o mais tarde grande cronista Rubem Braga, veterano correspondente de guerra na Revolução de 1932, no túnel da Mantiqueira, além de historiador da FEB, com o excelente livro Com a FEB na Itália. Observou ele com agudeza: 

“Foi bom que o gen. Mascarenhas não renunciasse e que ficasse. Com o seu Estado-Maior dividido, os inevitáveis desentendimentos (ou difíceis entendimentos) com o Comando Aliado, à displicência com que o Rio de Janeiro atendia os pedidos da FEB, os ciúmes e prevenções da retaguarda e as durezas da guerra, só um homem da respeitabilidade, da energia e da paciência do gen. Mascarenhas poderia levar a campanha até o fim como ele fez, com êxito”.  

            Joel Silveira, ao entrevistar Mascarenhas de Morais já consagrado pelo povo brasileiro como marechal vitalício e perguntar-lhe sobre o que mais desejava na vida, teve como resposta: “Merecer o respeito e apreço público”. Na mesma época da pressão injusta recebida por Mascarenhas de Morais no Passo de Futa, uma divisão americana de 15 mil homens foi reduzida a oito mil, em avanço na direção de Bologna  que foi bloqueada. No momento em que se realizava a Conferência de Futa, os alemães haviam contra-atacado na região de Camaiore e Viareggio, obrigando duas divisões americanas a um recuo de 5 Km. Na resposta dos brasileiros  ao IV Corpo foi enfatizada  a incompatibilidade da missão atribuída à FEB pelo IV Corpo e o fato de, ao contrário da FEB, nenhuma divisão americana, mesmo a melhor, quer no pacífico, quer na Europa, quer no Mediterrâneo, haver entrado em combate, sem haver completado o ciclo de instrução. Ou seja, um ano de instrução nos EUA, três meses no TO e um mês de adaptação. E que a instrução da FEB tinha sido incompleta no Brasil, por culpa do governo e, na Itália, por culpa do Comando Aliado. E mais que a FEB não podia fazer julgamento próprio de sua capacidade de combate, tarefa que cabia ao comando americano. O comando do IV Corpo, convencido de que o que havia era uma forte reação inimiga na frente, informou que a capacidade  de combate da FEB estava fora de apreciação e que ela deveria de qualquer maneira manter as posições ocupadas.  A partir daí, o gen. Mascarenhas mudou seu estilo de comando. Passou a interferir diretamente nas operações e a ter uma visão melhor delas com resultados muito positivos, compensando assim divergências em seu Estado-Maior que têm sido abordadas na extensa bibliografia sobre a FEB e particularmente nas obras de seu comandante. A FEB por seu comandante e na de seu chefe de Estado-Maior, cel. Floriano de Lima Brayner, A verdade sobre a FEB, considerada pelo veterano Octávio Costa “como apaixonada e perversa, escrita para denegrir a reputação de seus rivais militares e que apesar da evidente má-fé e da ótica de dono da verdade é essencial para o conhecimento da FEB por dentro”. A polarização das divergências se situou entre o comandante da FEB e seu chefe de Estado-Maior e o estudo histórico crítico das mesas encerra valiosas lições que chefia  e liderança. Livro importante é Mascarenhas de Morais e sua época (Rio, Bibliex, 1983, 2v) de autoria de veterano e herói da FEB e mais tarde consagrado historiador militar e geopolítico brasileiro, gen. Carlos de Meira Mattos, que na paz colaborou com o marechal Mascarenhas de Morais nos livros A FEB por seu comandante e Memórias, além de autor do clássico  Roteiro da FEB desenhado por Alberto Lima. Meira Mattos foi oficial de ligação do comando da FEB, tendo assumido o comando da companhia do I Batalhão do 11 RI, que em sua primeira missão de combate entrou em pânico e recuou temporariamente, sem conseqüências táticas, em 3 de dezembro de 1944, da posição que ocupava na Frente de Guanela, episódio que é rico de ensinamentos a comandantes de companhias e pelotões. Meira Mattos recuperou o moral da companhia depois de substituir seu comandante, sendo por isto agraciado com importante condecoração americana. O correspondente de O Globo Egydio Squeff produziu excelente trabalho que, impresso no Rio, voltava ao front sob a forma de O Globo Expedicionário noticiando feitos da FEB, dando notícias da guerra como um todo, notícias do Brasil e que levava aos pracinhas brasileiros, segundo Roberto Marinho:  

“nos alojamentos e nas trincheiras, as mensagens, as brincadeiras, as palavras de ânimo de familiares e amigos... e a idéia de que não estavam sós e a noção de que seus sentimentos tinham sentido de participação na construção de um mundo novo.” 

Leia a continuação (Parte 4/4)

 


Última alteração em 07-04-2006 @ 02:32 pm

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