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Salvas de Tiros
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-04-2006 @ 02:47 pm
 

 

As salvas de tiros encontram sua origem na Idade Média. As salvas de funerais (ou fúnebres) nasceram do costume de dar-se três tiros de mosquete na hora em que o militar (soldado a general) estivesse baixando a sepultura para espantar os maus espíritos e assim evitar que tomassem  conta da alma do morto. Assim  homenageavam o Pai, o Filho e o Espírito Santo ou a Santíssima Trindade.

As salvas de gala também remontam à Idade Média. Era costume, quando uma força se aproximava de uma fortificação, em atitude pacífica, para parlamentar, que esta descarregasse todos os seus canhões e mosquetes para assegurar à comitiva de negociadores que seria bem recebida.

Este comportamento estendeu-se a navios que se aproximassem um do outro. Era o sinal de que nada deviam temer.

A mesma prática era levada a efeito por navio que se aproximasse, em missão de paz, de um porto. A fortaleza que o defendia, respondia da mesma forma.

A tradição do número ímpar de tiros é para não deixar dúvidas na contagem. Em realidade, as salvas são de número par de tiros. É acrescentado sempre mais um tiro para evitar-se erros de contagem.

O número de salvas de canhões e mosquetes de um forte ou navio de guerra passou a caracterizar a consideração que merecia o visitante estrangeiro ou nacional à instalação militar considerada .

As salvas tem evoluído no Brasil desde o Império.

O Imperador, como na Inglaterra, fazia juz à salva de 101 tiros. Brasil e Portugal acompanhavam, em matéria de salvas, as grandes potências, notadamente a Inglaterra.

A salva de 21 tiros, no Império, a maior depois do Imperador, era destinada à Imperatriz, à família real e arcebispos e bispos em suas dioceses, como reflexo da união Estado-Igreja Católica.

Na República, a salva de 21 tiros passou a ser privativa do Presidente da República e de membros do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, quando incorporados(1915). Em 1942, foi suprimido o Congresso Nacional, e colocado como tendo direito a 21 tiros – o Conselho Federal e a Câmara de Deputados (no Estado Novo). Em 1983, passaram a ter direito a 21 tiros: o Presidente da República, Chefe de Estado Estrangeiro, O Congresso e o STF quando incorporados.

Não foi encontrada a razão de haver-se estabelecido o número de 21 tiros como salva máxima. Obtivemos uma explicação da nossa Marinha: “O máximo de uma salva de bordo era 7 tiros, que devia ser respondida 3 vezes pela terra, ou seja 21 tiros. Não se conhece  base bibliográfica para tal"

Curriculum 
Vitae

 


Autor: Cel Eng QEMA Ref Claudio Moreira Bento
 


Última alteração em 07-05-2006 @ 07:24 pm

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